Primavera do Leste / MT - Sexta-Feira, 01 de Maio de 2026

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Homem morre atingido por descarga elétrica em MT ao tentar apagar incêndio em lavoura



Um homem morreu eletrocutado neste final de semana em Reserva do Cabaçal, a 421 km de Cuiabá. Sebastião Resende Lima, de 58 anos, morava em Tangará da Serra, a 242 km de Cuiabá, e trabalhava como motorista.

No sábado (7) à tarde ele recebeu uma descarga elétrica em uma fazenda que fica há quase 160 km de Tangará e morreu.

Sebastião estava trabalhando no transporte de milho e retornava da lavoura para carregar de novo e se deparou com um foco de incêndio. Ele tentou apagar e recebeu a descarga elétrica de um poste de alta-tensão.

Homem morreu atingido por descarga elétrica ao tentar apagar incêndio em Reserva do Cabaçal (Foto: Corpo de Bombeiros de MT)

Homem morreu atingido por descarga elétrica ao tentar apagar incêndio em Reserva do Cabaçal (Foto: Corpo de Bombeiros de MT)

O Corpo de Bombeiros foi chamado para atender a ocorrência.

“Esse trabalhador passou com um caminhão em uma lavoura e se deparou com um incêndio, possivelmente [causado pela] descarga elétrica. Ele parou o caminhão e tentou apagar o incêndio. Possivelmente ele não deve ter visto e recebeu a descarga elétrica desse fio de alta-tensão”, disse o sargento dos bombeiros, Eliezer do Nascimento.

Sebastião foi enterrado no domingo (8) em Tangará da Serra. O Corpo de Bombeiros orienta que para evitar este tipo de acidente, nunca se aproxime e nem tente qualquer contato com fios de alta-tensão.

Fonte: G1 Mato Grosso



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Opinião - política

Diárias oficiais coincidem com evento político em Cuiabá e levantam questionamentos


Relatórios apontam viagens institucionais, mas datas coincidem com lançamento de campanha eleitoral; ausência em programa de saúde local também chama atenção

Viagens oficiais com destino a Cuiabá, justificadas como cumprimento de agenda institucional, têm levantado questionamentos após análise de documentos públicos. Relatórios assinados por assessores e servidores indicam participação em reuniões na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com retorno ao município no dia seguinte.

No entanto, as datas dessas viagens coincidem com o período do lançamento da campanha de Léo, realizado na capital. A sobreposição entre compromissos oficialmente descritos como institucionais e um evento político levanta dúvidas sobre a real natureza das agendas cumpridas.

Os documentos registram pagamentos de diárias, incluindo R$ 1.500,00 destinados a Gisely Fernanda Pereira da Silva e R$ 250,00 para Elnatan Oliveira Reis Medeiros, além de outros valores vinculados a deslocamentos com roteiro semelhante: ida à capital, participação em reunião e retorno no dia seguinte.

Relatórios assinados por Gustavo Saint Clair Ferreira Caldeira e Valmislei Alves dos Santos reforçam a justificativa de “cumprimento de agenda parlamentar”, enquanto registros adicionais indicam participação de Gisele Ferreira Ferraz em reuniões na AMM e no INCRA.

Do ponto de vista formal, a documentação apresenta todos os elementos exigidos: declarações de comparecimento, assinaturas e descrição das atividades realizadas.

Ainda assim, a coincidência com um evento político relevante levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos para deslocamentos que podem não ter caráter exclusivamente institucional.

Contraste com agenda local de saúde

Outro ponto que chama atenção é o contraste entre essas agendas na capital e a atuação local dos envolvidos.

Parte dos nomes associados às viagens aparece com frequência em críticas à situação da saúde pública em Primavera do Leste. No entanto, não há registro de presença de alguns desses críticos no lançamento do programa “Vira Saúde”, iniciativa voltada à melhoria do atendimento à população no próprio município.

A ausência em um evento diretamente ligado à saúde pública local reforça o debate sobre prioridades e coerência entre discurso e prática.

Transparência e resultado

Embora os documentos estejam formalmente corretos, especialistas em gestão pública destacam que a transparência não se limita à comprovação de deslocamentos e reuniões, mas também envolve a demonstração de resultados concretos dessas agendas.

Até o momento, não há detalhamento público sobre os impactos diretos dessas viagens para a população.

Diante disso, permanecem as perguntas:

Qual foi o retorno efetivo dessas agendas?
E qual o limite entre compromisso institucional e participação em atividades de natureza política?


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