Primavera do Leste / MT - Sábado, 13 de Junho de 2026

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Taques inaugura 170 km de rodovias em Paranatinga, Primavera e Santo Antônio do Leste



Em viagem nesta segunda-feira (04.12) liderando a Caravana da Transformação, o governador Pedro Taques inaugurou duas obras de rodovias na região Sul do Estado. Entregou à sociedade a pavimentação de 51 km da rodovia MT-336 conectando por asfalto o município de Santo Antônio do Leste, e a reconstrução completa de 119 km da rodovia MT-130, entre Paranatinga e Primavera do Leste (este que era considerado um dos priores trechos asfaltados do Estado).

Com a realização destas obras que somam investimentos na ordem de R$ 100 milhões em recursos do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) e financiamento do governo federal, o programa Pró-Estradas, conduzido pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), ultrapassou a marca de 2.300 km de rodovias concluídas, considerando as ações envolvendo a pavimentação e a reconstrução de vias.

“Assumimos compromissos com os cidadãos e estamos cumprindo com a nossa palavra. Resolvemos os problemas da MT-130, que estava praticamente intrafegável. Hoje está um tapete. Pavimentamos a MT-336. Concretizamos, assim, o sonho da pavimentação asfáltica tão esperado pelo cidadão”, afirmou o governador.

O secretário da Sinfra, Marcelo Duarte, destacou que as obras entregues impulsionam o desenvolvimento da região esperado pela população. “Estamos cumprindo a nossa missão e retirando Paranatinga do isolamento. O município deixará de ser o fim de linha. As reportagens do passado envergonhavam nosso Estado. A realidade agora é outra. Acabamos com os buracos na MT-130 de Paranatinga a Primavera, e o asfalto de qualidade chegou até Santo Antônio do Leste”, declarou.

A pavimentação da MT-336 e a reconstrução da MT-130 foram comemoradas pelos moradores e produtores rurais da região. “As carretas que transportam a produção agrícola não ficarão atoladas. E, com o fim dos buracos e a sinalização adequada, reduz o risco de acidentes com os carros de passeio. A viagem que levava até 5 horas, hoje é feita em menos de 1h30”, afirmou o produtor rural de Paranatinga Thomas Paschoal.

Mais asfalto 

Marcelo Duarte também confirmou que a Sinfra lançou edital visando a futura pavimentação da rodovia MT-130, entre o município de Paranatinga e o distrito de Sete Placas. “Este será o primeiro passo para assegurarmos a pavimentação que deve começar em 2018. Vamos atender aos pedidos dos produtores da região próxima a Santiago do Norte, que sonham em ver o asfalto seguir após a cidade de Paranatinga. Além disso, o Governo do Estado irá concluir a pavimentação da MT-020”.

Em seu discurso, o governador Pedro Taques assegurou também que a atual gestão irá concluir a pavimentação do trecho de 280 quilômetros, do trecho entre Paranatinga e Canarana. “A gestão passada fez 80 km, nós já fizemos mais de 100 km até agora. Em 2018, certamente iremos concluir a interligação total fechando os 280 km de asfalto, conectando a região Sul com o Araguaia. Desta forma, vamos reduzir a distância da população até a capital Cuiabá e melhorar o escoamento da produção”.

Fonte: Da Assessoria



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Brasil

Justiça dá prazo de 24 meses para União e Funai demarcarem terra indígena no Nortão


A Justiça Federal em Mato Grosso determinou que a União e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) concluam o processo de demarcação da terra indígena do povo Kajkwakratxi (Tapayuna), na região de Brasnorte e Juara (cerca de 300 quilômetros de Sinop), num prazo de 24 meses. O juiz federal Pablo Kipper Aguilar ordenou ainda o pagamento de R$ 10 milhões em danos morais coletivos e a realização de uma cerimônia pública de pedido de desculpas aos indígenas.

 

Na decisão, o magistrado reconheceu violações de direitos humanos cometidas contra o povo Kajkwakratxi. O juiz mandou a União reunir toda a documentação disponível no Arquivo Nacional sobre violências ocorridas durante o processo de colonização da região do Rio Arinos e a remoção forçada desse povo ao Parque Indígena do Xingu. No processo, os indígenas contaram com o apoio da Defensoria Pública da União (DPU) e do Ministério Público Federal (MPF).

 

O magistrado afastou o argumento da Funai e da União de que o Supremo Tribunal Federal (STF) já estabeleceu prazo de dez anos para a conclusão das demarcações em andamento. Para ele, tal prazo tem natureza administrativa e não impede a atuação da Justiça quando há demora excessiva. “Agradeço a luta coletiva, fico muito feliz, a comunidade fica muito feliz, é uma surpresa”, disse Wetaktxi Tapayuna, presidente da Associação Indígena Tapayuna (AIT), de acordo com mensagem divulgada pela DPU.

 

Ele acrescentou que a comunidade considera a decisão “emocionante”. “É muita alegria ver toda essa trajetória que passamos até chegar nesse ponto tão importante, com relação ao nosso povo, com as gerações que estão lutando pelo território tradicional, para demarcação do território tradicional, com expectativa de viver em cima dos seus parentes que deixaram naquele tempo. Para defender nossa ancestralidade, para viver com a alma dos parentes”, completou Wetaktxi Tapayuna.

 

De acordo com o MPF, os indígenas Kajkwakratxi foram alvo de uma série de violências ao longo do século 20, que resultaram na desestruturação social do grupo. Na década de 1970, eles foram removidos à força, pelo Estado, de seu território tradicional para o Parque Nacional do Xingu.

 

Em seguida, uma Reserva Indígena Tapayuna chegou a ser criada em 1968, mas foi extinta em 1976 sob o argumento de que não haveria indígenas na área. Há indícios, porém, de que até o presente momento existem indígenas da etnia isolada na região de ocupação tradicional.


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