Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 27 de Agosto de 2026

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Índia recém-nascida é resgatada após ser enterrada viva em MT



Uma índia recém-nascida foi resgatada depois de ser enterrada viva pela família dela, nessa terça-feira (5), em Canarana, a 838 km de Cuiabá. A Polícia Militar recebeu uma denúncia de que um bebê morreu logo após o parto e havia sido enterrado e acionou a Polícia Civil. A família disse à polícia que achou que a criança estivesse morta.

Até naquele momento, a criança era tida como morta e estava enterrada em uma cova de 50 centímetros de profundidade. Descobriu-se que o recém-nascida estava viv no momento em que os policiais cavavam para retirar o corpo do local.

Uma policial que estava de plantão, e que pediu para não ser identificada, disse que a mãe do bebê, de 15 anos, deu à luz no banheiro de uma casa onde vive uma família de indígenas em Canarana. O parto teria ocorrido ao meio-dia.

Recém-nascida está internada no Hospital de Água Boa (Foto: Polícia Militar de MT)

Recém-nascida está internada no Hospital de Água Boa (Foto: Polícia Militar de MT)

Logo em seguida, ainda nessa denúncia, a pessoa relatou que o bebê havia morrido durante o parto e sido enterrado no quintal dessa casa.

A polícia foi informada sobre o caso durante a tarde e foi ao local já na noite de terça-feira, por volta de 22h (horário de Mato Grosso).

A família disse que havia enrolado o corpo da criança em um pano e enterrado em uma cova. Eles indicaram o local onde o corpo estava e uma escavação começou a ser feita.

“Um dos policiais começou a cavar com uma enxada, com muito cuidado e devagar, até que puxou um pano. Nisso, ele ouviu um gemido, quase um choro, como se a criança estivesse resmungando. Ele gritou ‘a criança está viva!’”, relatou a policial ao G1.

Quando os policiais perceberam que o bebê estava vivo, começaram a cavar com as mãos, até que retiraram recém-nascida da cova.

Índia recém-nascida é resgatada após ser enterrada viva por família que achou que ela estava morta em Canarana (Foto: Divulgação)

Índia recém-nascida é resgatada após ser enterrada viva por família que achou que ela estava morta em Canarana (Foto: Divulgação)

A criança foi levada às pressas por uma ambulância para o hospital da cidade. Ela recebeu oxigenação e começou a ser atendida na unidade de saúde.

Enquanto isso, outros policiais começaram a conversar com a família para saber o que de fato havia ocorrido.

A mãe da criança disse que começou a sentir contrações e foi para o banheiro. Ela estava sozinha no banheiro e teve a criança em parto normal. Os outros indígenas estavam do lado de fora da casa.

“A criança caiu no chão do banheiro e bateu a cabeça. Eles [a família] ficaram observando e, como o bebê não chorou nem esboçou reação, entenderam que estava morto. Um dos anciões pegou essa criança, sem a mãe e a avó perceberem, e a enterrou”, comentou a policial.

A mãe e a avó da criança foram levadas para a delegacia onde prestaram depoimento à Polícia Civil.

O bebê foi transferido de Canarana para o Hospital Regional de Água Boa, a 736 km de Cuiabá.

Segundo a Polícia Civil, o bebê foi internado e o estado de saúde dele é considerado bom. Os médicos descobriram que o recém-nascido teve um afundamento no crânio. O bebê passou por um exame de raio-X que apontou duas fraturas na cabeça.

Uma investigação foi aberta na Polícia Civil de Canarana. Os policiais tentam identificar quem foi a pessoa que enterrou a criança. Até a manhã desta quarta-feira (6), nenhuma pessoa havia sido presa ou identificada.

Fonte: G1 Mato Grosso



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Polícia

Polícia Civil prende quatro suspeitos de planejar ataques contra agentes de segurança em Primavera do Leste


A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quarta-feira (26), a Operação Cerberus, com o objetivo de interromper uma suposta articulação criminosa que estaria planejando ataques contra policiais e outros integrantes das forças de segurança em Primavera do Leste.

 

A ação foi coordenada pela Delegacia de Homicídios e Delitos Gerais do município e contou com o cumprimento de oito mandados judiciais: quatro de prisão preventiva e quatro de busca e apreensão.

 

Segundo as investigações, os suspeitos estariam envolvidos na preparação de possíveis ações violentas contra agentes públicos, que poderiam estar relacionadas a uma tentativa de retaliação às operações de combate ao crime organizado realizadas na região.

 

Investigação identificou divisão de tarefas

 

As informações reunidas pelos investigadores apontam para uma possível organização com funções distribuídas entre os envolvidos. Entre as atividades investigadas estão articulação, financiamento, busca por armamentos e preparação operacional.

 

A Polícia Civil também identificou reuniões e tratativas que teriam relação com a preparação de possíveis ataques. Movimentações recentes, procura por armas e disponibilidade de recursos financeiros teriam aumentado a preocupação das autoridades.

 

Justiça determina prisão de quatro investigados

 

A Justiça determinou a prisão preventiva de quatro pessoas investigadas. As ordens foram expedidas pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Primavera do Leste.

 

Também foram autorizadas buscas em quatro imóveis ligados aos investigados. Durante as diligências, os policiais procuram celulares, computadores, documentos, valores e outros materiais que possam auxiliar no esclarecimento dos fatos.

 

Material apreendido será analisado

 

Os equipamentos e documentos eventualmente apreendidos deverão passar por análise. O objetivo é identificar novas informações sobre contatos, conversas, movimentações financeiras, possível aquisição de armas e eventual participação de outras pessoas.

 

A investigação considera ainda a possibilidade de que a articulação tenha sido motivada por uma tentativa de retaliação contra as forças de segurança, após ações realizadas contra integrantes do Comando Vermelho.

 

Operação busca impedir possíveis ataques

 

Para a Polícia Civil, a deflagração da operação ocorreu diante de indícios de que a articulação estaria avançando e poderia resultar em ações contra agentes de segurança.

 

De acordo com o delegado Eric Martins, a operação é resultado do trabalho investigativo da Delegacia de Homicídios e Delitos Gerais de Primavera do Leste, com apoio de informações produzidas por órgãos de inteligência das forças de segurança.

 

Com o cumprimento dos mandados, a investigação deverá prosseguir para esclarecer a participação individual dos suspeitos, a origem dos recursos, a possível obtenção de armamentos e a dinâmica das reuniões.

 

As investigações continuam em andamento.


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