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Inscrições para Processo Seletivo com 555 vagas em Cursos Técnicos, seguem até 13 de novembro



Seguem até o dia 13 de novembro as inscrições para o processo seletivo do IFMT nos cursos técnicos subsequentes, aqueles realizados após a conclusão do Ensino Médio. Até a segunda-feira (06), segundo dados da Diretoria de Política de Ingresso do IFMT, 402 candidatos se inscreveram para uma das 555 vagas ofertadas para ingresso no primeiro semestre do ano letivo de 2018 e distribuídas nos Campi de Barra do Garças, Cáceres, Confresa, Cuiabá – Bela Vista, Cuiabá – Cel. Octayde Jorge da Silva, Pontes e Lacerda, Primavera do Leste, Sinop e no Centro de Referência de Canarana. As inscrições podem ser feitas pelo endereço eletrônico: http://selecao.ifmt.edu.br/ .

Entre os requisitos para a inscrição é necessário ter concluído o ensino médio ou equivalente até a data da matrícula. O candidato também deverá preencher todos os itens do formulário de inscrição e do questionário socioeconômico, disponibilizados no endereço: http://selecao.ifmt.edu.br/. Após preencher o questionário eletrônico, o candidato deverá imprimir o boleto bancário e pagar a taxa de R$ 50,00 (cinquenta reais).

No dia 22 de novembro o IFMT disponibilizará a confirmação de inscrição, contendo o nome do candidato, o número da inscrição, o curso pretendido, o turno e o local de realização da prova, no endereço eletrônico http://selecao.ifmt.edu.br/.

Os locais das provas também serão divulgados no dia 22 de novembro de 2017, no endereço eletrônico http://selecao.ifmt.edu.br/.

O Exame de Seleção 2018/1 será no dia 03 de dezembro, das 14 às 17h30. A prova constará de 45 questões, sendo 10 de Língua Portuguesa; 10 de Matemática; 05 de Física; 05 de Química; 05 de História; 05 de Geografia e 05 de Biologia.

O gabarito da prova objetiva será divulgado no dia 04 de dezembro de 2017, no site do IFMT – http://selecao.ifmt.edu.br/. No dia 10 de janeiro de 2018, serão divulgadas cinco listas, contendo 50% (cinquenta por cento) por curso e turno, dos candidatos da listagem geral que foram aprovados no Processo Seletivo; nas outras quatro listas, constarão os nomes dos candidatos aprovados que se inscreveram como cotistas, por curso e turno.

Após a publicação do resultado oficial, o Departamento de Políticas de Ingresso disponibilizará aos Diretores de Ensino dos Campi e Campi Avançados ofertantes das vagas a relação dos candidatos aprovados, classificados (excedentes) e eliminados, para que a Direção de Ensino proceda às matrículas, que serão efetuadas na Secretaria Geral de Documentação Escolar dos Campi do IFMT, para o qual o candidato se inscreveu.

A matrícula da primeira chamada será de 29 de janeiro a 01 de fevereiro de 2018, das 08h às 11h e das 13h às 17h. Caso ocorra, a 2ª chamada será divulgada no dia 05 de fevereiro de 2018, por meio do endereço eletrônico http://selecao.ifmt.edu.br/, e a matrícula será realizada de 06 a 09 de fevereiro de 2018.

Habilitações e vagas:

Campus Barra do Garças

Técnico em Manutenção e Suporte em Informática: 35 vagas

Técnico em Secretariado: 35 vagas

Campus Barra do Garças – Centro de Referência de Canarana

Técnico em Informática: 35 vagas

Campus Cáceres

Técnico em Agropecuária: 40 vagas

Campus Confresa

Técnico em Controle Ambiental: 40 vagas

Campus Cuiabá – Bela Vista

Técnico em Alimentos: 25 vagas

Técnico em Química: 25 vagas

Campus Cuiabá – Cel. Octayde Jorge da Silva

Técnico em Agrimensura: 25 vagas

Técnico em Edificações: 25 vagas

Técnico em Eletrônica: 30 vagas

Técnico em Eletrotécnica: 30 vagas

Campus Pontes e Lacerda

Técnico em Química: 35 vagas

Campus Primavera do Leste

Técnico em Eletrotécnica: 35 vagas

Técnico em Eletromecânica: 35 vagas

Campus Avançado de Sinop

Técnico em Comércio: 35 vagas

Técnico em Eletromecânica: 35 vagas

Técnico em Recursos Humanos: 35 vagas

Fonte: IFMT.EDU.BR



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política

Nininho defende em audiência no STF pacto entre MT e Pará para garantir atendimento a famílias da faixa de divisa


Audiência de conciliação mediada pelo ministro Flávio Dino avança na construção de acordo para assegurar serviços públicos, segurança jurídica aos gestores e assistência a comunidades que dependem da estrutura mato-grossense

 

A audiência de conciliação realizada nesta quarta-feira (10/6) no Supremo Tribunal Federal (STF) abriu caminho para a construção de um acordo de cooperação entre Mato Grosso e Pará com o objetivo de garantir a continuidade dos serviços públicos prestados a comunidades localizadas na faixa de divisa entre os dois estados. O encontro conduzido pelo ministro Flávio Dino reuniu representantes dos governos estaduais, parlamentares, prefeitos e equipes técnicas envolvidas na discussão.

Representando o Norte de Mato Grosso, uma das regiões diretamente impactadas pela disputa territorial, o deputado estadual Ondanir Bortolini – Nininho (Republicanos) defende que a prioridade seja assegurar atendimento à população enquanto a discussão sobre os limites territoriais segue seu curso jurídico.

“Nosso objetivo não é tratar de anexação territorial neste momento, mas garantir meios legais para que os municípios mato-grossenses continuem atendendo moradores que dependem dos serviços públicos oferecidos por Mato Grosso. Estamos falando de famílias que precisam de saúde, educação, assistência social e infraestrutura”, argumenta o parlamentar.

Segundo Nininho, a audiência representou um avanço por buscar soluções práticas para problemas enfrentados diariamente pelas comunidades instaladas em áreas administrativamente vinculadas ao Pará, mas que dependem da estrutura pública de cidades mato-grossenses.

“Conheço essa realidade desde o início da ocupação da região. Precisamos encontrar mecanismos que deem legalidade à atuação dos prefeitos, resolvendo questões sanitárias, tributárias e de prestação de serviços. São dificuldades que acompanham essa população há décadas”, pontua Nininho.

PACTO FEDERATIVO

Durante a audiência, o governador em exercício de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, apresentou a proposta de um pacto federativo entre os dois estados. A ideia prevê a formalização de um acordo de cooperação que permita aos municípios e ao governo mato-grossense continuar prestando serviços à população da região, com respaldo jurídico e eventual compensação financeira por parte do Pará.

Nininho classifico a proposta de Pivetta como uma resposta a uma demanda antiga dos municípios da região de Jacareacanga. “Estamos falando de brasileiros que enfrentam dificuldades para acessar serviços básicos. Muitos municípios de Mato Grosso absorvem essa demanda há anos, especialmente nas áreas de saúde e educação. Precisamos construir uma solução que permita a continuidade desse atendimento sem prejudicar a população”, informa.

O parlamentar cita ainda que a insegurança jurídica tem dificultado que municípios de Mato Grosso, como Paranaíta e Alta Floresta, realizem investimentos públicos em localidades que, embora dependam da estrutura mato-grossense, são consideradas oficialmente território paraense.

“Defendemos um acordo que permita a Mato Grosso continuar atendendo essas comunidades, inclusive na área de infraestrutura, com respaldo legal para os gestores e compensação financeira pelos serviços prestados. O mais importante é que nenhuma família fique desassistida”, acrescenta Nininho.

REALIDADE DA REGIÃO

Prefeito de Paranaíta, Osmar Moreira afirmou que a audiência teve resultado positivo ao colocar em primeiro plano as necessidades da população. Segundo ele, a discussão sobre a divisa continuará tramitando, mas o momento exige soluções imediatas para questões ligadas à saúde, educação, segurança, sanidade animal e tributação.

“Saio contente pelo desenrolar da audiência. Houve um avanço importante porque os estados aceitaram discutir uma conciliação para resolver os problemas locais. A questão territorial continua, mas precisamos atender as pessoas que vivem naquela região”, enfatiza.

O prefeito relatou ao ministro Flávio Dino situações que ilustram a dependência das comunidades em relação aos serviços prestados por Mato Grosso. Entre os exemplos, citou o caso de uma moradora da região cujo atendimento após o falecimento precisou ser realizado por equipes de Paranaíta.

“São vidas humanas. Em muitos casos, não há presença efetiva do Estado do Pará em áreas como saúde, segurança e infraestrutura. Foi isso que levamos ao conhecimento do ministro”, afirma o gestor de Paranaíta.

De acordo com Osmar Moreira, cerca de duas mil pessoas residentes em áreas localizadas no sul do Pará dependem diretamente dos serviços públicos oferecidos por municípios mato-grossenses, realidade que também afeta cidades como Alta Floresta, Novo Mundo, Matupá, Peixoto de Azevedo e Guarantã do Norte.

DISCUSSÃO SEGUE ABERTA

O procurador da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (AlMT), Bruno Cardoso, avaliou que a audiência representou um avanço significativo por permitir a construção de soluções concretas para os problemas enfrentados pela população da faixa de divisa.

Segundo ele, o ministro Flávio Dino sinalizou que o diálogo entre os estados deve continuar e não descartou a possibilidade de analisar futuramente aspectos relacionados à rediscussão territorial. “Enquanto muitos falam apenas sobre território, os prefeitos e deputados estão falando das pessoas. O foco é garantir segurança e dignidade para quem vive naquela região e depende dos serviços públicos”, afirma.

A disputa entre Mato Grosso e Pará envolve uma área de aproximadamente 22 mil quilômetros quadrados e afeta diretamente diversos municípios do Norte mato-grossense. O impasse tem origem em interpretações divergentes sobre a delimitação territorial estabelecida na Convenção de Limites assinada pelos dois estados em 1900.

A controvérsia já foi analisada pelo STF, mas lideranças políticas e representantes das comunidades sustentam que ainda existem elementos que justificam uma nova discussão sobre o tema.

AUTORIDADES PRESENTES

Participaram da audiência além de Nininho e do governador Otaviano Pivetta, o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi, os deputados estaduais Janaina Riva e Diego Guimarães, os senadores Wellington Fagundes, Jayme Campos e Carlos Fávaro e o procurador da ALMT, Bruno Cardoso.

Também estiveram presentes prefeitos dos municípios afetados pela disputa territorial, Osmar Moreira, de Paranaíta, Chico Gamba, de Alta Floresta, e representantes dos governos de Mato Grosso e Pará, membros das procuradorias dos dois estados e equipes técnicas envolvidas na construção de uma solução para garantir segurança jurídica aos gestores públicos e atendimento às comunidades da faixa de divisa.

Redação: Sérgio Ober


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