Primavera do Leste / MT - Quarta-Feira, 14 de Outubro de 2026

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Desenvolvimento e Progresso será o pilar da gestão do prefeito eleito em Primavera do Leste, Leonardo Bortolim



Da Redação

Com 69,25% dos votos válidos, Leonardo Bortolin (PMDB) foi eleito a prefeito e Sergio Fava (PR) a vice-prefeito de Primavera do Leste, no último domingo, 19, pela eleição suplementar. Com um perfil arrojado e acelerado, Leo, assim denominado pelo povo, vem trabalhando a todo vapor. “Eu recebi o resultado da eleição com muito carinho, para mim e o Sergio, foi motivo de muita felicidade, surpresa e principalmente por celebrar isso ao lado da população”. Menciona o prefeito Leo.

O funcionamento e planejamento dos trabalhos continuam como anteriormente, quando ainda Leo estava como prefeito interino. Os projetos de desenvolvimento para melhorar ainda mais a cidade, foram traçados junto com uma equipe de profissionais técnicos, apoiadores e fundamentalmente contou com o conhecimento de gestão pública e da atuação política do próprio prefeito.

SAÚDE

Falando de atenção básica, atualmente, as Estratégias da Saúde da Família (ESF), segundo o Ministério da Saúde, deveria atender 4.500 pacientes por unidade, porém esse número chega a torno de 20 mil pessoas no ESF do Primavera III, a demanda também é grande no São José, sendo mais de 10 mil pessoas atendidas no ESF, e pensando em melhorar e desafogar as filas, os atendimentos noturnos que chegou a funcionar nos anos anteriores, voltaram e agora nos dois ESFs, sendo Primavera III e São José, a comunidade já pode procurar o postinho.

O prefeito disse ainda que cinco unidades de ESFs que estavam com as obras paradas,  três deles já tiveram as obras retomadas, e mais uma será nos próximos dias, e que no momento, é necessário aguardar o funcionamento dessas novas unidades, para ver se vai desafogar um pouco os atendimentos e assim avaliar a necessidade de mais ESFs realizarem o atendimento noturno.

Sobre a farmácia popular, Leo informou que já foi aberta no ESF do Primavera III e logo será aberta também no ESF do bairro São José.  Outra novidade é que agora em Dezembro, a comunidade que mora na zona rural, terá um atendimento direcionado no Centro de Especialidades Osvaldo Cruz.

Outra demanda questionada pela população, e o prefeito explicou, foi a falta de medicação, principalmente anestesia, para utilização em procedimentos dentários. “Na parte odontológica, nós assumimos a prefeitura zerada, sem nada, e agora que nós finalizamos o pregão para a compra do material odontológico, em janeiro já estará normalizado”. Pontua Leo.

EDUCAÇÃO

Segundo o prefeito, existem inúmeros projetos em relação à educação de nosso municipal, beneficiando alunos, professores e todos os outros profissionais. A novidade que chega em breve para o município é da implantação da escola militar, que ainda falta acertar alguns detalhes, mas em breve o prefeito Leo e o secretário de educação do estado, Marrofon, irá anunciar.

Em relação às comunidades Nova Poxoréu, Vale Verde e região, Leo disse que a escola que atende a demanda dos estudantes, já está saturada, e que os alunos que não tiverem condições de se matricular, por falta de vagas, poderão se matricular nas escolas da cidade

Em relação ao estudo da ideologia de gênero nas escolas municipais, o prefeito Leo, disse que não irá permitir a disciplina em sala de aula. Já sobre a possibilidade de abrir um cursinho pré-vestibular gratuito para os estudantes que irão prestar a prova do Enem no próximo ano, também foi dito pelo prefeito que essa demanda será avaliada e é uma iniciativa muito interessante e que será definida em breve.

INFRAESTRUTURA

A secretaria de obras tem trabalhado a todo vapor, alguns serviços como a renovação da parte elétrica, em relação à iluminação pública, o desentupimento de bueiros em alguns pontos da cidade, e uma nova capa de pavimentação, também está sendo feita em várias partes da cidade. Sobre a falta de escoamento da água no período chuvoso, a secretaria já esta viabilizando um projeto de planejamento para resolver esse problema.

Outra fala importante do prefeito Leo, é a necessidade da implantação da secretaria de trânsito, porém o gestor deixa claro que neste primeiro momento irá fazer uma avaliação do orçamento municipal, para assim desenvolver um projeto coerente para a implantação da secretaria. “Existem outras reformas administrativas a fazer, e não podemos onerar a folha, como a secretaria de esporte e a secretaria de agricultura então nos vamos avaliar a questão do orçamento”.

Nesta perspectiva de melhoria no trânsito, Leo disse que irá contratar um engenheiro de trânsito, para uma avaliação minuciosa, de possibilidades de resolução da situação do estacionamento no centro da cidade, que segundo o prefeito, será pensado e planejado uma melhor forma de resolver o problema da trafegabilidade do trânsito em Primavera.

CULTURA

Primavera do Leste é destaque pela Secretaria de Cultura, em todo o estado e uma das propostas exposta pelo prefeito é interiorizar as ações de cultura para os bairros.

ESPORTE E LAZER

A novidade é que já em janeiro irá se criar a secretaria de esporte e lazer, e com isso os atletas terão o incentivo financeiro, que será avaliado pelo conselho de esporte, e assim possibilitará mais atletas treinarem e participarem de campeonatos fora da cidade e até do estado.

AGRICULTURA

Também já no inicio do ano, mais uma secretaria será criada, a de agricultura que englobará a agricultura familiar e meio ambiente. Com isso novos projetos e parcerias serão firmados, como por exemplo, as feiras itinerantes que ocorrerão nos bairros da cidade uma vez por semana.

 

 

 

 

 

 

 



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BASE DE LÉO BORTOLIN E A OPOSIÇÃO SOB PRESSÃO: as cassações de Luis Costa e Inspetor Adriano levantam debate sobre SLAPP


BASE DE LÉO BORTOLIN E A OPOSIÇÃO SOB PRESSÃO: as cassações de Luis Costa e Inspetor Adriano levantam debate sobre SLAPP

Por Luis Costa | Artigo de opinião

 

Primavera do Leste (MT) — Na política, a democracia não se mede apenas pela quantidade de votos conquistados, pelas obras inauguradas ou pela força de um grupo político. Mede-se, sobretudo, pela capacidade de conviver com o contraditório, respeitar a fiscalização e garantir que adversários tenham o direito de questionar quem está no poder.

 

Em Primavera do Leste, os episódios envolvendo o jornalista e ex-vereador Luis Costa e o ex-vereador Inspetor Adriano levantam uma discussão que merece atenção: até que ponto processos, representações e procedimentos de cassação fazem parte da responsabilização legítima de agentes públicos e em que momento surge o risco de serem utilizados para intimidar adversários?

 

Durante os anos em que Leonardo Bortolin esteve à frente da Prefeitura, a relação entre o grupo político ligado à sua administração e setores da oposição foi marcada por conflitos que precisam ser examinados com base em documentos, decisões e fatos públicos.

 

A questão não é impedir que políticos respondam por seus atos. É garantir que os mecanismos legais sejam utilizados com equilíbrio e que o direito de fiscalizar não seja confundido automaticamente com uma ofensa pessoal.

 

O que significa SLAPP?

 

O termo SLAPP é a sigla em inglês para Strategic Lawsuit Against Public Participation, expressão que pode ser traduzida como ação judicial estratégica contra a participação pública.

 

O conceito é utilizado internacionalmente para descrever processos judiciais que, segundo seus critérios, são empregados para intimidar, desgastar financeiramente ou silenciar pessoas que se manifestam sobre questões de interesse público.

 

Jornalistas, ativistas, pesquisadores, organizações da sociedade civil e cidadãos que denunciam ou criticam autoridades podem ser afetados por esse tipo de prática.

 

A preocupação é que, mesmo quando uma ação não resulta em condenação, os custos com advogados, o tempo gasto na defesa e a pressão psicológica e financeira possam desencorajar novas manifestações públicas.

 

É importante fazer uma distinção: nem toda ação judicial contra um crítico é uma SLAPP. Pessoas públicas também têm direito à honra, à imagem e à proteção contra acusações falsas. Para avaliar se um processo se enquadra nesse conceito, é necessário examinar as circunstâncias, os fundamentos jurídicos, as medidas solicitadas e os possíveis efeitos intimidatórios.

 

No Brasil, a discussão está relacionada à proteção constitucional da liberdade de expressão, do direito de crítica e da atividade jornalística, sem afastar a responsabilidade por eventuais abusos.

 

É sob essa perspectiva que os conflitos políticos de Primavera do Leste merecem ser debatidos.

 

Luis Costa: a cassação e as acusações de perseguição política

 

Luis Costa, jornalista e ex-vereador, sustenta que enfrentou perseguição política em razão de suas críticas à administração municipal e de sua atuação como opositor.

 

Em 2021, durante um procedimento instaurado na Câmara Municipal contra Luis Costa, sua defesa alegou que havia perseguição por parte de pessoas ligadas ao então prefeito Leonardo Bortolin.

 

O relatório oficial da comissão processante registrou essa alegação e questionou aspectos das circunstâncias da denúncia. Naquele procedimento específico, a comissão recomendou o arquivamento por insuficiência de provas.

 

Esse registro é relevante porque demonstra que a alegação de perseguição política foi formalmente apresentada durante o processo. Entretanto, a existência da alegação não comprova, por si só, que o então prefeito tenha ordenado ou coordenado alguma perseguição.

 

Posteriormente, em outro processo, de natureza eleitoral, Luis Costa teve o mandato cassado em razão de publicações relacionadas à disputa eleitoral de 2020. Em abril de 2023, o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso manteve a decisão.

 

O caso envolveu acusações relacionadas ao conteúdo das publicações, e não é correto afirmar que a Justiça cassou o mandato simplesmente porque Luis fazia críticas à gestão.

 

Ainda assim, permanece legítimo discutir os limites entre a responsabilização por manifestações consideradas ilícitas e a proteção da atividade de fiscalização política e jornalística.

 

A pergunta que precisa ser feita é: como assegurar que críticas à administração sejam examinadas de maneira imparcial, sem que o peso político dos envolvidos interfira no tratamento dos casos?

 

Inspetor Adriano também perdeu o mandato

 

Em 30 de agosto de 2023, o então vereador Adriano Carvalho, conhecido como Inspetor Adriano, teve o mandato cassado pela Câmara Municipal de Primavera do Leste.

 

Conforme noticiado pelo Estadão Mato Grosso, o procedimento envolveu acusações de quebra de decoro parlamentar. Entre os pontos discutidos estavam publicações nas redes sociais, apelidos dirigidos a outros parlamentares e manifestações críticas a integrantes da política municipal, incluindo Leonardo Bortolin.

 

A comissão processante considerou procedente parte das acusações, que foram submetidas ao procedimento legislativo correspondente.

 

Adriano, por sua vez, manifestou publicamente oposição à cassação e argumentou que era um dos poucos vereadores que enfrentavam o grupo político local.

 

É necessário registrar as duas perspectivas: a Câmara apresentou fundamentos formais para a decisão, enquanto o parlamentar contestou politicamente a medida. Para concluir se houve perseguição, seria preciso avaliar integralmente o processo, as provas e os fundamentos da votação.

 

Mas o episódio reforça uma questão importante: qual é o espaço reservado à oposição quando manifestações críticas passam a integrar procedimentos capazes de retirar de um representante eleito o mandato recebido nas urnas?

 

A resposta não pode ser simplesmente que todo opositor tem razão, nem que toda decisão de uma maioria parlamentar é necessariamente justa. O que se exige é transparência, fundamentação e respeito ao direito de defesa.

 

Processos judiciais e disputas políticas

 

Em abril de 2026, a disputa entre Leonardo Bortolin e Inspetor Adriano voltou a aparecer no noticiário local. O portal Primavera do Leste Net informou que Bortolin ingressou com ação judicial em razão de publicações que considerou ofensivas.

 

O ajuizamento de uma ação é um direito de qualquer cidadão que considere seus direitos violados. Contudo, quando conflitos judiciais envolvem figuras políticas e manifestações sobre assuntos de interesse coletivo, é importante observar os fundamentos das demandas, as decisões proferidas e a proporcionalidade das medidas solicitadas.

 

É nesse contexto que o conceito de SLAPP merece ser conhecido e debatido.

 

Não se trata de afirmar antecipadamente que as ações envolvendo os personagens citados se enquadram nessa categoria. Trata-se de perguntar se os instrumentos judiciais, em determinadas circunstâncias, podem produzir um efeito de intimidação sobre quem participa do debate público.

 

Uma democracia saudável precisa proteger simultaneamente a honra das pessoas e a liberdade de questionar o poder.

 

E a base política de Leonardo Bortolin?

 

A responsabilidade pelo ambiente democrático não recai apenas sobre quem ocupa cargos públicos. Também envolve partidos, aliados, apoiadores e representantes eleitos.

 

Apoiar Leonardo Bortolin ou qualquer outra liderança é um direito político legítimo. O apoio, entretanto, não deveria significar abrir mão da capacidade de questionar decisões, examinar documentos e cobrar explicações.

 

Se um grupo político defende que adversários sejam responsabilizados por suas declarações, também precisa reconhecer o direito de seus próprios críticos de questionar a administração e apresentar opiniões divergentes, dentro dos limites da lei.

 

Da mesma forma, denunciar uma possível perseguição exige provas, documentos e argumentos consistentes. A gravidade de uma acusação não dispensa a necessidade de demonstrá-la.

 

O debate público não pode funcionar com uma regra para aliados e outra para adversários.

 

O mandato pertence ao eleitor

 

Um mandato parlamentar não é propriedade de um prefeito, de um partido ou de uma maioria circunstancial. É uma representação concedida pelo eleitor e exercida dentro dos limites da Constituição e das leis.

 

Por isso, processos de cassação precisam ser examinados com rigor. Quando a perda de um mandato ocorre, a população tem o direito de conhecer os fundamentos da decisão, as provas consideradas e os argumentos apresentados pela defesa.

 

O mesmo vale para processos judiciais envolvendo jornalistas, parlamentares e cidadãos que criticam autoridades.

 

A liberdade de expressão não concede licença para cometer ilícitos. Mas o combate a eventuais excessos também não pode se transformar em justificativa para restringir críticas legítimas.

 

É nesse equilíbrio que reside a importância do debate sobre SLAPP: compreender como o sistema de Justiça pode proteger direitos sem se tornar, intencionalmente ou não, um fator de silenciamento da participação pública.

 

Primavera do Leste precisa discutir o direito de fazer oposição

 

Os casos de Luis Costa e Inspetor Adriano são diferentes, tramitaram por vias distintas e tiveram fundamentos próprios. Não há elementos suficientes, apenas com base nesses episódios, para afirmar que Leonardo Bortolin tenha determinado as duas cassações ou que todos os procedimentos tenham sido utilizados para perseguir adversários.

 

Mas é perfeitamente legítimo examinar os acontecimentos, questionar os seus efeitos sobre a oposição e exigir transparência de todas as instituições envolvidas.

 

A democracia não se fortalece quando os adversários deixam de falar por medo de processos. Tampouco se fortalece quando acusações graves são feitas sem provas ou quando direitos individuais são ignorados.

 

O que se espera é que a Justiça seja independente, que as decisões sejam fundamentadas e que a fiscalização política possa ocorrer sem intimidação.

 

A pergunta que fica para a base de Leonardo Bortolin e para toda a sociedade de Primavera do Leste é esta: estamos dispostos a defender o direito de crítica mesmo quando ela vem de alguém de quem discordamos?

 

Porque o verdadeiro teste da liberdade de expressão não acontece quando todos concordam. Acontece quando alguém questiona o poder e, ainda assim, tem garantido o direito de falar, fiscalizar e participar da vida pública.

 

Artigo de opinião. As interpretações e os questionamentos apresentados são de responsabilidade do autor.

Relatório da comissão processante envolvendo Luis Costa: documento da Câmara Municipal de Primavera do Leste, referente ao procedimento de 2021.

Fontes

Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso: decisão sobre a cassação do mandato de Luis Costa, mantida em abril de 2023.

Estadão Mato Grosso: cobertura da cassação do vereador Inspetor Adriano, em 30 de agosto de 2023.

Primavera do Leste Net: notícia sobre a ação judicial envolvendo Leonardo Bortolin e Inspetor Adriano, em abril de 2026.

 


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