Primavera do Leste / MT - Segunda-Feira, 06 de Abril de 2026

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Policial civil morre após perder controle de carro e capotar em rodovia de MT



O investigador Sérgio Pedroso de Almeida Neto, de 61 anos, morreu neste domingo (17) depois de um acidente de trânsito entre as cidades de Nobres e Rosário Oeste, a 151 e 133 km de Cuiabá. De acordo com a Polícia Civil, Sérgio trabalhava na delegacia da Polícia Civil em Rosário Oeste.

Segundo informação da polícia, o investigador estava em um Voyagem que capotou no km 553 da BR-364. Sérgio dirigia o veículo e estava sozinho. Ele teria perdido o controle do carro, saiu da pista e capotou.

Ainda conforme a Polícia Civil, uma equipe da concessionária que administra a rodovia, Rota do Oeste, foi ao local e prestou socorro. O policial foi encaminhado para um hospital, mas não resistiu e morreu durante o atendimento. Uma perícia foi feita no local do acidente e deve ajudar na investigação a respeito do capotamento.

Sérgio morava e trabalhava em Rosário Oeste. Ainda não há informações sobre o velório ou local do sepultamento do policial. Em nota, a Polícia Civil lamentou o acidente e prestou solidariedade à família e aos amigos do investigador.

Com informações do G1 Mato Grosso



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A Palavra - Opinião

📰 Crônica: A cassação que parou na recepção


Em Primavera do Leste, a política resolveu inovar. Não é mais preciso enfrentar plenário, debate ou voto. Agora, certos assuntos já são resolvidos ali mesmo, na recepção.

 

O pedido de cassação contra o vereador Sargento Telles sequer chegou a “dar bom dia” no plenário. Foi barrado antes, com toda a elegância que os procedimentos técnicos permitem.

 

Segundo a versão oficial, faltou “autorização adequada” para a denúncia. Curioso. Porque, para alguns, a lei parece permitir que até o eleitor participe. Para outros, nem tanto. Vai entender, o Direito, às vezes, é quase uma obra de arte contemporânea: cada um enxerga o que quer.

 

Enquanto isso, o conteúdo da denúncia ficou intacto. Intocado. Intocável. Uma espécie de segredo que ninguém quis abrir — talvez por zelo institucional, talvez por excesso de prudência.

 

E sob a condução do presidente da Câmara, Marco Aurélio, tudo seguiu com tranquilidade exemplar. Sem ruído, sem desgaste, sem aquele incômodo chamado “debate público”.

 

Eficiência é isso.

 

Resolve-se rápido, evita-se constrangimento e, de quebra, mantém-se a harmonia entre os pares. Afinal, política também é sobre convivência.

 

Agora, claro, tudo dentro das regras. Ou pelo menos dentro de uma leitura bastante conveniente delas.

 

No fim, Primavera do Leste dá mais um passo à frente na inovação institucional: criou-se o julgamento sem julgamento.

 

E fica aquela dúvida que ninguém responde, mas todo mundo entende:

 

Foi rigor técnico… ou apenas uma solução elegante para um problema inconveniente?

 

Mas veja, é só uma crônica.

 

 

 


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