Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 23 de Julho de 2026

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Taques inaugura 170 km de rodovias em Paranatinga, Primavera e Santo Antônio do Leste



Em viagem nesta segunda-feira (04.12) liderando a Caravana da Transformação, o governador Pedro Taques inaugurou duas obras de rodovias na região Sul do Estado. Entregou à sociedade a pavimentação de 51 km da rodovia MT-336 conectando por asfalto o município de Santo Antônio do Leste, e a reconstrução completa de 119 km da rodovia MT-130, entre Paranatinga e Primavera do Leste (este que era considerado um dos priores trechos asfaltados do Estado).

Com a realização destas obras que somam investimentos na ordem de R$ 100 milhões em recursos do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) e financiamento do governo federal, o programa Pró-Estradas, conduzido pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), ultrapassou a marca de 2.300 km de rodovias concluídas, considerando as ações envolvendo a pavimentação e a reconstrução de vias.

“Assumimos compromissos com os cidadãos e estamos cumprindo com a nossa palavra. Resolvemos os problemas da MT-130, que estava praticamente intrafegável. Hoje está um tapete. Pavimentamos a MT-336. Concretizamos, assim, o sonho da pavimentação asfáltica tão esperado pelo cidadão”, afirmou o governador.

O secretário da Sinfra, Marcelo Duarte, destacou que as obras entregues impulsionam o desenvolvimento da região esperado pela população. “Estamos cumprindo a nossa missão e retirando Paranatinga do isolamento. O município deixará de ser o fim de linha. As reportagens do passado envergonhavam nosso Estado. A realidade agora é outra. Acabamos com os buracos na MT-130 de Paranatinga a Primavera, e o asfalto de qualidade chegou até Santo Antônio do Leste”, declarou.

A pavimentação da MT-336 e a reconstrução da MT-130 foram comemoradas pelos moradores e produtores rurais da região. “As carretas que transportam a produção agrícola não ficarão atoladas. E, com o fim dos buracos e a sinalização adequada, reduz o risco de acidentes com os carros de passeio. A viagem que levava até 5 horas, hoje é feita em menos de 1h30”, afirmou o produtor rural de Paranatinga Thomas Paschoal.

Mais asfalto 

Marcelo Duarte também confirmou que a Sinfra lançou edital visando a futura pavimentação da rodovia MT-130, entre o município de Paranatinga e o distrito de Sete Placas. “Este será o primeiro passo para assegurarmos a pavimentação que deve começar em 2018. Vamos atender aos pedidos dos produtores da região próxima a Santiago do Norte, que sonham em ver o asfalto seguir após a cidade de Paranatinga. Além disso, o Governo do Estado irá concluir a pavimentação da MT-020”.

Em seu discurso, o governador Pedro Taques assegurou também que a atual gestão irá concluir a pavimentação do trecho de 280 quilômetros, do trecho entre Paranatinga e Canarana. “A gestão passada fez 80 km, nós já fizemos mais de 100 km até agora. Em 2018, certamente iremos concluir a interligação total fechando os 280 km de asfalto, conectando a região Sul com o Araguaia. Desta forma, vamos reduzir a distância da população até a capital Cuiabá e melhorar o escoamento da produção”.

Fonte: Da Assessoria



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geral

Medeiros veta MDB e PL descarta aliança com Janaina Riva para o Senado em MT


O presidente estadual do PL em Mato Grosso, Ananias Filho, confirmou nesta quarta-feira (22), durante a abertura da convenção estadual da sigla, que uma eventual composição com o MDB para a disputa ao Senado está descartada. Segundo ele, o veto parte do deputado federal José Medeiros (PL), homologado pelo partido como candidato ao Senado ao lado de Wellington Fagundes (PL), que concorre ao governo do Estado.

 

Ao ser questionado sobre a possibilidade de uma aliança que incluísse a deputada estadual Janaina Riva (MDB) na chapa majoritária, Ananias afirmou que a resistência de Medeiros será levada em consideração nas negociações do partido. “O Medeiros tem restrição a um partido, ao MDB. Ele tem essa restrição. E eu não posso discordar dele, porque o sentimento de candidato eu tenho que levar em consideração”, pontuou.

 

A declaração praticamente encerra as especulações sobre uma composição entre PL e MDB para uma das duas vagas ao Senado, possibilidade discutida nos bastidores desde o início da pré-campanha em razão da relação familiar entre Janaina e o senador Wellington Fagundes.

 

Ananias afirmou ainda que o partido sequer definiu se indicará apoio formal a um segundo candidato ao Senado. Segundo ele, a tendência é que o PL concentre esforços apenas na eleição de seus dois candidatos. “Nós decidimos, até agora, nesse momento, que nós não teremos o segundo voto”, disse. “Se for melhor para vencer a eleição não termos o segundo, nós não vamos ter o segundo”, completou.

 

A posição oficializa um impasse que vinha sendo construído há meses dentro do PL. Desde março, José Medeiros passou a se posicionar publicamente contra qualquer entendimento com o MDB, afirmando que não aceitaria dividir a chapa com Janaina Riva por considerar que a aliança seria incompatível com o eleitorado conservador e poderia comprometer a identidade política defendida pelo partido.

 

Na ocasião, Medeiros afirmou que uma composição com a deputada significaria “enganar o campo conservador” e classificou a eventual aliança como uma construção destinada a atender “uma questão familiar”, em referência ao fato de Janaina ser nora de Wellington Fagundes.

 

A resistência de Medeiros provocou um dos principais focos de tensão da pré-campanha liberal. Enquanto setores do partido enxergavam na força eleitoral de Janaina uma possibilidade de ampliar o palanque de Wellington Fagundes, a ala mais ligada ao ex-presidente Jair Bolsonaro defendia que o PL preservasse uma chapa exclusivamente identificada com o bolsonarismo.

 

O próprio Wellington evitou alimentar o debate e afirmou reiteradas vezes que qualquer negociação dependeria da direção nacional da legenda. Nos últimos meses, dirigentes nacionais e estaduais também reconheceram que a popularidade de Janaina Riva alterava o cenário da disputa ao Senado.

 

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, chegou a classificar o desempenho da deputada como um “problemaço” para os planos da legenda de eleger seus candidatos ao Senado, embora mantivesse Wellington Fagundes como nome definido para disputar o Palácio Paiaguás.

 

Com a declaração de Ananias na convenção estadual, a direção do PL sinaliza que a posição de José Medeiros prevaleceu nas discussões internas. Assim, ao menos neste momento, o MDB fica fora das negociações para integrar a chapa majoritária encabeçada por Wellington Fagundes, reforçando a estratégia do partido de buscar uma composição alinhada exclusivamente ao seu campo político.

 


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política

Ananias critica restrições do STF a Bolsonaro e ataca Lula


Durante a convenção partidária do PL realizada nesta quarta-feira (22), em Cuiabá, o presidente estadual da sigla, Ananias Filho, afirmou que o partido vem sendo atacado pelo Judiciário ao proibirem a comunicação de Jair Bolsonaro por meio de cartas. Ele ainda direcionou críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmando que ele não tinha tal restrição porque “não sabe escrever”.

A fala acontece após ser questionado sobre a vinda da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) a Mato Grosso para apoiar a candidatura de Wellington Fagundes (PL). Na ocasião, Ananias declarou que as recentes decisões que proíbem o ex-presidente Jair Bolsonaro de escrever ao público em prisão domiciliar são uma forma de interferência nas eleições e configuram um cerceamento desproporcional. A medida de não usar rede social diretamente ou por meio de terceiros é uma das cláusulas de sua condenação por tentativa de golpe de Estado.

“Agora, nós sofremos um ataque direto. Interferência na eleição nacional, nas eleições estaduais. De pessoas do círculo do Judiciário. Isso é latente. Nada do PL pode. Quando enclausura o presidente da República, que não pode escrever nem carta. Carta que estava em desuso, ele começou a colocar em uso a carta, agora não deixa nem um correio, nem um interruptor [interceptor] ir lá pegar uma carta dele para ser divulgada”, declarou Ananias.

Ao traçar um paralelo com o período em que Lula esteve detido em Curitiba (PR), o presidente do PL questionou a disparidade no tratamento conferido pela Justiça aos dois líderes políticos. No entanto, a crítica escalou para um ataque pessoal sobre a escolaridade do presidente.

“Gente, o outro falava na cela. Então, em 2022, o PL foi com ação repetitiva da entrevista. Não teve entrevista. Não, mas escreveu carta, mas não pediu para ele não escrever. Ou porque ele não sabe escrever. Às vezes a diferença é essa. O outro não dava conta de escrever carta porque não tem condições de alfabetização, e o outro escreve carta e não pode escrever carta. Eu acho que é isso”, completou em provocação.

Apesar da alfinetada, a declaração de Ananias Filho contraria a realidade. Uma vez que o presidente é alfabetizado, tendo concluído o curso técnico de torneiro mecânico no Senai ainda na juventude, produziu diversos textos, bilhetes e cartas públicas ao longo de sua trajetória política e durante o período em que esteve preso.

Lula teve suas condenações anuladas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) devido à parcialidade do ex-juiz Sergio Moro (PL) e à incompetência do foro de Curitiba, reabilitando seus direitos políticos.

GD


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