Primavera do Leste / MT - Quarta-Feira, 08 de Abril de 2026

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Índia recém-nascida é resgatada após ser enterrada viva em MT



Uma índia recém-nascida foi resgatada depois de ser enterrada viva pela família dela, nessa terça-feira (5), em Canarana, a 838 km de Cuiabá. A Polícia Militar recebeu uma denúncia de que um bebê morreu logo após o parto e havia sido enterrado e acionou a Polícia Civil. A família disse à polícia que achou que a criança estivesse morta.

Até naquele momento, a criança era tida como morta e estava enterrada em uma cova de 50 centímetros de profundidade. Descobriu-se que o recém-nascida estava viv no momento em que os policiais cavavam para retirar o corpo do local.

Uma policial que estava de plantão, e que pediu para não ser identificada, disse que a mãe do bebê, de 15 anos, deu à luz no banheiro de uma casa onde vive uma família de indígenas em Canarana. O parto teria ocorrido ao meio-dia.

Recém-nascida está internada no Hospital de Água Boa (Foto: Polícia Militar de MT)

Recém-nascida está internada no Hospital de Água Boa (Foto: Polícia Militar de MT)

Logo em seguida, ainda nessa denúncia, a pessoa relatou que o bebê havia morrido durante o parto e sido enterrado no quintal dessa casa.

A polícia foi informada sobre o caso durante a tarde e foi ao local já na noite de terça-feira, por volta de 22h (horário de Mato Grosso).

A família disse que havia enrolado o corpo da criança em um pano e enterrado em uma cova. Eles indicaram o local onde o corpo estava e uma escavação começou a ser feita.

“Um dos policiais começou a cavar com uma enxada, com muito cuidado e devagar, até que puxou um pano. Nisso, ele ouviu um gemido, quase um choro, como se a criança estivesse resmungando. Ele gritou ‘a criança está viva!’”, relatou a policial ao G1.

Quando os policiais perceberam que o bebê estava vivo, começaram a cavar com as mãos, até que retiraram recém-nascida da cova.

Índia recém-nascida é resgatada após ser enterrada viva por família que achou que ela estava morta em Canarana (Foto: Divulgação)

Índia recém-nascida é resgatada após ser enterrada viva por família que achou que ela estava morta em Canarana (Foto: Divulgação)

A criança foi levada às pressas por uma ambulância para o hospital da cidade. Ela recebeu oxigenação e começou a ser atendida na unidade de saúde.

Enquanto isso, outros policiais começaram a conversar com a família para saber o que de fato havia ocorrido.

A mãe da criança disse que começou a sentir contrações e foi para o banheiro. Ela estava sozinha no banheiro e teve a criança em parto normal. Os outros indígenas estavam do lado de fora da casa.

“A criança caiu no chão do banheiro e bateu a cabeça. Eles [a família] ficaram observando e, como o bebê não chorou nem esboçou reação, entenderam que estava morto. Um dos anciões pegou essa criança, sem a mãe e a avó perceberem, e a enterrou”, comentou a policial.

A mãe e a avó da criança foram levadas para a delegacia onde prestaram depoimento à Polícia Civil.

O bebê foi transferido de Canarana para o Hospital Regional de Água Boa, a 736 km de Cuiabá.

Segundo a Polícia Civil, o bebê foi internado e o estado de saúde dele é considerado bom. Os médicos descobriram que o recém-nascido teve um afundamento no crânio. O bebê passou por um exame de raio-X que apontou duas fraturas na cabeça.

Uma investigação foi aberta na Polícia Civil de Canarana. Os policiais tentam identificar quem foi a pessoa que enterrou a criança. Até a manhã desta quarta-feira (6), nenhuma pessoa havia sido presa ou identificada.

Fonte: G1 Mato Grosso



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Primavera do Leste realiza 1º Simpósio Neurodiverso e fortalece debate sobre inclusão


Evento integra Festival Neurodiverso e reúne especialistas, famílias e poder público em um dia de aprendizado e transformação

Foi realizado na manhã desta terça-feira (7), em Primavera do Leste, o 1º Simpósio Neurodiverso, evento que integra a programação do Festival Neurodiverso. A iniciativa reuniu representantes do Poder Executivo e Legislativo, além de profissionais, famílias e pessoas com neurodivergência, em um movimento construído com propósito, responsabilidade e afeto.

 

O simpósio tem como objetivo promover um espaço de aprendizado, reflexão e transformação, ampliando o diálogo sobre a neurodivergência no município, levando informação de qualidade, combatendo a desinformação e fortalecendo práticas inclusivas.

 

Durante o evento, a vice-prefeita Iva Viana também participou representando o prefeito e destacou a importância de iniciativas voltadas à inclusão e ao apoio às pessoas com deficiência.

“É fundamental que a gente una forças para apoiar as pessoas com deficiência. Como mãe de um filho cadeirante, sei o quanto o apoio emocional e o acolhimento fazem diferença, principalmente para aqueles que passam por essa realidade ao longo da vida. Precisamos ter empatia, fortalecer essa rede de apoio e combater qualquer forma de isolamento”, ressaltou.

 

O secretário municipal de Cultura, Leopoldino André, destacou a importância e o ineditismo do festival.

“O festival é estruturado em três pilares: pertencimento, conscientização e capacitação. A gente acredita que será um marco na nossa cidade e até no Estado. Trabalhamos para promover empatia, orientar a população e capacitar pais, professores e profissionais. A inclusão é um desafio diário e precisamos evoluir constantemente para acolher melhor todas as pessoas”, afirmou.

 

A programação acontece ao longo de todo o dia, com palestras de especialistas e pessoas com neurodivergência, entre eles Flávia Brandel, o médico psiquiatra Paulo Saldanha, Wantoni Rafael (cantor, DJ e produtor musical), Maysa Leão (vereadora e mãe atípica) e Dinéia Teloken (professora e psicopedagoga).

 

Representando a Secretaria de Saúde, foi destacada a importância da união entre as pastas no desenvolvimento de políticas públicas inclusivas.

“Pela primeira vez, estamos reunindo Cultura, Educação, Assistência Social e Saúde em um projeto voltado às neurodivergências. Isso fortalece as ações e amplia o alcance. Agradecemos o apoio da gestão e dos vereadores, que caminham junto conosco na construção de políticas públicas que incluam toda a população”, ressaltou.

 

Durante a manhã, duas palestras abriram a programação. A psicóloga Flávia Thomaz Brandel abordou o tema “Neurodivergência: compreender para incluir”, destacando a importância de olhar para as pessoas, suas famílias, direitos e dignidade.

 

Já o psiquiatra Paulo Saldanha falou sobre “Quem está do outro lado das telas? Presença parental, neurodivergência e o que a ciência mais recente tem a dizer”, trazendo reflexões sobre o uso de telas por crianças e adolescentes.

“Esse evento é uma iniciativa incrível. Quando falamos de neurodiversidade, precisamos pensar em inclusão e em como cuidar melhor dessas pessoas. A palestra busca ir além da limitação do tempo de tela, abordando a importância da participação dos pais nesse processo”, explicou.

 

O evento segue durante todo o dia com novas palestras e atividades, consolidando-se como uma importante ação da gestão municipal, em parceria com as secretarias de Cultura, Saúde, Educação e Assistência Social, voltada à construção de uma sociedade mais inclusiva, informada e acolhedora.

Fonte: Coordenadoria de Comunicação /Autor: Raiza Nascimento


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