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Quadrilha que movimentou mais de 2 toneladas de droga é alvo de operação em MT e MS



Operação Captare cumpriu mandados no Bairro Doutor Fábio, em Cuiabá — Foto: Leandro Trindade/TV Centro América

Operação Captare cumpriu mandados no Bairro Doutor Fábio, em Cuiabá — Foto: Leandro Trindade/TV Centro América

Uma organização criminosa que foi responsável pela movimentação de 2 toneladas de maconha nas rodovias de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, nos últimos 4 meses, é alvo da Operação ‘Captare’, realizada nesta quinta-feira (29) pela Polícia Civil nos dois estados.

De acordo com a Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (DRE), um efetivo de mais de 150 policiais cumpre 52 ordens judiciais nas cidades de Cuiabá e Várzea Grande, na região metropolitana da capital, além das cidades sul-mato-grossenses de Campo Grande, Dourados e Coxim.

São 28 mandados de prisão preventiva, 22 mandados de busca e apreensão domiciliar e 2 mandados de apreensão de veículos.

Operação Captare deve cumprir 52 ordens judiciais em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul — Foto: Polícia Civil de Mato Grosso/Assessoria

Operação Captare deve cumprir 52 ordens judiciais em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul — Foto: Polícia Civil de Mato Grosso/Assessoria

Segundo a polícia, quatro dos alvos terão os mandados cumpridos em unidades prisionais de Mato Grosso, sendo 2 no Centro de Ressocialização de Cuiabá, um na Penitenciária Central do Estado e uma na Ana Maria do Coutro May.

Em Mato Grosso do Sul são três mandados de prisão, sendo um em cada cidade, Campo Grande, Dourado e Coxim.

Investigação

As investigações iniciadas há 4 meses tiveram como ponto de partida a necessidade da intensificação e desmantelamento de grupos responsáveis pelo transporte de grandes quantidades de drogas, que abastecem bocas de fumo do tráfico doméstico da Grande Cuiabá.

Conforme o delegado Marcelo Miranda Muniz, foi possível identificar grupos criminosos que interligados se associavam para o cometimento do crime de tráfico de drogas, utilizando-se de veículos para realização do transporte interestadual de maconha do estado de Mato Grosso do Sul para Mato Grosso.

A droga era adquirida no estado do Mato Grosso do Sul, na forma de consórcio (rateada entre os investigados), tendo a participação de presos que já atuavam no tráfico de drogas. Posteriormente, era transportada em veículos que traziam para Cuiabá as grandes quantidades de maconha, utilizando outros veículos como ‘batedores’ ou escolta.

Ainda segundo a polícia, a operação desarticulou uma associação criminosa para o tráfico, que agia de forma coordenada e coesa na distribuição de entorpecentes na região metropolitana, através de transportes clandestinos de drogas, imprimindo com isso aumento significativo na criminalidade.

O delegado Marcelo Miranda Muniz informou que mais uma vez foi identificada como uma das características da associação criminosa o ‘consórcio’, montado com o objetivo de dividir os custos com a compra da droga e a logística do transporte.

Ao longo de 4 meses de investigação foram apreendidos 2,5 toneladas de maconha e seis veículos.

Nome da operação

Captare é o nome de uma casta de anjo presente na obra literária de ficção Ignavos, escrita por um investigador de polícia desta Especializada.

Os Captares, ou rastreadores, como também são conhecidos, são tidos como uma espécie de “serviço secreto”, encarregados de caçar e procurar inimigos, aqui, fazendo uma referência aos traficantes.

Fonte: G1 Mato Grosso



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Pescador profissional desaparece após sair para pescar no Rio Sepotuba, em Cáceres


Antônio Carlos Pim, de 58 anos, saiu para pescar na manhã de quarta-feira (14) e não retornou para casa; Corpo de Bombeiros realiza buscas na região.

O pescador profissional Antônio Carlos Pim, de 58 anos, está desaparecido desde a manhã da última quarta-feira (14), após sair para pescar na região conhecida como Barranqueira das Cobras, às margens do Rio Sepotuba, em Cáceres.

Segundo informações registradas na Polícia Civil, Antônio saiu de casa por volta das 7h30 em uma canoa de madeira equipada com motor tipo “rabeta” e informou à esposa, Edna Jacia Pim, que retornaria para o almoço. Desde então, ele não foi mais visto.

Preocupados com a demora, familiares e vizinhos iniciaram buscas pela região ainda no mesmo dia, mas não localizaram o pescador, a embarcação ou qualquer outro pertence. O Corpo de Bombeiros Militar foi acionado e segue realizando buscas no rio e em áreas próximas.

De acordo com a esposa da vítima, Antônio conhecia profundamente a região onde costumava pescar, o que aumentou a preocupação da família. Imagens de câmeras de segurança instaladas em uma fazenda próxima foram analisadas, mas não registraram a passagem da embarcação do pescador.

A mulher relatou ainda à polícia que teme que o desaparecimento possa não estar relacionado a um possível afogamento. Segundo ela, Antônio já havia recebido ameaças de um vizinho. Conforme o boletim de ocorrência, existiria inclusive um registro policial anterior relacionado às ameaças.

Ainda segundo a comunicante, o casal chegou a deixar a região após os desentendimentos e retornou apenas em 2024. Ela afirmou também que o homem apontado nas denúncias frequenta diariamente o mesmo trecho do rio utilizado pela vítima e possuiria arma de fogo.

Até o momento, não há confirmação sobre o paradeiro de Antônio Carlos Pim. O caso é investigado pela Polícia Civil, enquanto o Corpo de Bombeiros mantém as buscas na região do Rio Sepotuba.

Fonte: Joner Campos I Cáceres Notícias


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