Primavera do Leste / MT - Quarta-Feira, 21 de Janeiro de 2026

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Menina de 1 ano morre com suspeita de H1N1



Uma menina de 1 ano e seis meses morreu, na segunda-feira (30), com suspeita de H1N, no Hospital Regional de Alta Floresta, a 800 km de Cuiabá. A informação é da Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT).

A criança morava na zona rural de Carlinda, município que fica 724 km da capital. Os pais levaram a criança para o hospital, no sábado (28). Ela tinha sintomas de gripe associada à pneumonia.

A menina foi medicada e apresentou melhora no domingo, segundo a SES-MT . Em seguida, o quadro clínico piorou e ela morreu, no dia seguinte.

Amostras de secreção pulmonar da criança foram coletas e encaminhadas para análise em laboratório. O resultado, que vai indicar a causa da morte, deve ficar pronto em até 30 dias.

Mortes

Desde de janeiro deste ano, três mortes causadas pelo vírus H1N1foram confirmadas pela SES. A primeira pessoa vítima do vírus morreu em Cuiabá.

O balanço do estado informa que, a segunda morte por gripe influenza ocorreu em Tangará da Serra, a 242 km de Cuiabá. Uma mulher de 36 anos, morreu no dia 8 de abril, após dar entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade no dia anterior, reclamando de fortes dores no peito e tosse. O laudo apontou que ela estava com influenza B.

A terceira morte confirmada foi registrada em Sorriso, a 420 km de Cuiabá. A professora Camila Ramos de Souza, de 29 anos, morreu no Hospital Regional daquele município no dia 15 de abril e os exames apontaram que ela estava com o vírus H1N1.

No início do mês passado 42 casos suspeitos de gripe Influenza haviam sido notificados em Mato Grosso. Destes, 18 casos foram confirmados pela Vigilância Epidemiológica.

Vacinas

O Ministério da Saúde começou a campanha da vacinação contra a gripe no dia 23 de abril. Desde então, Mato Grosso já recebeu 481 mil doses de vacina que foram distribuídas para as unidades de saúde em todo o estado.

O dia “D” da campanha deve ser realizado em 12 de maio.

Fonte: G1 Mato Grosso



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Janeiro Roxo: Hanseníase ainda é desafio para a saúde pública em Mato Grosso


Com mais de 4 mil casos notificados em Mato Grosso em 2024, a hanseníase continua sendo um grande desafio para a saúde pública no Brasil. Embora a doença tenha sido progressivamente controlada, ainda representa um problema relevante, especialmente em áreas endêmicas como o estado de Mato Grosso. O tratamento, disponibilizado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), varia de seis meses a um ano, dependendo da forma e gravidade da enfermidade.

 

A Unidade Básica de Saúde (UBS) é a principal porta de entrada para o diagnóstico e avaliação inicial da hanseníase nos municípios. Nessas unidades, os profissionais de saúde são treinados para identificar os primeiros sinais da doença, como manchas na pele e perda de sensibilidade, que, se não tratados a tempo, podem levar a complicações graves. Quando necessário, os pacientes são encaminhados para Centros de Referência em Hanseníase, que possuem uma estrutura mais especializada, oferecendo tratamento avançado e acompanhamento contínuo para aqueles com formas mais graves ou complicadas da doença.

 

A conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce da hanseníase tem ganhado força especialmente durante o Janeiro Roxo, uma campanha nacional idealizada pelo Ministério da Saúde. Essa ação busca sensibilizar a população sobre a importância da detecção precoce da doença, que, se diagnosticada a tempo, pode ser tratada com eficiência, evitando complicações e o estigma social.

 

A Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) apoia essa iniciativa e destaca o papel fundamental da campanha para despertar a sociedade sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce. A hanseníase é uma doença de notificação compulsória, o que significa que profissionais de saúde devem registrar e comunicar todos os casos diagnosticados, contribuindo para o controle e erradicação da enfermidade.

 

Atenção especializada – Em Mato Grosso, seis municípios mantêm Ambulatórios de Atenção Especializada Regionalizados (AAER), que oferecem tratamento da hanseníase em Alta Floresta, Barra do Garças, Juara, Juína, Tangará da Serra e Várzea Grande. O Hospital Regional de Colíder passou a ofertar atendimento especializado em 2025, ampliando a rede de assistência.

 

Ações nos municípios – Municípios de todo o estado estão desenvolvendo ações em alusão à campanha Janeiro Roxo e reforçando a importância do diagnóstico precoce. As atividades incluem campanhas de esclarecimento, orientações, eventos educativos, entre outras atividades direcionadas à população. Em Várzea Grande, Unidades de Saúde da Família (USF) estão realizando ações de conscientização, avaliação clínica, busca ativa e diagnóstico, facilitando o acesso da população.

 

Aripuanã organiza o Dia D de Combate à Hanseníase, que será realizado no dia 24 de janeiro, em que profissionais de saúde vão orientar a população, identificar sinais suspeitos e encaminhar os casos para acompanhamento e tratamento, quando necessário.

 

Em Sinop as ações incluem atendimentos específicos nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e no Centro de Referência em Combate à Hanseníase e Tuberculose. As iniciativas contemplam, ainda, a qualificação de novos profissionais da saúde que integram a Atenção Primária à Saúde.

Agência de Notícias da AMM


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