Primavera do Leste / MT - Quarta-Feira, 14 de Janeiro de 2026

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18º grupo do Programa Nacional de Controle ao Tabagismo iniciou os trabalhos em Primavera do Leste



Nesta terça-feira (22) começaram as atividades do 18º grupo do Programa Nacional de Controle ao Tabagismo. Cerca de 30 pessoas devem participar dessa ação que pela primeira vez ocorrerá na região do Bairro Primavera III. As reunião serão feitas na unidade do Estratégia Saúde da Família IX (ESF IX), todas as terças-feiras, às 17h.

Aos participantes será oferecido tratamento completo anti-tabagismo, com palestras de profissionais da área da saúde, como por exemplo, psicólogos, nutricionistas, dentistas, educadores físicos e farmacêuticos. Além disso, dependendo dos casos, os pacientes poderão contar com apoio de medicamentos para parar de fumar. O tratamento tem a duração de seis meses.

Para o coordenador do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NAFS), Eder Martins Ferreira, esse é um momento em que as pessoas têm, de forma gratuita, a oportunidade para se livrar do vício. “Conseguir parar de fumar sozinho é um desafio muito grande, por isso atendemos as pessoas com uma equipe reforçada de profissionais, que junto aos medicamentos – quando necessários – facilitam esse processo”, comenta o coordenador.

O 18º grupo está fechado, mas a previsão para a formação de outro grupo é para o mês de setembro de 2018. Se você também quer parar de fumar, procure uma unidade de ESF mais perto da sua casa e deixe seu nome para participar.

CONSCIENTIZAÇÃO

Dia 31 de maio é considerado o Dia Mundial sem Tabaco. Em Primavera do Leste, na quarta-feira (30), o NAFS irá realizar panfletagem na cidade, como forma de conscientizar a população sobre os males que o cigarro pode causar para o ser humano que fuma e para os que não fumam também.

De acordo com informações levantadas pelo NAFS, 12,6% de todas as mortes que acontecem no Brasil são atribuíveis ao tabagismo. Por dia, 428 pessoas morrem no país por conta do cigarro. O tabaco mata mais de sete milhões de pessoas por ano. Desse total, 900 mil não são fumantes, mas acabam morrendo por complicações causadas pela fumaça dos outros.

Fonte: Da Assessoria da Prefeitura Municipal



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PISCICULTURA: Deputado Nininho mobiliza Assembleia Legislativa, Governo do Estado e agricultores para fomentar produção de peixe em Mato Grosso


Com recursos do Banco Mundial, deputado trabalha para organizar cadeia produtiva, implantar cooperativas e fortalecer piscicultura em Mato Grosso; iniciativa prevê projeto piloto na Baixada Cuiabana

O deputado estadual Ondanir Bortolini – Nininho (Republicanos) está mobilizando a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), o governo estadual e o setor produtivo para reestruturar a piscicultura em Mato Grosso, com foco na Baixada Cuiabana. O parlamentar defende a integração de políticas públicas e a formação de cooperativas para absorver parte dos US$ 100 milhões garantidos junto ao Banco Mundial para a agricultura de pequena escala. A estratégia aponta para a verticalização da produção para retomar o protagonismo do Estado, que atualmente ocupa o sétimo lugar no ranking nacional.

 

Segundo Nininho, a Baixada Cuiabana possui características geográficas que favorecem o pequeno produtor em detrimento da agricultura de larga escala. “A aptidão das áreas aqui é mais voltada para a agricultura familiar e pequena propriedade. Não tem aptidão, muitas vezes, para a agricultura de grande escala. Precisamos achar uma maneira de fomentar essa atividade”, afirma Nininho.

 

A proposta do deputado envolve um consórcio entre a Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), a Empaer e universidades. O objetivo é criar uma estrutura que reduza custos operacionais, incluindo a produção regional de alevinos e a instalação de fábricas de ração próprias. “Nós vamos agregar mais valor no nosso produto e diminuir o custo dos insumos, o que faz com que a rentabilidade e a margem de lucro fiquem maiores para os nossos produtores”, explica Nininho.

CRÉDITO E COOPERATIVAS

Um dos pilares do projeto de Nininho visa o acesso a recursos internacionais. De acordo com a Seaf, os investimentos do Banco Mundial serão aplicados nos próximos cinco anos, priorizando ações sustentáveis. Para o deputado, a organização em cooperativas é a chave para que o pequeno piscicultor acesse esses fundos. “Nosso objetivo é estruturar toda essa cadeia. A ideia é criarmos cooperativas para incluir no programa do Banco Mundial, buscando recursos a fundo perdido para apoiar o pequeno produtor”, destaca.

 

A industrialização também está no radar do parlamentar. O parlamentar defende a criação de frigoríficos com certificação federal (Sisp/Sif) para que o peixe mato-grossense alcance novos mercados. “Essa cooperativa vai tirar o selo para poder ter a inspeção federal e vender esse pescado lá fora, não somente no mercado interno, mas no externo também”, projeta Nininho.

 

INTEGRAÇÃO TÉCNICA

 

A viabilidade do plano conta com o suporte da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), que propõe um diagnóstico de 800 propriedades para identificar gargalos tecnológicos. “O estudo vai permitir compreender as necessidades dos produtores, aprimorar a compra de insumos e desenvolver tecnologias adequadas à realidade local. O sucesso depende da integração entre pesquisa e produção”, explica o professor Márcio Hoshiba, da UFMT e integrante do Núcleo de Estudos em Pesca e Aquicultura (Nepes).

 

O presidente da Associação Mato-grossense dos Aquicultores (Aquamat), Darci Fornari, defende a integração e a verticalização da produção para aumentar a competitividade. “Temos potencial para sermos o maior produtor de peixe do Brasil. O desafio é fortalecer as cooperativas e reduzir a atuação isolada dos pequenos produtores, que representam 80% do setor. Queremos aplicar o modelo de sucesso das grandes operações também aos pequenos”, comenta.

 

 

 

PROTAGONISMO

 

Mato Grosso produziu 44,5 toneladas de peixe em 2024, com receita estimada em R$ 600 milhões, ocupando atualmente a sétima posição no ranking nacional. Para Nininho, o Estado reúne condições para recuperar o protagonismo no setor, desde que haja planejamento e políticas contínuas de apoio à produção.

 

“Mato Grosso tem os ativos necessários, água e tecnologia, mas carece de gestão integrada. Temos água em abundância e profissionais qualificados. Falta apenas organização e incentivo para retomarmos a liderança”, conclui o parlamentar.

Redação: Sérgio Ober


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