Primavera do Leste / MT - Terca-Feira, 20 de Janeiro de 2026

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Polícia deixa de fazer rondas por causa de buracos nas ruas em bairro



Ruas esburacadas impedem a circulação de viatura da polícia em bairro de MT — Foto: Reprodução/TVCA

Ruas esburacadas impedem a circulação de viatura da polícia em bairro de MT — Foto: Reprodução/TVCA

Soldados da Polícia Militar estão com dificuldades para fazer rondas e atender os chamados para o Bairro Jardim Paineiras, em Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá. A má condição das ruas impede o acesso das viaturas ao local.

A Prefeitura de Rondonópolis informou, por meio de nota, que a empresa contratada já deu início aos trabalhos de recuperação das ruas e contenção da erosão. Também afirmou que tem projeto para construção de galerias de água e pavimentação.

O orçamento previsto para a obra é de R$ 2,4 milhões.

Os moradores dizem que se sentem inseguros, reclamam da condição das ruas e cobram segurança.

Claudina Ribeiro, que mora no bairro, diz que algumas ruas estão intransitáveis e até mesmo pedestres e ciclistas têm dificuldades para passar.

“Temos a polícia disponível para nós, mas se precisarmos de ajuda, ou em caso de emergência, não tem como sermos atendidos, pois os policiais não consegurem transitar nas ruas”, relatou.

O tenente da Polícia Militar, Marcos Oliveira, conta que, além das ruas sem asfalto, a falta de iluminação também prejudica o acesso dos policiais nas ruas.

“Temos várias dificuldades. Quando alguma viatura precisa passar pelo bairro, volta com o estepe prejudicado e o pneu furado. Tem policiamento, mas, muitas vezes, temos que deixar o veículo a 30 metros de distância para conseguir entrar na rua”, disse.

Segundo Jucelia Pereira, que também mora no bairro, ela já precisou acionar a polícia, por causa de um roubo na casa dela. No entanto, os policiais não conseguiram chegar com o carro até o local.

“Quando roubaram a minha moto, precisei acionar a polícia, mas eles não conseguiram chegar na minha casa. Eles deixaram a viatura e vieram a pé para atender a ocorrência. Estamos nos sentindo isolados”, contou.

Fonte: G1 Mato Grosso



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Janeiro Roxo: Hanseníase ainda é desafio para a saúde pública em Mato Grosso


Com mais de 4 mil casos notificados em Mato Grosso em 2024, a hanseníase continua sendo um grande desafio para a saúde pública no Brasil. Embora a doença tenha sido progressivamente controlada, ainda representa um problema relevante, especialmente em áreas endêmicas como o estado de Mato Grosso. O tratamento, disponibilizado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), varia de seis meses a um ano, dependendo da forma e gravidade da enfermidade.

 

A Unidade Básica de Saúde (UBS) é a principal porta de entrada para o diagnóstico e avaliação inicial da hanseníase nos municípios. Nessas unidades, os profissionais de saúde são treinados para identificar os primeiros sinais da doença, como manchas na pele e perda de sensibilidade, que, se não tratados a tempo, podem levar a complicações graves. Quando necessário, os pacientes são encaminhados para Centros de Referência em Hanseníase, que possuem uma estrutura mais especializada, oferecendo tratamento avançado e acompanhamento contínuo para aqueles com formas mais graves ou complicadas da doença.

 

A conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce da hanseníase tem ganhado força especialmente durante o Janeiro Roxo, uma campanha nacional idealizada pelo Ministério da Saúde. Essa ação busca sensibilizar a população sobre a importância da detecção precoce da doença, que, se diagnosticada a tempo, pode ser tratada com eficiência, evitando complicações e o estigma social.

 

A Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) apoia essa iniciativa e destaca o papel fundamental da campanha para despertar a sociedade sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce. A hanseníase é uma doença de notificação compulsória, o que significa que profissionais de saúde devem registrar e comunicar todos os casos diagnosticados, contribuindo para o controle e erradicação da enfermidade.

 

Atenção especializada – Em Mato Grosso, seis municípios mantêm Ambulatórios de Atenção Especializada Regionalizados (AAER), que oferecem tratamento da hanseníase em Alta Floresta, Barra do Garças, Juara, Juína, Tangará da Serra e Várzea Grande. O Hospital Regional de Colíder passou a ofertar atendimento especializado em 2025, ampliando a rede de assistência.

 

Ações nos municípios – Municípios de todo o estado estão desenvolvendo ações em alusão à campanha Janeiro Roxo e reforçando a importância do diagnóstico precoce. As atividades incluem campanhas de esclarecimento, orientações, eventos educativos, entre outras atividades direcionadas à população. Em Várzea Grande, Unidades de Saúde da Família (USF) estão realizando ações de conscientização, avaliação clínica, busca ativa e diagnóstico, facilitando o acesso da população.

 

Aripuanã organiza o Dia D de Combate à Hanseníase, que será realizado no dia 24 de janeiro, em que profissionais de saúde vão orientar a população, identificar sinais suspeitos e encaminhar os casos para acompanhamento e tratamento, quando necessário.

 

Em Sinop as ações incluem atendimentos específicos nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e no Centro de Referência em Combate à Hanseníase e Tuberculose. As iniciativas contemplam, ainda, a qualificação de novos profissionais da saúde que integram a Atenção Primária à Saúde.

Agência de Notícias da AMM


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