Rodovia deve passar três noites interditada para obras de recuperação de ponte em MT
Um trecho da BR-364 em Rosário Oeste, a 133 km de Cuiabá, deverá passar três noites completamente interditado para a realização de obras de recuperação emergencial da ponte sobre o Córrego Carandazinho.
Segundo a concessionária que administra a via, a interdição deve ocorrer no km 529, das 22h às 4h [horário de Mato Grosso], entre os dias 2 e 4 de abril.
A obra de recuperação da ponte teve início no dia 22 de março e a empresa afirma que o bloqueio total da rodovia é necessário para as atividades de concretagem e estabilização da estrutura. A ponte recebe reforço dos apoios, que sofreram desgaste em decorrência do tempo e do fluxo intenso de veículos pesados que passam pela região.
A rota alternativa indicada pela concessionária aos motoristas é a MT-010, conhecida como Estrada da Guia. A rodovia estadual, porém, tem o tráfego proibido para veículos de carga.
Além das interdições totais no período da noite, a empresa informou que também realizará intervenção no fluxo de veículos durante o dia até a conclusão dos serviços. Para controlar a velocidade dos condutores e garantir a segurança dos usuários e dos trabalhadores no local, foram implantadas lombadas temporárias antes do local das obras.
Alertas
Segundo a empresa, painéis de mensagem variável fixos já contam com o alerta sobre a interdição daquele trecho da BR-364 e outros três foram posicionados estrategicamente no Trevo do Lagarto (km 453 da BR-364), em Várzea Grande, região metropolitana da capital; no sentido norte do km 488 da BR-364, em Acorizal, a 59 km de Cuiabá; e no sentido sul entre o km 545 e o km 546 da BR-364, em Rosário Oeste.
TSE estuda desativar canais políticos no WhatsApp 48h antes da eleição
Proposta foi escrita pelo vice-presidente da Corte, André Mendonça
TSE faz últimos preparativos para o primeiro turno nas Eleições 2018
Uma minuta de resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) prevê que canais de WhatsApp com teor político e mais de 200 mil seguidores sejam desativados nas 48 horas anteriores e 24 horas posteriores ao segundo turno da eleição, marcado para o próximo domingo (25).
Caso aprovada pelo plenário do TSE, a medida entraria em vigor de imediato, conforme o texto da minuta obtida pela Agência Brasil.
A minuta com a proposta passou a circular entre os ministros do TSE após o tema ser debatido em reuniões informais realizadas na sexta-feira (16) e na terça-feira (20). O texto foi redigido pelo ministro André Mendonça, vice-presidente da Corte Eleitoral.
Em nota à imprensa, o gabinete de Mendonça informou não se tratar de uma iniciativa pessoal do ministro, mas que coube a ele a autoria da minuta por ser tradição que as normas eleitorais sejam redigidas pelo vice-presidente do TSE.
“O objetivo discutido é proteger a integridade do pleito nas horas que antecedem e sucedem a votação, quando não há tempo hábil para resposta ou correção de conteúdos ilícitos”, diz a nota do gabinete de Mendonça.
A nota acrescenta ainda que o texto foi redigido a partir de um consenso interno, e que “os critérios em análise são objetivos e impessoais e valem igualmente para todos os canais de natureza político-eleitoral de grande alcance, qualquer que seja o candidato, o partido ou a orientação política”.
Caso seja aprovada, a iniciativa deve atingir o canal “Exército do Lula”, que atingiu nesta quarta (21) a marca de 7 milhões de inscritos no aplicativo de mensagens WhatsApp. Também seria desativado o canal “Tropa do Flávio”, que possui 2 milhões de inscritos.
Proposta
O texto da minuta aplica aos canais de transmissão de natureza político-eleitoral com mais de 200 mil seguidores as mesmas restrições que já vigoram sobre o conteúdo impulsionado de campanha, aquele cujo alcance é potencializado mediante pagamento às plataformas.
O texto também considera haver “alcance desproporcional de canais com grande audiência na difusão de conteúdos ilícitos”.
Em outro trecho, a proposta diz ainda que “o período compreendido entre as 48 (quarenta e oito) horas antes e as 24 (vinte e quatro) horas depois da eleição concentra o maior risco de dano irreversível à formação livre da vontade do eleitorado, por não haver tempo hábil para resposta, esclarecimento ou tutela jurisdicional efetiva”.
Controvérsia
A proposta surge após uma disputa de liminares em torno do canal “Exército do Lula”. Na semana passada, o canal foi retirado do ar pelo ministro Kássio Nunes Marques, presidente do TSE, após pedido da campanha do presidenciável Flávio Bolsonaro, que alegou disseminação de desinformação.
Pouco depois, porém, Nunes Marques voltou a suspender o canal, alegando que mesmo sendo administrado por um apoiador, o deputado André Janones (Rede-MG), a ferramenta teria vínculo com a campanha oficial, e portanto deveria estar registrado no TSE como tal.
COMENTÁRIOS
0 Comentários