Primavera do Leste / MT - Sexta-Feira, 12 de Junho de 2026

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Desenvolvimento e Progresso será o pilar da gestão do prefeito eleito em Primavera do Leste, Leonardo Bortolim



Da Redação

Com 69,25% dos votos válidos, Leonardo Bortolin (PMDB) foi eleito a prefeito e Sergio Fava (PR) a vice-prefeito de Primavera do Leste, no último domingo, 19, pela eleição suplementar. Com um perfil arrojado e acelerado, Leo, assim denominado pelo povo, vem trabalhando a todo vapor. “Eu recebi o resultado da eleição com muito carinho, para mim e o Sergio, foi motivo de muita felicidade, surpresa e principalmente por celebrar isso ao lado da população”. Menciona o prefeito Leo.

O funcionamento e planejamento dos trabalhos continuam como anteriormente, quando ainda Leo estava como prefeito interino. Os projetos de desenvolvimento para melhorar ainda mais a cidade, foram traçados junto com uma equipe de profissionais técnicos, apoiadores e fundamentalmente contou com o conhecimento de gestão pública e da atuação política do próprio prefeito.

SAÚDE

Falando de atenção básica, atualmente, as Estratégias da Saúde da Família (ESF), segundo o Ministério da Saúde, deveria atender 4.500 pacientes por unidade, porém esse número chega a torno de 20 mil pessoas no ESF do Primavera III, a demanda também é grande no São José, sendo mais de 10 mil pessoas atendidas no ESF, e pensando em melhorar e desafogar as filas, os atendimentos noturnos que chegou a funcionar nos anos anteriores, voltaram e agora nos dois ESFs, sendo Primavera III e São José, a comunidade já pode procurar o postinho.

O prefeito disse ainda que cinco unidades de ESFs que estavam com as obras paradas,  três deles já tiveram as obras retomadas, e mais uma será nos próximos dias, e que no momento, é necessário aguardar o funcionamento dessas novas unidades, para ver se vai desafogar um pouco os atendimentos e assim avaliar a necessidade de mais ESFs realizarem o atendimento noturno.

Sobre a farmácia popular, Leo informou que já foi aberta no ESF do Primavera III e logo será aberta também no ESF do bairro São José.  Outra novidade é que agora em Dezembro, a comunidade que mora na zona rural, terá um atendimento direcionado no Centro de Especialidades Osvaldo Cruz.

Outra demanda questionada pela população, e o prefeito explicou, foi a falta de medicação, principalmente anestesia, para utilização em procedimentos dentários. “Na parte odontológica, nós assumimos a prefeitura zerada, sem nada, e agora que nós finalizamos o pregão para a compra do material odontológico, em janeiro já estará normalizado”. Pontua Leo.

EDUCAÇÃO

Segundo o prefeito, existem inúmeros projetos em relação à educação de nosso municipal, beneficiando alunos, professores e todos os outros profissionais. A novidade que chega em breve para o município é da implantação da escola militar, que ainda falta acertar alguns detalhes, mas em breve o prefeito Leo e o secretário de educação do estado, Marrofon, irá anunciar.

Em relação às comunidades Nova Poxoréu, Vale Verde e região, Leo disse que a escola que atende a demanda dos estudantes, já está saturada, e que os alunos que não tiverem condições de se matricular, por falta de vagas, poderão se matricular nas escolas da cidade

Em relação ao estudo da ideologia de gênero nas escolas municipais, o prefeito Leo, disse que não irá permitir a disciplina em sala de aula. Já sobre a possibilidade de abrir um cursinho pré-vestibular gratuito para os estudantes que irão prestar a prova do Enem no próximo ano, também foi dito pelo prefeito que essa demanda será avaliada e é uma iniciativa muito interessante e que será definida em breve.

INFRAESTRUTURA

A secretaria de obras tem trabalhado a todo vapor, alguns serviços como a renovação da parte elétrica, em relação à iluminação pública, o desentupimento de bueiros em alguns pontos da cidade, e uma nova capa de pavimentação, também está sendo feita em várias partes da cidade. Sobre a falta de escoamento da água no período chuvoso, a secretaria já esta viabilizando um projeto de planejamento para resolver esse problema.

Outra fala importante do prefeito Leo, é a necessidade da implantação da secretaria de trânsito, porém o gestor deixa claro que neste primeiro momento irá fazer uma avaliação do orçamento municipal, para assim desenvolver um projeto coerente para a implantação da secretaria. “Existem outras reformas administrativas a fazer, e não podemos onerar a folha, como a secretaria de esporte e a secretaria de agricultura então nos vamos avaliar a questão do orçamento”.

Nesta perspectiva de melhoria no trânsito, Leo disse que irá contratar um engenheiro de trânsito, para uma avaliação minuciosa, de possibilidades de resolução da situação do estacionamento no centro da cidade, que segundo o prefeito, será pensado e planejado uma melhor forma de resolver o problema da trafegabilidade do trânsito em Primavera.

CULTURA

Primavera do Leste é destaque pela Secretaria de Cultura, em todo o estado e uma das propostas exposta pelo prefeito é interiorizar as ações de cultura para os bairros.

ESPORTE E LAZER

A novidade é que já em janeiro irá se criar a secretaria de esporte e lazer, e com isso os atletas terão o incentivo financeiro, que será avaliado pelo conselho de esporte, e assim possibilitará mais atletas treinarem e participarem de campeonatos fora da cidade e até do estado.

AGRICULTURA

Também já no inicio do ano, mais uma secretaria será criada, a de agricultura que englobará a agricultura familiar e meio ambiente. Com isso novos projetos e parcerias serão firmados, como por exemplo, as feiras itinerantes que ocorrerão nos bairros da cidade uma vez por semana.

 

 

 

 

 

 

 



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política

Nininho defende em audiência no STF pacto entre MT e Pará para garantir atendimento a famílias da faixa de divisa


Audiência de conciliação mediada pelo ministro Flávio Dino avança na construção de acordo para assegurar serviços públicos, segurança jurídica aos gestores e assistência a comunidades que dependem da estrutura mato-grossense

 

A audiência de conciliação realizada nesta quarta-feira (10/6) no Supremo Tribunal Federal (STF) abriu caminho para a construção de um acordo de cooperação entre Mato Grosso e Pará com o objetivo de garantir a continuidade dos serviços públicos prestados a comunidades localizadas na faixa de divisa entre os dois estados. O encontro conduzido pelo ministro Flávio Dino reuniu representantes dos governos estaduais, parlamentares, prefeitos e equipes técnicas envolvidas na discussão.

Representando o Norte de Mato Grosso, uma das regiões diretamente impactadas pela disputa territorial, o deputado estadual Ondanir Bortolini – Nininho (Republicanos) defende que a prioridade seja assegurar atendimento à população enquanto a discussão sobre os limites territoriais segue seu curso jurídico.

“Nosso objetivo não é tratar de anexação territorial neste momento, mas garantir meios legais para que os municípios mato-grossenses continuem atendendo moradores que dependem dos serviços públicos oferecidos por Mato Grosso. Estamos falando de famílias que precisam de saúde, educação, assistência social e infraestrutura”, argumenta o parlamentar.

Segundo Nininho, a audiência representou um avanço por buscar soluções práticas para problemas enfrentados diariamente pelas comunidades instaladas em áreas administrativamente vinculadas ao Pará, mas que dependem da estrutura pública de cidades mato-grossenses.

“Conheço essa realidade desde o início da ocupação da região. Precisamos encontrar mecanismos que deem legalidade à atuação dos prefeitos, resolvendo questões sanitárias, tributárias e de prestação de serviços. São dificuldades que acompanham essa população há décadas”, pontua Nininho.

PACTO FEDERATIVO

Durante a audiência, o governador em exercício de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, apresentou a proposta de um pacto federativo entre os dois estados. A ideia prevê a formalização de um acordo de cooperação que permita aos municípios e ao governo mato-grossense continuar prestando serviços à população da região, com respaldo jurídico e eventual compensação financeira por parte do Pará.

Nininho classifico a proposta de Pivetta como uma resposta a uma demanda antiga dos municípios da região de Jacareacanga. “Estamos falando de brasileiros que enfrentam dificuldades para acessar serviços básicos. Muitos municípios de Mato Grosso absorvem essa demanda há anos, especialmente nas áreas de saúde e educação. Precisamos construir uma solução que permita a continuidade desse atendimento sem prejudicar a população”, informa.

O parlamentar cita ainda que a insegurança jurídica tem dificultado que municípios de Mato Grosso, como Paranaíta e Alta Floresta, realizem investimentos públicos em localidades que, embora dependam da estrutura mato-grossense, são consideradas oficialmente território paraense.

“Defendemos um acordo que permita a Mato Grosso continuar atendendo essas comunidades, inclusive na área de infraestrutura, com respaldo legal para os gestores e compensação financeira pelos serviços prestados. O mais importante é que nenhuma família fique desassistida”, acrescenta Nininho.

REALIDADE DA REGIÃO

Prefeito de Paranaíta, Osmar Moreira afirmou que a audiência teve resultado positivo ao colocar em primeiro plano as necessidades da população. Segundo ele, a discussão sobre a divisa continuará tramitando, mas o momento exige soluções imediatas para questões ligadas à saúde, educação, segurança, sanidade animal e tributação.

“Saio contente pelo desenrolar da audiência. Houve um avanço importante porque os estados aceitaram discutir uma conciliação para resolver os problemas locais. A questão territorial continua, mas precisamos atender as pessoas que vivem naquela região”, enfatiza.

O prefeito relatou ao ministro Flávio Dino situações que ilustram a dependência das comunidades em relação aos serviços prestados por Mato Grosso. Entre os exemplos, citou o caso de uma moradora da região cujo atendimento após o falecimento precisou ser realizado por equipes de Paranaíta.

“São vidas humanas. Em muitos casos, não há presença efetiva do Estado do Pará em áreas como saúde, segurança e infraestrutura. Foi isso que levamos ao conhecimento do ministro”, afirma o gestor de Paranaíta.

De acordo com Osmar Moreira, cerca de duas mil pessoas residentes em áreas localizadas no sul do Pará dependem diretamente dos serviços públicos oferecidos por municípios mato-grossenses, realidade que também afeta cidades como Alta Floresta, Novo Mundo, Matupá, Peixoto de Azevedo e Guarantã do Norte.

DISCUSSÃO SEGUE ABERTA

O procurador da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (AlMT), Bruno Cardoso, avaliou que a audiência representou um avanço significativo por permitir a construção de soluções concretas para os problemas enfrentados pela população da faixa de divisa.

Segundo ele, o ministro Flávio Dino sinalizou que o diálogo entre os estados deve continuar e não descartou a possibilidade de analisar futuramente aspectos relacionados à rediscussão territorial. “Enquanto muitos falam apenas sobre território, os prefeitos e deputados estão falando das pessoas. O foco é garantir segurança e dignidade para quem vive naquela região e depende dos serviços públicos”, afirma.

A disputa entre Mato Grosso e Pará envolve uma área de aproximadamente 22 mil quilômetros quadrados e afeta diretamente diversos municípios do Norte mato-grossense. O impasse tem origem em interpretações divergentes sobre a delimitação territorial estabelecida na Convenção de Limites assinada pelos dois estados em 1900.

A controvérsia já foi analisada pelo STF, mas lideranças políticas e representantes das comunidades sustentam que ainda existem elementos que justificam uma nova discussão sobre o tema.

AUTORIDADES PRESENTES

Participaram da audiência além de Nininho e do governador Otaviano Pivetta, o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi, os deputados estaduais Janaina Riva e Diego Guimarães, os senadores Wellington Fagundes, Jayme Campos e Carlos Fávaro e o procurador da ALMT, Bruno Cardoso.

Também estiveram presentes prefeitos dos municípios afetados pela disputa territorial, Osmar Moreira, de Paranaíta, Chico Gamba, de Alta Floresta, e representantes dos governos de Mato Grosso e Pará, membros das procuradorias dos dois estados e equipes técnicas envolvidas na construção de uma solução para garantir segurança jurídica aos gestores públicos e atendimento às comunidades da faixa de divisa.

Redação: Sérgio Ober


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