Primavera do Leste / MT - Terca-Feira, 31 de Marco de 2026

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Manifestantes lavam calçadas da ALMT em protesto contra deputados investigados em operação



Manifestantes lavaram as calçadas da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) na noite dessa terça-feira (19), antes da sessão plenária, em protesto contra os deputados investigados na Operação Malebolge, da Polícia Federal, que investiga crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, sonegação da renda e organização criminosa, na gestão do ex-governador Silval Barbosa (PMDB).

Os manifestantes foram impedidos de entrar na galeria do plenário com vassouras e com os cabos de madeira das bandeiras. Sem esses itens, eles puderam entrar. Mas a sessão não foi realizada por falta de quórum, ou seja, não havia número suficiente de parlamentares presentes na sessão para analisar os projetos e outras matérias.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Mato Grosso (Sintep-MT), Henrique Lopes, o ato foi contra a corrupção. “É uma maneira de dizer: chega de corrupção, porque ela é que tem inviabilizado o serviço público e que tem matado toda uma geração com falta de educação”, declarou.

Oito deputados foram alvos da operação, que cumpriu mandados de busca e apreensão em 64 endereços na última quinta-feira (14). São eles: Oscar Bezerra (PSB), Silvano Amaral (PMDB) e Romoaldo Junior (PMDB), Baiano Filho (PSDB), Wagner Ramos (PSD), Gilmar Fabris (PSD), José Domingos Fraga (PSD) e Ondanir Bortolini (PSD), o Nininho.

Além dos depoimentos detalhando como funcionavam os esquemas de corrupção em seu governo, Silval Barbosa entregou provas materiais, entre elas vídeos. As imagens mostram o ex-chefe de gabinete dele, Sílvio Corrêa, entregando maços de dinheiro ao prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PMDB), a José Domingos Fraga, ao deputado federal Ezequiel Fonseca (PP), e aos ex-deputados estaduais, Luciane Bezerra (PSB), Alexandre Cesar (PT) e Hermínio Jota Barreto.

Fonte: G1



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Polícia

Assessor vereador preso: polícia revela estrutura por trás da morte de engenheiro em Primavera


 A Polícia Civil bateu cedo e bateu firme. Na manhã desta segunda-feira (30), a Operação Linha de Mando avançou no caso do engenheiro Afrelino Baptistella Júnior, executado a tiros em 2022. Teve prisão em flagrante, mandados cumpridos e peça importante da engrenagem criminosa exposta.

 

Segundo consta, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão, expedidos pela 1ª Vara Criminal, em endereços ligados a suspeitos que fariam parte da cadeia de comando do assassinato.

 

O crime, registrado em 22 de novembro de 2022, foi direto e sem chance de reação. Um homem em uma motocicleta emparelhou com o carro da vítima e abriu fogo. O engenheiro morreu no local. Uma médica que estava com ele sobreviveu.

 

A linha de investigação é clara: execução planejada. Emboscada. Nada de latrocínio.

 

De acordo com a Polícia Civil, há indícios de crime encomendado, com divisão de funções. Mandante, intermediador e executor. Entre os investigados aparecem um possível mandante, a esposa dele, um policial militar e um ex-policial militar apontado como autor dos disparos.

 

A motivação, segundo consta, gira em torno de conflitos pessoais. Ciúmes, ameaças e desentendimentos.

 

Durante a operação, um dos alvos acabou preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo. Na casa dele, os policiais encontraram uma pistola carregada, munições na câmara e no carregador, além de mais munições dentro de um veículo.

 

Celulares, documentos e a arma foram apreendidos. Todo o material vai passar por perícia. A suspeita é que a arma tenha ligação direta com o homicídio.

 

O delegado Eric Martins afirmou que a operação é mais uma etapa para fechar o quebra-cabeça e responsabilizar todos os envolvidos.

Até agora, os nomes não foram divulgados.

Mas o cerco está fechando.


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