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Quase 16 mil eleitores deixaram para fazer a revisão biométrica no último dia em MT



Quase 16 mil eleitores mato-grossenses deixaram para fazer o recadastramento biométrico na quarta-feira (9), o último dia antes do fechamento do cadastro nacional do eleitorado. O dado é do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT).

A maior procura ocorreu em Cuiabá, onde 3.897 eleitores procuraram a Justiça Eleitoral. Ainda assim, do total de eleitores, 30% não fizeram a revisão biométrica, o que corresponde a mais de 100 mil votantes.

Na capital, o último eleitor foi atendido às 22h [horário de Mato Grosso].

Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá, foi o segundo lugar mais procurado pelo eleitorado nessa quarta-feira (9), com 1.718 atendimentos.

Eleitores formaram fila no último dia do cadastramento biométrico (Foto: TRE-MT/Divulgação)

Eleitores formaram fila no último dia do cadastramento biométrico (Foto: TRE-MT/Divulgação)

Pouco mais de 70% dos eleitores do município passaram pelos cartórios eleitorais. No entanto, quase 30% do eleitorado não fez o recadastramento.

Em Sinop e Rondonópolis foram, respectivamente, 1.071 e 720 operações.

A partir desta quinta-feira (10), o cadastro nacional de eleitores está fechado e não é mais possível realizar os serviços de alistamento, transferência, revisão de dados e biometria. Os serviços devem ser retomados no dia 5 de novembro.

Em novembro, os eleitores terão 13 dias para procurar os cartórios eleitorais. O TRE alerta que não terá prorrogação e, depois disso, quem não fizer o recadastramento, terá o título cancelado.

O TRE também já desmontou os 12 postos da biometria que foram instalados em Cuiabá e Várzea Grande exclusivamente para a revisão do eleitorado.

Fonte: G1 Mato Grosso



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Prefeito é preso em Brasília na marcha dos prefeitos


Prefeito de Piçarras é investigado pelo MP em denúncia de corrupção em obra pública

Prefeito de Balneário Piçarras foi preso em Brasília nesta terça, durante operação do Gaeco (foto: Divulgação MPSC)

O prefeito de Balneário Piçarras, Tiago Baltt (MDB), foi preso por volta das 6h de terça-feira, em Brasília, onde participava da 27ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios. O evento começou na segunda e segue até quinta, reunindo prefeitos de todo o país. Organizada pela Confederação Nacional de Municípios, a programação acontece no Centro Internacional de Convenções do Brasil, na capital federal. Baltt foi detido no hotel, antes de seguir pro segundo dia do encontro.

A prisão faz parte da Operação Regalo, do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco). O ex-prefeito de São João Batista, Pedro Alfredo Ramos (MDB), o Pedroca, também é investigado no esquema, mas não foi preso.

As investigações começaram em 2024 e são conduzidas pelo Grupo Especial Anticorrupção (Geac) de Itajaí. Os procedimentos apuram crimes funcionais praticados por prefeitos e outros agentes públicos.

Segundo o Ministério Público, esta fase da investigação quer aprofundar a coleta de provas sobre contratos de obras e urbanização da orla norte de Piçarras, além de outros contratos firmados no município e em São João Batista.

A suspeita é de atuação conjunta entre grupo político e grupo empresarial em um esquema estruturado de corrupção, com divisão de tarefas entre núcleo empresarial e político-administrativo. Conforme a investigação, havia pagamento de propina equivalente a 3% dos contratos públicos ligados à prefeitura de Piçarras e valores variados em contratos de São João Batista.

Só em Piçarras, as vantagens indevidas obtidas pelos investigados com pagamento de propina chegam a cerca de R$ 485,9 mil, valor que, segundo o MP, teria sido bancado pelos cofres públicos. As investigações também apontam indícios de que integrantes da organização criminosa continuavam agindo de forma “ardilosa e sorrateira”, com pagamento de propinas custeadas por meio de suposto superfaturamento de obras públicas em municípios do litoral norte catarinense.

Atendendo pedido do Ministério Público, a Justiça determinou o sequestro dos valores apontados como propina. Segundo os investigadores, os recursos pagos pelo núcleo empresarial ao núcleo político têm origem ilícita e deverão ser devolvidos aos cofres públicos.

Foram cumpridas seis ordens de prisão preventiva e 37 mandados de busca e apreensão em casas, empresas e órgãos públicos de Timbó, Biguaçu, Balneário Piçarras, São João Batista, Tijucas, Indaial, Itapema, Itajaí, Porto Belo, Bombinhas e Colíder, no Mato Grosso.

Além do prefeito, empresários suspeitos de manter as práticas ilícitas também foram presos preventivamente. Houve ainda cumprimento de mandados contra servidores, ex-servidores e agentes políticos investigados. Os materiais apreendidos durante as diligências serão analisados pelo Geac com apoio do Gaeco. O objetivo é identificar outros envolvidos e aprofundar a apuração sobre a possível rede criminosa.

Em nota, a Prefeitura de Piçarras informou que as equipes técnicas da administração municipal acompanharam a coleta de documentos de investigação do MP. “Administração Municipal adotou uma postura de total colaboração com a operação e com os órgãos responsáveis pela investigação”, informou a prefeitura.

No fim desta tarde, o vice-prefeito Fabiano José Alves (UB) tomou posse como prefeito em exercício, no lugar de Baltt.

Operação Regalo

Segundo o Gaeco, o nome da operação faz referência ao termo “regalo”, que significa mimo, presente ou agrado. No contexto da investigação, a palavra foi usada para identificar as propinas ajustadas entre empresários e agentes políticos.

Fonte: Dioarinho Franciele Marcon


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