Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 30 de Abril de 2026

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Edital para nova eleição de Conselheiros Tutelares em Primavera do Leste foi lançado



Foi publicado no Dioprima de terça-feira (18) o edital para escolha dos novos membros do Conselho Tutelar para o mandato de quatro anos. As eleições devem ocorrer em agosto, já que o pleito realizado no ano passado foi anulado pela justiça após descumprimento de uma norma.

Para concorrer ao processo, os interessados devem comparecer na  Sala dos Conselhos Municipais no período de 27 de fevereiro a 12 de março das 08h às 11h e das 13h às 16h para efetuarem a inscrição. De acordo com edital, o processo é composto por seis etapas, sendo elas:

1ª Etapa – Inscrição;
2ª Etapa – Habilitação (Análise dos documentos);
3ª Etapa – Prova Objetiva;
4ª Etapa – Avaliação Psicológica;
5ª Etapa – Processo de Escolha e;
6ª Etapa – Formação Inicial.

Para se inscrever, o interessado deve se atentar aos requisitos básicos exigidos constante no edital, como ter no mínimo 21 anos, residir há um ano pelo menos no município, estar quite com as obrigações eleitorais e
militares, em caso de ser do sexo masculino, dentre outras.

Em 2019, como em todos os municípios brasileiros, foi realizada a eleição para os novos conselheiros. Em Primavera do Leste, 66 pessoas se inscreveram, mas somente 44 foram considerados aptos para disputarem
uma das cinco vagas na eleição. O pleito realizado em 06 de outubro de 2019, elegeu os cinco conselheiros, porém o processo foi anulado
pela justiça, depois que outros candidatos entraram com ação na Justiça.
Na ocasião, o Conselho Municipal da Criança e do Adolescente (CMDCA) não cumpriu o artigo 32 da Lei Municipal 1433/2014 que determina a realização de exames psicológicos aos candidatos aptos após prova objetiva.

As eleições para o Conselho Tutelar seguem o que é imposto pelo Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda). É necessário seguir as regulamentações previstas nas leis vigentes e neste pleito, foi descumprida a norma: – Art. 32 (Lei Municipal 1.433/2014) – Para concorrer ao cargo de Conselheiro Tutelar ou ser reconduzido ao mesmo, o Conselheiro Tutelar deverá passar por avaliação psicológica após sua aprovação na prova prevista no parágrafo único deste artigo, acompanhados pelo Ministério Público e Conselho Municipal dos
Direitos da Criança e do Adolescente.

Parágrafo único. A avaliação psicológica deverá ser realizada por profissional indicado pelo Conselho Municipal do Direito da Criança e do Adolescente. Conforme Resolução nº 01/2020-CMDCA/PVA, o mandato dos conselheiros que terminaria no dia 10 de janeiro de 2020, foi prorrogado até a posse e diplomação dos novos conselheiros, prevista para 17 de agosto
de 2020.

NOVA ELEIÇÃO OCORRERÁ DE MANEIRA CENTRALIZADA
O processo da nova eleição dos conselheiros tutelares deverá acontecer em apenas um local, de forma fique centralizado, conforme orientou a Justiça. Alba Ferraz, diz que esta medida é para evitar fraudes e outros
problemas durante a votação. “A eleição deve ocorrer em apenas um espaço, mas com várias sessões que serão definidas pela ordem
alfabética”, explana a presidente do CMDCA.

Deverá ser solicitado, através de um oficio, ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), as urnas eletrônicas e caderno em vista de termos. O último processo eleitoral ultrapassou o horário de encerramento e ficaram muitos eleitores sem votar. Mais de três mil eleitores votaram. A votação em Primavera do Leste ocorreu de maneira manual, na qual os eleitores precisaram votar nas
cédulas que continha a foto e nome do candidato. Este processo fez com que houvesse acumulo de filas e algumas pessoas chegaram a ter que esperar até 40 minutos. Para evitar este problema, a Vara da Infância fará a solicitação de urnas eletrônicas à Justiça Eleitoral, para
as eleições dos conselheiros.

Fonte: Clique F5/Wellington Camuci



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Opinião - política

Diárias oficiais coincidem com evento político em Cuiabá e levantam questionamentos


Relatórios apontam viagens institucionais, mas datas coincidem com lançamento de campanha eleitoral; ausência em programa de saúde local também chama atenção

Viagens oficiais com destino a Cuiabá, justificadas como cumprimento de agenda institucional, têm levantado questionamentos após análise de documentos públicos. Relatórios assinados por assessores e servidores indicam participação em reuniões na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com retorno ao município no dia seguinte.

No entanto, as datas dessas viagens coincidem com o período do lançamento da campanha de Léo, realizado na capital. A sobreposição entre compromissos oficialmente descritos como institucionais e um evento político levanta dúvidas sobre a real natureza das agendas cumpridas.

Os documentos registram pagamentos de diárias, incluindo R$ 1.500,00 destinados a Gisely Fernanda Pereira da Silva e R$ 250,00 para Elnatan Oliveira Reis Medeiros, além de outros valores vinculados a deslocamentos com roteiro semelhante: ida à capital, participação em reunião e retorno no dia seguinte.

Relatórios assinados por Gustavo Saint Clair Ferreira Caldeira e Valmislei Alves dos Santos reforçam a justificativa de “cumprimento de agenda parlamentar”, enquanto registros adicionais indicam participação de Gisele Ferreira Ferraz em reuniões na AMM e no INCRA.

Do ponto de vista formal, a documentação apresenta todos os elementos exigidos: declarações de comparecimento, assinaturas e descrição das atividades realizadas.

Ainda assim, a coincidência com um evento político relevante levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos para deslocamentos que podem não ter caráter exclusivamente institucional.

Contraste com agenda local de saúde

Outro ponto que chama atenção é o contraste entre essas agendas na capital e a atuação local dos envolvidos.

Parte dos nomes associados às viagens aparece com frequência em críticas à situação da saúde pública em Primavera do Leste. No entanto, não há registro de presença de alguns desses críticos no lançamento do programa “Vira Saúde”, iniciativa voltada à melhoria do atendimento à população no próprio município.

A ausência em um evento diretamente ligado à saúde pública local reforça o debate sobre prioridades e coerência entre discurso e prática.

Transparência e resultado

Embora os documentos estejam formalmente corretos, especialistas em gestão pública destacam que a transparência não se limita à comprovação de deslocamentos e reuniões, mas também envolve a demonstração de resultados concretos dessas agendas.

Até o momento, não há detalhamento público sobre os impactos diretos dessas viagens para a população.

Diante disso, permanecem as perguntas:

Qual foi o retorno efetivo dessas agendas?
E qual o limite entre compromisso institucional e participação em atividades de natureza política?


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