Primavera do Leste / MT - Quarta-Feira, 03 de Junho de 2026

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TCE-MT aponta que governo pagou por obras não executadas em ponte e servidores devem ressarcir o erário



O Pleno do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) julgou procedente uma representação externa feita pela Polícia Civil contra servidores da Secretaria Estadual de Infraestrutura (Sinfra), que apontou irregularidades na contratação e execução de serviços de uma ponte de madeira sobre o Rio Aricá Mirim, conhecido como Rio Bambá, em Santo Antônio do Levrger, a 35 km de Cuiabá.

As fraudes foram constatadas em dois contratos da Secretaria Estadual de Infraestrutura e Logística (antiga Setpu e atual Sinfra), formalizados nos anos de 2013 e 2014, que previam a execução do mesmo serviço em uma mesma ponte. Auditores do órgão de fiscalização constataram que os serviços dos dois contratos foram pagos pela pasta, mas nenhum deles teria sido executado.

Ao órgão, os engenheiros citados alegaram que há comprovação de que os contratos tratavam de obras realizadas em pontes distintas e que a informação prestada pela equipe técnica seria “totalmente fictícia”.

A decisão do TCE, tomada em dezembro de 2017 e mantida durante sessão plenária do último mês, determina o ressarcimento de R$ 37,2 mil ao erário e o pagamento de multa por parte dos engenheiros da pasta que, à época dos fatos, atestataram o serviço. Além disso, determina à Sinfra a abertura de Procedimentos Administrativos (PAD) contra os servidores da pasta e as empresas que venceram os processos licitatórios.

Segundo representação feita pela Delegazia Fanzendária (Defaz) em 2015 – após denúncia da Associação dos Produtores da Agricultura Familiar do Sangradouro – os dois contratos previam a reconstrução e reforma da ponte de madeira sobre o Rio Aricá, sendo o primeiro orçado em R$ 81,9 mil e o segundo – para executar o mesmo serviço na mesma ponte – estimado em R$ 233,2 mil.

De acordo com o TCE, a diferença entre os contratos era o nome do rio, que no segundo contrato foi denominado Rio Bambá, segundo o relator do processo, conselheiro Luiz Henrique Moraes de Lima.

Ao visitar o local, os auditores teriam verificado que apenas reparos foram feitos na ponte. Depois de analisar documentos, teria restado comprovado que um dos contratos era fictício, já que o serviço foi combinado com a extinta Setpu, mas não foi pago. Já o segundo contrato teria sido feito apenas para fazer o pagamento do serviço. Ainda assim, o trabalho previsto era de reconstrução da ponte, mas apenas uma reforma teria sido executada.

“Existem comprovação suficiente de que o serviço foi pago e não foi executado”, disse o conselheiro.

Os produtores denunciaram à polícia, à época, que arrecadaram dinheiro e materiais, visando reformar a mesma ponte, sendo que os serviços de reforma foram executados pela Prefeitura de Santo Antônio do Leveger, que arcou com os custos da mão de obra.

Ainda de acordo com a denúncia, a Defaz afirmou que foi usado artifício para burlar as autoridades fiscalizadoras, utilizando-se o nome do Rio Bambá para um contrato e o nome do Rio Aricá, para o outro, apesar de se tratar do mesmo local e do mesmo rio.

Segundo o TCE, o processo foi encaminhado à Controladoria Geral do Estado, ao Ministério Público Estadual e ao Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso (Crea), para apurar a conduta dos engenheiros da Setpu.

Fonte: G1 Mato Grosso



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Programa Vira Saúde já realizou mais de 45 mil exames e amplia acesso aos serviços de saúde em Primavera do Leste


Primeiros resultados da iniciativa foram apresentados pela Secretaria Municipal de Saúde e mostram avanços na redução de filas, ampliação dos atendimentos e fortalecimento da rede pública municipal

recebido pelo município pelas iniciativas de saúde digital implantadas na atenção primária, tornando Primavera do Leste referência em inovação tecnológica aplicada à saúde pública.

 

Na área da saúde mental, foram inauguradas a sede própria do CAPS Infantil e a nova sede do Núcleo de Saúde Mental, além da ampliação dos atendimentos especializados e da implantação do Programa Florescer, voltado ao acolhimento e acompanhamento de pacientes em situação de vulnerabilidade emocional e social.

 

Mais de 45 mil exames realizados

 

Um dos principais resultados apresentados foi o avanço na realização de exames laboratoriais por meio do programa Vira Saúde. Segundo Laura Leandra, a descentralização das coletas permitiu que os exames fossem realizados diretamente nas unidades de saúde dos bairros, facilitando o acesso da população.

 

“O laboratório foi até as pessoas. Hoje o cidadão consegue realizar a coleta na unidade mais próxima de sua residência, o que aumentou a adesão aos exames e permitiu ampliar significativamente a capacidade de atendimento”, explicou.

 

De acordo com os números apresentados, o programa já contabiliza 45.368 exames laboratoriais realizados em aproximadamente 30 dias. O volume representa um crescimento expressivo em comparação à média registrada em 2024, que era de pouco mais de 4 mil exames por mês.

 

Além disso, a Secretaria informou o zeramento da fila para cirurgias de pterígio, redução significativa da fila de catarata e eliminação da demanda reprimida para exames de raio-X em diversas unidades de saúde.

 

Para a secretária Laura Leandra, os números comprovam que o Vira Saúde já produz impactos concretos na vida dos primaverenses.

 

“Os números mostram que estamos conseguindo aproximar os serviços das pessoas, ampliar os atendimentos e garantir mais acesso à saúde para a população de Primavera do Leste. Esse é apenas o começo de um trabalho que continuará avançando”, concluiu.

 

Os resultados apresentados demonstram que o programa Vira Saúde já se consolida como uma das maiores iniciativas de fortalecimento da saúde pública municipal, ampliando o acesso, reduzindo filas e levando mais qualidade no atendimento para toda a população de Primavera do Leste.


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