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MT é o estado do país com mais casos de chikungunya, diz Ministério da Saúde



Os casos de chikungunya em Mato Grosso aumentaram 703% nos primeiros meses de 2018 em comparação com os números consolidados do ano passado. Os dados são de um boletim epidemiológico do Ministério da Saúde.

O órgão leva em consideração os casos registrados até 26 de fevereiro. No período analisado, os números saltaram de 652 registros para 4.515 casos.

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT), o aumento foi notificado e é acompanhado pelos especialistas.

No país, Mato Grosso é o estado com a maior incidência da doença. No ranking, Minas Gerais aparece em seguida com números duas vezes menores. Foram notificados 1.219 casos.

Em contraponto, com três registros, Sergipe é o estado com o menor número de registros.

Ainda em nível nacional, a região Centro-Oeste registrou o maior número de casos. Em Mato Grosso do Sul foram 28 casos; Goiás 80 registros e o Distrito Federal com 28 casos.

De acordo com a coordenadora de vigilância epidemiológica da SES-MT, Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá, é responsável por quase 50% do total de casos registrados no estado.

“Essa situação começou a acontecer a partir do início deste ano. Isso é uma preocupação e trouxe um alarde para nós. Desde que identificamos, o aumento começamos um trabalho para tentar reduzí-los”, disse.

Serviços de limpeza nos domicílios e aplicação de fumacê fizeram partes das ações do governo para diminuir os índices.

De acordo com o Ministério da Saúde, Mato Grosso tem o maior índice de incidência. São 135 casos a cada 100 mil habitantes. O número é o maior do país e que a médica nacional de incidência, de 4,6 casos.

Fonte: G1 Mato Grosso



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Opinião - política

Diárias oficiais coincidem com evento político em Cuiabá e levantam questionamentos


Relatórios apontam viagens institucionais, mas datas coincidem com lançamento de campanha eleitoral; ausência em programa de saúde local também chama atenção

Viagens oficiais com destino a Cuiabá, justificadas como cumprimento de agenda institucional, têm levantado questionamentos após análise de documentos públicos. Relatórios assinados por assessores e servidores indicam participação em reuniões na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com retorno ao município no dia seguinte.

No entanto, as datas dessas viagens coincidem com o período do lançamento da campanha de Léo, realizado na capital. A sobreposição entre compromissos oficialmente descritos como institucionais e um evento político levanta dúvidas sobre a real natureza das agendas cumpridas.

Os documentos registram pagamentos de diárias, incluindo R$ 1.500,00 destinados a Gisely Fernanda Pereira da Silva e R$ 250,00 para Elnatan Oliveira Reis Medeiros, além de outros valores vinculados a deslocamentos com roteiro semelhante: ida à capital, participação em reunião e retorno no dia seguinte.

Relatórios assinados por Gustavo Saint Clair Ferreira Caldeira e Valmislei Alves dos Santos reforçam a justificativa de “cumprimento de agenda parlamentar”, enquanto registros adicionais indicam participação de Gisele Ferreira Ferraz em reuniões na AMM e no INCRA.

Do ponto de vista formal, a documentação apresenta todos os elementos exigidos: declarações de comparecimento, assinaturas e descrição das atividades realizadas.

Ainda assim, a coincidência com um evento político relevante levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos para deslocamentos que podem não ter caráter exclusivamente institucional.

Contraste com agenda local de saúde

Outro ponto que chama atenção é o contraste entre essas agendas na capital e a atuação local dos envolvidos.

Parte dos nomes associados às viagens aparece com frequência em críticas à situação da saúde pública em Primavera do Leste. No entanto, não há registro de presença de alguns desses críticos no lançamento do programa “Vira Saúde”, iniciativa voltada à melhoria do atendimento à população no próprio município.

A ausência em um evento diretamente ligado à saúde pública local reforça o debate sobre prioridades e coerência entre discurso e prática.

Transparência e resultado

Embora os documentos estejam formalmente corretos, especialistas em gestão pública destacam que a transparência não se limita à comprovação de deslocamentos e reuniões, mas também envolve a demonstração de resultados concretos dessas agendas.

Até o momento, não há detalhamento público sobre os impactos diretos dessas viagens para a população.

Diante disso, permanecem as perguntas:

Qual foi o retorno efetivo dessas agendas?
E qual o limite entre compromisso institucional e participação em atividades de natureza política?


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