Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 22 de Outubro de 2026

HOME / NOTÍCIAS

geral

Parceria entre Senar, Prefeitura e Sindicato Rural capacita profissionais



O Senar entregou na tarde de segunda feira, 18, os certificados de conclusão dos cursos oferecidos pelo órgão em parceria com a Prefeitura Municipal e o Sindicato Rural de Primavera do Leste, nas dependências do Conviver. O representante do Senar, Paulo Ricardo, falou da atuação voltada especificamente para a área rural, oportunizando a qualificação de mão de obra, que hoje ainda em número defasado para atender a demanda do Estado. Ele falou do orçamento do Senar- o produtor rural destina um percentual da venda do produto e o Senar devolve profissionalizando a mão de obra que, na maioria das vezes, o produtor é que emprega. “É uma parceria que tem dado certo”.

Danielle Chaves, enfermeira padrão, fez o curso de Relação Interpessoal e, falou da importância dessa participação para sua vida pessoal e profissional para o trabalho em equipe, “saímos com outra visão e a impressão foi das melhores, portanto minha fala é de gratidão”. Segundo ela, a interação foi tão grande que podemos aplicar os ensinamentos na nossa realidade, devido o grande volume de informação e, especialmente pela metodologia ativa aplicada, que “tem por base a troca de experiência e consequentemente se constrói o conhecimento”.

Para o presidente do Sindicato Rural, José Nardes, que é agrônomo e trabalhador como ele se define, os cursos oferecidos através da parceria com o Senar, Prefeitura Municipal e Sindicato representam a qualificação de mão de obra para acompanhar a tecnologia no campo, “hoje existem máquinas sofisticadas e caras que precisam de funcionários especializados e o Senar se faz presente para tender essa exigência”. Ele falou que foram oferecidos cursos em vinte assentamentos.

Nardes reconheceu que se perdeu muito tempo, porque a parceria com a Prefeitura foi efetivada apenas o ano passado, mas “agora estamos a todo vapor, para 2018 serão 240 cursos que serão divulgados pela secretaria municipal de Promoção Social”. Ao perceber que houve mais mulheres no curso, ele ressaltou “as mulheres tem mais capacidade e percepção de ver ao seu redor, de perceber a importância do conhecimento, o que se aprende na vida não tem preço”.

Para secretária de Promoção Social Rosicler Szadkoski, que representou o prefeito no evento, essa parceria precisa ser mantida porque o retorno, através da formação de tantas pessoas, é sem dúvida um ganho para o município que pode dispor da mão de obra qualificada. Segundo ela, “essa parceria é interessante porque o conteúdo dos cursos pode ser aplicado na vida e na profissão, além de serem gratuitos”.

Da Assessoria



COMENTÁRIOS

0 Comentários

Deixe o seu comentário!





*

HOME / NOTÍCIAS

política

TSE estuda desativar canais políticos no WhatsApp 48h antes da eleição


Proposta foi escrita pelo vice-presidente da Corte, André Mendonça

TSE faz últimos preparativos para o primeiro turno nas Eleições 2018

Uma minuta de resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) prevê que canais de WhatsApp com teor político e mais de 200 mil seguidores sejam desativados nas 48 horas anteriores e 24 horas posteriores ao segundo turno da eleição, marcado para o próximo domingo (25). 

Caso aprovada pelo plenário do TSE, a medida entraria em vigor de imediato, conforme o texto da minuta obtida pela Agência Brasil.

A minuta com a proposta passou a circular entre os ministros do TSE após o tema ser debatido em reuniões informais realizadas na sexta-feira (16) e na terça-feira (20). O texto foi redigido pelo ministro André Mendonça, vice-presidente da Corte Eleitoral.

Em nota à imprensa, o gabinete de Mendonça informou não se tratar de uma iniciativa pessoal do ministro, mas que coube a ele a autoria da minuta por ser tradição que as normas eleitorais sejam redigidas pelo vice-presidente do TSE.

“O objetivo discutido é proteger a integridade do pleito nas horas que antecedem e sucedem a votação, quando não há tempo hábil para resposta ou correção de conteúdos ilícitos”, diz a nota do gabinete de Mendonça.

A nota acrescenta ainda que o texto foi redigido a partir de um consenso interno, e que “os critérios em análise são objetivos e impessoais e valem igualmente para todos os canais de natureza político-eleitoral de grande alcance, qualquer que seja o candidato, o partido ou a orientação política”.

Caso seja aprovada, a iniciativa deve atingir o canal “Exército do Lula”, que atingiu nesta quarta (21) a marca de 7 milhões de inscritos no aplicativo de mensagens WhatsApp. Também seria desativado o canal “Tropa do Flávio”, que possui 2 milhões de inscritos.

Proposta

O texto da minuta aplica aos canais de transmissão de natureza político-eleitoral com mais de 200 mil seguidores as mesmas restrições que já vigoram sobre o conteúdo impulsionado de campanha, aquele cujo alcance é potencializado mediante pagamento às plataformas.

O texto também considera haver “alcance desproporcional de canais com grande audiência na difusão de conteúdos ilícitos”.

Em outro trecho, a proposta diz ainda que “o período compreendido entre as 48 (quarenta e oito) horas antes e as 24 (vinte e quatro) horas depois da eleição concentra o maior risco de dano irreversível à formação livre da vontade do eleitorado, por não haver tempo hábil para resposta, esclarecimento ou tutela jurisdicional efetiva”.

Controvérsia

A proposta surge após uma disputa de liminares em torno do canal “Exército do Lula”. Na semana passada, o canal foi retirado do ar pelo ministro Kássio Nunes Marques, presidente do TSE, após pedido da campanha do presidenciável Flávio Bolsonaro, que alegou disseminação de desinformação.

Logo em seguida, porém, o corregedor-nacional da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, restabeleceu o canal. Ele afirmou não haver elementos que justificassem a medida e que Nunes Marques não poderia ter suspendido o canal por via administrativa, como fez, uma vez que o caso já tramitava pela via judicial em processo relatado pelo próprio corregedor.

Pouco depois, porém, Nunes Marques voltou a suspender o canal, alegando que mesmo sendo administrado por um apoiador, o deputado André Janones (Rede-MG), a ferramenta teria vínculo com a campanha oficial, e portanto deveria estar registrado no TSE como tal.

Por fim, o Exército do Lula acabou sendo liberado pelo presidente do TSE, após o registro ter sido feito pela campanha oficial.

Felipe Pontes – repórter da Agência Brasil


Antenado News