Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 23 de Julho de 2026

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Vereador Luis Costa participa de festividades em Aldeia Indígena Xavante



Da Redação

Todos os anos as aldeias xavantes localizadas em Novo São Joaquim, a 80 quilômetros de Primavera do Leste, se unem para realizar um domingo festivo, em alusão ao Dia do Índio. Com o apoio de amigos que são simpatizantes da cultura indígena, é possível realizar a confraternização, proporcionando assim uma interação entre os povos indígenas e os brancos.

Além das rodas de conversa que aproxima os visitantes dos índios, os proprietários de fazendas ajudam com a alimentação. Em um ambiente em que a natureza predomina, os irmãos índios apresentaram a Luta Wai, que é uma demonstração de força. A luta é praticada por homens e mulheres, e por causa da festividade alguns homens brancos participaram lutando contra os índios, e de forma descontraída a atividade se tornou brincadeira, lançando assim, risadas e mais risadas.

Além da luta, as meninas moças das aldeias fizeram uma apresentação de dança, com algumas músicas dos brancos, mas com a dança típica da cultura indígena. O vereador Luis Costa (PR), se fez presente pelo segundo ano, e disse que a cultura indígena faz parte de nossa história e devemos muito a eles, principalmente pelo cuidado com a natureza e os animais.

“No ano passado eu vim a convite de um amigo e gostei muito de ter participado, eu cheguei até lutar de forma esportiva, mas não ganhei nada, porque eles são muito fortes..(risos). De lá para cá, nos aproximamos muito e tenho ouvido sempre as reivindicações dos caciques e ajudo por meio de políticas indígenas. Este momento de estar aqui, na casa deles, no ambiente deles, é uma satisfação muito grande porque eu sinto que sou bem recebido, e eles gostam de atenção, já que na sua maioria,  vivem isolados”. Disse Luis Costa.

O legislador tem buscado com Deputados Federais, Senadores, também com o prefeito municipal, a possibilidade para a construção da Casa do Índio (CASAI) em Primavera do Leste. “Estive em Brasília e já pude ver que existem vários projetos da CASAI espalhados em nosso estado, que deram certo. Estou contando com a ajuda dos caciques, também do prefeito, e alguns deputados, para viabilizar o projeto para Primavera, já que os índios necessitam de vim à cidade, e quando vem, não tem onde ficarem. Outro problema é quando as mulheres recebem alta dos hospitais por ter tido bebê, também não tem para onde ir. Por isso estou lutando para que assim eles possam ter um local adequado para ficarem na cidade, quando necessário”.

O evento ocorreu no domingo (29) na aldeia Três Estrelas, participaram entre os índios e brancos mais de 100 pessoas. A organização da festividade foi uma iniciativa dos caciques Graciliano Ponhopa e Carmine Antonio. O evento conseguiu o apoio da Coordenação de Turismo de Primavera do Leste. Foram parceiros os proprietários de fazendas, Emílio Divino Rodrigues, Sérgio Machnic, e Osmar, A Cruz Vermelha de Primavera do Leste, que esteve presente com os voluntários e uma médica, como também o vereador Luis Costa e o amigo da aldeia, Adriano.



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Medeiros veta MDB e PL descarta aliança com Janaina Riva para o Senado em MT


O presidente estadual do PL em Mato Grosso, Ananias Filho, confirmou nesta quarta-feira (22), durante a abertura da convenção estadual da sigla, que uma eventual composição com o MDB para a disputa ao Senado está descartada. Segundo ele, o veto parte do deputado federal José Medeiros (PL), homologado pelo partido como candidato ao Senado ao lado de Wellington Fagundes (PL), que concorre ao governo do Estado.

 

Ao ser questionado sobre a possibilidade de uma aliança que incluísse a deputada estadual Janaina Riva (MDB) na chapa majoritária, Ananias afirmou que a resistência de Medeiros será levada em consideração nas negociações do partido. “O Medeiros tem restrição a um partido, ao MDB. Ele tem essa restrição. E eu não posso discordar dele, porque o sentimento de candidato eu tenho que levar em consideração”, pontuou.

 

A declaração praticamente encerra as especulações sobre uma composição entre PL e MDB para uma das duas vagas ao Senado, possibilidade discutida nos bastidores desde o início da pré-campanha em razão da relação familiar entre Janaina e o senador Wellington Fagundes.

 

Ananias afirmou ainda que o partido sequer definiu se indicará apoio formal a um segundo candidato ao Senado. Segundo ele, a tendência é que o PL concentre esforços apenas na eleição de seus dois candidatos. “Nós decidimos, até agora, nesse momento, que nós não teremos o segundo voto”, disse. “Se for melhor para vencer a eleição não termos o segundo, nós não vamos ter o segundo”, completou.

 

A posição oficializa um impasse que vinha sendo construído há meses dentro do PL. Desde março, José Medeiros passou a se posicionar publicamente contra qualquer entendimento com o MDB, afirmando que não aceitaria dividir a chapa com Janaina Riva por considerar que a aliança seria incompatível com o eleitorado conservador e poderia comprometer a identidade política defendida pelo partido.

 

Na ocasião, Medeiros afirmou que uma composição com a deputada significaria “enganar o campo conservador” e classificou a eventual aliança como uma construção destinada a atender “uma questão familiar”, em referência ao fato de Janaina ser nora de Wellington Fagundes.

 

A resistência de Medeiros provocou um dos principais focos de tensão da pré-campanha liberal. Enquanto setores do partido enxergavam na força eleitoral de Janaina uma possibilidade de ampliar o palanque de Wellington Fagundes, a ala mais ligada ao ex-presidente Jair Bolsonaro defendia que o PL preservasse uma chapa exclusivamente identificada com o bolsonarismo.

 

O próprio Wellington evitou alimentar o debate e afirmou reiteradas vezes que qualquer negociação dependeria da direção nacional da legenda. Nos últimos meses, dirigentes nacionais e estaduais também reconheceram que a popularidade de Janaina Riva alterava o cenário da disputa ao Senado.

 

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, chegou a classificar o desempenho da deputada como um “problemaço” para os planos da legenda de eleger seus candidatos ao Senado, embora mantivesse Wellington Fagundes como nome definido para disputar o Palácio Paiaguás.

 

Com a declaração de Ananias na convenção estadual, a direção do PL sinaliza que a posição de José Medeiros prevaleceu nas discussões internas. Assim, ao menos neste momento, o MDB fica fora das negociações para integrar a chapa majoritária encabeçada por Wellington Fagundes, reforçando a estratégia do partido de buscar uma composição alinhada exclusivamente ao seu campo político.

 


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Ananias critica restrições do STF a Bolsonaro e ataca Lula


Durante a convenção partidária do PL realizada nesta quarta-feira (22), em Cuiabá, o presidente estadual da sigla, Ananias Filho, afirmou que o partido vem sendo atacado pelo Judiciário ao proibirem a comunicação de Jair Bolsonaro por meio de cartas. Ele ainda direcionou críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmando que ele não tinha tal restrição porque “não sabe escrever”.

A fala acontece após ser questionado sobre a vinda da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) a Mato Grosso para apoiar a candidatura de Wellington Fagundes (PL). Na ocasião, Ananias declarou que as recentes decisões que proíbem o ex-presidente Jair Bolsonaro de escrever ao público em prisão domiciliar são uma forma de interferência nas eleições e configuram um cerceamento desproporcional. A medida de não usar rede social diretamente ou por meio de terceiros é uma das cláusulas de sua condenação por tentativa de golpe de Estado.

“Agora, nós sofremos um ataque direto. Interferência na eleição nacional, nas eleições estaduais. De pessoas do círculo do Judiciário. Isso é latente. Nada do PL pode. Quando enclausura o presidente da República, que não pode escrever nem carta. Carta que estava em desuso, ele começou a colocar em uso a carta, agora não deixa nem um correio, nem um interruptor [interceptor] ir lá pegar uma carta dele para ser divulgada”, declarou Ananias.

Ao traçar um paralelo com o período em que Lula esteve detido em Curitiba (PR), o presidente do PL questionou a disparidade no tratamento conferido pela Justiça aos dois líderes políticos. No entanto, a crítica escalou para um ataque pessoal sobre a escolaridade do presidente.

“Gente, o outro falava na cela. Então, em 2022, o PL foi com ação repetitiva da entrevista. Não teve entrevista. Não, mas escreveu carta, mas não pediu para ele não escrever. Ou porque ele não sabe escrever. Às vezes a diferença é essa. O outro não dava conta de escrever carta porque não tem condições de alfabetização, e o outro escreve carta e não pode escrever carta. Eu acho que é isso”, completou em provocação.

Apesar da alfinetada, a declaração de Ananias Filho contraria a realidade. Uma vez que o presidente é alfabetizado, tendo concluído o curso técnico de torneiro mecânico no Senai ainda na juventude, produziu diversos textos, bilhetes e cartas públicas ao longo de sua trajetória política e durante o período em que esteve preso.

Lula teve suas condenações anuladas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) devido à parcialidade do ex-juiz Sergio Moro (PL) e à incompetência do foro de Curitiba, reabilitando seus direitos políticos.

GD


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