Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 15 de Outubro de 2026

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Preso há 15 anos, ex-bicheiro condenado pela morte de dono de jornal em MT deixará a prisão



O juiz da 6ª Vara Criminal de Cuiabá Jorge Luiz Tadeu Rodrigues determinou, nessa segunda-feira (19), a substituição da prisão preventiva do ex-bicheiro João Arcanjo Ribeiro, que está preso há 15 anos, pela prisão em regime semiaberto. Arcanjo é acusado de vários crimes, mas o que o levou à prisão, em 2003, foi o assassinato do dono do jornal Folha do Estado, Sávio Brandão.

Na decisão, o magistrado diz que o ex-bicheiro preenche os requisitos objetivo e subjetivo previstos no Artigo 112 da Lei de Execução Penal (LEP), que trata da progressão de regime. Com isso, ele vai cumprir o restante da pena em liberdade.

Mas, antes de deixar a Penitenciária Central do Estado (PCE), Arcanjo passará por uma audiência na segunda-feira (26), para a instalação de tornozeleira eletrônica e definição de outras medidas restritivas.

“O reeducando, obtendo a progressão de regime para o semiaberto, será incluso no programa de monitoramento eletrônico, com vigília de seus passos 24 horas por dia e, qualquer falta ou violação às condições fixadas em audiência admonitória, ensejará seu regresso ao regime mais gravoso”, diz o juiz, na decisão.

Nessa audiência, marcada para as 14h, a defesa do ex-bicheiro deverá apresentar um atestado atualizado de comportamento carcerário.

O juiz ainda determinou que mensalmente ele apresente atestado de frequência no Centro de Atendimento Psicossocial (Caps).

Como Arcanjo responde a vários processos, o magistrado diz, na decisão, que caso ele tenha uma nova condenação, será fixado novo regime de cumprimento de pena e ele retornará ao regime fechado, se necessário.

Parecer contrário

O Ministério Público Estadual (MPE) havia se manifestado contrário à soltura de João Arcanjo. Alegou que ele ainda exerce influência e pode atrapalhar os outros processos aos quais responde.

Para o MP, ele não reúne condições pessoais para o cumprimento da pena em regime mais brando. Ainda aponta risco de fuga, já que o ex-bicheiro possui alto poder econômico e poderá deixar o país.

A promotora Fátima Guariente lembrou que, em 2002, após a morte de Sávio Brandão, em Cuiabá, João Arcanjo fugiu para o Uruguai, onde foi preso e extraditado para o Brasil, três anos depois.

Entre os argumentos contrários à progressão de regime, está a alta periculosidade do preso. O MPE cita que, em 2007, João Arcanjo passou a cumprir pena em presídio federal depois que restou comprovada a atuação dele no jogo do bicho, durante a Operação Arrego, do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco).

Condenação

O ex-bicheiro foi condenado em 2013 a 19 anos de prisão em regime fechado por ser o mandante da morte do empresário.

Durante o julgamento, Arcanjo disse que não teve qualquer envolvimento com a morte de Sávio Brandão, mas reconheceu que atuou como contraventor, com cassinos e jogo do bicho. “Não sou santo, mas esse crime [do assassinato] eu não cometi. Não tenho as mãos sujas de sangue”, declarou na ocasião.

Fonte: G1 Mato Grosso



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Homem viaja mais de 2 mil km para encontrar namorada virtual e descobre que ela foi criada por inteligência artificial


Caso chama a atenção para os riscos de golpes amorosos e perfis falsos nas redes sociais.

 

Um homem de 49 anos percorreu mais de 2 mil quilômetros na esperança de encontrar a mulher com quem acreditava manter um relacionamento virtual. Ao chegar ao destino, em Belo Horizonte (MG), descobriu que a suposta namorada não existia: ela era uma personagem criada por inteligência artificial (IA).

 

Segundo informações divulgadas pela imprensa, Edimar, pedreiro e divorciado, conheceu o perfil de uma mulher chamada Jéssica Oliveira, também conhecida como Jéssica Fazendeira, nas redes sociais. A personagem acumulava mais de 300 mil seguidores e publicava conteúdos afirmando estar divorciada, ter um filho e procurar um companheiro para compartilhar a vida em uma fazenda.

 

Promessas de uma vida a dois

 

De acordo com o relato do homem, a suposta namorada demonstrava interesse em recebê-lo e prometia ajudar com as despesas da viagem, buscá-lo e proporcionar uma vida confortável. Convencido de que poderia iniciar um relacionamento verdadeiro, ele saiu de Imperatriz (MA) na sexta-feira (9) e chegou à capital mineira no domingo (11).

 

No entanto, ao desembarcar, Edimar tentou localizar a mulher em diferentes lugares, sem sucesso. Ele chegou a mostrar fotografias da personagem a pessoas nas ruas, perguntando se alguém a conhecia, mas ninguém conseguiu identificá-la.

 

Foi depois dessas tentativas frustradas que o homem percebeu que havia sido enganado e que as imagens utilizadas no perfil eram produzidas por inteligência artificial.

 

Alerta para quem busca relacionamentos na internet

 

O caso reforça a importância de redobrar os cuidados com relacionamentos iniciados nas redes sociais. Perfis com fotografias realistas, vídeos e milhares de seguidores não são, necessariamente, garantia de que uma pessoa seja verdadeira.

 

Antes de viajar para encontrar alguém conhecido pela internet ou enviar dinheiro, especialistas recomendam verificar a identidade da pessoa, realizar chamadas de vídeo ao vivo e desconfiar de promessas financeiras ou histórias que não possam ser confirmadas.

 

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