Primavera do Leste / MT - Quarta-Feira, 21 de Janeiro de 2026

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Mãe denuncia hospital por negligência na transferência de bebê prematuro



Mãe alega que houve negligência e registrou boletim de ocorrência (Foto: TVCA/ Reprodução)

Mãe alega que houve negligência e registrou boletim de ocorrência (Foto: TVCA/ Reprodução)

Uma mulher denunciou o hospital de Nortelândia, a 254 km de Cuiabá, por negligência após o bebê dela, que nasceu prematuro, morrer. A jovem de 21 anos alega que ele foi transferido para outro hospital, em Tangará da Serra, a 242 km de Cuiabá, de forma incorreta.

A unidade de saúde informou que a criança foi transportada em um berço cirúrgico, com uma máquina de oxigênio.

A mãe, de 21 anos, afirma que procurou o hospital quando apresentava fortes dores e que a médica havia receitado um medicamento e a liberado. No entanto, ela teve que voltar para o hospital devido às contrações.

“As minhas contrações foram aumentando. Eu voltei para o hospital e então a médica veio e realizou o parto”, disse.

Ela reclama que bebê foi transferido sozinho (Foto: TVCA/ Reprodução)

Ela reclama que bebê foi transferido sozinho (Foto: TVCA/ Reprodução)

Um relatório realizado pelo hospital afirmou que a criança nasceu viva. A direção do local informou que o bebê foi transportado em um berço cirúgico, com mascára de oxigênio, e um pano para protegê-lo do frio.

O bebê nasceu com 1.600 kg, recebeu o suporte de uma enfermeira até chegar no hospital no município de Tangará da Serra.

A jovem alega que o hospital agiu com negligência. A direção, por sua vez, disse que ofereceu todo atendimento necessário para a criança, conforme a estrutura da unidade que é mantida por uma ONG.

“O nenê chegou lá sozinho, dentro da ambulância. O hospital [de Nortelândia] tinha todos os recursos para o meu filho estar bem”, afirmou a mãe.

A mãe registrou um boletim de ocorrência na delegacia de Tangará da Serra, mas o caso será investigado pela Polícia CiviI de Nortelândia.

O hospital que recebeu a criança em Tangará informou que a criança chegou debilitada e que os médicos fizeram o possível para salvar a criança.

Fonte: G1 Mato Grosso



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Janeiro Roxo: Hanseníase ainda é desafio para a saúde pública em Mato Grosso


Com mais de 4 mil casos notificados em Mato Grosso em 2024, a hanseníase continua sendo um grande desafio para a saúde pública no Brasil. Embora a doença tenha sido progressivamente controlada, ainda representa um problema relevante, especialmente em áreas endêmicas como o estado de Mato Grosso. O tratamento, disponibilizado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), varia de seis meses a um ano, dependendo da forma e gravidade da enfermidade.

 

A Unidade Básica de Saúde (UBS) é a principal porta de entrada para o diagnóstico e avaliação inicial da hanseníase nos municípios. Nessas unidades, os profissionais de saúde são treinados para identificar os primeiros sinais da doença, como manchas na pele e perda de sensibilidade, que, se não tratados a tempo, podem levar a complicações graves. Quando necessário, os pacientes são encaminhados para Centros de Referência em Hanseníase, que possuem uma estrutura mais especializada, oferecendo tratamento avançado e acompanhamento contínuo para aqueles com formas mais graves ou complicadas da doença.

 

A conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce da hanseníase tem ganhado força especialmente durante o Janeiro Roxo, uma campanha nacional idealizada pelo Ministério da Saúde. Essa ação busca sensibilizar a população sobre a importância da detecção precoce da doença, que, se diagnosticada a tempo, pode ser tratada com eficiência, evitando complicações e o estigma social.

 

A Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) apoia essa iniciativa e destaca o papel fundamental da campanha para despertar a sociedade sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce. A hanseníase é uma doença de notificação compulsória, o que significa que profissionais de saúde devem registrar e comunicar todos os casos diagnosticados, contribuindo para o controle e erradicação da enfermidade.

 

Atenção especializada – Em Mato Grosso, seis municípios mantêm Ambulatórios de Atenção Especializada Regionalizados (AAER), que oferecem tratamento da hanseníase em Alta Floresta, Barra do Garças, Juara, Juína, Tangará da Serra e Várzea Grande. O Hospital Regional de Colíder passou a ofertar atendimento especializado em 2025, ampliando a rede de assistência.

 

Ações nos municípios – Municípios de todo o estado estão desenvolvendo ações em alusão à campanha Janeiro Roxo e reforçando a importância do diagnóstico precoce. As atividades incluem campanhas de esclarecimento, orientações, eventos educativos, entre outras atividades direcionadas à população. Em Várzea Grande, Unidades de Saúde da Família (USF) estão realizando ações de conscientização, avaliação clínica, busca ativa e diagnóstico, facilitando o acesso da população.

 

Aripuanã organiza o Dia D de Combate à Hanseníase, que será realizado no dia 24 de janeiro, em que profissionais de saúde vão orientar a população, identificar sinais suspeitos e encaminhar os casos para acompanhamento e tratamento, quando necessário.

 

Em Sinop as ações incluem atendimentos específicos nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e no Centro de Referência em Combate à Hanseníase e Tuberculose. As iniciativas contemplam, ainda, a qualificação de novos profissionais da saúde que integram a Atenção Primária à Saúde.

Agência de Notícias da AMM


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