Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 30 de Abril de 2026

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Médico com atestado em rede pública é flagrado atuando em clinica particular



Flagrante aconteceu após denúncias feitas a vereadores

A falta de médicos nas unidades de Estratégias Saúde da Família (ESF) de Primavera do Leste tem afetado frequentemente a população. O assunto tem gerado diversas discussões e denúncias têm chegado até o Poder Legislativo, já que esses profissionais utilizam de atestados para não atender na rede pública, mas continuam os atendimentos nos consultórios particulares. Na última quinta-feira (24), um desses profissionais foi flagrado atuando em clínica privada, após ter apresentado atestado médico na Secretaria Municipal de Saúde.

Os vereadores Luís Costa (PR), Carlinhos Instrutor (PSD) e Carmen Betti (PSC) foram os parlamentares que flagraram o médico, após o presidente do Conselho Municipal de Saúde, Alessandro Modesto, marcar uma consulta com este médico para averiguar a denúncia feita por moradores.

O profissional, que ainda não teve o nome revelado, exerceu a medicina de forma normal no consultório particular. O secretário de saúde Advanilson Sampaio e de administração Carlos Laerte, junto ao chefe de gabinete Jarbas Mesquita, também acompanharam a ação.

Em entrevista ao Gazeta MT, o vereador Luís Costa afirmou que um processo administrativo será aberto para apurar a conduta do profissional e o Ministério Público também será comunicado.

“Sabemos o quanto a população tem sofrido com a ausência de médicos nas ESFs. De forma frequente temos recebido diversas reclamações e a indignação da população é tanta, que o assunto tem se espalhado pelas redes sociais. Por isso, eu e os vereadores Milley (PV) e Carlinhos Instrutor estamos fiscalizando de forma diária a falta desses profissionais”.

O parlamentar ainda explicou que o município conta com 10 ESFs, em cada unidade há um médico atuando e “ainda existem quatro profissionais que são folguistas para atuar quando necessário. Mas nesses últimos meses, conforme as informações que chegaram até o Legislativo, além dos médicos que trabalham de forma fixa, esses ditos como folguistas também estariam pegando atestado para se afastar das atividades no Sistema de Saúde Pública (SUS)”.

Ainda segundo Luís Costa, os vereadores continuarão a fiscalizar os servidores públicos: “Não apenas os funcionários da área da saúde, mas também os das outras secretarias, porque já recebemos denúncias. Atitudes como essa afetam muito a população e o nosso trabalho é esse, fiscalizar e trazer melhoria à vida das pessoas”.

 



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Opinião - política

Diárias oficiais coincidem com evento político em Cuiabá e levantam questionamentos


Relatórios apontam viagens institucionais, mas datas coincidem com lançamento de campanha eleitoral; ausência em programa de saúde local também chama atenção

Viagens oficiais com destino a Cuiabá, justificadas como cumprimento de agenda institucional, têm levantado questionamentos após análise de documentos públicos. Relatórios assinados por assessores e servidores indicam participação em reuniões na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com retorno ao município no dia seguinte.

No entanto, as datas dessas viagens coincidem com o período do lançamento da campanha de Léo, realizado na capital. A sobreposição entre compromissos oficialmente descritos como institucionais e um evento político levanta dúvidas sobre a real natureza das agendas cumpridas.

Os documentos registram pagamentos de diárias, incluindo R$ 1.500,00 destinados a Gisely Fernanda Pereira da Silva e R$ 250,00 para Elnatan Oliveira Reis Medeiros, além de outros valores vinculados a deslocamentos com roteiro semelhante: ida à capital, participação em reunião e retorno no dia seguinte.

Relatórios assinados por Gustavo Saint Clair Ferreira Caldeira e Valmislei Alves dos Santos reforçam a justificativa de “cumprimento de agenda parlamentar”, enquanto registros adicionais indicam participação de Gisele Ferreira Ferraz em reuniões na AMM e no INCRA.

Do ponto de vista formal, a documentação apresenta todos os elementos exigidos: declarações de comparecimento, assinaturas e descrição das atividades realizadas.

Ainda assim, a coincidência com um evento político relevante levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos para deslocamentos que podem não ter caráter exclusivamente institucional.

Contraste com agenda local de saúde

Outro ponto que chama atenção é o contraste entre essas agendas na capital e a atuação local dos envolvidos.

Parte dos nomes associados às viagens aparece com frequência em críticas à situação da saúde pública em Primavera do Leste. No entanto, não há registro de presença de alguns desses críticos no lançamento do programa “Vira Saúde”, iniciativa voltada à melhoria do atendimento à população no próprio município.

A ausência em um evento diretamente ligado à saúde pública local reforça o debate sobre prioridades e coerência entre discurso e prática.

Transparência e resultado

Embora os documentos estejam formalmente corretos, especialistas em gestão pública destacam que a transparência não se limita à comprovação de deslocamentos e reuniões, mas também envolve a demonstração de resultados concretos dessas agendas.

Até o momento, não há detalhamento público sobre os impactos diretos dessas viagens para a população.

Diante disso, permanecem as perguntas:

Qual foi o retorno efetivo dessas agendas?
E qual o limite entre compromisso institucional e participação em atividades de natureza política?


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