Primavera do Leste / MT - Quarta-Feira, 29 de Abril de 2026

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Preso há 15 anos, ex-bicheiro condenado pela morte de dono de jornal em MT deixará a prisão



O juiz da 6ª Vara Criminal de Cuiabá Jorge Luiz Tadeu Rodrigues determinou, nessa segunda-feira (19), a substituição da prisão preventiva do ex-bicheiro João Arcanjo Ribeiro, que está preso há 15 anos, pela prisão em regime semiaberto. Arcanjo é acusado de vários crimes, mas o que o levou à prisão, em 2003, foi o assassinato do dono do jornal Folha do Estado, Sávio Brandão.

Na decisão, o magistrado diz que o ex-bicheiro preenche os requisitos objetivo e subjetivo previstos no Artigo 112 da Lei de Execução Penal (LEP), que trata da progressão de regime. Com isso, ele vai cumprir o restante da pena em liberdade.

Mas, antes de deixar a Penitenciária Central do Estado (PCE), Arcanjo passará por uma audiência na segunda-feira (26), para a instalação de tornozeleira eletrônica e definição de outras medidas restritivas.

“O reeducando, obtendo a progressão de regime para o semiaberto, será incluso no programa de monitoramento eletrônico, com vigília de seus passos 24 horas por dia e, qualquer falta ou violação às condições fixadas em audiência admonitória, ensejará seu regresso ao regime mais gravoso”, diz o juiz, na decisão.

Nessa audiência, marcada para as 14h, a defesa do ex-bicheiro deverá apresentar um atestado atualizado de comportamento carcerário.

O juiz ainda determinou que mensalmente ele apresente atestado de frequência no Centro de Atendimento Psicossocial (Caps).

Como Arcanjo responde a vários processos, o magistrado diz, na decisão, que caso ele tenha uma nova condenação, será fixado novo regime de cumprimento de pena e ele retornará ao regime fechado, se necessário.

Parecer contrário

O Ministério Público Estadual (MPE) havia se manifestado contrário à soltura de João Arcanjo. Alegou que ele ainda exerce influência e pode atrapalhar os outros processos aos quais responde.

Para o MP, ele não reúne condições pessoais para o cumprimento da pena em regime mais brando. Ainda aponta risco de fuga, já que o ex-bicheiro possui alto poder econômico e poderá deixar o país.

A promotora Fátima Guariente lembrou que, em 2002, após a morte de Sávio Brandão, em Cuiabá, João Arcanjo fugiu para o Uruguai, onde foi preso e extraditado para o Brasil, três anos depois.

Entre os argumentos contrários à progressão de regime, está a alta periculosidade do preso. O MPE cita que, em 2007, João Arcanjo passou a cumprir pena em presídio federal depois que restou comprovada a atuação dele no jogo do bicho, durante a Operação Arrego, do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco).

Condenação

O ex-bicheiro foi condenado em 2013 a 19 anos de prisão em regime fechado por ser o mandante da morte do empresário.

Durante o julgamento, Arcanjo disse que não teve qualquer envolvimento com a morte de Sávio Brandão, mas reconheceu que atuou como contraventor, com cassinos e jogo do bicho. “Não sou santo, mas esse crime [do assassinato] eu não cometi. Não tenho as mãos sujas de sangue”, declarou na ocasião.

Fonte: G1 Mato Grosso



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Prefeitura presta apoio imediato a famílias afetadas por chuva em Primavera do Leste


Defesa Civil, Assistência Social e Infraestrutura atuam de forma integrada para garantir acolhimento e segurança às famílias atingidas

Fonte: Coordenadoria de Comunicação / Autor: Raiza Nascimento

 

Após a forte chuva que atingiu Primavera do Leste, a Secretaria Municipal de Assistência Social atuou de forma imediata no atendimento às famílias afetadas. Algumas residências foram alagadas na região de São José, especificamente na Rua D, exigindo uma resposta rápida do poder público.

 

A ação foi coordenada pela Defesa Civil, que acionou uma força-tarefa envolvendo a Secretaria de Infraestrutura e a Assistência Social para prestar suporte às famílias. Como medida emergencial, os moradores foram realocados para hospedagem temporária em hotel, garantindo segurança e abrigo durante a noite, enquanto equipes trabalham na limpeza e recuperação das áreas atingidas.

 

Segundo a coordenadora da Defesa Civil, Cris Corrêa, a prioridade foi retirar as famílias das áreas de risco e garantir acolhimento imediato.

 

“Eu, enquanto coordenadora da Defesa Civil, pedi a retirada imediata dessas famílias e para que elas sejam direcionadas para o aluguel social. A Assistência Social acompanhou todo o processo, orientando para que elas deixassem as residências e fossem encaminhadas com segurança,” destacou.

 

A secretária municipal de Assistência Social também ressaltou o compromisso da pasta em garantir o atendimento humanizado às famílias atingidas.

 

“Nosso trabalho é estar presente nos momentos mais difíceis. Assim que fomos acionados, nossa equipe se mobilizou para garantir acolhimento, segurança e dignidade às famílias afetadas. Estamos acompanhando cada caso de perto, oferecendo suporte necessário, inclusive com encaminhamento para o aluguel social, para que essas pessoas possam se reestruturar com tranquilidade,” afirmou.

 

A ação contou com um trabalho conjunto envolvendo diversas secretarias municipais, reunindo equipes da Assistência Social, Infraestrutura, Saúde, além da Chefia de Gabinete, garantindo uma resposta rápida, integrada e eficiente diante da situação.

 

A gestão municipal reforça que segue monitorando a situação e prestando todo o suporte necessário às famílias, priorizando a segurança e o bem-estar da população.


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