Primavera do Leste / MT - Segunda-Feira, 06 de Abril de 2026

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Segurança de supermercado reage, deixa arma cair e é morto por ladrão



O segurança de um supermercado foi assassinado ao reagir a um assalto na noite dessa segunda-feira (25) em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá. Segundo a Polícia Militar, Gonçalo Dias, de 49 anos, estava armado e tentou sacar o revólver ao ser abordado por assaltantes. Ele deixou a arma cair e acabou morto por um dos ladrões.

De acordo com a PM, o crime ocorreu na frente do estabelecimento, no Bairro Nova Esperança, por volta de 19h20 [horário de Mato Grosso]. Câmeras de segurança de um estabelecimento comercial, que fica em frente ao supermercado, registraram o crime.

Conforme a polícia, dois homens que estavam a pé se aproximaram de Gonçalo e anunciaram o roubo.O segurança tentou sacar a arma e acabou deixando o revólver cair no chão. O assaltante fez um disparo na altura do tórax da vítima, que caiu em seguida. Os criminosos levaram a arma e o tênis que a vítima usava.

Gonçalo não resistiu e morreu no local. A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cuiabá foi chamada e também registrou o crime.Até a manhã desta terça-feira (26) nenhum suspeito havia sido preso.

Fonte: G1



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A Palavra - Opinião

📰 Crônica: A cassação que parou na recepção


Em Primavera do Leste, a política resolveu inovar. Não é mais preciso enfrentar plenário, debate ou voto. Agora, certos assuntos já são resolvidos ali mesmo, na recepção.

 

O pedido de cassação contra o vereador Sargento Telles sequer chegou a “dar bom dia” no plenário. Foi barrado antes, com toda a elegância que os procedimentos técnicos permitem.

 

Segundo a versão oficial, faltou “autorização adequada” para a denúncia. Curioso. Porque, para alguns, a lei parece permitir que até o eleitor participe. Para outros, nem tanto. Vai entender, o Direito, às vezes, é quase uma obra de arte contemporânea: cada um enxerga o que quer.

 

Enquanto isso, o conteúdo da denúncia ficou intacto. Intocado. Intocável. Uma espécie de segredo que ninguém quis abrir — talvez por zelo institucional, talvez por excesso de prudência.

 

E sob a condução do presidente da Câmara, Marco Aurélio, tudo seguiu com tranquilidade exemplar. Sem ruído, sem desgaste, sem aquele incômodo chamado “debate público”.

 

Eficiência é isso.

 

Resolve-se rápido, evita-se constrangimento e, de quebra, mantém-se a harmonia entre os pares. Afinal, política também é sobre convivência.

 

Agora, claro, tudo dentro das regras. Ou pelo menos dentro de uma leitura bastante conveniente delas.

 

No fim, Primavera do Leste dá mais um passo à frente na inovação institucional: criou-se o julgamento sem julgamento.

 

E fica aquela dúvida que ninguém responde, mas todo mundo entende:

 

Foi rigor técnico… ou apenas uma solução elegante para um problema inconveniente?

 

Mas veja, é só uma crônica.

 

 

 


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