Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 23 de Abril de 2026

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Campanha “Dezembro Vermelho” foi lançada em Primavera do Leste



Da Redação

Pioneira na região sul de Mato Grosso com a campanha “Dezembro Vermelho” de combate e conscientização da doença HIV/AIDS, Primavera do Leste terá um calendário permanente todos os anos durante o mês de dezembro.

O lançamento oficial da campanha foi ontem, 3, no Lago Municipal da cidade. Durante o período da tarde, os missionários da Pastoral da AIDS, em parceria com a Secretaria de Saúde, com o Centro de Testagem e Acolhimento (CTA) e estudantes de cursos na área da saúde da Universidade de Cuiabá (UNIC), campus de Primavera do Leste, participaram do lançamento da campanha, com conscientização a população, acolhimento as pessoas, panfletagem, e também testes rápidos para detectar o HIV/AIDS.

O vereador Luis Costa (PR), que foi o idealizador do Projeto de Lei, Dezembro Vermelho, esteve presente na abertura da campanha e agradeceu o apoio de todos os legisladores da Casa de Leis de Primavera do Leste, e ao Prefeito Leonardo Bortolin, que sancionou o projeto e hoje virou lei.

“Quero agradecer a parceria de todos os envolvidos nesta luta pela vida. Ao prefeito Leo, aos missionários da Pastoral da AIDS, que são ligados a Igreja Católica, mas que trabalham de forma voluntária, seguindo o evangelho de Jesus, ajudando inúmeras pessoas que precisam de acolhimento, também agradeço a Secretaria de Saúde, que será parceira de ações durante todo este mês. Pensando no evangelho de Jesus, não se viu  Jesus muito no templo, porque ele estava junto aos necessitados, como o leproso, os miseráveis, famintos, e este é o papel da Igreja, o dever de nós cristãos de estar onde as pessoas precisam. E eu sinto muito orgulhoso de ser autor deste projeto de lei que tem uma missão cristã, de lutar pela vida das pessoas”. Afirma Luis Costa.

Participaram da abertura oficial, o vereador Luis Costa, a vereadora Edna Machnic (PT), o prefeito Leo, a agente pastoral Maviane Damitz, o padre Niall Colgan, o padre Josivan Calixto de Arruda, e irmã Lourdes Bonatto, além de servidores da Secretária de Saúde e estudantes da UNIC.



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POLÍTICA TERRITORIAL: Deputado Nininho celebra sanção de lei que regulamenta desmembramento de municípios


Nova legislação cria critérios nacionais para desmembramento de áreas entre municípios e abre caminho para revisão de limites em Mato Grosso; plebiscito será nos dois municípios afetados

Entrou em vigor a Lei Complementar 230/2026, que estabelece regras nacionais para o desmembramento de parte de um município para incorporação a outro. Sancionada sem vetos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada no Diário Oficial da União, a norma foi acompanhada de perto pelo deputado estadual Ondanir Bortolini, Nininho (Republicanos), que articulou com a deputada federal Gisela Simona a agilização da tramitação da proposta no Congresso Nacional.

 

A nova legislação define que qualquer alteração territorial dependerá de iniciativa da Assembleia Legislativa, elaboração de estudo de viabilidade e aprovação por plebiscito envolvendo os eleitores dos municípios afetados. O texto também proíbe, de forma expressa, a criação de novos municípios a partir desses desmembramentos.

 

A lei estabelece um prazo de 15 anos para que os processos de desmembramento sejam realizados. Também determina a suspensão dessas iniciativas no período que antecede o Censo Demográfico de 2030, com retomada após a divulgação dos resultados oficiais.

 

Outro ponto central é a exigência de aprovação do pedido de plebiscito com antecedência mínima de 90 dias. Para 2026, excepcionalmente, o prazo foi reduzido para 60 dias, com o objetivo de viabilizar consultas ainda neste ano.

 

Além disso, a norma mantém a possibilidade de atualização de limites intermunicipais mesmo durante a tramitação dos processos de desmembramento, o que permite aos estados avançar em revisões administrativas sem interrupções.

IMPACTOS

A regulamentação era considerada necessária para dar segurança jurídica a disputas territoriais que, em muitos casos, se arrastam por anos. A indefinição de limites afeta diretamente a arrecadação municipal e a prestação de serviços públicos, especialmente em regiões produtivas.

 

Segundo Nininho, que é presidente da Comissão de Revisão Territorial de Municípios e Cidades da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), a nova lei corrige uma lacuna. “Esse projeto era indispensável para dar segurança jurídica a um trabalho que Mato Grosso já iniciou. Sem essa regulamentação, os processos ficavam travados ou sujeitos a disputas judiciais intermináveis”, afirma.

 

O deputado também destaca os reflexos práticos da medida. “Estamos tratando de áreas onde a população, muitas vezes, já tem vínculo com outro município, mas permanece em uma divisão administrativa que não reflete a realidade. Isso gera prejuízos concretos”, diz Nininho.

RESSALVAS

No entanto, apesar de reconhecer o avanço da legislação, Nininho faz ressalvas quanto ao modelo de consulta popular previsto no texto. A lei determina que o plebiscito envolva os eleitores dos dois municípios impactados, o que, na avaliação do parlamentar, pode distorcer o resultado.

 

Para o parlamentar, o ideal seria restringir a votação à população diretamente afetada. “O plebiscito deveria abranger apenas os moradores da área a ser desmembrada, que são os mais interessados no processo e que vivenciam essa realidade no dia a dia”, argumenta Nininho.

 

A lei também estabelece que mudanças nos repasses do Fundo de Participação dos Municípios e de outras transferências só ocorrerão após o encerramento do exercício financeiro seguinte à definição dos novos limites territoriais.

 

“A nossa expectativa é de que a regulamentação destrave processos paralisados e permita uma reorganização mais precisa das divisas municipais, especialmente em estados como Mato Grosso, onde há histórico de conflitos territoriais e áreas com vínculos administrativos indefinidos”, completa o deputado Nininho.

Redação: Sérgio Ober

 

 

 


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