Primavera do Leste / MT - Sábado, 13 de Junho de 2026

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Abertas inscrições para o vestibular do IFMT com vagas também em Primavera



As inscrições seguem até dia 02 de outubro, pelo site: (http://selecao.ifmt.edu.br/concurso.aspx?cod_concurso=4085). São oferecidas 1.009 vagas para 17 campus espalhados por todo estado, entre eles a cidade de Primavera do Leste. Além de dois centros de referência em Campo Verde e Jaciara.

A taxa de inscrição, no valor de R$ 80. O pagamento deve ser feito até o dia 16 de outubro. O candidato poderá solicitar a isenção de pagamento de taxa de inscrição até a data de 02 de outubro.

Os cursos com inscrições abertas em Primavera do Leste são: Engenharia de Controle de Automoção, Bacharelado em Química e Análise de Desenvolvimento de Sistemas, todos os cursos possuem 23 vagas.

Para pedir a isenção é preciso atender alguns critérios como ter estudado todo o ensino médio na rede pública de ensino ou na rede particular com bolsa integral de estudos; comprovar renda per capita igual ou inferior a um salário mínimo e meio; comprovar residência no Estado. A lista dos candidatos que tiveram o pedido deferido será publicada no dia 10 de outubro.

O IFMT disponibilizará no dia 07 de novembro, a confirmação dos inscritos, contendo nome, número da inscrição e local de realização das provas, que serão realizadas no dia 26 de novembro.

Com informações da Assessoria



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Brasil

Justiça dá prazo de 24 meses para União e Funai demarcarem terra indígena no Nortão


A Justiça Federal em Mato Grosso determinou que a União e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) concluam o processo de demarcação da terra indígena do povo Kajkwakratxi (Tapayuna), na região de Brasnorte e Juara (cerca de 300 quilômetros de Sinop), num prazo de 24 meses. O juiz federal Pablo Kipper Aguilar ordenou ainda o pagamento de R$ 10 milhões em danos morais coletivos e a realização de uma cerimônia pública de pedido de desculpas aos indígenas.

 

Na decisão, o magistrado reconheceu violações de direitos humanos cometidas contra o povo Kajkwakratxi. O juiz mandou a União reunir toda a documentação disponível no Arquivo Nacional sobre violências ocorridas durante o processo de colonização da região do Rio Arinos e a remoção forçada desse povo ao Parque Indígena do Xingu. No processo, os indígenas contaram com o apoio da Defensoria Pública da União (DPU) e do Ministério Público Federal (MPF).

 

O magistrado afastou o argumento da Funai e da União de que o Supremo Tribunal Federal (STF) já estabeleceu prazo de dez anos para a conclusão das demarcações em andamento. Para ele, tal prazo tem natureza administrativa e não impede a atuação da Justiça quando há demora excessiva. “Agradeço a luta coletiva, fico muito feliz, a comunidade fica muito feliz, é uma surpresa”, disse Wetaktxi Tapayuna, presidente da Associação Indígena Tapayuna (AIT), de acordo com mensagem divulgada pela DPU.

 

Ele acrescentou que a comunidade considera a decisão “emocionante”. “É muita alegria ver toda essa trajetória que passamos até chegar nesse ponto tão importante, com relação ao nosso povo, com as gerações que estão lutando pelo território tradicional, para demarcação do território tradicional, com expectativa de viver em cima dos seus parentes que deixaram naquele tempo. Para defender nossa ancestralidade, para viver com a alma dos parentes”, completou Wetaktxi Tapayuna.

 

De acordo com o MPF, os indígenas Kajkwakratxi foram alvo de uma série de violências ao longo do século 20, que resultaram na desestruturação social do grupo. Na década de 1970, eles foram removidos à força, pelo Estado, de seu território tradicional para o Parque Nacional do Xingu.

 

Em seguida, uma Reserva Indígena Tapayuna chegou a ser criada em 1968, mas foi extinta em 1976 sob o argumento de que não haveria indígenas na área. Há indícios, porém, de que até o presente momento existem indígenas da etnia isolada na região de ocupação tradicional.


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