Primavera do Leste / MT - Sábado, 13 de Junho de 2026

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FAB confirma ter encontrado avião que desapareceu com piloto, mulher e filho em MT



Força Aérea Brasileira (FAB) encontrou, nesta terça-feira (12), a aeronave que desapareceu no sábado (9) com três pessoas da mesma família, entre os municípios de Juruena e Juara, a 893 km e 690 km de Cuiabá, respectivamente. A confirmação foi feita na manhã desta quarta-feira (13). No entanto, ainda não há informações sobre as três pessoas, já que a FAB não conseguiu chegar perto do avião por causa do mau tempo e da mata fechada.

O avião sumiu após decolar do Distrito Nova União, em Colniza, a 1.065 km de Cuiabá, com destino ao município de Juara.

A aeronave, prefixo PU-MMT, modelo Paradise P1, levava o piloto Leandro Ferreira Pascoal, de 28 anos, a mulher dele, Francieli Reseto Pascoal, e o filho do casal, Felipe Pascoal, de 1 ano e 7 meses. Leandro é pecuarista e visitaria familiares na cidade, onde ficaria por três semanas.

Na nota, a FAB explica que os vestígios da aeronave estavam em uma região de mata muito fechada e que a solução adotada foi a de se buscar uma área mais ‘descampada’ na qual foram lançados paraquedistas da FAB, especialistas em resgate.

Os militares saltaram do avião que realizava a busca. Entretanto, as condições meteorológicas no momento, as características da mata extremamente fechada e o pôr-do-sol impediram que os militares chegassem até o local.

Além dos paraquedistas, a Força Aérea Brasileira acionou um helicóptero que decolou imediatamente de Alta Floresta, a 800 km de Cuiabá, local onde encontrava-se em alerta exclusivo para apoiar a operação.

Ao sobrevoar o local, já no final do dia e a baixa altitude, a tripulação do helicóptero conseguiu confirmar que os vestígios eram efetivamente destroços da aeronave de prefixo PU-MMT.

Ainda de acordo com a FAB, as condições meteorológicas na região são desfavoráveis nesta manhã de quarta-feira, prejudicando as decolagens das aeronaves, no entanto, as equipes de resgate da FAB procedem as buscas em solo.

Fonte: G1 Mato Grosso



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Brasil

Justiça dá prazo de 24 meses para União e Funai demarcarem terra indígena no Nortão


A Justiça Federal em Mato Grosso determinou que a União e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) concluam o processo de demarcação da terra indígena do povo Kajkwakratxi (Tapayuna), na região de Brasnorte e Juara (cerca de 300 quilômetros de Sinop), num prazo de 24 meses. O juiz federal Pablo Kipper Aguilar ordenou ainda o pagamento de R$ 10 milhões em danos morais coletivos e a realização de uma cerimônia pública de pedido de desculpas aos indígenas.

 

Na decisão, o magistrado reconheceu violações de direitos humanos cometidas contra o povo Kajkwakratxi. O juiz mandou a União reunir toda a documentação disponível no Arquivo Nacional sobre violências ocorridas durante o processo de colonização da região do Rio Arinos e a remoção forçada desse povo ao Parque Indígena do Xingu. No processo, os indígenas contaram com o apoio da Defensoria Pública da União (DPU) e do Ministério Público Federal (MPF).

 

O magistrado afastou o argumento da Funai e da União de que o Supremo Tribunal Federal (STF) já estabeleceu prazo de dez anos para a conclusão das demarcações em andamento. Para ele, tal prazo tem natureza administrativa e não impede a atuação da Justiça quando há demora excessiva. “Agradeço a luta coletiva, fico muito feliz, a comunidade fica muito feliz, é uma surpresa”, disse Wetaktxi Tapayuna, presidente da Associação Indígena Tapayuna (AIT), de acordo com mensagem divulgada pela DPU.

 

Ele acrescentou que a comunidade considera a decisão “emocionante”. “É muita alegria ver toda essa trajetória que passamos até chegar nesse ponto tão importante, com relação ao nosso povo, com as gerações que estão lutando pelo território tradicional, para demarcação do território tradicional, com expectativa de viver em cima dos seus parentes que deixaram naquele tempo. Para defender nossa ancestralidade, para viver com a alma dos parentes”, completou Wetaktxi Tapayuna.

 

De acordo com o MPF, os indígenas Kajkwakratxi foram alvo de uma série de violências ao longo do século 20, que resultaram na desestruturação social do grupo. Na década de 1970, eles foram removidos à força, pelo Estado, de seu território tradicional para o Parque Nacional do Xingu.

 

Em seguida, uma Reserva Indígena Tapayuna chegou a ser criada em 1968, mas foi extinta em 1976 sob o argumento de que não haveria indígenas na área. Há indícios, porém, de que até o presente momento existem indígenas da etnia isolada na região de ocupação tradicional.


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