Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 30 de Abril de 2026

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Secretaria de Assistência Social adere à paralisação estadual



O corte no orçamento da Assistência Social mobiliza gestores de todo o país, inclusive em Mato Grosso. Com a redução de 97%, os trabalhos do setor ficam prejudicados. Dos R$2,75 bilhões previstos, neste ano, para as ações socais, caiu para R$78 milhões no orçamento da União 2018. Por este motivo e como uma forma de protesto, a Secretaria Municipal de Assistêcia Social aderiu a paralisação estadual e irá suspender todas as quintas-feiras as atividades da Pasta.

De acordo com a secretária Rosecler Szadkoski, o ato consiste em chamar a atenção das esferas para debate do tema e “demonstrar a importância do Sistema Único de Assistência Social, SUAS, para a sociedade”. Ela ainda salientou que o manifesto não será para prejudicar as pessoas que precisam das ações desenvolvidas pelo setor social, “mas é apenas uma forma de lutar pela assistência social, que levou tempo para atingir conquistas. Senão utilizarmos da paralisação das atividades como forma de protesto, poderá deixar de desempenhar muitas ações, por falta de orçamento”.

Durante a paralisação as ações realizadas pela secretária,  Centro de Referência Especializado de Assistência Social, CREAS, Centro de Referência de Assistência Social, CRAS. A Prefeitura aderiu o manifesto atendendo ao que ficou definido, em reunião, que reuniu gestores da Assistência Social de 40 municípios de Mato Grosso, entre eles, Primavera do Leste.

 Da Assessoria


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Opinião - política

Diárias oficiais coincidem com evento político em Cuiabá e levantam questionamentos


Relatórios apontam viagens institucionais, mas datas coincidem com lançamento de campanha eleitoral; ausência em programa de saúde local também chama atenção

Viagens oficiais com destino a Cuiabá, justificadas como cumprimento de agenda institucional, têm levantado questionamentos após análise de documentos públicos. Relatórios assinados por assessores e servidores indicam participação em reuniões na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com retorno ao município no dia seguinte.

No entanto, as datas dessas viagens coincidem com o período do lançamento da campanha de Léo, realizado na capital. A sobreposição entre compromissos oficialmente descritos como institucionais e um evento político levanta dúvidas sobre a real natureza das agendas cumpridas.

Os documentos registram pagamentos de diárias, incluindo R$ 1.500,00 destinados a Gisely Fernanda Pereira da Silva e R$ 250,00 para Elnatan Oliveira Reis Medeiros, além de outros valores vinculados a deslocamentos com roteiro semelhante: ida à capital, participação em reunião e retorno no dia seguinte.

Relatórios assinados por Gustavo Saint Clair Ferreira Caldeira e Valmislei Alves dos Santos reforçam a justificativa de “cumprimento de agenda parlamentar”, enquanto registros adicionais indicam participação de Gisele Ferreira Ferraz em reuniões na AMM e no INCRA.

Do ponto de vista formal, a documentação apresenta todos os elementos exigidos: declarações de comparecimento, assinaturas e descrição das atividades realizadas.

Ainda assim, a coincidência com um evento político relevante levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos para deslocamentos que podem não ter caráter exclusivamente institucional.

Contraste com agenda local de saúde

Outro ponto que chama atenção é o contraste entre essas agendas na capital e a atuação local dos envolvidos.

Parte dos nomes associados às viagens aparece com frequência em críticas à situação da saúde pública em Primavera do Leste. No entanto, não há registro de presença de alguns desses críticos no lançamento do programa “Vira Saúde”, iniciativa voltada à melhoria do atendimento à população no próprio município.

A ausência em um evento diretamente ligado à saúde pública local reforça o debate sobre prioridades e coerência entre discurso e prática.

Transparência e resultado

Embora os documentos estejam formalmente corretos, especialistas em gestão pública destacam que a transparência não se limita à comprovação de deslocamentos e reuniões, mas também envolve a demonstração de resultados concretos dessas agendas.

Até o momento, não há detalhamento público sobre os impactos diretos dessas viagens para a população.

Diante disso, permanecem as perguntas:

Qual foi o retorno efetivo dessas agendas?
E qual o limite entre compromisso institucional e participação em atividades de natureza política?


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