Primavera do Leste / MT - Sexta-Feira, 22 de Maio de 2026

HOME / NOTÍCIAS

Região

Índia recém-nascida é resgatada após ser enterrada viva em MT



Uma índia recém-nascida foi resgatada depois de ser enterrada viva pela família dela, nessa terça-feira (5), em Canarana, a 838 km de Cuiabá. A Polícia Militar recebeu uma denúncia de que um bebê morreu logo após o parto e havia sido enterrado e acionou a Polícia Civil. A família disse à polícia que achou que a criança estivesse morta.

Até naquele momento, a criança era tida como morta e estava enterrada em uma cova de 50 centímetros de profundidade. Descobriu-se que o recém-nascida estava viv no momento em que os policiais cavavam para retirar o corpo do local.

Uma policial que estava de plantão, e que pediu para não ser identificada, disse que a mãe do bebê, de 15 anos, deu à luz no banheiro de uma casa onde vive uma família de indígenas em Canarana. O parto teria ocorrido ao meio-dia.

Recém-nascida está internada no Hospital de Água Boa (Foto: Polícia Militar de MT)

Recém-nascida está internada no Hospital de Água Boa (Foto: Polícia Militar de MT)

Logo em seguida, ainda nessa denúncia, a pessoa relatou que o bebê havia morrido durante o parto e sido enterrado no quintal dessa casa.

A polícia foi informada sobre o caso durante a tarde e foi ao local já na noite de terça-feira, por volta de 22h (horário de Mato Grosso).

A família disse que havia enrolado o corpo da criança em um pano e enterrado em uma cova. Eles indicaram o local onde o corpo estava e uma escavação começou a ser feita.

“Um dos policiais começou a cavar com uma enxada, com muito cuidado e devagar, até que puxou um pano. Nisso, ele ouviu um gemido, quase um choro, como se a criança estivesse resmungando. Ele gritou ‘a criança está viva!’”, relatou a policial ao G1.

Quando os policiais perceberam que o bebê estava vivo, começaram a cavar com as mãos, até que retiraram recém-nascida da cova.

Índia recém-nascida é resgatada após ser enterrada viva por família que achou que ela estava morta em Canarana (Foto: Divulgação)

Índia recém-nascida é resgatada após ser enterrada viva por família que achou que ela estava morta em Canarana (Foto: Divulgação)

A criança foi levada às pressas por uma ambulância para o hospital da cidade. Ela recebeu oxigenação e começou a ser atendida na unidade de saúde.

Enquanto isso, outros policiais começaram a conversar com a família para saber o que de fato havia ocorrido.

A mãe da criança disse que começou a sentir contrações e foi para o banheiro. Ela estava sozinha no banheiro e teve a criança em parto normal. Os outros indígenas estavam do lado de fora da casa.

“A criança caiu no chão do banheiro e bateu a cabeça. Eles [a família] ficaram observando e, como o bebê não chorou nem esboçou reação, entenderam que estava morto. Um dos anciões pegou essa criança, sem a mãe e a avó perceberem, e a enterrou”, comentou a policial.

A mãe e a avó da criança foram levadas para a delegacia onde prestaram depoimento à Polícia Civil.

O bebê foi transferido de Canarana para o Hospital Regional de Água Boa, a 736 km de Cuiabá.

Segundo a Polícia Civil, o bebê foi internado e o estado de saúde dele é considerado bom. Os médicos descobriram que o recém-nascido teve um afundamento no crânio. O bebê passou por um exame de raio-X que apontou duas fraturas na cabeça.

Uma investigação foi aberta na Polícia Civil de Canarana. Os policiais tentam identificar quem foi a pessoa que enterrou a criança. Até a manhã desta quarta-feira (6), nenhuma pessoa havia sido presa ou identificada.

Fonte: G1 Mato Grosso



COMENTÁRIOS

0 Comentários

Deixe o seu comentário!





*

HOME / NOTÍCIAS

Brasil - Polícia

Bilhetes com ordens do PCC mostram ligação de Deolane com facção


Investigação aponta relação com outras vertentes do crime organizado

Bilhetes que continham ordens internas dos integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) apreendidos em 2019 em um presídio em Presidente Venceslau, no interior de São Paulo, levaram a polícia a abrir a investigação que culminou na Operação Vérnix, deflagrada nesta quinta-feira (21) pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e pela Polícia Civil.

Segundo as informações da Secretaria de Segurança Pública do estado de São Paulo (SSP-SP), os bilhetes não mencionavam o nome da influenciadora e advogada Deolane Bezerra, presa hoje na operação, mas foram o pontapé inicial para as investigações mostrarem que ela recebia valores provenientes de uma transportadora criada pelo PCC, com sede em Presidente Venceslau.

O dinheiro era repassado para outras contas para dificultar o rastreio. Duas dessas contas estão em nome de Deolane, que, segundo as investigações, fazia a lavagem do dinheiro.

Também foram alvo da operação Marco Herbas Camacho, o Marcola, chefe do PCC, que está preso na Penitenciária Federal de Brasília; Alejandro Camacho, irmão de Marcola, também preso em Brasília e notificado sobre a nova ordem de prisão; Paloma Sanches Herbas Camacho, sobrinha de Marcola e apontada como intermediária nos negócios da família, foragida na Espanha; e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, sobrinho de Marcola e apontado como o destinatário do dinheiro lavado da família, que estaria na Bolívia.

Interpol

A Polícia Federal e o Ministério Público auxiliam nas buscas internacionais e os investigados entraram na Lista Vermelha da Interpol. Foram expedidos seis mandados de prisões preventivas, além do bloqueio de valores superiores a R$ 327 milhões e apreensão de 17 veículos de luxo e quatro imóveis.

De acordo com o Promotor de Justiça do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e membro do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), Lincoln Gakiya, as investigações terem chegado até Marcola e seu irmão Alejandro é importante porque mostram que, apesar de presos, ambos deixaram ordens pendentes e comunicações fora da cadeia.

Gokiya ressalta que as cartas encontradas na penitenciária em 2019 levaram as investigações até a transportadora.

“A empresa pertencia de fato à família Camacho, onde foi lavado esse dinheiro. O Marcola tem mais de 300 anos de pena para cumprir e ele certamente responderá a um novo processo, provavelmente sofrendo condenação nesse caso”, disse.

O promotor ressaltou que certamente haverá desdobramentos da Operação Vérnix, com o envolvimento de Deolane com outras pessoas e também com empresas ligadas a apostas – as bets.

“Nesse período de sete anos, mas principalmente de 2022 em diante, ela teve um aumento muito grande em seu faturamento. Inclusive sem correlação com o trabalho prestado. Então, isso vai gerar sonegação fiscal, vai gerar outras lavagens”, explicou.

Segundo o procurador-geral de Justiça de São Paulo, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, com a abertura dos sigilos bancário e fiscal, a investigação descobriu que Deolane mantém relacionamento com outras vertentes do crime organizado. As investigações revelaram que a influenciadora funciona como uma espécie de caixa do crime organizado.

Costa explica que, pelo poder econômico que a advogada adquiriu ao longo do tempo e influência, o crime organizado deposita esses valores nessa figura pública, e esse dinheiro acaba se misturando com o dinheiro de outras atividades.

“Quando é necessário, esses recursos retornam para o crime organizado. A prisão de uma influencer como essa, com mais de 20 milhões de seguidores, tem caráter pedagógico. Esperamos que cause um efeito de inibição”, afirmou o procurador.

Flávia Albuquerque – Repórter da Agência Brasil


Antenado News