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Médico com atestado em rede pública é flagrado atuando em clinica particular



Flagrante aconteceu após denúncias feitas a vereadores

A falta de médicos nas unidades de Estratégias Saúde da Família (ESF) de Primavera do Leste tem afetado frequentemente a população. O assunto tem gerado diversas discussões e denúncias têm chegado até o Poder Legislativo, já que esses profissionais utilizam de atestados para não atender na rede pública, mas continuam os atendimentos nos consultórios particulares. Na última quinta-feira (24), um desses profissionais foi flagrado atuando em clínica privada, após ter apresentado atestado médico na Secretaria Municipal de Saúde.

Os vereadores Luís Costa (PR), Carlinhos Instrutor (PSD) e Carmen Betti (PSC) foram os parlamentares que flagraram o médico, após o presidente do Conselho Municipal de Saúde, Alessandro Modesto, marcar uma consulta com este médico para averiguar a denúncia feita por moradores.

O profissional, que ainda não teve o nome revelado, exerceu a medicina de forma normal no consultório particular. O secretário de saúde Advanilson Sampaio e de administração Carlos Laerte, junto ao chefe de gabinete Jarbas Mesquita, também acompanharam a ação.

Em entrevista ao Gazeta MT, o vereador Luís Costa afirmou que um processo administrativo será aberto para apurar a conduta do profissional e o Ministério Público também será comunicado.

“Sabemos o quanto a população tem sofrido com a ausência de médicos nas ESFs. De forma frequente temos recebido diversas reclamações e a indignação da população é tanta, que o assunto tem se espalhado pelas redes sociais. Por isso, eu e os vereadores Milley (PV) e Carlinhos Instrutor estamos fiscalizando de forma diária a falta desses profissionais”.

O parlamentar ainda explicou que o município conta com 10 ESFs, em cada unidade há um médico atuando e “ainda existem quatro profissionais que são folguistas para atuar quando necessário. Mas nesses últimos meses, conforme as informações que chegaram até o Legislativo, além dos médicos que trabalham de forma fixa, esses ditos como folguistas também estariam pegando atestado para se afastar das atividades no Sistema de Saúde Pública (SUS)”.

Ainda segundo Luís Costa, os vereadores continuarão a fiscalizar os servidores públicos: “Não apenas os funcionários da área da saúde, mas também os das outras secretarias, porque já recebemos denúncias. Atitudes como essa afetam muito a população e o nosso trabalho é esse, fiscalizar e trazer melhoria à vida das pessoas”.

 



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MPMT requer interdição de cadeia pública feminina de Cáceres


O Ministério Público do Estado de Mato Grosso, por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Cáceres, requereu no final da tarde desta quinta-feira (22) a interdição da cadeia feminina do município. A medida foi tomada em razão da existência de infiltrações estruturais e alto risco de incêndio na unidade prisional. O pedido foi direcionado à 1ª Vara Criminal da Comarca de Cáceres.

De acordo com o MPMT, a cadeia feminina do município não possui Alvará de Segurança Contra Incêndio e Pânico (ASCIP) do Corpo de Bombeiros. Inspeções realizadas no local demonstram uma série de problemas estruturais na unidade, como falta de sistemas de hidrante, de saídas de emergência, de alarme de incêndio, entre outros.

Conforme laudo técnico das instalações elétricas do edifício, encaminhado ao Ministério Público pelo Conselho de Segurança, as “instalações estão em péssimas condições de conservação, com risco gravíssimo de acidentes à população carcerária e aos profissionais da segurança pública responsáveis pelo local, proporcionando alto grau de risco de incêndio a qualquer momento”.

Segundo o promotor de Justiça Marcelo Linhares Ferreira, o Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça do MPMT também realizou inspeção técnica na unidade prisional, constatando inconformidades em toda a edificação que interferem diretamente na segurança dos usuários.

“O quadro existente no estabelecimento prisional fere os mais básicos direitos fundamentais do homem, sendo que a medida de interdição visa a resguardar a dignidade da pessoa humana e a proteção de risco à vida e à integridade física das presas”, destacou o promotor de Justiça.

por CLÊNIA GORETH

 

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