Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 22 de Outubro de 2026

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Laxante não ajuda a emagrecer; entenda



Uma “moda” perigosa: tomar laxante para perder peso. Ela ganhou força principalmente porque é um medicamento barato. Entretanto, o preço para a saúde pode ser alto. “Com o uso crônico dos laxantes e aumentando cada vez mais as doses, você vai ter um desgaste dos nervos intestinais, que leva à constipação”, explica o médico da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva José Romanholi Neto.

O uso crônico de laxante quando mal indicado atrapalha a absorção de micronutrientes. Não porque eles vão embora com a água, mas porque a irritação na mucosa do intestino causada pelos laxantes prejudica o trabalho de absorção que algumas células do intestino fazem, especialmente de micronutrientes.

O cirurgião do aparelho digestivo e consultor do Bem Estar Fábio Atuí explica que quando a pessoa não tem problema para fazer cocô, mas usa o laxante de forma crônica para emagrecer, além de não perder peso, pode mudar os hábitos intestinais e a microbiota.

Separamos algumas dicas para melhorar o trânsito intestinal antes de partir para o laxante:

  • Tomar bastante água
  • Comer fibras
  • Fazer atividade física
Cuidados na hora de tomar chá

Cuidados na hora de tomar chá

Riscos do laxante sem indicação

A Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva diz que o uso inadequado pode criar uma dependência. O intestino fica tão viciado que perde os movimentos naturais. Aí a pessoa tem que tomar mais laxante para o intestino funcionar.

Quem toma laxante para emagrecer acha que vai eliminar gordura e, com isso, perder peso. Contudo, não é isso que acontece. Esse foi o pensamento da auxiliar contábil Larissa Basílio Tieni.

“Eu queria emagrecer dez quilos e por indicação das amigas e colegas de trabalho, comecei a tomar laxante. Tomei durante um mês um tipo de laxante e outro eu tomava esporadicamente, quando queria dar uma secada rápida. Não consegui emagrecer nada”, conta.

O médico José Romanholi explica o motivo. “A pessoa tem aquela sensação de estar desinchando, mas na verdade ela não está perdendo gordura. Ela está perdendo líquido. Depois, quando ela volta a se reidratar novamente, ela volta para o peso. O laxante é indicado para quem tem o intestino preso e não por um período crônico. Você tem que usar de forma gradual e por orientação médica”.

A Larissa sentiu os efeitos do laxante no corpo. “Logo no primeiro dia tive náusea, dor de cabeça, muita cólica. Estava sem controle fisiológica. Não conseguia segurar a vontade de ir ao banheiro”.

Depois do susto, ela parou de tomar laxante e decidiu emagrecer com saúde, aliando boa alimentação e exercício físico.

Fonte: Bem Estar/Globo



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política

TSE estuda desativar canais políticos no WhatsApp 48h antes da eleição


Proposta foi escrita pelo vice-presidente da Corte, André Mendonça

TSE faz últimos preparativos para o primeiro turno nas Eleições 2018

Uma minuta de resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) prevê que canais de WhatsApp com teor político e mais de 200 mil seguidores sejam desativados nas 48 horas anteriores e 24 horas posteriores ao segundo turno da eleição, marcado para o próximo domingo (25). 

Caso aprovada pelo plenário do TSE, a medida entraria em vigor de imediato, conforme o texto da minuta obtida pela Agência Brasil.

A minuta com a proposta passou a circular entre os ministros do TSE após o tema ser debatido em reuniões informais realizadas na sexta-feira (16) e na terça-feira (20). O texto foi redigido pelo ministro André Mendonça, vice-presidente da Corte Eleitoral.

Em nota à imprensa, o gabinete de Mendonça informou não se tratar de uma iniciativa pessoal do ministro, mas que coube a ele a autoria da minuta por ser tradição que as normas eleitorais sejam redigidas pelo vice-presidente do TSE.

“O objetivo discutido é proteger a integridade do pleito nas horas que antecedem e sucedem a votação, quando não há tempo hábil para resposta ou correção de conteúdos ilícitos”, diz a nota do gabinete de Mendonça.

A nota acrescenta ainda que o texto foi redigido a partir de um consenso interno, e que “os critérios em análise são objetivos e impessoais e valem igualmente para todos os canais de natureza político-eleitoral de grande alcance, qualquer que seja o candidato, o partido ou a orientação política”.

Caso seja aprovada, a iniciativa deve atingir o canal “Exército do Lula”, que atingiu nesta quarta (21) a marca de 7 milhões de inscritos no aplicativo de mensagens WhatsApp. Também seria desativado o canal “Tropa do Flávio”, que possui 2 milhões de inscritos.

Proposta

O texto da minuta aplica aos canais de transmissão de natureza político-eleitoral com mais de 200 mil seguidores as mesmas restrições que já vigoram sobre o conteúdo impulsionado de campanha, aquele cujo alcance é potencializado mediante pagamento às plataformas.

O texto também considera haver “alcance desproporcional de canais com grande audiência na difusão de conteúdos ilícitos”.

Em outro trecho, a proposta diz ainda que “o período compreendido entre as 48 (quarenta e oito) horas antes e as 24 (vinte e quatro) horas depois da eleição concentra o maior risco de dano irreversível à formação livre da vontade do eleitorado, por não haver tempo hábil para resposta, esclarecimento ou tutela jurisdicional efetiva”.

Controvérsia

A proposta surge após uma disputa de liminares em torno do canal “Exército do Lula”. Na semana passada, o canal foi retirado do ar pelo ministro Kássio Nunes Marques, presidente do TSE, após pedido da campanha do presidenciável Flávio Bolsonaro, que alegou disseminação de desinformação.

Logo em seguida, porém, o corregedor-nacional da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, restabeleceu o canal. Ele afirmou não haver elementos que justificassem a medida e que Nunes Marques não poderia ter suspendido o canal por via administrativa, como fez, uma vez que o caso já tramitava pela via judicial em processo relatado pelo próprio corregedor.

Pouco depois, porém, Nunes Marques voltou a suspender o canal, alegando que mesmo sendo administrado por um apoiador, o deputado André Janones (Rede-MG), a ferramenta teria vínculo com a campanha oficial, e portanto deveria estar registrado no TSE como tal.

Por fim, o Exército do Lula acabou sendo liberado pelo presidente do TSE, após o registro ter sido feito pela campanha oficial.

Felipe Pontes – repórter da Agência Brasil


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