Primavera do Leste / MT - Sábado, 13 de Junho de 2026

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Servidores do Detran anunciam greve em todo o estado nesta segunda



Os servidores do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) iniciam nesta segunda-feira (11), a greve que deve atingir todas as unidades no Estado. A informação foi repassada pelo sindicato, após o período 15 dias, prazo estipulado para que o Governo Mato Grosso apresentasse uma proposta de reajuste salarial para toda a categoria.

Os profissionais cobram esse reajuste, porque a tabela salarial de acordo com a diretoria está defasada há mais de seis anos. Em 24 de agosto, um indicativo de greve já tinha sido aprovado pela categoria, mas devido ao diálogo com o Estado, o prazo de 15 dias para a apresentação de uma proposta ficou acordado. Portanto, com o fim do período estipulado e nenhuma proposta foi apresentada, a categoria decidiu pelo início da greve nesta data.

“Na paralisação de 24 horas no dia 17 de agosto, o Governo anunciou que iria nos apresentar uma proposta em 15 dias. A categoria aguardou mais esse prazo, depois de oito meses de luta em torno dessa pauta, contudo o prazo solicitado passou e mais uma vez o Governo não cumpriu com a compromissa. Até o momento não contactou o Sindicato para nenhuma reunião, nem nos apresentou uma proposta por escrito para que pudéssemos levar para a categoria avaliar em assembleia, o que demonstra que não está preocupado com o prejuízo que causará à população”, comenta a presidente do Sinetran, Daiane Renner.

De acordo com a presidente do Sindicato, não há motivos para o Governo não conceder a revisão da tabela salarial. “Infelizmente vimos mais uma vez a recorrente prática do Governo de descumprir com acordos e compromissos firmados”, completa Daiane.

Com informações do Agoramt



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Brasil

Justiça dá prazo de 24 meses para União e Funai demarcarem terra indígena no Nortão


A Justiça Federal em Mato Grosso determinou que a União e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) concluam o processo de demarcação da terra indígena do povo Kajkwakratxi (Tapayuna), na região de Brasnorte e Juara (cerca de 300 quilômetros de Sinop), num prazo de 24 meses. O juiz federal Pablo Kipper Aguilar ordenou ainda o pagamento de R$ 10 milhões em danos morais coletivos e a realização de uma cerimônia pública de pedido de desculpas aos indígenas.

 

Na decisão, o magistrado reconheceu violações de direitos humanos cometidas contra o povo Kajkwakratxi. O juiz mandou a União reunir toda a documentação disponível no Arquivo Nacional sobre violências ocorridas durante o processo de colonização da região do Rio Arinos e a remoção forçada desse povo ao Parque Indígena do Xingu. No processo, os indígenas contaram com o apoio da Defensoria Pública da União (DPU) e do Ministério Público Federal (MPF).

 

O magistrado afastou o argumento da Funai e da União de que o Supremo Tribunal Federal (STF) já estabeleceu prazo de dez anos para a conclusão das demarcações em andamento. Para ele, tal prazo tem natureza administrativa e não impede a atuação da Justiça quando há demora excessiva. “Agradeço a luta coletiva, fico muito feliz, a comunidade fica muito feliz, é uma surpresa”, disse Wetaktxi Tapayuna, presidente da Associação Indígena Tapayuna (AIT), de acordo com mensagem divulgada pela DPU.

 

Ele acrescentou que a comunidade considera a decisão “emocionante”. “É muita alegria ver toda essa trajetória que passamos até chegar nesse ponto tão importante, com relação ao nosso povo, com as gerações que estão lutando pelo território tradicional, para demarcação do território tradicional, com expectativa de viver em cima dos seus parentes que deixaram naquele tempo. Para defender nossa ancestralidade, para viver com a alma dos parentes”, completou Wetaktxi Tapayuna.

 

De acordo com o MPF, os indígenas Kajkwakratxi foram alvo de uma série de violências ao longo do século 20, que resultaram na desestruturação social do grupo. Na década de 1970, eles foram removidos à força, pelo Estado, de seu território tradicional para o Parque Nacional do Xingu.

 

Em seguida, uma Reserva Indígena Tapayuna chegou a ser criada em 1968, mas foi extinta em 1976 sob o argumento de que não haveria indígenas na área. Há indícios, porém, de que até o presente momento existem indígenas da etnia isolada na região de ocupação tradicional.


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