Primavera do Leste / MT - Sábado, 13 de Junho de 2026

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Manifestantes lavam calçadas da ALMT em protesto contra deputados investigados em operação



Manifestantes lavaram as calçadas da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) na noite dessa terça-feira (19), antes da sessão plenária, em protesto contra os deputados investigados na Operação Malebolge, da Polícia Federal, que investiga crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, sonegação da renda e organização criminosa, na gestão do ex-governador Silval Barbosa (PMDB).

Os manifestantes foram impedidos de entrar na galeria do plenário com vassouras e com os cabos de madeira das bandeiras. Sem esses itens, eles puderam entrar. Mas a sessão não foi realizada por falta de quórum, ou seja, não havia número suficiente de parlamentares presentes na sessão para analisar os projetos e outras matérias.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Mato Grosso (Sintep-MT), Henrique Lopes, o ato foi contra a corrupção. “É uma maneira de dizer: chega de corrupção, porque ela é que tem inviabilizado o serviço público e que tem matado toda uma geração com falta de educação”, declarou.

Oito deputados foram alvos da operação, que cumpriu mandados de busca e apreensão em 64 endereços na última quinta-feira (14). São eles: Oscar Bezerra (PSB), Silvano Amaral (PMDB) e Romoaldo Junior (PMDB), Baiano Filho (PSDB), Wagner Ramos (PSD), Gilmar Fabris (PSD), José Domingos Fraga (PSD) e Ondanir Bortolini (PSD), o Nininho.

Além dos depoimentos detalhando como funcionavam os esquemas de corrupção em seu governo, Silval Barbosa entregou provas materiais, entre elas vídeos. As imagens mostram o ex-chefe de gabinete dele, Sílvio Corrêa, entregando maços de dinheiro ao prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PMDB), a José Domingos Fraga, ao deputado federal Ezequiel Fonseca (PP), e aos ex-deputados estaduais, Luciane Bezerra (PSB), Alexandre Cesar (PT) e Hermínio Jota Barreto.

Fonte: G1



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Brasil

Justiça dá prazo de 24 meses para União e Funai demarcarem terra indígena no Nortão


A Justiça Federal em Mato Grosso determinou que a União e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) concluam o processo de demarcação da terra indígena do povo Kajkwakratxi (Tapayuna), na região de Brasnorte e Juara (cerca de 300 quilômetros de Sinop), num prazo de 24 meses. O juiz federal Pablo Kipper Aguilar ordenou ainda o pagamento de R$ 10 milhões em danos morais coletivos e a realização de uma cerimônia pública de pedido de desculpas aos indígenas.

 

Na decisão, o magistrado reconheceu violações de direitos humanos cometidas contra o povo Kajkwakratxi. O juiz mandou a União reunir toda a documentação disponível no Arquivo Nacional sobre violências ocorridas durante o processo de colonização da região do Rio Arinos e a remoção forçada desse povo ao Parque Indígena do Xingu. No processo, os indígenas contaram com o apoio da Defensoria Pública da União (DPU) e do Ministério Público Federal (MPF).

 

O magistrado afastou o argumento da Funai e da União de que o Supremo Tribunal Federal (STF) já estabeleceu prazo de dez anos para a conclusão das demarcações em andamento. Para ele, tal prazo tem natureza administrativa e não impede a atuação da Justiça quando há demora excessiva. “Agradeço a luta coletiva, fico muito feliz, a comunidade fica muito feliz, é uma surpresa”, disse Wetaktxi Tapayuna, presidente da Associação Indígena Tapayuna (AIT), de acordo com mensagem divulgada pela DPU.

 

Ele acrescentou que a comunidade considera a decisão “emocionante”. “É muita alegria ver toda essa trajetória que passamos até chegar nesse ponto tão importante, com relação ao nosso povo, com as gerações que estão lutando pelo território tradicional, para demarcação do território tradicional, com expectativa de viver em cima dos seus parentes que deixaram naquele tempo. Para defender nossa ancestralidade, para viver com a alma dos parentes”, completou Wetaktxi Tapayuna.

 

De acordo com o MPF, os indígenas Kajkwakratxi foram alvo de uma série de violências ao longo do século 20, que resultaram na desestruturação social do grupo. Na década de 1970, eles foram removidos à força, pelo Estado, de seu território tradicional para o Parque Nacional do Xingu.

 

Em seguida, uma Reserva Indígena Tapayuna chegou a ser criada em 1968, mas foi extinta em 1976 sob o argumento de que não haveria indígenas na área. Há indícios, porém, de que até o presente momento existem indígenas da etnia isolada na região de ocupação tradicional.


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