Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 22 de Outubro de 2026

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Polícia deixa de fazer rondas por causa de buracos nas ruas em bairro



Ruas esburacadas impedem a circulação de viatura da polícia em bairro de MT — Foto: Reprodução/TVCA

Ruas esburacadas impedem a circulação de viatura da polícia em bairro de MT — Foto: Reprodução/TVCA

Soldados da Polícia Militar estão com dificuldades para fazer rondas e atender os chamados para o Bairro Jardim Paineiras, em Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá. A má condição das ruas impede o acesso das viaturas ao local.

A Prefeitura de Rondonópolis informou, por meio de nota, que a empresa contratada já deu início aos trabalhos de recuperação das ruas e contenção da erosão. Também afirmou que tem projeto para construção de galerias de água e pavimentação.

O orçamento previsto para a obra é de R$ 2,4 milhões.

Os moradores dizem que se sentem inseguros, reclamam da condição das ruas e cobram segurança.

Claudina Ribeiro, que mora no bairro, diz que algumas ruas estão intransitáveis e até mesmo pedestres e ciclistas têm dificuldades para passar.

“Temos a polícia disponível para nós, mas se precisarmos de ajuda, ou em caso de emergência, não tem como sermos atendidos, pois os policiais não consegurem transitar nas ruas”, relatou.

O tenente da Polícia Militar, Marcos Oliveira, conta que, além das ruas sem asfalto, a falta de iluminação também prejudica o acesso dos policiais nas ruas.

“Temos várias dificuldades. Quando alguma viatura precisa passar pelo bairro, volta com o estepe prejudicado e o pneu furado. Tem policiamento, mas, muitas vezes, temos que deixar o veículo a 30 metros de distância para conseguir entrar na rua”, disse.

Segundo Jucelia Pereira, que também mora no bairro, ela já precisou acionar a polícia, por causa de um roubo na casa dela. No entanto, os policiais não conseguiram chegar com o carro até o local.

“Quando roubaram a minha moto, precisei acionar a polícia, mas eles não conseguiram chegar na minha casa. Eles deixaram a viatura e vieram a pé para atender a ocorrência. Estamos nos sentindo isolados”, contou.

Fonte: G1 Mato Grosso



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política

TSE estuda desativar canais políticos no WhatsApp 48h antes da eleição


Proposta foi escrita pelo vice-presidente da Corte, André Mendonça

TSE faz últimos preparativos para o primeiro turno nas Eleições 2018

Uma minuta de resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) prevê que canais de WhatsApp com teor político e mais de 200 mil seguidores sejam desativados nas 48 horas anteriores e 24 horas posteriores ao segundo turno da eleição, marcado para o próximo domingo (25). 

Caso aprovada pelo plenário do TSE, a medida entraria em vigor de imediato, conforme o texto da minuta obtida pela Agência Brasil.

A minuta com a proposta passou a circular entre os ministros do TSE após o tema ser debatido em reuniões informais realizadas na sexta-feira (16) e na terça-feira (20). O texto foi redigido pelo ministro André Mendonça, vice-presidente da Corte Eleitoral.

Em nota à imprensa, o gabinete de Mendonça informou não se tratar de uma iniciativa pessoal do ministro, mas que coube a ele a autoria da minuta por ser tradição que as normas eleitorais sejam redigidas pelo vice-presidente do TSE.

“O objetivo discutido é proteger a integridade do pleito nas horas que antecedem e sucedem a votação, quando não há tempo hábil para resposta ou correção de conteúdos ilícitos”, diz a nota do gabinete de Mendonça.

A nota acrescenta ainda que o texto foi redigido a partir de um consenso interno, e que “os critérios em análise são objetivos e impessoais e valem igualmente para todos os canais de natureza político-eleitoral de grande alcance, qualquer que seja o candidato, o partido ou a orientação política”.

Caso seja aprovada, a iniciativa deve atingir o canal “Exército do Lula”, que atingiu nesta quarta (21) a marca de 7 milhões de inscritos no aplicativo de mensagens WhatsApp. Também seria desativado o canal “Tropa do Flávio”, que possui 2 milhões de inscritos.

Proposta

O texto da minuta aplica aos canais de transmissão de natureza político-eleitoral com mais de 200 mil seguidores as mesmas restrições que já vigoram sobre o conteúdo impulsionado de campanha, aquele cujo alcance é potencializado mediante pagamento às plataformas.

O texto também considera haver “alcance desproporcional de canais com grande audiência na difusão de conteúdos ilícitos”.

Em outro trecho, a proposta diz ainda que “o período compreendido entre as 48 (quarenta e oito) horas antes e as 24 (vinte e quatro) horas depois da eleição concentra o maior risco de dano irreversível à formação livre da vontade do eleitorado, por não haver tempo hábil para resposta, esclarecimento ou tutela jurisdicional efetiva”.

Controvérsia

A proposta surge após uma disputa de liminares em torno do canal “Exército do Lula”. Na semana passada, o canal foi retirado do ar pelo ministro Kássio Nunes Marques, presidente do TSE, após pedido da campanha do presidenciável Flávio Bolsonaro, que alegou disseminação de desinformação.

Logo em seguida, porém, o corregedor-nacional da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, restabeleceu o canal. Ele afirmou não haver elementos que justificassem a medida e que Nunes Marques não poderia ter suspendido o canal por via administrativa, como fez, uma vez que o caso já tramitava pela via judicial em processo relatado pelo próprio corregedor.

Pouco depois, porém, Nunes Marques voltou a suspender o canal, alegando que mesmo sendo administrado por um apoiador, o deputado André Janones (Rede-MG), a ferramenta teria vínculo com a campanha oficial, e portanto deveria estar registrado no TSE como tal.

Por fim, o Exército do Lula acabou sendo liberado pelo presidente do TSE, após o registro ter sido feito pela campanha oficial.

Felipe Pontes – repórter da Agência Brasil


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