Primavera do Leste / MT - Quarta-Feira, 27 de Maio de 2026

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Manifestantes lavam calçadas da ALMT em protesto contra deputados investigados em operação



Manifestantes lavaram as calçadas da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) na noite dessa terça-feira (19), antes da sessão plenária, em protesto contra os deputados investigados na Operação Malebolge, da Polícia Federal, que investiga crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, sonegação da renda e organização criminosa, na gestão do ex-governador Silval Barbosa (PMDB).

Os manifestantes foram impedidos de entrar na galeria do plenário com vassouras e com os cabos de madeira das bandeiras. Sem esses itens, eles puderam entrar. Mas a sessão não foi realizada por falta de quórum, ou seja, não havia número suficiente de parlamentares presentes na sessão para analisar os projetos e outras matérias.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Mato Grosso (Sintep-MT), Henrique Lopes, o ato foi contra a corrupção. “É uma maneira de dizer: chega de corrupção, porque ela é que tem inviabilizado o serviço público e que tem matado toda uma geração com falta de educação”, declarou.

Oito deputados foram alvos da operação, que cumpriu mandados de busca e apreensão em 64 endereços na última quinta-feira (14). São eles: Oscar Bezerra (PSB), Silvano Amaral (PMDB) e Romoaldo Junior (PMDB), Baiano Filho (PSDB), Wagner Ramos (PSD), Gilmar Fabris (PSD), José Domingos Fraga (PSD) e Ondanir Bortolini (PSD), o Nininho.

Além dos depoimentos detalhando como funcionavam os esquemas de corrupção em seu governo, Silval Barbosa entregou provas materiais, entre elas vídeos. As imagens mostram o ex-chefe de gabinete dele, Sílvio Corrêa, entregando maços de dinheiro ao prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PMDB), a José Domingos Fraga, ao deputado federal Ezequiel Fonseca (PP), e aos ex-deputados estaduais, Luciane Bezerra (PSB), Alexandre Cesar (PT) e Hermínio Jota Barreto.

Fonte: G1



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Polícia

Operação policial combate avanço de Facção criminosa sobre associação comunitária na região distrito Nova Poxoréu


A Operação Dreamfall reforça um cenário que já vinha sendo monitorado pelas autoridades: a tentativa de facções criminosas de estabelecer controle paralelo sobre comunidades inteiras

A Força-Tarefa de Combate ao Crime Organizado de Mato Grosso (FICCO/MT) deflagrou, na manhã desta quarta-feira, 27, a Operação Dreamfall, voltada ao enfrentamento da atuação de uma facção criminosa com influência em Primavera do Leste, a partir da região de Nova Poxoréu, especialmente no “Vale dos Sonhos”.

As investigações revelam que integrantes da facção teriam assumido o controle de uma associação de moradores da comunidade, utilizando intimidação, ameaças e violência para dominar a entidade comunitária e ampliar o poder da organização criminosa na região.

De acordo com informações da Polícia Federal, o grupo passou a impor cobranças obrigatórias aos moradores, exigindo pagamentos mensais e até taxas ligadas ao acesso de serviços essenciais, como abastecimento de água e fornecimento de energia elétrica.

A operação teve origem após compartilhamento de informações realizado pelo Comando Regional da Polícia Militar de Primavera do Leste, que identificou indícios da presença estruturada da facção no distrito.

Durante a ação policial desta quarta-feira, estão sendo cumpridos três mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva, expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias do Polo de Rondonópolis.

Além das acusações de organização criminosa, extorsão e lavagem de dinheiro, os investigados também poderão responder com base na nova Lei Federal nº 15.358/2026, criada especificamente para endurecer o combate às facções criminosas no país. A legislação prevê penas que podem ultrapassar 40 anos de prisão, sobretudo em casos envolvendo domínio territorial, exploração ilegal de serviços e intimidação coletiva.

A atuação criminosa no Vale dos Sonhos acendeu alerta entre autoridades de segurança pública devido à ligação direta da comunidade com Primavera do Leste. Embora o distrito pertença administrativamente ao município de Poxoréu, grande parte da população depende da estrutura econômica, comercial e de serviços da cidade vizinha.

Nos bastidores das forças de segurança, a preocupação é de que organizações criminosas estejam tentando ocupar espaços comunitários em regiões periféricas e distritos em expansão, aproveitando fragilidades sociais, ausência de infraestrutura e disputas locais para consolidar influência.

A Operação Dreamfall reforça um cenário que já vinha sendo monitorado pelas autoridades: a tentativa de facções criminosas de estabelecer controle paralelo sobre comunidades inteiras, assumindo inclusive funções que deveriam ser garantidas pelo poder público.

 


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