Primavera do Leste / MT - Sexta-Feira, 10 de Abril de 2026

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4ª fase de operação que investiga fraudes na Sema cumpre 5 mandados de prisão



A quarta fase da operação Polygonum foi deflagrada na manhã desta quarta (12) pela Polícia Civil em Mato Grosso. De acordo com a Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema), devem ser cumpridos cinco mandados de prisão preventiva contra pessoas envolvidas ativamente nas fraudes identificadas em procedimentos da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema).

Pela quarta vez o ex-superintendente de Regularização e Monitoramento da Sema, João Dias, vai preso preventivamente. Outro alvo é o ex-analista da pasta, Guilherme Augusto Ribeiro, que foi preso na primeria fase da operação.

Segundo a Dema, os mandados foram expedidos pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso e as supostas fraudes são datadas da gestão do ex-secretário de Estado de Meio Ambiente, Carlos Fávaro.  A investigação corre em sigilo de Justiça.

operação Polygonum foi criada a partir de uma investigação que apura esquema no sistema de regularização e monitoramento de propriedades rurais e instrumentalizados no Cadastro Ambiental Rural (CAR).

Tipos de fraudes

Foram apuradas diversas formas de fraudes, sendo uma delas por deslocamento de polígonos. Nessa modalidade, por exemplo, o engenheiro contratado pelo proprietário apresenta informações falsas para o órgão ambiental, deslocando a localização do imóvel rural desmatado para local onde há cobertura florestal. Esse procedimento é feito no sistema da Sema e a área se mostra com aparência de legalidade.

O órgão ambiental, cooptado, aprova o Cadastro. Estando tudo regular é possível expedir APF (Autorização Provisória de Funcionamento), indicando total regularidade ambiental. Com esse documento pode-se obter financiamentos em instituições bancárias, dispensa nos pagamentos de reposição florestal e anistias de multas por desmatamentos ilegais (que em áreas de floresta amazônica é de R$ 5 mil por hectare). Em um exemplo hipotético, uma fazenda que tenha desmatamentos de 200 hectares pode deixar de pagar, apenas a título de multas, R$ 1 milhão.

Outra modalidade é mediante o desmembramento de propriedades. Para o Código Florestal os imóveis com menos de 4 módulos fiscais em determinadas hipóteses não precisam reconstituir desmatamentos ilegais. Com isso, uma propriedade é subdividida em diversos imóveis menores para ficar dispensado de obrigações ambientais. A Sema tem autorizado, por exemplo, que uma fazenda que possua várias matrículas tenha os Cadastros Ambientais individualizados para cada uma delas.

Assim, caso o mesmo imóvel possua 10 matrículas poderá apresentar 10 Cadastros e cada um deles é analisado individualmente, recebendo benefícios que seriam destinados apenas aos pequenos produtores (como, por exemplo, não precisar de áreas florestadas no imóvel, ter diminuídas as áreas de preservação em beiras de rios, receber anistias etc).

Com a fraude da fragmentação, a grande propriedade é subdividida em diversos imóveis menores. Na prática é uma grande fazenda, mas para a atual sistemática passam a ser diversos pequenos imóveis autônomos e independentes, nos quais os desmatamentos criminosos são legalizados ou se autorizam a abertura de novas áreas em locais não passíveis de exploração agropecuária. (Com Assessoria). 

Fonte: RD News



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Primavera do Leste avança na elaboração do Plano Municipal de Arborização


Documento vai estabelecer diretrizes para plantio, manejo e preservação das áreas verdes da cidade

A Prefeitura de Primavera do Leste está na fase final de elaboração do Plano Municipal de Arborização, um importante instrumento de planejamento voltado à sustentabilidade e à qualidade de vida da população.

 

A construção do plano é conduzida pela Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente, em conjunto com outras pastas estratégicas da gestão, com o objetivo de definir diretrizes que atendam às necessidades atuais e futuras do município.

 

Entre os principais pontos que serão contemplados no documento estão a definição das espécies adequadas para plantio, critérios para substituição de árvores antigas ou que apresentem riscos, além de orientações técnicas sobre o espaçamento correto em calçadas e vias públicas.

 

O plano também irá estabelecer parâmetros para projetos de arborização em novos loteamentos, bem como regras para a emissão de autorizações de corte e plantio de árvores, garantindo mais organização, segurança e equilíbrio ambiental.

 

Segundo o coordenador de Meio Ambiente, Paulo Rocha, o plano representa um avanço importante para o município.

 

“Estamos construindo um planejamento técnico e responsável, que vai orientar o crescimento da cidade de forma organizada. A arborização precisa ser pensada para garantir sombra, qualidade de vida, mas também segurança para a população, evitando problemas futuros com espécies inadequadas ou plantios irregulares”, destacou.

 

A iniciativa reforça o compromisso da gestão municipal com o planejamento urbano sustentável, promovendo uma cidade mais arborizada, segura e preparada para o crescimento.

 

Com a implantação do Plano Municipal de Arborização, Primavera do Leste dá mais um passo importante na construção de um futuro mais verde e com melhor qualidade de vida para toda a população.


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