Primavera do Leste / MT - Domingo, 31 de Agosto de 2025

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Pastoral da AIDS realizou seminário Nacional de Incidência Política



Com o tema, Que País é Esse? O Seminário Nacional de Incidência Política teve como objetivo uma tentativa de compreender o momento atual do Brasil e os possíveis rumos que se desenham com o atual cenário político. Uma realização da Casa Fonte Colombo, Instituição mantida pelos Freis Capuchinhos, em parceira com a Pastoral da AIDS, CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e com apoio do Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, HIV/AIDS e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, participaram do seminário agentes da Pastoral da AIDS de todo País.

O seminário foi realizado nos dias 3, 4 e 5 de Agosto em Porto Alegre-RS. Estiveram cerca de 100 agentes da Pastoral da AIDS e integrantes de Pastorais, profissionais de saúde e gestores de diversos municípios que representaram 20 Estados do Brasil. O intuito foi  de qualificar lideranças que participam nas instâncias de controle social, de forma especial, os membros que participam nos Conselhos de Saúde ou coordenam ações pastorais nas Dioceses do Brasil.

O evento contou com a assessoria de palestrantes renomados, como Cesar Goes, sociólogo e professor na Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc); Marcelo Kunrath Silva, sociólogo, pós-doutor pela Brown University (EUA) e professor na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS); Doutor Ivo Brito, colaborador da Área de Ações Estratégicas do Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das Infecções Sexualmente Transmissíveis, do HIV/Aids e das Hepatites Virais do Ministério da Saúde; e o exGovernador do Estado do Rio Grande do Sul e ex-ministro das Cidades, senhor Olívio de Oliveira Dutra.

Para o Doutor Ivo Brito, que é colaborador da Área de Ações Estratégicas do Departamento de Vigilância, os Centros de Testagem e Acolhimento (CTA), estão hoje passando por uma reestruturação e possivelmente vai sair uma portaria que vai reorganizar a rede de atenção dos CTAs. “Os CTAs vão deixar de ser uma estrutura que só faz teste aconselhamento para acolher dentro do CTA um conjunto de outras estratégias de prevenção e ampliar o atendimento do CTA. Possivelmente essa reestruturação será induzida por um mecanismo de financiamento. Vai ter algum tipo de recurso que vai ser destinado aos estados e municípios, para que os CTAs possam ser reestruturados, reaparelhados e redefinidos, para que possam dar uma nova abordagem no campo de prevenção no campo da HIV/AIDS”.

Em relação às demandas existentes hoje pelos estados brasileiros aos CTAs, principalmente o Estado de Mato Grosso, Ivo informou que o estado passou por um enorme processo de desenvolvimento econômico na área estrutural, com a expansão agrícola, e isso impactou na estrutura de serviços.  “Como foram serviços que foram organizados em um período que não havia esse crescimento da agricultura de exportação, agora esses serviços precisam redimensionar”.

A Secretária Executiva da Pastoral da AIDS Nacional, Ana Carolina Barbosa de Souza, de Nova Friburgo – RJ, disse que a Igreja é apartidária, e assim trabalha com todos representantes políticos e comissões políticas. “Temos que fazer parcerias, para que assim possamos lutar pelos direitos das pessoas. Os agentes da pastoral a nível nacional ficam na retaguarda, proporcionando formação a cada regional, com exemplos e direcionando as mais diversas realidades. Este oitavo seminário teve uma participação expressiva e nas discussões tivemos avanços. Continuaremos lutando pelas questões sociais, por aqueles que assistimos, e temos que lutar pelo que é certo, o direito de cada um”. Explana.

Incentivador e um dos organizadores do seminário, o Frei  Luiz Carlos Lunardi, da região da Serra Gaúcha, Porto Alegre – RS , está na pastoral desde a fundação em 2002, foi pároco com várias frentes de trabalho, e salienta que a caminhada de incidência Política é uma caminhada de busca de direitos. “Vivemos em uma sociedade, que não respeita direitos de forma igualitária, a pesar de dizer que somos uma sociedade democrática, mas nem sempre todas as pessoas têm acesso aos direitos mínimos fundamentais que a constituição garante para cada um de nós e o seminário de incidência política, é uma forma de nós lutarmos juntos para que possamos garantir especificamente no caso da AIDS acesso ao medicamento, ao cuidado, as condições de vida que as pessoas necessitam para poder sobreviver. Então fizemos essa caminhada de 8 anos evoluindo nesta visão de que cada vez, analisamos a realidade atual de cada ano e assim pautando e definindo estratégia que a gente precisaria lutar para conquistar” Explica.

Ludarni ressalta que o diferencial neste 8º seminário é a conjuntura nacional, um pouco confusa em relação à crise e transição política, neste momento, não se enxerga claramente o que vai acontecer, mas os sintomas em que se observa são sintomas de retrocesso em algumas conquistas que já tinham feitas, tanto na área de medicamento do HIV, como na área social, esse seminário quer trazer de volta à centralidade da garantia de direitos as pessoas que vivem e convivem e para as pessoas que mais precisam.

“O que é comum a todos nós, se nós fossemos tirar preferências partidárias ou de disputa políticas, na verdade fica no fundo algo que é comum a todos nós, que é uma vida com validade, plena de direito que todos nós tenhamos, uma vida que sejamos respeitamos em nossa humanidade tendo aquilo que necessitamos. Isso é o que nos une e faz com que essas lutas todas, das pastorais, movimentos sociais, organizações, tenham em comum. Esse seminário também tem esse foco, de trazer várias representações do Brasil, juntamente com a pastoral para refletir quais são os limites que a gente percebe nesse retrocesso de direitos e quais os direitos que a gente quer priorizar, para que não se perda, seja o que tenhamos e se conquiste se ainda não temos. Essa seria a grande visão. Tudo na verdade tem uma visão de gerenciamento da coisa pública, os benefícios sociais vem através das contribuições que fazemos para o poder público e essa contribuição que a gente faz, através de impostos, ela tem que ser revertida através de direito, através de benefícios, que são obviamente obrigação do estado com a população aonde não houver respeito a este retorno dos impostos nos direitos a gente enquanto população e sociedade organizada, tem que lutar para que o poder público exerça  seu papel de gerenciamento do bem comum”. Esboça Lunardi.

A vereadora Carmem Betti Borges, de Primavera do Leste –MT, ficou  maravilhada em conhecer o trabalho da pastoral, os agentes da pastoral envolvidos, com muito amor e dedicação. “Esse trabalho é diferencial, tanto na questão humana, e na questão social. Algo muito lindo e quando tomei conhecimento decidi participar e me tornei uma agente da pastoral. Quando eu recebi o convite para participar do seminário, senti uma paz muito grande e fiz o propósito de estar neste seminário, e sei que vai ser o divisor de águas na minha vida,  como representante política, os dados em relação a saúde são alarmantes, e eu como representante do povo, quero fazer minha parte, minha contribuição para ajudar para a saúde não retroceder.

O vereador Luis Costa, que também é um agente pastoral, esteve no seminário, e pontuou a importância de participar de uma frente de trabalho independente da religião. “A luta contra a AIDS vai de encontro ao amor ao próximo, fico feliz em participar. Quando você se doa a projetos como este, da pastoral da AIDS, está cumprindo o verdadeiro evangelho de Jesus, que é amar o próximo como a ti mesmo, e Jesus não tem religião. Como representante político do povo, fiquei contente pela troca de experiências com os colegas, e agora devemos aplicar esse aprendizado com ações e na luta pelo bem comum”.

Para finalizar, a coordenadora do Regional Oeste 2, em Mato Grosso, pela Diocese de Primavera do Leste/Paranatinga, Maviane Damitz, ficou num contentamento por ter vários agentes da pastoral do regional no seminário. “Estou agradecida a cada participante de nossa Regional, pois estiveram comprometidos, somaram e contribuíram com suas experiências e idéias. Tenho certeza que com a volta destes agentes seremos uma pastoral ainda mais forte e preparada para que nossa caminhada seja mais florida. Continuaremos firmes na luta por uma pastoral em saída, por uma igreja que luta pelos direitos do próximo”.

CARTA DE PORTO ALEGRE 2018

Nós, agentes da Pastoral da Aids, vindos de 20 estados do Brasil, participantes do VIII Seminário Nacional de Incidência Política, realizado de 03 a 05 de agosto de 2018, em Porto Alegre/RS, preocupados com os rumos que está tomando nosso país, debruçamo-nos, com ajuda de pesquisadores, intelectuais e militantes, sobre o atual momento pelo qual passa nossa sociedade e queremos compartilhar com nossos irmãos e irmãs de fé, com os membros de outras comunidades religiosas, com os participantes dos movimentos sociais e com todos os que defendem uma sociedade justa, igualitária e inclusiva, nossas preocupações e compromissos, conscientes de que o tempo presente é tempo de resistência.

Em nossos debates, percebemos que o capitalismo passa por um processo de reestruturação mundial, cujas características são a concentração da riqueza, precarização das relações de trabalho e redução do Estado, que aprofundam a desigualdade social e política e ampliam a exclusão de grande parte da população do acesso aos direitos e às condições mínimas para uma vida digna. Na mesma lógica, no Brasil, as elites econômicas com seus aliados políticos, reorganizam a economia e o Estado para garantir seus privilégios e reproduzir o capital de forma concentrada, destruindo estratégias que apontavam para garantia de renda mínima e alguma perspectiva de diminuição das desigualdades.

Conquistas históricas que beneficiam as populações secularmente excluídas estão em franco retrocesso. Diante deste quadro, nos comprometemos a: – continuar aprofundando nossa participação nos espaços de controle social das políticas públicas, buscando ampliar o conhecimento e as parcerias para a manutenção das conquistas e impedir o retrocesso; – participar do processo de construção da XVI Conferência Nacional de Saúde de 2019, em âmbito municipal, estadual e federal, defendendo o SUS com todos os seus princípios e componentes, impedindo que os interesses econômicos se sobreponham ao direito humano à saúde e evitando o desmonte do SUS; – participar ativamente das eleições 2018, evitando abstenção ou voto em branco ou nulo, fazendo bom uso deste instrumento democrático que é a eleição; debater e conhecer as propostas dos partidos e dos candidatos, votando e apoiando aqueles que se comprometem com a defesa da justiça social e divulgando meios que possam ajudar na seleção de partidos e candidatos (ex.: www.politicos.org.br); – reforçar a participação em espaços eclesiais, em comunhão com nossos pastores e com outras pastorais, efetivando uma igreja em saída, como propõe o Papa Francisco, colaborando na efetivação da VI Semana Social, no Grito dos Excluídos e na Campanha da Fraternidade que, em 2019, debaterá o tema “Fraternidade e Políticas Públicas”, aproveitando a experiência acumulada nestes anos de caminhada da Pastoral da AIDS. Queremos também nos dirigir ao Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/AIDS e das Hepatites Virais, do Ministério da Saúde, responsável pelo enfrentamento da epidemia em nosso país, reassumindo nosso trabalho em parceria e colaboração e insistindo que: – é necessário o engajamento do Departamento para garantir as conquistas e evitar retrocessos; – é importante o protagonismo das pessoas que vivem e convivem com HIV/AIDS na implementação das estratégias de prevenção; – as determinantes sociais em saúde devem ser consideradas como elementos indispensáveis na elaboração das políticas de enfrentamento da AIDS; – a resposta ao HIV deve também considerar as demais IST por sua relevância epidemiológica; – cabe ao Departamento vigiar para que os elementos indispensáveis para a prevenção e tratamento (insumos, medicamentos, exames, profissionais) sejam acessíveis a todos que deles necessitam; – sejam retomadas campanhas amplas de prevenção que englobem a importância do cuidado, da superação do estigma e a defesa dos direitos humanos como elementos constitutivos do enfrentamento da AIDS em nosso país.

Por fim, como pessoas de fé, queremos expressar nossa confiança de que “haveremos de ver qualquer dia chegando a vitória, o povo na rua fazendo a história, crianças sorrindo em cada nação” (Zé Vicente). Com este verso do poeta, manifestamos nosso compromisso em manter acesa a chama e espalhar essa esperança para todos aqueles e aquelas que desejam uma sociedade justa e democrática. Porto Alegre, 05 de agosto de 2018.



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Polícia - Região

Polícia Civil prende em Rondonópolis segundo suspeito de matar casal em General Carneiro


Giovanny Santos e Mônica Lima dos Santos foram assassinados no início do mês de agosto deste ano

A Polícia Civil prendeu nesta sexta-feira (29.8), em Rondonópolis, o segundo suspeito de participação no duplo homicídio do casal Giovanny Santos e Mônica Lima dos Santos, no início do mês de agosto, em General Carneiro. O crime chocou a população local pela crueldade e pelo fato de ter ocorrido na presença da filha das vítimas, de apenas três anos.

O suspeito, de 24 anos, estava foragido desde o dia do crime e estava com mandado de prisão decretado por homicídio.

A ação, que resultou na captura do foragido, foi coordenada pela Delegacia de Polícia de General Carneiro, com apoio da 2ª Delegacia de Polícia de Barra do Garças, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Rondonópolis e do Núcleo de Inteligência de Barra do Garças.

Ele foi localizado na cidade de Rondonópolis, onde estava escondido. A ação também resultou na apreensão de uma motocicleta utilizada na execução das vítimas, o que reforçou as provas já reunidas ao longo da investigação.

De acordo com as investigações, a motivação do crime está ligada ao tráfico de drogas. O casal foi executado por determinação de grupo criminoso, por estarem praticando a chamada “cabritagem” – venda de entorpecentes de um grupo rival.

As investigações seguem em andamento para identificar outros possíveis envolvidos no crime, assim como para combater a atuação da facção criminosa na região.

PJC


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Polícia

Polícia Civil prende integrantes de facção criminosa e fecha boca de fumo


Suspeitos, que possuem diversas passagens por tráfico de drogas, quebraram aparelhos celulares durante abordagem policial

Cinco integrantes de uma facção criminosa, envolvidos com o tráfico de drogas, foram presos em flagrante pela Polícia Civil na sexta-feira (29.8), em Confresa. A ação da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) resultou na apreensão de porções de entorpecentes e apetrechos relacionados à venda das substâncias.

A ocorrência teve início durante trabalho de monitoramento realizado pelos investigadores da Derf de Confresa, no bairro Vila Nova. Os policiais avistaram dois conhecidos traficantes, com passagens anteriores e monitorados por tornozeleira eletrônica devido ao histórico com tráfico de drogas.

Ao serem abordados pela equipe policial, os suspeitos apresentaram bastante nervosismo, momento em que bateram os celulares contra a parede, quebrando completamente os aparelhos. A atitude faz parte de determinação das facções criminosas, que orientam seus membros a destruir os celulares durante abordagens policiais. Os celulares danificados, um Samsung A12 e um iPhone 7, foram apreendidos para a perícia.

Além de integrar facção criminosa e ter diversas passagens por tráfico, um dos suspeitos é investigado por um roubo qualificado ocorrido no dia 3 de julho de 2025. Ele havia fugido da cidade de Confresa depois do crime, o que dificultava a investigação.

Em continuidade às diligências, os policiais seguiram para a residência de um dos suspeitos. Ao chegarem ao local, eles se depararam com mais dois suspeitos saindo da casa. Um deles, ao ver a viatura, fugiu pulando o muro e escalando o telhado da casa vizinha, enquanto o outro foi abordado. Durante a fuga, o suspeito descartou um celular e um recipiente de plástico.

O fugitivo, um adolescente de 16 anos, foi capturado no telhado. Com ele, foi encontrado um recipiente com porções de crack e uma balança de precisão. Durante a ação policial, o quinto suspeito chegou à residência no momento da abordagem. Ao avistar os policiais, ele também quebrou o seu aparelho celular. Questionado, afirmou que estava no local para comprar drogas.

Durante a busca domiciliar, os investigadores apreenderam porções de maconha, crack, cocaína, uma faca usada para cortar a droga, balança de precisão, embalagens usadas para embalar droga, uma máscara de rosto usada em assalto e um taco de madeira, preparado com borracha no cabo, usado para a aplicação de “salves” (castigos físicos aplicados por facções criminosas).

Diante das evidências, todos os suspeitos foram conduzidos à Delegacia de Confresa, interrogados e autuados em flagrante. As investigações seguem em andamento para identificar outros possíveis crimes em que os suspeitos possam estar envolvidos.

PJC


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Brasil

Megaoperação identificou crime organizado na ‘economia real e no mercado financeiro’


Investigações identificaram pelo menos 40 fundos de investimento controlados por organizações criminosas, com patrimônio de R$ 30 bi

megaoperação deflagrada pela Receita Federal nesta quinta-feira (28) no âmbito de investigações sobre um esquema criminoso no setor de combustíveis foi a maior já realizada contra o crime organizado no Brasil. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em cerca de 350 alvos em oito estados diferentes (São Paulo, Espírito Santo, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Rio de Janeiro e Santa Catarina).

Andrea Costa Chaves, subsecretária de fiscalização da Receita Federal, afirma que as investigações identificaram a invasão do crime organizado “na economia real e no mercado financeiro”. “A estrutura na operação nessa operação envolveu toda a cadeia na parte da economia real: importação, produção, distribuição, comercialização até o consumidor final”, explica.

Já na parte financeira, a atuação do crime organizado aconteceu na ocultação e na blindagem do patrimônio. As investigações identificaram pelo menos 40 fundos de investimento, sendo eles fundos imobiliários e de multimercado, que eram controlados por organizações criminosas. O patrimônio desses fundos era de R$ 30 bilhões.

Segundo o órgão, com esses recursos o grupo adquiriu um terminal portuário, quatro usinas produtoras de álcool (além de outras duas em parceria ou em processo de compra) e 1.600 caminhões para transporte de combustíveis.

A organização também comprou mais de 100 imóveis, entre eles seis fazendas no interior de São Paulo, avaliadas em R$ 31 milhões, e uma residência em Trancoso (BA), adquirida por R$ 13 milhões.

Fintechs e a ‘blindagem do esquema’

O dinheiro de origem ilícita era reinvestido em negócios, propriedades e outros investimentos por meio desses fundos de investimentos que recebiam recursos da fintech, dificultando sua rastreabilidade e dando a ele uma aparência de legalidade.

Perguntas e Respostas

Qual foi a operação realizada pela Receita Federal?

A Receita Federal deflagrou uma megaoperação no dia 28, que foi a maior já realizada contra o crime organizado no Brasil, focando em um esquema criminoso no setor de combustíveis. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em cerca de 350 alvos em oito estados: São Paulo, Espírito Santo, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Rio de Janeiro e Santa Catarina.

O que foi identificado nas investigações?

As investigações identificaram a invasão do crime organizado na economia real e no mercado financeiro. A subsecretária de fiscalização da Receita Federal, Andrea Costa Chaves, explicou que a operação envolveu toda a cadeia da economia real, incluindo importação, produção, distribuição e comercialização até o consumidor final.

Como o crime organizado atuou no mercado financeiro?

No mercado financeiro, o crime organizado atuou na ocultação e blindagem do patrimônio. Foram identificados pelo menos 40 fundos de investimento, incluindo fundos imobiliários e de multimercado, controlados por organizações criminosas, com um patrimônio total de R$ 30 bilhões.

Quais foram os investimentos feitos com os recursos ilícitos?

Com os recursos obtidos, o grupo adquiriu um terminal portuário, quatro usinas produtoras de álcool (além de outras duas em parceria ou em processo de compra) e 1.600 caminhões para transporte de combustíveis. Também foram comprados mais de 100 imóveis, incluindo seis fazendas no interior de São Paulo, avaliadas em R$ 31 milhões, e uma residência em Trancoso (BA), adquirida por R$ 13 milhões.

Como o dinheiro ilícito era reinvestido?

O dinheiro de origem ilícita era reinvestido em negócios, propriedades e outros investimentos por meio dos fundos de investimento, que recebiam recursos de uma fintech. Isso dificultava a rastreabilidade do dinheiro e conferia uma aparência de legalidade às operações.

R7


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Polícia - Região

PMs serão interrogados por suposto confronto forjado para ‘sumir’ com arma que matou advogado


Por determinação do juiz Moacir Rogério Tortato, os policiais militares Jorge Rodrigo Martins, Leandro Cardoso, Wailson Alesandro Medeiros Ramos e Wekcerlley Benevides de Oliveira serão interrogados, na próxima segunda-feira (1º), às 14h, na sala de audiência da Justiça Militar, no Fórum de Cuiabá. O grupo é acusado de forjar confronto para “plantar” no local arma usada para matar o advogado Renato Nery.

 

Conforme apurou o GD, além dos militares, também devem ser ouvidas testemunhas e servidores da Polícia Civil. Os 4 PMs respondem a processo por organização criminosa, abuso de autoridade e porte ilegal de arma de fogo de uso restrito em meio ao caso de um confronto após assalto em que um veículo gol de cor branca foi levado e houve troca de tiros com os suspeitos, resultando na morte de Walteir Lima Cabral e outros dois suspeitos ficaram feridos.

 

O confronto ocorreu em 12 de julho de 2024. A arma supostamente encontrada em posse de um dos criminosos, no local do crime, foi utilizada no assassinato do advogado Renato Gomes Nery, morto em 5 de julho do mesmo ano. Laudo pericial balístico demonstrou que a pistola Glock modelo G17, calibre 9mm foi a mesma utilizada para executar o jurista.

 

Conforme noticiou o GD, o caso ficou conhecido como “Grupo do Gol Branco”, em alusão a grupo de WhatsApp em que os 4 discutiam combinação de versões, preocupação com divergências de depoimentos e indícios de obstrução da justiça, algo revelado após perícia em celulares. Segundo o Ministério Público, os elementos reunidos demonstram que não houve confronto real, mas sim uma “execução deliberada seguida de inovação artificiosa da cena do crime”.

 

No dia 12 deste mês o Conselho Permanente de Justiça, da 11ª Vara Criminal Especializada de Justiça Militar de Cuiabá, por maioria, votou pela revogação parcial das cautelares impostas aos policiais, permitindo que os réus retornem ao serviço militar com porte de arma, além da retirada da tornozeleira eletrônica. Contudo, ainda permanecem as cautelas de proibição de manter contato com vítima e familiares, bem como testemunhas do processo.

 

Eles foram afastados das funções em julho pelo comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso (PMMT), Cláudio Fernando Carneiro Tinoco. Os 4 chegaram a ficar presos preventivamente durante um período, no entanto, foram colocados em liberdade após decisão do juiz Francisco Ney Gaíva, da 14ª Vara Criminal de Cuiabá.


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política

Deputado sugere economizar em parque para comprar Santa Casa


O deputado Júlio Campos (União) foi taxativo ao mostrar solução para que o governo do Estado compre a Santa Casa: reduza investimentos no Parque Novo Mato Grosso.

A solução foi publicada em sua rede social, na sexta-feira (29), um dia após o prazo de propostas para a compra do hospital terminar sem sequer uma oferta. Agora, um novo edital será publicado e o Estado avalia a compra, apesar de Mauro Mendes (União) alegar que não há dinheiro para oferta.

O parque promete ser o maior da América Latina e é objeto de grande apreço pelo governador.


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Polícia

Briga por dívida de cartão: Mulher é condenada a 16 anos por matar marido com facada no peito em Primavera


O Tribunal do Júri da 1ª Vara Criminal de Primavera do Leste (231 km ao sul de Cuiabá) condenou Patrícia Sarmanho Garcia a 16 anos, 6 meses e 15 dias de reclusão em regime fechado por assassinar Bruno Nazareno Fernandes do Nascimento com uma facada no peito. O julgamento foi realizado essa semana.

 

De acordo com a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Patrícia e Bruno eram conviventes e já apresentavam histórico de agressões. O crime ocorreu no dia 2 de junho de 2023, por volta das 22h, no conjunto de quitinetes do bairro Poncho Verde, em Primavera.

 

A ré discutiu com a vítima sobre a cobrança de um cartão bancário, o agrediu fisicamente e, em seguida, desferiu uma facada no peito da vítima no corredor que dá acesso à residência.

 

Ferido, o rapaz voltou para a parte da frente do conjunto de quitinetes e caiu na calçada da casa de uma vizinha. Apesar de ter sido socorrido, ele não resistiu aos ferimentos.

 

A promotora de Justiça Tessaline Higuchi, da 1ª Promotoria Criminal de Primavera do Leste, apontou que o crime foi cometido por motivo fútil e mediante dissimulação, dificultando a defesa da vítima. Durante o julgamento, o Conselho de Sentença confirmou a autoria e a materialidade do homicídio e rejeitou o pedido de absolvição.

Fonte Gazeta Digital 


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