Primavera do Leste / MT - Domingo, 07 de Junho de 2026

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4ª fase de operação que investiga fraudes na Sema cumpre 5 mandados de prisão



A quarta fase da operação Polygonum foi deflagrada na manhã desta quarta (12) pela Polícia Civil em Mato Grosso. De acordo com a Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema), devem ser cumpridos cinco mandados de prisão preventiva contra pessoas envolvidas ativamente nas fraudes identificadas em procedimentos da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema).

Pela quarta vez o ex-superintendente de Regularização e Monitoramento da Sema, João Dias, vai preso preventivamente. Outro alvo é o ex-analista da pasta, Guilherme Augusto Ribeiro, que foi preso na primeria fase da operação.

Segundo a Dema, os mandados foram expedidos pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso e as supostas fraudes são datadas da gestão do ex-secretário de Estado de Meio Ambiente, Carlos Fávaro.  A investigação corre em sigilo de Justiça.

operação Polygonum foi criada a partir de uma investigação que apura esquema no sistema de regularização e monitoramento de propriedades rurais e instrumentalizados no Cadastro Ambiental Rural (CAR).

Tipos de fraudes

Foram apuradas diversas formas de fraudes, sendo uma delas por deslocamento de polígonos. Nessa modalidade, por exemplo, o engenheiro contratado pelo proprietário apresenta informações falsas para o órgão ambiental, deslocando a localização do imóvel rural desmatado para local onde há cobertura florestal. Esse procedimento é feito no sistema da Sema e a área se mostra com aparência de legalidade.

O órgão ambiental, cooptado, aprova o Cadastro. Estando tudo regular é possível expedir APF (Autorização Provisória de Funcionamento), indicando total regularidade ambiental. Com esse documento pode-se obter financiamentos em instituições bancárias, dispensa nos pagamentos de reposição florestal e anistias de multas por desmatamentos ilegais (que em áreas de floresta amazônica é de R$ 5 mil por hectare). Em um exemplo hipotético, uma fazenda que tenha desmatamentos de 200 hectares pode deixar de pagar, apenas a título de multas, R$ 1 milhão.

Outra modalidade é mediante o desmembramento de propriedades. Para o Código Florestal os imóveis com menos de 4 módulos fiscais em determinadas hipóteses não precisam reconstituir desmatamentos ilegais. Com isso, uma propriedade é subdividida em diversos imóveis menores para ficar dispensado de obrigações ambientais. A Sema tem autorizado, por exemplo, que uma fazenda que possua várias matrículas tenha os Cadastros Ambientais individualizados para cada uma delas.

Assim, caso o mesmo imóvel possua 10 matrículas poderá apresentar 10 Cadastros e cada um deles é analisado individualmente, recebendo benefícios que seriam destinados apenas aos pequenos produtores (como, por exemplo, não precisar de áreas florestadas no imóvel, ter diminuídas as áreas de preservação em beiras de rios, receber anistias etc).

Com a fraude da fragmentação, a grande propriedade é subdividida em diversos imóveis menores. Na prática é uma grande fazenda, mas para a atual sistemática passam a ser diversos pequenos imóveis autônomos e independentes, nos quais os desmatamentos criminosos são legalizados ou se autorizam a abertura de novas áreas em locais não passíveis de exploração agropecuária. (Com Assessoria). 

Fonte: RD News



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Idosa com demência é achada após dois dias desaparecida em área de mata


Uma idosa diagnosticada com demência foi encontrada com vida pelo Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) na tarde de sexta-feira (5), após passar cerca de dois dias desaparecida em uma área rural de Colíder, a 650 quilômetros de Cuiabá.

 

A mulher havia sido vista pela última vez na quarta-feira (3), na Comunidade Saltinho. As buscas foram iniciadas na manhã de sexta-feira por equipes da 12ª Companhia Independente Bombeiro Militar (12ª CIBM), após o acionamento dos familiares.

 

Imagens de câmeras de segurança mostraram a idosa caminhando sozinha por uma estrada vicinal durante a madrugada, por volta das 3h30. A via dá acesso a uma região de mata fechada próxima ao rio Carapá, o que direcionou os trabalhos das equipes de resgate.

 

Com apoio da Polícia Militar, os bombeiros realizaram buscas utilizando drone equipado com câmera térmica para fazer uma varredura inicial da área. Como a primeira operação não apresentou resultados, os militares intensificaram as diligências em solo, entrando na vegetação para ampliar o reconhecimento do terreno.

 

Durante as buscas, um dos principais indícios encontrados foi um chinelo localizado em meio à mata. Após a confirmação de que o objeto pertencia à idosa, as equipes concentraram os esforços na região e passaram a analisar pegadas encontradas no solo para identificar a possível direção seguida pela vítima.

 

Cerca de 300 metros do local onde o chinelo foi encontrado, os bombeiros localizaram a mulher caída às margens do rio Carapá, por volta das 17h.

 

Segundo os militares, a idosa estava viva, porém bastante debilitada, desorientada e apresentando sinais de desidratação. Devido às condições físicas, ela precisou ser transportada em uma maca por aproximadamente um quilômetro até o ponto onde uma equipe de resgate aguardava.

 

Após o resgate, a vítima foi encaminhada ao Hospital Regional de Colíder, onde recebeu atendimento médico.

A ação mobilizou bombeiros, policiais militares e familiares, que acompanharam as buscas até o momento em que a idosa foi localizada em segurança.

GD


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