Primavera do Leste / MT - Terca-Feira, 03 de Marco de 2026

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Menino de 11 anos portador de hanseníase morre internado em hospital



Uma criança de 11 anos morreu na madrugada desta segunda-feira (1º) enquanto estava internada no Hospital Regional de Sorriso, a 420 km de Cuiabá. Daniel Rodrigues Santiago era portador de hanseníase multibacilar e estava fazendo tratamento. O corpo do menino foi enterrado na tarde de segunda-feira no cemitério municipal de Sorriso.

De acordo com a direção do hospital, Daniel estava internado na unidade quando, por volta de 2h do dia 1º, não resistiu e morreu.

Ainda de acordo com o hospital, o paciente já chegou na unidade com quadro infeccioso e depois de 6 horas internado, teve uma piora no estado clínico. O menino teve um choque séptico e infecção generalizada, além de sofrer uma parada cardiorrespiratória.

C onforme a funerária que atendeu a família da vítima, na certidão de óbito consta sepse e hanseníase.

Daniel morava no Bairro Nova Aliança./ o corpo dele foi sepultado ontem a tarde no cemitério municipal de sorriso. A Secretaria Municipal de Saúde foi procurada, mas até agora não se pronunciou.

O menino morreu no primeiro dia da campanha ‘Janeiro Roxo’, que chama a atenção quanto a conscientização e combate a doença no estado.

Doença

De acordo com o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), Mato Grosso tem a maior taxa de detecção da hanseníase no país. Em 2015, a taxa de novos casos da doença foram de 93 registros a cada 100 mil habitantes.

No ano passado, 2.658 mil novos casos foram detectados. Entre 2009 e 2016, foram registrados 1.334 casos em crianças menores de 15 anos, o que representa 6% do total de registros.

A maior taxa de prevalência da doença é registrada na região Médio Araguaia, que tem 379 casos a cada 100 mil pessoas.

Fonte: G1 Mato Grosso



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política

Assessor parlamentar registra Boletim de Ocorrência contra vereador por supostas ameaças e assédio na Câmara de Primavera do Leste


Incidente teria ocorrido na manhã desta segunda-feira (02/03/2026) na sala de café da Casa de Leis. Servidor acionou a Polícia Civil e a Ouvidoria do Legislativo.

POR: Luis Costa / Redação]

DATA: 02 de Março de 2026

Um desentendimento entre um assessor parlamentar da Vereadora Mariana Carvalho e o Vereador Eraldo Gonçalves Fortes (PSB) motivou o registro de um Boletim de Ocorrência (BO) e uma denúncia formal na Ouvidoria da Câmara Municipal de Primavera do Leste na manhã desta segunda-feira (02). O servidor acusa o parlamentar de ameaça, constrangimento público e assédio moral.

De acordo com o Boletim de Ocorrência nº 2026.68122, registrado junto à Polícia Judiciária Civil, o fato ocorreu por volta das 09:00h na área do café da Câmara. O comunicante relata que foi abordado pelo vereador, que o acusou, “sem provas”, de registrá-lo em vídeo durante as sessões e sessões gravadas para uso jocoso e de gerenciar páginas de sátira política em redes sociais.

O assessor afirma no documento que foi constrangido diante de outros servidores e sofreu ofensas à sua dignidade pessoal e profissional através de comunicação agressiva e desrespeitosa. O registro policial cita ainda “ameaças veladas” proferidas pelo vereador, com frases indicando que a situação “não iria ficar assim”.

A ocorrência foi tipificada preliminarmente pela polícia como “Preservação de Direito (Consumado)” e “Ameaça (Consumado)”. O servidor informou que o incidente foi presenciado por testemunhas e captado pelas câmeras de segurança da Sala de Comissões.

Ação na Ouvidoria

Além da representação policial, o assessor formalizou uma denúncia detalhada junto à Ouvidoria Geral da Câmara Municipal (Protocolo nº 02112.2026.000001-50). A manifestação classifica o ocorrido como “Assédio Moral” e “Conduta imprópria nas relações de trabalho”. O denunciante solicita que a Casa de Leis tome as devidas providências, fundamentando o pedido inclusive com base na Lei nº 13.869/2019 (Lei de Abuso de Autoridade).

A Versão do Vereador Eraldo Fortes

​Em sua defesa, o Vereador Eraldo Gonçalves Fortes negou as acusações de agressividade. O parlamentar afirmou que sim, falou com o assessor parlamentar. Ele explicou que o motivo da conversa foi solicitar que o assessor não ficasse gravando-o para fazer memes em uma página no Instagram, a qual ele suspeita ser ligado ao servidor.

O comunicante foi informado pela Polícia Civil sobre o prazo legal de seis meses para representar criminalmente contra o suspeito.


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