Primavera do Leste / MT - Segunda-Feira, 21 de Setembro de 2026

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Doenças ligadas à falta de saneamento geram custo de R$ 100 mi ao SUS



As internações hospitalares de pacientes no Sistema Único de Saúde (SUS), em todo o país, por doenças causadas pela falta de saneamento básico e acesso à água de qualidade, ao longo de 2017, geraram um custo de R$ 100 milhões. De acordo com dados do Ministério da Saúde, ao todo, foram 263,4 mil internações. O número ainda é elevado, mesmo com o decréscimo em relação aos casos registrados no ano anterior, quando 350,9 mil internações geraram custo de R$ 129 milhões.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cada dólar investido em água e saneamento resultaria em uma economia de US$ 4,3 em custos de saúde no mundo. Recentemente, organizações ligadas ao setor privado de saneamento, reunidas em São Paulo, reforçaram a teoria da economia produzida por este investimento. Pelas contas do grupo, a universalização do saneamento básico no Brasil geraria uma economia anual de R$ 1,4 bilhão em gastos na área da saúde.

No mesmo evento – Encontro Nacional das Águas – os representantes das empresas apontaram que dos 5.570 municípios do país, apenas 1.600 têm pelo menos uma estação de tratamento de esgoto e 100 milhões de brasileiros ainda não têm acesso à tratamento de esgoto.

Atualmente, de acordo com o Instituto Trata Brasil, apenas 44,92% dos esgotos coletados no país são tratados. O Brasil tem uma meta de universalização do saneamento até 2033. Este objetivo previsto no Plano Nacional de Saneamento Básico, representaria um gasto de cerca de R$ 15 milhões anuais, ao longo de 20 anos. E este é um dos desafios para os governantes a serem eleitos em outubro.

A reportagem da Agência Brasil visitou Maceió, capital de Alagoas, cidade onde o percentual de coleta de esgoto é 11 pontos percentuais inferior à media do país (51,9%).

Maceió

Quem chega a Maceió logo se deslumbra com azul do mar e a simpatia dos moradores. Mas, basta um olhar mais atento em direção oposta à praia para concluir que o deleite visual produzido pela natureza disputa espaço com canais de esgoto a céu aberto. O mais grave é que grande parte dos dejetos, que corre ao longo de rios e riachos e cruza diversos bairros da cidade, acaba desaguando no mar.

“Temos praias lindas, mas nós não usamos porque sabemos que são bem poluídas. Temos a Lagoa Mundaú, dentro da cidade, e correndo para ela que tem vários braços de rios e riachos que, inclusive passam por bairros nobres, e todos servem para despejo de dejetos e lixos das casas”, lamentou a advogada Rita Mendonça.

Alagoana e atuante em direitos humanos, Rita reconhece que foram feitos investimentos na área de saneamento, mas a população cresceu em velocidade desproporcional aos recursos aplicados. Outro alerta recai sobre a falta de conscientização dos próprios habitantes. “As pessoas jogam lixo nesses rios e riachos porque não podem esperar o lixeiro passar. E todos desembocam no mar”, lamentou.

A realidade para quem vive o dia a dia na capital alagoana tem reflexos que vão além da balneabilidade das praias urbanas. Na economia, famílias que já vivem em situações mais precárias e dependem da pesca do sururu correm o risco de terem a fonte de renda comprometida. Em 2014, o molusco, largamente encontrado nas regiões lacustres de Alagoas em função dos encontros de água doce e salgada, foi registrado como patrimônio imaterial do estado. Moradores, agora, relatam e lamentam a redução do volume pescado em decorrência da poluição da água.

Saneamento básico em Maceió
Em Maceió, moradores reclamam que esgoto e lixo ficam a céu aberto – Carolina Gonçalves/Agência Brasil

 

O comércio é também alvo do problema. Empresária e dona de uma loja de roupas no bairro da Jatiúca, Vanessa Taveiros, aponta para o esgoto que corre ao lado de um dos restaurantes mais badalados de Maceió. “Já foram feitas várias denúncias e nada é feito. Quando chove, tudo fica alagado, tem ruas aqui na Jatiúca que nenhum carro passa e os lojistas ficam sem vender porque fica tudo interditado”, disse.

Na saúde, os problemas relacionados ao saneamento aparecem em números de sete dígitos. Segundo o Ministério da Saúde, em todo o estado, ao longo de 2017, foram gastos mais de R$ 2,2 milhões com 5.183 internações no SUS de pacientes com doenças ligadas à falta de saneamento básico e acesso à água de qualidade. No mesmo ano, em todo o país, o total de gastos com este tipo de internação somou R$ 100 milhões.

O rol dessas doenças inclui desde diarreias e problemas dermatológicos até infecções mais graves, cólera, sarampo, além do agravamento de epidemias, já que a exposição do esgoto a céu aberto aumenta condições para a proliferação do mosquito transmissor de dengue, chikungunya e zika.

Maceió não é uma cidade planejada e é possível ver que o problema do saneamento afeta todas as classes econômicas. Algumas ruas começam na praia, como na Jatíuca, com prédios e casas visualmente de classe média alta, e terminam em trechos extremamente pobres. O despejo de lixo nos rios e riachos é feito por parte da própria população, mas também é parte dos alagoanos que lamenta os efeitos dessa prática.

Saneamento básico em Maceió
Capital alagoana sofre com a falta de saneamento básico – Carolina Gonçalves/Agência Brasil

“Não vou esquecer nunca. A gente saia da escola e vinha direto para a Praia da Avenida. Era aqui que passávamos os finais de semana com a família também. Agora é impossível”, lamentou o taxista, de 54 anos, que não quis se identificar. Segundo ele, até dejetos de um hospital foram lançados pelo canal que desemboca na praia que faz parte de seu imaginário.

A concessão dos serviços de saneamento é da Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal) que, em função do período eleitoral, preferiu não conceder entrevistas. Em nota enviada à Agência Brasil, assessores informaram que, dos 102 municípios do estado, a Casal opera em 77. Desses, 12 têm rede coletora de esgoto, incluindo Maceió. Em vários municípios do interior, existem obras de implantação de rede da Funasa e da Codevasf, que são órgãos federais. “Somente após a conclusão dessas obras é que os sistemas são entregues para a Casal operar”, destacaram os assessores.

De acordo com o Ministério das Cidades, estão previstos no orçamento investimentos da ordem de R$ 277 milhões para a capital alagoana. Esse total inclui desde abastecimento de água, esgotamento sanitário, manejo de resíduos sólidos e estudos e projetos. “Já foram concluídos 5 empreendimentos, no valor de R$ 76,5 milhões, beneficiando 83,8 mil famílias”, informou a assessoria do órgão.

Ainda diante de números produzidos pela pasta – divulgados pelo Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) – em 2016, 96,2% da população de Maceió foram atendidas com rede geral de abastecimento de água e 40,3%, com coleta de esgoto, “independentemente de existir tratamento”. Com relação ao total da população representada pelos municípios que responderam ao SNIS no ano de referência, Maceió tem o índice de abastecimento de água superior à média do Brasil (93%) e índice de atendimento total de esgoto 11 pontos percentuais inferior ao do país (51,9%).

Fonte: Agência Brasil



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Polícia

Justiça mantém preso suspeito de matar esposa e bebê de 4 meses em Mato Grosso


Homem de 29 anos teve prisão em flagrante convertida em preventiva durante audiência de custódia; Polícia Civil continua investigando o caso

A Justiça de Mato Grosso decidiu manter preso Jailton Gonçalves Barreira, de 29 anos, investigado pelas mortes da esposa, Taymilla Reis da Silva, de 23 anos, e do filho do casal, um bebê de apenas quatro meses. O crime aconteceu na quinta-feira (17), em uma propriedade rural na região de Luciara, no norte de Mato Grosso.

A prisão preventiva foi determinada nesta sexta-feira (18), durante audiência de custódia conduzida pelo juiz Raphael Alves Oldemburg, da 2ª Vara da Comarca de São Félix do Araguaia.

Com a decisão, Jailton permanece detido enquanto a investigação avança. A prisão preventiva não tem prazo previamente determinado e pode ser mantida enquanto existirem fundamentos legais para a medida.

Mãe e bebê foram mortos dentro de propriedade rural

De acordo com as informações divulgadas pela Polícia Civil, Taymilla e o bebê foram encontrados mortos após serem atingidos por golpes de arma branca na Fazenda Mata Verde, na região rural de Luciara.

Antes do crime, a jovem teria entrado em contato com familiares pedindo ajuda e relatando que estaria em perigo. O irmão dela, de 18 anos, foi até a propriedade para tentar socorrê-la e, segundo o relato apresentado à polícia, teria presenciado parte da agressão.

As forças de segurança foram acionadas e realizaram buscas na região. Jailton acabou localizado em uma das casas existentes na propriedade e recebeu voz de prisão em flagrante.

Investigação continua

A Polícia Civil de São Félix do Araguaia conduz as investigações para esclarecer a dinâmica do crime e a motivação. O caso permanece sob investigação e outros elementos deverão ser analisados durante o inquérito.

Informações preliminares divulgadas pelo delegado Daniel Moura apontam que a perícia ainda deverá concluir os laudos necessários para esclarecer detalhes das lesões e das circunstâncias das mortes.

A defesa do investigado deverá apresentar sua versão no decorrer do processo. Até o momento, a Justiça manteve a prisão preventiva.

Fonte: Redação Antenado News
Informações complementares: Polícia Civil e fontes jornalísticas


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Região

Prefeitura de Primavera do Leste reforça combate a incêndio na região das Furnas


Força-tarefa reúne Corpo de Bombeiros, equipes municipais e apoio particular para conter fogo que já atingiu aproximadamente 150 hectares

A Prefeitura de Primavera do Leste, por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras, segue atuando em conjunto com o Corpo de Bombeiros no combate a um incêndio que atinge áreas de mata de preservação e pastagens na região das Furnas, nas proximidades do município.

 

O trabalho foi intensificado na manhã desta quinta-feira (17), na Fazenda Vale Formoso, onde o fogo avançou após atingir a região de serra e Furnas. A ocorrência teve possível início às margens da BR-070, no dia 11 de setembro, quando as equipes realizaram o primeiro combate na Fazenda Rio Grande 1.

 

Com o avanço das chamas, o incêndio chegou à Fazenda Vale Formoso, atingindo uma área estimada em aproximadamente 150 hectares. Desde o início da ocorrência, equipes permanecem mobilizadas para conter os focos e evitar que o fogo avance para novas áreas.

 

A operação conta com três militares do Corpo de Bombeiros e o apoio de diferentes recursos empregados no combate, incluindo uma AT e uma ABT do Corpo de Bombeiros, três caminhões-pipa da Prefeitura de Primavera do Leste, duas pás carregadeiras e uma motoniveladora do município, além de um trator de esteira disponibilizado por proprietário particular e uma aeronave contratada pelo proprietário da fazenda.

 

No local, aproximadamente 11 civis também atuam nas atividades de combate e apoio à ocorrência, auxiliando as equipes durante os trabalhos.

 

O subtenente do Corpo de Bombeiros Dos Santos explicou que as equipes permanecem mobilizadas desde o início do incêndio e destacou a importância do trabalho conjunto.

 

“Nossas equipes permanecem no local desde a última sexta-feira, dia em que o foco de incêndio teve início. Contamos com o apoio fundamental da Prefeitura de Primavera do Leste, que disponibilizou maquinário, incluindo pás carregadeiras e caminhões-pipa, além de auxílio logístico constante. Somam-se aos nossos esforços aeronaves contratadas pelo proprietário da fazenda. Embora o fogo ainda persista no interior da região das Furnas, estamos empenhados em sua extinção e acreditamos que a ocorrência será finalizada em breve”, explicou.

 

Nesta sexta-feira (18), as equipes continuam mobilizadas na região, atuando no combate aos focos ainda existentes e na contenção das chamas, com o objetivo de eliminar completamente o incêndio e reduzir os riscos de novos avanços.

 

A Prefeitura de Primavera do Leste reforça que a atuação integrada entre o Município, Corpo de Bombeiros e os demais envolvidos é fundamental para garantir uma resposta rápida às ocorrências e minimizar os impactos causados pelos incêndios, especialmente em áreas de vegetação e propriedades rurais.

Assessoria.


Antenado News