Primavera do Leste / MT - Quarta-Feira, 18 de Fevereiro de 2026

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Servidores penitenciários de MT fazem paralisação de 48 horas por falta de efetivo e superlotação



Os servidores do sistema penitenciário de Mato Grosso fazem uma paralisação de 48 horas a partir desta quarta-feira (11) em todas as unidades do estado.

De acordo com o Sindicato dos Servidores Penitenciários (Sindspen-MT), a principal reivindicação é a falta de servidores e a superlotação no sistema penitenciário.

A categoria pede a convocação dos aprovados no último concurso público. Os servidores alegam que trabalham com o mesmo número de pessoas desde 2010. Outro ponto reivindicado é a atualização do adicional de insalubridade.

Segundo o sindicato, o governo havia estabelecido prazo de 15 dias para apresentar um cálculo e uma proposta de aumento, porém, o tempo expirou.

Mato Grosso tem mais de 11 mil presos no sistema prisional em 55 cadeias, penitenciárias e unidades prisionais.

Durante a paralisação, não deve haver:

  • atendimento aos advogados;
  • atendimento aos oficiais de Justiça (salvo alvará e mando de prisão de réu preso);
  • visitas;
  • assistências penais (educacionais, laborativas e religiosas);
  • atendimento de saúde (exceto urgência emergência);
  • recebimento de presos.

O protesto da categoria está previsto para ser encerrado na quinta-feira (12). A decisão foi tomada em assembleia geral do sindicato no dia 5 de julho.

Outro lado

Em nota, a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos de Mato Grosso (Sejudh-MT) informou que durante a paralisação dos agentes penitenciários serão garantidos os funcionamentos de todos os serviços essenciais.

Os serviços incluem a ronda, guarita e vigilância, cumprimento de alvará de soltura; entrega de alimentação e medicamentos (sob prescrição médica); saídas para audiência admonitória e emergências médicas, banho de sol, recebimento de presos de outros estados e também aqueles advindos de audiências de custódia.

Em relação à convocação de aprovados no concurso, a Sejudh esclareceu que o chamamento dos integrantes do cadastro de reserva deve ser realizado respeitando a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e, para tanto, a Procuradoria-Geral do Estado está concretizando um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) junto ao Ministério Público Estadual que permita ao estado convocar a primeira turma dos aprovados ainda neste ano.

Fonte: G1 Mato Grosso



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A Palavra - Opinião

Crise política entre Primavera do Leste, Poxoréu e Governo do Estado de MT após declarações de vereador


Várias autoridades estiveram presente no momento em que foi anunciado o asfalto

A pavimentação do trecho entre Primavera do Leste, Nova Poxoréu e Vale Verde se tornou o centro de uma crise política regional, após declarações inflamadas do vereador Sargento Telles (PRD), de Primavera do Leste, em um vídeo publicado em suas redes sociais.

O governo estadual anunciou oficialmente, no dia 25 de novembro de 2026, o início da pavimentação da MT entre Primavera do Leste, Nova Poxoréu e Vale Verde, com obras previstas para começarem no primeiro semestre de 2026. A obra, de 5,9 km, foi recebida com entusiasmo pela população local, sendo vista como um pleito histórico que trará acesso seguro e desenvolvimento econômico para a região.

O episódio que gerou polêmica

No entanto, o anúncio de um avanço importante para a infraestrutura da região foi ofuscado pelas declarações do vereador Sargento Telles, que em 10 de fevereiro de 2026, em tom de crítica e utilizando linguagem agressiva, afirmou em um vídeo que “um monte de vagabundos” aparecia para tirar fotos quando o asfalto era anunciado. A fala gerou indignação e rapidamente se espalhou pelos municípios vizinhos.

A acusação e os termos utilizados pelo vereador afetaram a relação política entre os municípios de Primavera do Leste e Poxoréu, criando um ambiente tenso e gerando dúvidas sobre a representatividade e o compromisso dos políticos locais com as causas da população.

Pedido de desculpas que não apaga os danos

Após a repercussão negativa de suas palavras, o vereador Sargento Telles tentou amenizar a situação com um pedido de desculpas público. No entanto, o pedido foi tardio e não conseguiu reverter a má impressão deixada, especialmente em uma época em que o diálogo entre as cidades e a colaboração política são essenciais para o progresso coletivo.

Contraste de ações políticas

A declaração de Telles contrasta com os feitos de outros parlamentares da região. O presidente da Câmara de Vereadores de Poxoréu, Baiano das Alminhas (MDB), concluiu seu primeiro ano de mandato com um expressivo saldo de mais de R$ 1 milhão em emendas parlamentares para o município, recursos destinados principalmente à agricultura familiar e aos assentamentos rurais. Em contraste, Sargento Telles não apresentou recursos significativos para o desenvolvimento de Primavera do Leste ou Poxoréu.

Justificativa que não convenceu

Em uma sessão extraordinária no dia 13 de fevereiro de 2026, Telles tentou justificar suas palavras, adotando uma postura de ameaça e argumentando que suas declarações eram uma crítica ao sistema político. Contudo, nos bastidores, a opinião foi unânime: a justificativa não foi bem recebida e acabou agravando ainda mais a situação.

Conclusão

A pavimentação do trecho entre Primavera do Leste, Nova Poxoréu e Vale Verde representa uma grande conquista para a população da região. Contudo, a tentativa de politizar e desqualificar a obra por meio de xingamentos públicos prejudica o progresso e a imagem dos representantes políticos. A solução para os problemas da região está no trabalho conjunto e no diálogo, e não nas divisões e ataques que apenas atrapalham o que pode ser uma verdadeira vitória para todos.


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