Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 05 de Novembro de 2026

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geral

Rodovia deve passar três noites interditada para obras de recuperação de ponte em MT



Um trecho da BR-364 em Rosário Oeste, a 133 km de Cuiabá, deverá passar três noites completamente interditado para a realização de obras de recuperação emergencial da ponte sobre o Córrego Carandazinho.

Segundo a concessionária que administra a via, a interdição deve ocorrer no km 529, das 22h às 4h [horário de Mato Grosso], entre os dias 2 e 4 de abril.

A obra de recuperação da ponte teve início no dia 22 de março e a empresa afirma que o bloqueio total da rodovia é necessário para as atividades de concretagem e estabilização da estrutura. A ponte recebe reforço dos apoios, que sofreram desgaste em decorrência do tempo e do fluxo intenso de veículos pesados que passam pela região.

A rota alternativa indicada pela concessionária aos motoristas é a MT-010, conhecida como Estrada da Guia. A rodovia estadual, porém, tem o tráfego proibido para veículos de carga.

Além das interdições totais no período da noite, a empresa informou que também realizará intervenção no fluxo de veículos durante o dia até a conclusão dos serviços. Para controlar a velocidade dos condutores e garantir a segurança dos usuários e dos trabalhadores no local, foram implantadas lombadas temporárias antes do local das obras.

Alertas

Segundo a empresa, painéis de mensagem variável fixos já contam com o alerta sobre a interdição daquele trecho da BR-364 e outros três foram posicionados estrategicamente no Trevo do Lagarto (km 453 da BR-364), em Várzea Grande, região metropolitana da capital; no sentido norte do km 488 da BR-364, em Acorizal, a 59 km de Cuiabá; e no sentido sul entre o km 545 e o km 546 da BR-364, em Rosário Oeste.

Fonte: G1 Mato Grosso



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esporte

Jovem de Mato Grosso conquista prata no Brasileiro de Tiro com Arco


O atleta mirim de Cuiabá, João Carlos, conquistou a medalha de prata no Campeonato Brasileiro Escolar de Tiro com Arco 2026, na categoria Infantil. Conforme os resultados gerais, o mato-grossense somou 215 pontos e ficou com o vice-campeonato nacional, atrás apenas do representante de São Paulo, que alcançou 233 pontos. A divulgação oficial foi feita ontem pela Confederação Brasileira de Tiro com Arco (Brasil Arco).

Além do pódio, Mato Grosso teve outros três jovens entre os destaques da competição. Ainda na mesma categoria mencionada, Ludmylla Roberta terminou em 6º lugar, com 149 pontos, enquanto Gabrielle Erica ficou na 8ª colocação, com 141. Já na Cadete, Anna Clara alcançou o 21º lugar, com 188 pontos, e Nicolly Mayume terminou em 25º, com 78 pontos.

João e Ludmylla são estudantes da Escola Estadual Cívico-Militar Hermelinda de Figueiredo, enquanto Gabrielle representa o Colégio Edificando o Futuro. Anna Clara também estuda na Hermelinda de Figueiredo, e Nicolly Mayume é aluna da Escola Estadual Cívico-Militar Malik Didier Zahafi.

Os cinco atletas integram o Projeto Ponto de Esportes, iniciativa do governo estadual. Segundo a Federação Mato-Grossense de Arco e Flecha (FEMTARCO), os resultados também fortalecem as perspectivas de acesso dos estudantes ao Bolsa Atleta, por meio do programa Olimpus MT.

De acordo com a Brasil Arco, o evento esportivo foi realizado no formato multisite, com provas descentralizadas em diferentes sedes regionais do país. O prazo para realização das disputas terminou em 27 de setembro, e as federações tiveram até 2 de outubro para encaminhar os resultados à confederação.

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esporte

Técnico campeão mato-grossense pelo Nova Mutum é anunciado pelo Brasiliense  


O técnico William De Mattia, o Dema, foi anunciado pelo Brasiliense Futebol Clube, hoje. Dema é um velho conhecido do futebol mato-grossense e foi campeão estadual com o Nova Mutum em 2020, quebrando sequência de três títulos seguidos do Cuiabá (2017, 2018 e 2019). Um ano antes, conquistou a Série B do estadual, também pelo Azulão da Massa.  

Dema permaneceu no Nova Mutum entre 2019 e 2021 e acumulou mais de 60 partidas. Ele deixou o comando da equipe após queda na semifinal da Copa Verde. Neste ano, o Azulão da Massa também foi eliminado na segunda fase da Série D do Brasileiro e na primeira fase da Copa FMF.  

Este foi o primeiro e único título estadual da história do Nova Mutum. O triunfo foi conquistado em cima do União de Rondonópolis, após duas vitórias pelo mesmo placar, de 1 a 0.  

Depois de sair do Nova Mutum, Dema seguiu para o Grêmio Anápolis (GO), onde teve passagem discreta. Dirigiu ainda o Juventus Jaraguá (SC) e em 2023 chegou ao Treze, da Paraíba, onde foi campeão paraibano. Este ano, o técnico teve mais um trabalho de sucesso, dessa vez pelo Sergipe, sagrando-se campeão estadual sergipano.  

Pelo Brasiliense, Dema disputará o Candangão e a Série D do Brasileiro na próxima temporada.  

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política

Governabilidade de Lula exigirá negociação e acordos além da Esplanada


O presidente Luiz Inácio Lula foi reeleito, em outubro, com 64 milhões de votos, o maior número absoluto da história das eleições presidenciais brasileiras. Embora o resultado seja mais expressivo que o da eleição de 2022, não significa que o presidente terá facilidade para governar. Com a oposição fortalecida no Congresso Nacional, o novo mandato exigirá negociação permanente e a construção de alianças amplas.

Os desafios para a governabilidade foram um dos temas do Seminário Brasil 2027 – Desafios do Novo Ciclo, da Fundação Casa de Rui Barbosa, no Rio de Janeiro, semana passada. O evento reuniu especialistas para discutir o cenário que emerge das urnas.

Rio de Janeiro (RJ), 29/10/2016 - O professor de ciência política na Universidade de Brasília - UNB, Lúcio Rennó, participa do encontro Brasil 2027: o país que sai das urnas, realizado pela Fundação Casa de Rui Barbosa - FCRB, o Programa de pós graduação em Ciência Política da UNIRIO e a Associação Brasileira de Ciência Política - ABPC, na Casa de Rui Barbosa, em Botafogo. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Lúcio Rennó prevê que um dos principais obstáculos à formação de uma maioria parlamentar é o avanço de representantes ligados a Jair Bolsonaro Foto – Rovena Rosa/Agência Brasil

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Um dos principais obstáculos à formação de uma maioria parlamentar é o avanço de representantes ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado. Considerando também partidos como Progressistas (PP) e Republicanos, a direita terá mais da metade das cadeiras no Congresso, destacou o professor do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília (UnB), Lúcio Rennó.

“Temos uma ideia de um presidente como líder de governo que ganha um mandato direto do país para implementar políticas públicas e funcionou assim por décadas, mas, nos últimos 15 anos, mais ou menos, uma série de reformas desequilibraram a balança em prol do legislativo e em detrimento do executivo”, analisa o professor.

Além da dificuldade para formar maioria, o governo poderá enfrentar uma oposição disposta a obstruir sua agenda. A avaliação é do cientista político Cláudio Couto, professor da Escola de Administração de Empresas de São Paulo, da Fundação Getulio Vargas (FGV).

 “A gente está falando de uma direita anti-Estado Democrático”, destaca.

“É uma direita que não reconhece a legitimidade do adversário e deve operar em lógica de sabotagem”.

Couto cita como exemplo a resistência de parlamentares à reforma tributária proposta pelo governo Lula, que, segundo ele, ocorreu simplesmente por se tratar de uma iniciativa do Executivo, apesar de contar com o apoio de representantes do campo bolsonarista, como o senador Ciro Nogueira (PP). 

Centrão deverá integrar o governo

Rio de Janeiro (RJ), 29/10/2016 - O professor e pesquisador da Fundação Getulio Vargas - FGV, Cláudio Couto, participa do encontro Brasil 2027: o país que sai das urnas, realizado pela Fundação Casa de Rui Barbosa - FCRB, o Programa de pós graduação em Ciência Política da UNIRIO e a Associação Brasileira de Ciência Política - ABPC, na Casa de Rui Barbosa, em Botafogo. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Cláudio Couto diz que o governo poderá enfrentar uma oposição disposta a obstruir sua agenda. Foto – Rovena Rosa/Agência Brasil

Diante desse cenário, os partidos de centro, reunidos sob a denominação de “centrão”, terão papel estratégico na tentativa de construir uma maioria parlamentar, sobretudo na Câmara dos Deputados. Para Couto, a negociação com esses grupos será fundamental para viabilizar a agenda do governo. 

Um dos primeiros testes dessa articulação será a eleição para as presidências da Câmara e do Senado, em fevereiro. O resultado poderá influenciar a capacidade do Executivo de negociar projetos e avançar em suas prioridades. 

“Quem manda no país hoje são dois atores chave: o presidente da Câmara e o do Senado, eles definem a agenda legislativa, controlam a possibilidade de impeachment e inúmeras nomeações, como para [ministros do] o Supremo Tribunal Federal, além da alocação de verbas de emendas parlamentares”, lembrou o professor da UnB.

A interlocução com o centrão, no entanto, não será suficiente por si só. Os especialistas também apontam a necessidade de aprimorar a coordenação política dentro do próprio Executivo, fazendo com que integrantes do governo indicados pelas bancadas dos partidos atuem em favor da agenda do governo no Congresso Nacional.

Ainda assim, a tendência é que os projetos enviados pelo Executivo incorporem desde a elaboração os interesses de diferentes grupos da base aliada. Isso exigirá negociações mais detalhadas, possivelmente em torno de “cada palavra do texto” das propostas.

“O Congresso vai querer mexer em tudo. E o que for aprovado daqui para frente será uma agenda que refletirá interesses do Executivo e de sua base no Congresso”, analisou Couto. Nesse caminho, a Casa Civil será fundamental para mediar a relação entre aqueles partidos com representação no governo e no Congresso, pontuou o cientista político.

Em discursos, Lula tem afirmado que o cenário não é tão adverso e que pretende construir pontes com o Parlamento para avançar na agenda do Executivo. De fato, segundo os especialistas, o terceiro mandato, apesar do cenário eleitoral desfavorável após o primeiro turno, aprovou pautas importantes, como o fim da escala 6×1.

“O jogo não acabou”

Rio de Janeiro (RJ), 29/10/2016 - A professora de ciência política na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro - PUC-Rio, Talita Tanscheit, participa do encontro Brasil 2027: o país que sai das urnas, realizado pela Fundação Casa de Rui Barbosa - FCRB, o Programa de pós graduação em Ciência Política da UNIRIO e a Associação Brasileira de Ciência Política - ABPC, na Casa de Rui Barbosa, em Botafogo. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Para Talita Tanscheit, a mobilização da sociedade poderá ser um instrumento para sustentar a agenda do governo e defender pautas democráticas Foto – Rovena Rosa/Agência Brasil

Além da negociação parlamentar, a mobilização da sociedade poderá ser um instrumento para sustentar a agenda do governo e defender pautas democráticas, acrescenta a professora do Departamento de Ciências Sociais da PUC-Rio Talita Tanscheit.

Para a pesquisadora, o Partido dos Trabalhadores (PT) precisa manter “vínculos permanentes” com os movimentos progressistas da sociedade, de forma a incorporá-los ao debate político. Outra possibilidade, destaca, é a ampliação da participação social por meio de conselhos, conferências e outros mecanismos de gestão compartilhada.

“O segundo turno trouxe de volta à cena um ator que não estava presente desde a pandemia de covid-19: a sociedade civil e os movimentos sociais”, diz.

Para Talita, enfrentar um legislativo hostil deve passar por “inovações democráticas”.

A professora também chama atenção para o caráter da mobilização observada no país durante o segundo turno. Na avaliação dela, foi uma experiência inédita na América Latina nos últimos dez anos. “É a primeira experiência de protesto com o objetivo claro de colocar voto na urna. Em outros protestos, como no Chile e na Colômbia, citou, a intenção era a de derrubar governos e suas agendas econômicas. 

Desafios para a democracia

Para os especialistas, a eleição de Lula foi importante para a continuidade da democracia no país, mas a resistência de setores da direita poderá impor limites à agenda do governo. Nesse contexto, temas defendidos pela extrema-direita, como a redução da maioridade penal e a reforma do Judiciário, poderão entrar nas negociações políticas.

Couto avalia que a redução da maioridade penal para 16 anos, por exemplo, representaria uma proposta intermediária em relação à defendida por setores mais radicais. “A redução para 16 anos parece uma proposta mediada”, avalia. A extrema-direita defendia a redução para 14 anos em casos de crimes hediondos.

Em relação ao Judiciário, o debate sobre uma reforma também deverá ganhar espaço, em meio às críticas à atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) e ao envolvimento de ministros com o Banco Master. Uma das propostas em discussão prevê retirar da Corte atribuições relacionadas à Justiça Penal e impor mandatos aos magistrados.

“A vitória expressiva do PL, principalmente no Senado, retrata a insatisfação popular com o STF”, avaliou Rennó. “Então, com a sua legitimidade abalada, não só a discussão do impeachment volta à tona, mas a de reformas profundas”, conclui.


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Agro

Cotação do boi gordo em Mato Grosso tem alta de 7,1% atrelada ao dólar


Em Mato Grosso, a cotação do boi gordo atingiu US$ 68,45/@, alta de 7,19% ante setembro. Esse avanço foi impulsionado pela alta de 6,62% da arroba em Reais, que atingiu R$ 349,82/@, associada ao recuo de 0,30% no câmbio mensal, para R$ 5,13/US$. Contudo, o cenário se inverteu na última semana, diante da apreciação expressiva da moeda americana, em meio às incertezas econômicas e fiscais após o resultado das eleições presidenciais brasileiras.

Nesse contexto, o câmbio avançou 7,15%, passando de R$ 5,03/US$ para R$ 5,39/US$ entre as semanas, contribuindo para o recuo de 5,49% na cotação semanal da arroba em dólar, que passou para US$ 66,55/@, mesmo na semana onde o boi atingiu sua máxima nominal. Assim, embora a oferta restrita de animais continue sustentando os preços domésticos, a alta do dólar tornou a arroba relativamente mais barata na moeda americana, podendo favorecer a atratividade da carne bovina brasileira no mercado externo.

Os contratos futuros do boi gordo com vencimentos em novembro e mês que vem encerraram outubro com as maiores valorizações no comparativo mensal, de 3,17% e 2,81%, respectivamente, sendo cotados, em média, a R$ 396,70/@ e R$ 395,78/@, informa o IMEA, no boletim semanal da pecuária .

Ainda, ambos os contratos atingiram suas máximas no último dia 28, alcançando R$ 405,35/@ para novembro e R$ 403,65/@ para dezembro. Essa valorização dos contratos reflete a expectativa de menor disponibilidade de bovinos para abate nos próximos meses, diante da atual fase do ciclo pecuário, associada à perspectiva de maior consumo interno de carne bovina impulsionada pelas festividades de fim de ano.

Além disso, no mercado externo, a expectativa de retomada das compras chinesas, visando à cota de 2027 e à formação de estoques para o ano-novo chinês, também pode estimular a demanda por carne bovina brasileira nos próximos meses, favorecendo a sustentação dos preços nos mercados físico e futuro.


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política

Pivetta na Turquia


Pivetta na Turquia

Só Notícias

O governador Otaviano Pivetta vai a Turquia, domingo, participar da COP 31, a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas. Ele retorna a Mato Grosso no dia 16. O presidente da Assembleia, Max Russi, assume como governador em exercício.

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política

Pivetta se licencia do governo e vai à conferência mundial do Clima na Turquia


O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) embarca, domingo, à Turquia, onde participará da COP 31, a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas. Ele deve retornar a Mato Grosso dia 16. Ele detalhará para presidentes de inúmeros países, diretores de organismos ambientais que investem na preservação do setor, as medidas que o governo matogrossense tem feito.

Uma das novas ações que ele detalhará é a criação de empresa estatal de capital misto que fica encarregada de gerir os ativos ambientais e dezenas de projetos. “A empresa já foi criada e vai depositar o estoque de ativos ambientais, de crédito carbono que o Estado tem e nós já temos um balanço do que nós já temos para vender para o mercado. Tudo leva a crer que o mundo, em algum momento, vai começar a remunerar os estados e países que emitem menos (carbono)”, explicou.

“Mato Grosso é o único Estado da federação que tem três biomas: Pantanal, Cerrado e Amazônia e o mundo inteiro fica olhando para a gente o tempo inteiro. Então, vamos lá para mostrar o que estamos fazendo aqui, o nosso sistema de vigilância da Amazônia e o trabalho que o governo vem fazendo ao longo do tempo na fiscalização, na vigilância, na proteção e também na produção de alimentos”, disse. “É um encontro importante, não queria ir, mas fui convencido aqui dentro do Governo, porque é uma pauta que tem muito a ver com o Estado”, completou o governador.

Nesta sexta-feira, Pivetta transfere o comando do governo para o presidente da Assembleia, Max Russi.


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Brasil

PF faz operação no Rio para conter repasses ilegais de arma a CACs


A segunda fase da Operação Polaridade da Polícia Federal cumpriu dez mandados de busca e apreensão e um de prisão temporária nessa quarta-feira (4). A finalidade é investigar esquema criminoso na aquisição de armas de fogo e munições destinadas a colecionadores, atiradores desportivos e caçadores (CACs).

Os documentos expedidos pela Justiça Federal foram cumpridos nos municípios de Rio das Ostras, Macaé, São Pedro da Aldeia, Araruama e Volta Redonda, no Rio de Janeiro. A operação teve o apoio da Corregedoria da Polícia Militar.

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As medidas judiciais tiveram como alvo dois policiais militares da ativa, um militar da Marinha do Brasil – que foi preso em flagrante pela posse irregular de arma de fogo –, além de outros investigados, suspeitos de participação no esquema.

Durante a operação, foram apreendidos sete fuzis, uma pistola, um revólver e uma espingarda, além de aparelhos eletrônicos.

Irregularidade

A medida determinada pela Justiça Federal apontava que pessoas interessadas na obtenção de autorizações para aquisição de armas e munições realizavam pagamentos indevidos diretamente a um funcionário terceirizado, com o objetivo de obter a liberação irregular dos respectivos processos administrativos, em desacordo com a legislação vigente.


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Brasil

Receita apreende brinquedos falsificados da Lego no Porto do Rio


A Receita Federal apreendeu nesta quarta-feira (4), durante fiscalização no Porto do Rio de Janeiro, uma carga de brinquedos com indícios de violação de direitos de propriedade intelectual relacionados à marca Lego.

A marca é uma linha de brinquedos de construção baseada em pequenos blocos de plástico que se encaixam por meio de um sistema de pinos e tubos, permitindo infinitas combinações e montagens

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O caso foi identificado durante a fiscalização física de um contêiner proveniente da China. Os servidores da Receita localizaram 1.680 caixas contendo blocos de montar com características incompatíveis com os produtos originais da marca.

Foram identificados dois modelos de brinquedos, compostos por conjuntos de 166 e 614 peças. Após análise preliminar, um representante da Lego confirmou a falsificação dos produtos, estando em elaboração o respectivo laudo técnico.

A carga está avaliada em aproximadamente R$ 228 mil.

Em nota, a a Receita Federal informou que a apreensão reforça a atuação do órgão proteção da propriedade intelectual, no combate à concorrência desleal e na prevenção da entrada de produtos irregulares no mercado brasileiro, contribuindo para a proteção dos consumidores e das empresas que atuam em conformidade com a legislação.

 

 


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Mundo

Derrota de Trump nas eleições americanas impacta clã Bolsonaro

Mudança de controle no Congresso dos EUA deve forçar foco em pautas internas e reduzir apoio político a aliados brasileiros.


O cenário político nos Estados Unidos mudou após as eleições de meio de mandato, que garantiram aos democratas o controle da Câmara e do Senado. Esse novo panorama em Washington gera reflexos diretos no Brasil, especificamente sobre a família Bolsonaro, que via sua influência no exterior enfraquecida pelo revés eleitoral do Partido Republicano.

O esvaziamento da influência bolsonarista

O momento é considerado delicado, especialmente porque Flávio Bolsonaro encontra-se em solo americano. O enfraquecimento de Donald Trump reduz drasticamente o espaço para que pautas alinhadas ao bolsonarismo avancem na capital dos Estados Unidos. “Tem uma certa preocupação entre os aliados do senador Flávio Bolsonaro”, afirmou Robson Bonin.

A análise indica que o eleitorado americano enviou um recado claro contra a postura adotada por Trump, que priorizou intervenções em assuntos externos e conflitos internacionais em detrimento das urgências domésticas, como a escalada no custo de vida.

Pressão interna e o futuro de Flávio Bolsonaro

Com a nova configuração legislativa, a tendência é que o governo americano seja pressionado a concentrar seus esforços nos desafios econômicos internos. Esse movimento de retração internacional deixa em segundo plano as demandas de aliados estrangeiros. “O enfraquecimento do Trump, de certa maneira, é ruim”, afirmou Bonin.

A situação de Flávio Bolsonaro torna-se ainda mais complexa diante da vigilância de congressistas democratas, que já haviam questionado formalmente o governo americano sobre o suporte dado ao senador brasileiro. Sem a blindagem política que Trump oferecia, a permanência de aliados da oposição brasileira nos Estados Unidos enfrenta um cenário de maior incerteza e escrutínio.

Impactos na relação entre Brasil e Estados Unidos

A mudança de poder em Washington também deve alterar a dinâmica diplomática com o governo Lula. Historicamente, a relação bilateral foi marcada por conflitos comerciais e ideológicos, agravados, segundo especialistas, pela atuação de figuras como Eduardo Bolsonaro. “Os Estados Unidos nunca tiveram problemas com o Brasil. Começaram a ter a partir de uma empreitada que começou com Eduardo Bolsonaro e com Trump”, afirmou o jornalista.

A expectativa é que a Casa Branca, sob a nova pressão do Legislativo, priorize a estabilidade econômica e parcerias comerciais em vez de embates ideológicos. Para os analistas, a estratégia de exportar disputas políticas para o exterior perde força, uma vez que a prioridade de Trump será a governabilidade interna. “O presidente Trump tem agora questões mais importantes para lidar do que ficar cuidando dos assuntos aqui do Brasil”, afirmou.


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Mundo

Sete brasileiros são eleitos para assembleias estaduais nos EUA

Vitórias ocorreram em quatro estados diferentes e consolidam a presença da comunidade imigrante na política norte-americana.


Um grupo de sete candidatos nascidos no Brasil garantiu vitórias importantes nas eleições dos Estados Unidos realizadas nesta terça-feira (3). Todos os eleitos integram o Partido Democrata e assumirão cargos como deputados em assembleias legislativas estaduais, reforçando a representatividade da comunidade brasileira no exterior.

Distribuição dos eleitos por estado

A presença brasileira se destacou em quatro estados americanos. O maior número de eleitos concentra-se em Massachusetts, que elegeu quatro representantes: Danilo Senna, Lorena Betts, Priscila Sousa e Rita Mendes. Na Flórida, o eleito foi Felipe Souza Lazaballet, enquanto Nevada garantiu a vaga de Elaine Marzola e Connecticut elegeu Farley Santos.

Contexto da imigração brasileira

O sucesso nas urnas ocorre em um cenário onde os Estados Unidos abrigam a maior parcela da população brasileira fora do país. De acordo com estimativas do Itamaraty, o contingente de brasileiros vivendo em território americano ultrapassa a marca de 2 milhões de pessoas.

A eleição destes sete parlamentares reflete uma tendência observada no pleito, que também marcou conquistas históricas para minorias sub-representadas no sistema político norte-americano. O resultado consolida o fortalecimento de lideranças progressistas dentro da estrutura do Partido Democrata, que promoveu uma renovação de seus quadros em meio ao embate eleitoral contra o grupo político de Donald Trump.

Com essas vitórias, os novos deputados estaduais passam a compor as casas legislativas locais, onde terão a responsabilidade de pautar as demandas de suas comunidades e influenciar decisões políticas regionais de impacto direto para os moradores de seus respectivos estados.


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