Primavera do Leste / MT - Quarta-Feira, 04 de Marco de 2026

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Manifestantes lavam calçadas da ALMT em protesto contra deputados investigados em operação



Manifestantes lavaram as calçadas da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) na noite dessa terça-feira (19), antes da sessão plenária, em protesto contra os deputados investigados na Operação Malebolge, da Polícia Federal, que investiga crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, sonegação da renda e organização criminosa, na gestão do ex-governador Silval Barbosa (PMDB).

Os manifestantes foram impedidos de entrar na galeria do plenário com vassouras e com os cabos de madeira das bandeiras. Sem esses itens, eles puderam entrar. Mas a sessão não foi realizada por falta de quórum, ou seja, não havia número suficiente de parlamentares presentes na sessão para analisar os projetos e outras matérias.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Mato Grosso (Sintep-MT), Henrique Lopes, o ato foi contra a corrupção. “É uma maneira de dizer: chega de corrupção, porque ela é que tem inviabilizado o serviço público e que tem matado toda uma geração com falta de educação”, declarou.

Oito deputados foram alvos da operação, que cumpriu mandados de busca e apreensão em 64 endereços na última quinta-feira (14). São eles: Oscar Bezerra (PSB), Silvano Amaral (PMDB) e Romoaldo Junior (PMDB), Baiano Filho (PSDB), Wagner Ramos (PSD), Gilmar Fabris (PSD), José Domingos Fraga (PSD) e Ondanir Bortolini (PSD), o Nininho.

Além dos depoimentos detalhando como funcionavam os esquemas de corrupção em seu governo, Silval Barbosa entregou provas materiais, entre elas vídeos. As imagens mostram o ex-chefe de gabinete dele, Sílvio Corrêa, entregando maços de dinheiro ao prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PMDB), a José Domingos Fraga, ao deputado federal Ezequiel Fonseca (PP), e aos ex-deputados estaduais, Luciane Bezerra (PSB), Alexandre Cesar (PT) e Hermínio Jota Barreto.

Fonte: G1



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política

Assessor parlamentar registra Boletim de Ocorrência contra vereador por supostas ameaças e assédio na Câmara de Primavera do Leste


Incidente teria ocorrido na manhã desta segunda-feira (02/03/2026) na sala de café da Casa de Leis. Servidor acionou a Polícia Civil e a Ouvidoria do Legislativo.

POR: Luis Costa / Redação]

DATA: 02 de Março de 2026

Um desentendimento entre um assessor parlamentar da Vereadora Mariana Carvalho e o Vereador Eraldo Gonçalves Fortes (PSB) motivou o registro de um Boletim de Ocorrência (BO) e uma denúncia formal na Ouvidoria da Câmara Municipal de Primavera do Leste na manhã desta segunda-feira (02). O servidor acusa o parlamentar de ameaça, constrangimento público e assédio moral.

De acordo com o Boletim de Ocorrência nº 2026.68122, registrado junto à Polícia Judiciária Civil, o fato ocorreu por volta das 09:00h na área do café da Câmara. O comunicante relata que foi abordado pelo vereador, que o acusou, “sem provas”, de registrá-lo em vídeo durante as sessões e sessões gravadas para uso jocoso e de gerenciar páginas de sátira política em redes sociais.

O assessor afirma no documento que foi constrangido diante de outros servidores e sofreu ofensas à sua dignidade pessoal e profissional através de comunicação agressiva e desrespeitosa. O registro policial cita ainda “ameaças veladas” proferidas pelo vereador, com frases indicando que a situação “não iria ficar assim”.

A ocorrência foi tipificada preliminarmente pela polícia como “Preservação de Direito (Consumado)” e “Ameaça (Consumado)”. O servidor informou que o incidente foi presenciado por testemunhas e captado pelas câmeras de segurança da Sala de Comissões.

Ação na Ouvidoria

Além da representação policial, o assessor formalizou uma denúncia detalhada junto à Ouvidoria Geral da Câmara Municipal (Protocolo nº 02112.2026.000001-50). A manifestação classifica o ocorrido como “Assédio Moral” e “Conduta imprópria nas relações de trabalho”. O denunciante solicita que a Casa de Leis tome as devidas providências, fundamentando o pedido inclusive com base na Lei nº 13.869/2019 (Lei de Abuso de Autoridade).

A Versão do Vereador Eraldo Fortes

​Em sua defesa, o Vereador Eraldo Gonçalves Fortes negou as acusações de agressividade. O parlamentar afirmou que sim, falou com o assessor parlamentar. Ele explicou que o motivo da conversa foi solicitar que o assessor não ficasse gravando-o para fazer memes em uma página no Instagram, a qual ele suspeita ser ligado ao servidor.

O comunicante foi informado pela Polícia Civil sobre o prazo legal de seis meses para representar criminalmente contra o suspeito.


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