Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 30 de Abril de 2026

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Câmara realiza hoje (27) audiência pública para discutir políticas públicas voltadas às mulheres



Para discutir o enfrentamento da violência e a defesa do direito das mulheres, a Câmara Municipal realiza hoje  (27), uma audiência pública para debater e construir políticas públicas voltadas ao público feminino. O evento ocorrerá no plenário da Câmara Municipal, ás 19h.

Segundo a vice-presidente Carmen Betti (PSC), neste mês de março, a bancada feminina realizou várias ações em conjunto com entidades, órgãos públicos, Conselho da Mulher, igrejas e pastorais. “Desde o ano passado, a Sala da Mulher tem se dedicado, de forma ativa, a defender e lutar pelas mulheres. Neste ano, o nosso foco foi buscar parcerias para unir forças. Elaboramos um calendário de atividades desenvolvido neste mês de março e, a audiência pública, faz parte dessas ações, por ser um mecanismo de participação social”, comentou.

Isso porque, a audiência pública, de acordo com a vereadora Edna Mahnic (PT), é um momento em que as cidadãs terão a oportunidade de falar e serem ouvidas pelos parlamentares. “Queremos coletar dados, informações, compartilhar opiniões, para que assim, possamos tomar decisões em conjuntos com a população”, reforçou.

Com o foco de buscar efetivação de políticas públicas de qualidades que proporcione mais conquistas para as mulheres, o presidente Paulo Márcio (DEM), afirmou que o grande propósito da audiência é fortalecer a rede de apoio das mulheres que, muitas vezes, não têm os diretos preservados. “Precisamos construir mecanismo para que a rede de apoio à mulher seja cada vez mais fortalecida, além de ser um espaço de debater a prevenção e orientar as mulheres a reivindicar os direitos”.

A vereadora Iva Viana (PDT) ressalta que é muito importante o envolvimento de toda a população e, não apenas, das mulheres. “Os assuntos que serão discutidos são de interesse da sociedade e afeta a todos. Por isso, pedimos o envolvimento de toda a comunidade neste espaço de discussão e, também, dos representantes de entidades, movimentos sociais, conselhos municipais, organizações não governamentais, sindicatos, igrejas, clubes de serviços, comunidades, associações de moradores, e demais segmentos da sociedade civil”.

Dentro desse contexto, o vereador Piru (PP) salienta que é na audiência pública que se pretende colher as necessidades e desafios enfrentados pela mulher. “A audiência é como um plebiscito, pois, é o cidadão, por meio do voto, que vai aprovar ou não as questões submetidas”.  Para o vereador Luis Costa (PR) esse é o foco da Câmara, proteger e construir políticas públicas voltadas às mulheres. “Ao logo dos anos muitas conquistas no campo social, político e econômico foram vivenciadas pelas mulheres, mas sabemos que a luta não terminou. Esse tem sido o objetivo da Sala da Mulher e de todo parlamento da Câmara”, ressaltou.

Fonte: Driely Pinotti / Câmara Municipal



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Opinião - política

Diárias oficiais coincidem com evento político em Cuiabá e levantam questionamentos


Relatórios apontam viagens institucionais, mas datas coincidem com lançamento de campanha eleitoral; ausência em programa de saúde local também chama atenção

Viagens oficiais com destino a Cuiabá, justificadas como cumprimento de agenda institucional, têm levantado questionamentos após análise de documentos públicos. Relatórios assinados por assessores e servidores indicam participação em reuniões na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com retorno ao município no dia seguinte.

No entanto, as datas dessas viagens coincidem com o período do lançamento da campanha de Léo, realizado na capital. A sobreposição entre compromissos oficialmente descritos como institucionais e um evento político levanta dúvidas sobre a real natureza das agendas cumpridas.

Os documentos registram pagamentos de diárias, incluindo R$ 1.500,00 destinados a Gisely Fernanda Pereira da Silva e R$ 250,00 para Elnatan Oliveira Reis Medeiros, além de outros valores vinculados a deslocamentos com roteiro semelhante: ida à capital, participação em reunião e retorno no dia seguinte.

Relatórios assinados por Gustavo Saint Clair Ferreira Caldeira e Valmislei Alves dos Santos reforçam a justificativa de “cumprimento de agenda parlamentar”, enquanto registros adicionais indicam participação de Gisele Ferreira Ferraz em reuniões na AMM e no INCRA.

Do ponto de vista formal, a documentação apresenta todos os elementos exigidos: declarações de comparecimento, assinaturas e descrição das atividades realizadas.

Ainda assim, a coincidência com um evento político relevante levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos para deslocamentos que podem não ter caráter exclusivamente institucional.

Contraste com agenda local de saúde

Outro ponto que chama atenção é o contraste entre essas agendas na capital e a atuação local dos envolvidos.

Parte dos nomes associados às viagens aparece com frequência em críticas à situação da saúde pública em Primavera do Leste. No entanto, não há registro de presença de alguns desses críticos no lançamento do programa “Vira Saúde”, iniciativa voltada à melhoria do atendimento à população no próprio município.

A ausência em um evento diretamente ligado à saúde pública local reforça o debate sobre prioridades e coerência entre discurso e prática.

Transparência e resultado

Embora os documentos estejam formalmente corretos, especialistas em gestão pública destacam que a transparência não se limita à comprovação de deslocamentos e reuniões, mas também envolve a demonstração de resultados concretos dessas agendas.

Até o momento, não há detalhamento público sobre os impactos diretos dessas viagens para a população.

Diante disso, permanecem as perguntas:

Qual foi o retorno efetivo dessas agendas?
E qual o limite entre compromisso institucional e participação em atividades de natureza política?


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