Primavera do Leste / MT - Sábado, 13 de Junho de 2026

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Vereador Luis Costa participa de festividades em Aldeia Indígena Xavante



Da Redação

Todos os anos as aldeias xavantes localizadas em Novo São Joaquim, a 80 quilômetros de Primavera do Leste, se unem para realizar um domingo festivo, em alusão ao Dia do Índio. Com o apoio de amigos que são simpatizantes da cultura indígena, é possível realizar a confraternização, proporcionando assim uma interação entre os povos indígenas e os brancos.

Além das rodas de conversa que aproxima os visitantes dos índios, os proprietários de fazendas ajudam com a alimentação. Em um ambiente em que a natureza predomina, os irmãos índios apresentaram a Luta Wai, que é uma demonstração de força. A luta é praticada por homens e mulheres, e por causa da festividade alguns homens brancos participaram lutando contra os índios, e de forma descontraída a atividade se tornou brincadeira, lançando assim, risadas e mais risadas.

Além da luta, as meninas moças das aldeias fizeram uma apresentação de dança, com algumas músicas dos brancos, mas com a dança típica da cultura indígena. O vereador Luis Costa (PR), se fez presente pelo segundo ano, e disse que a cultura indígena faz parte de nossa história e devemos muito a eles, principalmente pelo cuidado com a natureza e os animais.

“No ano passado eu vim a convite de um amigo e gostei muito de ter participado, eu cheguei até lutar de forma esportiva, mas não ganhei nada, porque eles são muito fortes..(risos). De lá para cá, nos aproximamos muito e tenho ouvido sempre as reivindicações dos caciques e ajudo por meio de políticas indígenas. Este momento de estar aqui, na casa deles, no ambiente deles, é uma satisfação muito grande porque eu sinto que sou bem recebido, e eles gostam de atenção, já que na sua maioria,  vivem isolados”. Disse Luis Costa.

O legislador tem buscado com Deputados Federais, Senadores, também com o prefeito municipal, a possibilidade para a construção da Casa do Índio (CASAI) em Primavera do Leste. “Estive em Brasília e já pude ver que existem vários projetos da CASAI espalhados em nosso estado, que deram certo. Estou contando com a ajuda dos caciques, também do prefeito, e alguns deputados, para viabilizar o projeto para Primavera, já que os índios necessitam de vim à cidade, e quando vem, não tem onde ficarem. Outro problema é quando as mulheres recebem alta dos hospitais por ter tido bebê, também não tem para onde ir. Por isso estou lutando para que assim eles possam ter um local adequado para ficarem na cidade, quando necessário”.

O evento ocorreu no domingo (29) na aldeia Três Estrelas, participaram entre os índios e brancos mais de 100 pessoas. A organização da festividade foi uma iniciativa dos caciques Graciliano Ponhopa e Carmine Antonio. O evento conseguiu o apoio da Coordenação de Turismo de Primavera do Leste. Foram parceiros os proprietários de fazendas, Emílio Divino Rodrigues, Sérgio Machnic, e Osmar, A Cruz Vermelha de Primavera do Leste, que esteve presente com os voluntários e uma médica, como também o vereador Luis Costa e o amigo da aldeia, Adriano.



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Brasil

Justiça dá prazo de 24 meses para União e Funai demarcarem terra indígena no Nortão


A Justiça Federal em Mato Grosso determinou que a União e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) concluam o processo de demarcação da terra indígena do povo Kajkwakratxi (Tapayuna), na região de Brasnorte e Juara (cerca de 300 quilômetros de Sinop), num prazo de 24 meses. O juiz federal Pablo Kipper Aguilar ordenou ainda o pagamento de R$ 10 milhões em danos morais coletivos e a realização de uma cerimônia pública de pedido de desculpas aos indígenas.

 

Na decisão, o magistrado reconheceu violações de direitos humanos cometidas contra o povo Kajkwakratxi. O juiz mandou a União reunir toda a documentação disponível no Arquivo Nacional sobre violências ocorridas durante o processo de colonização da região do Rio Arinos e a remoção forçada desse povo ao Parque Indígena do Xingu. No processo, os indígenas contaram com o apoio da Defensoria Pública da União (DPU) e do Ministério Público Federal (MPF).

 

O magistrado afastou o argumento da Funai e da União de que o Supremo Tribunal Federal (STF) já estabeleceu prazo de dez anos para a conclusão das demarcações em andamento. Para ele, tal prazo tem natureza administrativa e não impede a atuação da Justiça quando há demora excessiva. “Agradeço a luta coletiva, fico muito feliz, a comunidade fica muito feliz, é uma surpresa”, disse Wetaktxi Tapayuna, presidente da Associação Indígena Tapayuna (AIT), de acordo com mensagem divulgada pela DPU.

 

Ele acrescentou que a comunidade considera a decisão “emocionante”. “É muita alegria ver toda essa trajetória que passamos até chegar nesse ponto tão importante, com relação ao nosso povo, com as gerações que estão lutando pelo território tradicional, para demarcação do território tradicional, com expectativa de viver em cima dos seus parentes que deixaram naquele tempo. Para defender nossa ancestralidade, para viver com a alma dos parentes”, completou Wetaktxi Tapayuna.

 

De acordo com o MPF, os indígenas Kajkwakratxi foram alvo de uma série de violências ao longo do século 20, que resultaram na desestruturação social do grupo. Na década de 1970, eles foram removidos à força, pelo Estado, de seu território tradicional para o Parque Nacional do Xingu.

 

Em seguida, uma Reserva Indígena Tapayuna chegou a ser criada em 1968, mas foi extinta em 1976 sob o argumento de que não haveria indígenas na área. Há indícios, porém, de que até o presente momento existem indígenas da etnia isolada na região de ocupação tradicional.


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