Primavera do Leste / MT - Terca-Feira, 16 de Junho de 2026

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Por ponto facultativo, governo de MT pretende cumprir meta de vacinação contra gripe nesta 5ª



O governo de Mato Grosso pretende atingir a meta de 90% da cobertura da campanha de vacinação contra a gripe nesta quinta-feira (21). A campanha nacional termina na próxima sexta-feira (22), entretanto, o estado decretou ponto facultativo em função do jogo da seleção brasileira na Copa do Mundo.

De acordo com um boletim divulgada na terça-feira (19), pouco mais de 88% da população foi imunizada.

Ao todo, 587.449 mil pessoas foram vacinadas. A meta do estado é vacinar 666.364 mato-grossenses.

No estado, segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES), o índice de cobertura ainda está baixo: crianças de seis meses até cinco anos e gestantes.

Os municípios que precisam intensificar a vacinação são: Rondolândia; Santa Terezinha; Jauru; Terra Nova do Norte; Cáceres; Chapada dos Guimarães; Santo Antônio de Leverger; Castanheira e Planalto da Serra; Nova Olímpia, Alto Paraguai, Colniza, Cotriguaçu, Curvelândia, Castanheira e Vale de São Domingos.

Dos 141 municípios, 53% já ultrapassaram a meta de 90% de cobertura. Outros 38% estão com índice entre 70% e 90%.

Já os municípios de: Colniza, Rondolândia, Cotriguaçu, Curvelândia, Denise, Jauru, Nova Canaã do Norte, Peixoto de Azevedo, Santo Antônio do Leste, Santo Antônio do Leverger, Alto Paraguai e Cáceres, estão com cobertura menor que 70%.

Quem faz parte do grupo prioritário e não conseguir se vacinar até o fim da campanha, pode procurar os postos de saúde a partir da próxima segunda-feira (25).

Segundo o governo, enquanto houver doses disponíveis a continuação desse grupo continuará.

Fazem parte desse grupo prioritário que deve ser vacinado idosos acima de 60 anos, grávidas e as mães que tiveram o bebê em até 45 dias, além de funcionários do sistema prisional, detentos, professores, pessoas com doenças crônicas e crianças, com idades entre seis meses e cinco anos.

Mortes pela doença

Mato Grosso registrou 11 mortes por gripe influenza confirmadas, apenas este ano. E, de acordo com a SES, outros 334 casos suspeitos estão sendo investigados.

Fonte: G1 Mato Grosso



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política

Executivos de empresa que controla a Águas de Primavera fazem delação e dizem ter pago R$ 30 milhões e uma BMW a Juarez Costa


Relatos de ex-dirigentes da Aegea envolvem a concessão de saneamento de Sinop e citam o deputado federal

 

O deputado federal Juarez Costa voltou ao centro de uma investigação de repercussão nacional após ex-executivos da Aegea Saneamento afirmarem, em acordos de colaboração premiada firmados com o Ministério Público Federal, que teriam realizado pagamentos milionários para garantir interesses da empresa em contratos públicos de saneamento. Entre os relatos apresentados pelos delatores está a informação de que Juarez Costa teria recebido R$ 30 milhões destinados ao pagamento de despesas de campanha, além de uma BMW adquirida em 2014.

 

As informações vieram à tona após a homologação dos acordos pelo Superior Tribunal de Justiça e passaram a integrar uma das maiores apurações já realizadas envolvendo concessões privadas de saneamento no país. A investigação reúne relatos de antigos dirigentes da companhia sobre supostos pagamentos feitos para facilitar contratos e manter operações em diferentes municípios brasileiros.

 

Segundo os depoimentos divulgados pela imprensa nacional, o ex-presidente da Aegea, Hamilton Amadeo, afirmou aos investigadores que autorizou repasses relacionados à concessão de saneamento de Sinop durante o período em que Juarez Costa administrava o município. Já o ex-diretor financeiro Flávio Crivellari teria detalhado operações financeiras e a aquisição de uma BMW avaliada em cerca de R$ 330 mil na época.

 

O caso não se limita a Mato Grosso. As delações fazem parte de um conjunto de acordos nos quais ex-executivos relataram supostos pagamentos ilícitos realizados entre 2010 e 2018 em diversos estados. Os valores mencionados nas investigações ultrapassam R$ 60 milhões e envolvem contratos considerados estratégicos para a expansão da empresa no setor de saneamento.

 

Em Sinop, a investigação está relacionada à concessão dos serviços de água e esgoto assinada em 2014. O contrato transferiu a operação para a Águas de Sinop, empresa pertencente ao grupo Aegea, em um dos maiores processos de concessão realizados pelo município naquele período.

 

A repercussão do caso também alcança Primavera do Leste. Isso porque a Aegea é a mesma controladora da Águas de Primavera, concessionária responsável pelos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário da cidade. A empresa mantém operações em outros municípios mato-grossenses e figura entre os principais grupos privados do setor no estado.

 

Não há, até o momento, qualquer acusação ou investigação pública envolvendo a concessão de Primavera do Leste. A relação com o caso ocorre exclusivamente porque a operação local pertence ao mesmo grupo empresarial citado nas delações. Ainda assim, a divulgação dos acordos colocou a companhia sob os holofotes e ampliou o interesse público sobre suas concessões em Mato Grosso.

 

A tramitação do processo passou por diferentes instâncias judiciais em razão das discussões sobre foro privilegiado de alguns dos citados. O caso chegou ao Supremo Tribunal Federal e posteriormente retornou ao Superior Tribunal de Justiça, onde os acordos acabaram homologados. Especialistas apontam que a longa discussão processual poderá influenciar os desdobramentos futuros da investigação.

 

Até o momento, as informações divulgadas têm como base os relatos dos colaboradores e os documentos apresentados aos órgãos de investigação. Juarez Costa ainda não apresentou manifestação pública detalhada sobre o conteúdo das acusações divulgadas nacionalmente.

 

A revelação das delações recoloca em debate uma das decisões mais importantes da história recente do saneamento em Sinop e projeta seus efeitos para além dos limites do município. O fato de a mesma controladora atuar em diversas cidades mato-grossenses, incluindo Primavera do Leste, aumenta a repercussão política do caso e mantém a atenção voltada para os próximos passos das investigações.


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