Servidores do Detran anunciam greve em todo o estado nesta segunda
Os servidores do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) iniciam nesta segunda-feira (11), a greve que deve atingir todas as unidades no Estado. A informação foi repassada pelo sindicato, após o período 15 dias, prazo estipulado para que o Governo Mato Grosso apresentasse uma proposta de reajuste salarial para toda a categoria.
Os profissionais cobram esse reajuste, porque a tabela salarial de acordo com a diretoria está defasada há mais de seis anos. Em 24 de agosto, um indicativo de greve já tinha sido aprovado pela categoria, mas devido ao diálogo com o Estado, o prazo de 15 dias para a apresentação de uma proposta ficou acordado. Portanto, com o fim do período estipulado e nenhuma proposta foi apresentada, a categoria decidiu pelo início da greve nesta data.
“Na paralisação de 24 horas no dia 17 de agosto, o Governo anunciou que iria nos apresentar uma proposta em 15 dias. A categoria aguardou mais esse prazo, depois de oito meses de luta em torno dessa pauta, contudo o prazo solicitado passou e mais uma vez o Governo não cumpriu com a compromissa. Até o momento não contactou o Sindicato para nenhuma reunião, nem nos apresentou uma proposta por escrito para que pudéssemos levar para a categoria avaliar em assembleia, o que demonstra que não está preocupado com o prejuízo que causará à população”, comenta a presidente do Sinetran, Daiane Renner.
De acordo com a presidente do Sindicato, não há motivos para o Governo não conceder a revisão da tabela salarial. “Infelizmente vimos mais uma vez a recorrente prática do Governo de descumprir com acordos e compromissos firmados”, completa Daiane.
Idosa se ajoelha para tentar impedir máquina de entrar em fazenda para obra de duplicação de rodovia
Idosa se ajoelha diante de máquina para tentar impedir obra de duplicação da GO-330 — Foto: Arquivo pessoal/João Paulo Nogueira da Silva
A imagem da idosa Maria da Paz, de 78 anos, ajoelhada diante de uma máquina para impedir a entrada do equipamento em sua fazenda durante as obras de duplicação da GO-330, entre Catalão e Ipameri, ganhou ampla repercussão nas redes sociais. A obra, executada pelo Governo de Goiás, tem investimento total estimado em cerca de R$ 400 milhões.
Em nota, a Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra) destacou ao g1 que não houve invasão da propriedade e que desapropriação da área não afeta a residência da idosa. O texto diz ainda que foi cumprida uma ordem judicial para continuidade das obras, após depósito do valor legalmente definido de R$ 550 mil pagos à mulher. Segundo a agência, a idosa foi notificada em março de 2026. (leia nota completa ao fim da reportagem).
O vídeo foi gravado na sexta-feira (29). Nas imagens, a idosa aparece pedindo para que as máquinas saiam do local. Outros vídeos mostram policiais e moradores ao redor de Maria.
Na noite de quarta-feira (27) até a manhã de quinta-feira (28), fazendeiros realizaram manifestação na GO-330 e bloqueram um trecho da rodovia. Na ocasião, a Goinfra emitiu uma nota afirmando que “desde o início do processo, buscou uma solução consensual para as desapropriações necessárias”.
Ao g1, João Paulo Nogueira da Silva, integrante da Comissão de Proprietários Atingidos pela Duplicação da GO-330, afirmou que 46 proprietários terão áreas desapropriadas para as obras e devem ser indenizados.
Segundo João, a reivindicação de Maria é para que as máquinas não avancem além da área necessária para a passagem da rodovia dentro da propriedade. De acordo com ele, a preocupação da idosa é evitar que partes da fazenda sejam utilizadas para a extração de cascalho.
Na propriedade, Maria tem vacas e vive da produção de queijo. No total, a fazenda possui 24 mil hectares, sendo que 36,84% da área será desapropriada.
Em nota, a Comissão informou que, de acordo com dados levantados pelo grupo, apenas dois proprietários afetados concluíram formalmente acordos com o Estado até o momento.
A Goinfra afirma que o valor pago a Maria da Paz “já é bem superior ao máximo praticado no mercado de Catalão, que é de R$ 40 mil por hectare ou R$ 193,6 mil por alqueire, o que, nesse caso, daria um total de R$ 367,8 mil pelo 1,9 alqueire da propriedade”.
Por outro lado, a Comissão defende que as indenizações oferecidas não refletem o valor real de mercado das propriedades rurais.
“A Comissão de Proprietários reitera que nunca se posicionou contra o desenvolvimento da região ou a duplicação da rodovia. No entanto, exige que o direito constitucional à justa e prévia indenização seja respeitado”, destacou o texto.
De acordo com o governo, a duplicação da GO-330 será executada em etapas, divididas em três segmentos para acelerar o andamento das obras.
Segundo a Goinfra, a primeira fase abrange um trecho de 11,7 quilômetros entre o Posto Policial de Catalão e o trevo da GO-305. O investimento supera R$ 123 milhões e inclui a ampliação da pista atual, a construção de uma nova via em concreto betuminoso e a implantação de uma ponte sobre o córrego Cachoeirinha.
Já a segunda etapa contempla a duplicação e a restauração da pista existente em um trecho de 18,6 quilômetros, entre o trevo de Goiandira (GO-305) e a ponte sobre o Rio Veríssimo, no percurso entre Catalão e Ipameri, com investimento estimado em R$ 175,6 milhões.
Nota da Goinfra
A Goinfra sempre priorizou o diálogo e a solução consensual, mas uma família tenta manipular a opinião pública para receber recursos públicos indevidos.
O que ocorreu na propriedade foi o cumprimento de ordem judicial de imissão de posse para continuidade das obras, após depósito do valor legalmente definido (R$ 550 mil por 9 hectares), calculado por engenheiros independentes de forma técnica e isenta, conforme a legislação nacional.
Um oficial de justiça esteve no local e notificou formalmente os proprietários em março. A família optou por não receber as equipes porque reivindica R$ 5,8 milhões, valor que nenhuma avaliação técnica sustenta e nenhuma legislação que se refere ao setor público permite. O pagamento de tal valor (que representaria mais de R$ 2,2 milhões o alqueire) seria um ato descabido e ilegal, pois trata-se de um montante dez vezes acima do valor de mercado da propriedade.
A Goinfra cumpre a lei e a família vem utilizando a imagem da senhora para distorcer uma situação que já possui decisão judicial e assim tentar receber valores indevidos do poder público.
A obra é uma demanda histórica da população de Catalão, Ipameri e Pires do Rio; e a Goinfra segue com diálogo aberto e comprometida com a legalidade, a transparência e a entrega da obra para a região.
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