Primavera do Leste / MT - Sexta-Feira, 19 de Junho de 2026

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Neste dia de Consciência Negra vereador Luis Costa recorda as vezes que já foi alvo de preconceito racial



Da Redação

Nas últimas semanas, um vídeo  que circulou nas redes sociais,  em que aparece o jornalista da TV Globo, William Waack, fazendo comentários racistas, terminou no afastamento do jornalista. As imagens do vídeo são de 2016, minutos antes de entrar ao vivo ao lado do entrevistado Paulo Sotero, em que, um carro que estava buzinando na rua, passou próximo ao local que foi estava montado o link ao vivo. No momento do barulho na rua, o jornalista William Waack diz: “coisa de preto”. Depois de reclamar das buzinadas, o apresentar virando para o convidado diz “Você é um, não vou nem falar, eu sem querer é…é preto”.

Esse ato de racismo foi praticado por um jornalista que é uma pessoa pública de um dos maiores veículos de comunicação do Brasil. Se tornou público recentemente, agora imagina quantos casos, de pessoas que não são públicas que desconhecemos.

Em Primavera do Leste, o vereador Luis Costa (PR), na última sessão, também desabafou, porque inúmeras vezes já foi vítima de preconceito racial. “Eu deixo meu repúdio a fala do jornalista Wiiliam Waack, quando ele diz “coisa de preto”, foi o mínimo a TV Globo ter afastado ele de seu cargo. E eu acho que ele tem que responder processo sim. Eu já recebi vários ataques preconceituosos, e recentemente o último, a pessoa disse para mim “o raiva que tenho da princesa Isabel”. Veja quanto preconceito, quanto ódio com o próximo. Hoje eu estou vereador, sou jornalista, se não fosse à luta de milhões de pessoas não estaria aqui hoje”.

Luis Costa ainda ressalta que tem colegas de trabalho que também são da mesma cor dele, como o vereador Juarez, a vereadora Carmem. “É triste de ver que ainda hoje existe racismo. Eu já tenho três ações crime por sofrer preconceito racial. O incrível é que quando chego a delegacia para registrar o Boletim de Ocorrência, as pessoas dizem para mim, não liga para isso não, deixa pra lá, você é uma pessoa mais inteligente que eles, porém eu registro sim, eu denuncio, não podemos nós calar, porque a luta não acabou, e se hoje existe a liberdade é porque muitas pessoas tiveram a coragem de denunciar o preconceito e a hipocrisia praticada por algumas pessoas. Neste dia 20 de novembro dia da consciência negra, vamos somar as forças e continuar a caminhada, vamos denunciar sim o preconceito, e não vamos nos calar, porque os opressores existem, e muitos deles, tem até a nossa cor de pele”. Finaliza o vereador Luis Costa.



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Após mais de 30 anos, cozinheira em quartel no Nortão reencontra filho com ajuda de policiais militares


Só Notícias/Kelvin Ramirez e Fabiano Marques (fotos: reprodução)

Uma história marcada pela esperança e pela emoção teve um desfecho feliz em União do Sul (169 km de Sinop). Após mais de 30 anos sem contato com o filho, a cozinheira do quartel da Polícia Militar no município, dona Júlia, conseguiu reencontrar o familiar graças ao trabalho realizado por policiais da 26ª Companhia Independente de Força Tática e da Agência Local de Inteligência de Sinop.

Muito querida pelos militares da unidade, dona Júlia convivia há décadas com o desejo de reencontrar o filho, de quem havia perdido contato ao longo da vida. Sensibilizados com a situação, os policiais militares de Sinop, durante diligências em União do Sul, decidiram unir esforços para tentar localizar o paradeiro dele.

A equipe iniciou uma série de diligências, utilizando ferramentas de inteligência, consultas em sistemas, levantamentos de informações e diversos contatos telefônicos em busca de pistas que pudessem levar ao paradeiro do homem. Após semanas de trabalho e inúmeras verificações, os policiais conseguiram identificar e localizar o filho de dona Júlia na cidade de Itatiba, no interior de São Paulo, a cerca de 80 quilômetros da capital paulista.

Em vídeo divulgado pela corporação, dona Júlia aparece emocionada ao falar sobre a realização do sonho de reencontrar o filho após tantos anos de separação. Já o filho, identificado como Herbert, atualmente com 40 anos, também agradeceu o empenho dos militares e destacou a importância da atuação da equipe para tornar possível o reencontro. Ele ainda agradeceu nominalmente aos policiais envolvidos na busca pelo apoio prestado.

 


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