Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 15 de Outubro de 2026

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Índia recém-nascida é resgatada após ser enterrada viva em MT



Uma índia recém-nascida foi resgatada depois de ser enterrada viva pela família dela, nessa terça-feira (5), em Canarana, a 838 km de Cuiabá. A Polícia Militar recebeu uma denúncia de que um bebê morreu logo após o parto e havia sido enterrado e acionou a Polícia Civil. A família disse à polícia que achou que a criança estivesse morta.

Até naquele momento, a criança era tida como morta e estava enterrada em uma cova de 50 centímetros de profundidade. Descobriu-se que o recém-nascida estava viv no momento em que os policiais cavavam para retirar o corpo do local.

Uma policial que estava de plantão, e que pediu para não ser identificada, disse que a mãe do bebê, de 15 anos, deu à luz no banheiro de uma casa onde vive uma família de indígenas em Canarana. O parto teria ocorrido ao meio-dia.

Recém-nascida está internada no Hospital de Água Boa (Foto: Polícia Militar de MT)

Recém-nascida está internada no Hospital de Água Boa (Foto: Polícia Militar de MT)

Logo em seguida, ainda nessa denúncia, a pessoa relatou que o bebê havia morrido durante o parto e sido enterrado no quintal dessa casa.

A polícia foi informada sobre o caso durante a tarde e foi ao local já na noite de terça-feira, por volta de 22h (horário de Mato Grosso).

A família disse que havia enrolado o corpo da criança em um pano e enterrado em uma cova. Eles indicaram o local onde o corpo estava e uma escavação começou a ser feita.

“Um dos policiais começou a cavar com uma enxada, com muito cuidado e devagar, até que puxou um pano. Nisso, ele ouviu um gemido, quase um choro, como se a criança estivesse resmungando. Ele gritou ‘a criança está viva!’”, relatou a policial ao G1.

Quando os policiais perceberam que o bebê estava vivo, começaram a cavar com as mãos, até que retiraram recém-nascida da cova.

Índia recém-nascida é resgatada após ser enterrada viva por família que achou que ela estava morta em Canarana (Foto: Divulgação)

Índia recém-nascida é resgatada após ser enterrada viva por família que achou que ela estava morta em Canarana (Foto: Divulgação)

A criança foi levada às pressas por uma ambulância para o hospital da cidade. Ela recebeu oxigenação e começou a ser atendida na unidade de saúde.

Enquanto isso, outros policiais começaram a conversar com a família para saber o que de fato havia ocorrido.

A mãe da criança disse que começou a sentir contrações e foi para o banheiro. Ela estava sozinha no banheiro e teve a criança em parto normal. Os outros indígenas estavam do lado de fora da casa.

“A criança caiu no chão do banheiro e bateu a cabeça. Eles [a família] ficaram observando e, como o bebê não chorou nem esboçou reação, entenderam que estava morto. Um dos anciões pegou essa criança, sem a mãe e a avó perceberem, e a enterrou”, comentou a policial.

A mãe e a avó da criança foram levadas para a delegacia onde prestaram depoimento à Polícia Civil.

O bebê foi transferido de Canarana para o Hospital Regional de Água Boa, a 736 km de Cuiabá.

Segundo a Polícia Civil, o bebê foi internado e o estado de saúde dele é considerado bom. Os médicos descobriram que o recém-nascido teve um afundamento no crânio. O bebê passou por um exame de raio-X que apontou duas fraturas na cabeça.

Uma investigação foi aberta na Polícia Civil de Canarana. Os policiais tentam identificar quem foi a pessoa que enterrou a criança. Até a manhã desta quarta-feira (6), nenhuma pessoa havia sido presa ou identificada.

Fonte: G1 Mato Grosso



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Entretenimento - geral

Homem viaja mais de 2 mil km para encontrar namorada virtual e descobre que ela foi criada por inteligência artificial


Caso chama a atenção para os riscos de golpes amorosos e perfis falsos nas redes sociais.

 

Um homem de 49 anos percorreu mais de 2 mil quilômetros na esperança de encontrar a mulher com quem acreditava manter um relacionamento virtual. Ao chegar ao destino, em Belo Horizonte (MG), descobriu que a suposta namorada não existia: ela era uma personagem criada por inteligência artificial (IA).

 

Segundo informações divulgadas pela imprensa, Edimar, pedreiro e divorciado, conheceu o perfil de uma mulher chamada Jéssica Oliveira, também conhecida como Jéssica Fazendeira, nas redes sociais. A personagem acumulava mais de 300 mil seguidores e publicava conteúdos afirmando estar divorciada, ter um filho e procurar um companheiro para compartilhar a vida em uma fazenda.

 

Promessas de uma vida a dois

 

De acordo com o relato do homem, a suposta namorada demonstrava interesse em recebê-lo e prometia ajudar com as despesas da viagem, buscá-lo e proporcionar uma vida confortável. Convencido de que poderia iniciar um relacionamento verdadeiro, ele saiu de Imperatriz (MA) na sexta-feira (9) e chegou à capital mineira no domingo (11).

 

No entanto, ao desembarcar, Edimar tentou localizar a mulher em diferentes lugares, sem sucesso. Ele chegou a mostrar fotografias da personagem a pessoas nas ruas, perguntando se alguém a conhecia, mas ninguém conseguiu identificá-la.

 

Foi depois dessas tentativas frustradas que o homem percebeu que havia sido enganado e que as imagens utilizadas no perfil eram produzidas por inteligência artificial.

 

Alerta para quem busca relacionamentos na internet

 

O caso reforça a importância de redobrar os cuidados com relacionamentos iniciados nas redes sociais. Perfis com fotografias realistas, vídeos e milhares de seguidores não são, necessariamente, garantia de que uma pessoa seja verdadeira.

 

Antes de viajar para encontrar alguém conhecido pela internet ou enviar dinheiro, especialistas recomendam verificar a identidade da pessoa, realizar chamadas de vídeo ao vivo e desconfiar de promessas financeiras ou histórias que não possam ser confirmadas.

 

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