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Defensoria Pública protocola ação pedindo a condenação do município de Primavera do Leste e da empresa Águas de Primavera a regularizar abastecimento de água, sob pena de multa diária de R$ 10 mil reais



Da Redação

Há meses parte da população de Primavera do Leste vem sofrendo com a falta de abastecimento de água. A comunidade por várias vezes reclamou em público, por meio das redes sociais e com a própria empresa, a falta de água nas residências, mas até o momento nada foi feito.

Diante da situação, algumas pessoas que estão sendo lesadas com a falta de água denunciaram a Defensoria Pública de Primavera do Leste e na tarde de hoje (12), foi protocolada uma ação civil pública pedindo a condenação do município e da empresa Águas de Primavera do Leste a regularizar o fornecimento de água, sob pena do pagamento de multa diária de R$ 10 mil reais. Além da suspensão do pagamento das contas de água dos meses de agosto e setembro aos consumidores que ficaram sem água, sendo dos bairros Padre Onesto Costa, Tuiuu, Buritis, Primavera 3, dano moral coletivo a ser pago a favor da coletividade e obras necessárias para aumentar o reservatório a fim de evitar novamente a falta de água no período de estiagem.

Durante estes meses, o vereador Luis Costa (PR) foi marcado em redes sociais e inúmeras vezes procurado para ajudar a cobrar uma resposta da empresa. “Eu estive nas residências de vários moradores e vi a dificuldade de ficar sem água. Imaginam, as pessoas trabalham o dia todo e quando chegam em casa, não podem nem tomar banho. Essa é uma situação inaceitável e a empresa precisa ter alternativas para resolver o problema”.

Na manhã desta quarta-feira (12), Luis Costa entrou em contato novamente com a assessoria de imprensa da empresa para saber por que ainda a situação não foi regularizada, já que no dia de ontem (11) o gerente e técnico regional da empresa disseram que caminhões pipa iriam levar água até o centro de abastecimento da região para normalizar, mas até o momento não foi resolvido.

“Eu estive ontem com funcionários da empresa no local em que está furando o poço para abastecer a região, e me confirmaram que iria regularizar, mas a comunidade tem me procurado porque a água ainda não chegou às torneiras. Espero que, com esta ação civil pública a empresa possa trabalhar de forma correta e digna, porque nós pagamos as contas de água, e temos direito de ter água em nossas residências”. Conclui o vereador Luis Costa.

Nota da Empresa Águas de Primavera

A Águas de Primavera informa a população que reforçou o abastecimento de água na cidade com caminhões-pipa nesta quarta-feira (12.09). Moradores que precisarem do serviço devem entrar em contato com a empresa para solicitação pelos telefones 0800 647 6060 para ligações de telefones fixos ou pelo 4020 1038 para ligações de celulares, ou na Central de Atendimento, na Rua Londrina, nº 249, Centro.

 

Para ampliar o sistema de abastecimento, a concessionária iniciou a perfuração de um novo poço tubular profundo, localizado na Avenida das Tamareiras, no bairro Buritis. A obra vai atender os bairros Padre Onesto Costa, Buritis, Primavera III, Florenza e Três Américas.

A Águas de Primavera ressalta que se dedica para que o fornecimento de água volte a operar normalmente em todo o município, com qualidade e regularidade.

A concessionária lamenta os transtornos e até o restabelecimento total do sistema, pede a compreensão da população e conta ainda com o apoio no consumo consciente do recurso.



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MPMT requer interdição de cadeia pública feminina de Cáceres


O Ministério Público do Estado de Mato Grosso, por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Cáceres, requereu no final da tarde desta quinta-feira (22) a interdição da cadeia feminina do município. A medida foi tomada em razão da existência de infiltrações estruturais e alto risco de incêndio na unidade prisional. O pedido foi direcionado à 1ª Vara Criminal da Comarca de Cáceres.

De acordo com o MPMT, a cadeia feminina do município não possui Alvará de Segurança Contra Incêndio e Pânico (ASCIP) do Corpo de Bombeiros. Inspeções realizadas no local demonstram uma série de problemas estruturais na unidade, como falta de sistemas de hidrante, de saídas de emergência, de alarme de incêndio, entre outros.

Conforme laudo técnico das instalações elétricas do edifício, encaminhado ao Ministério Público pelo Conselho de Segurança, as “instalações estão em péssimas condições de conservação, com risco gravíssimo de acidentes à população carcerária e aos profissionais da segurança pública responsáveis pelo local, proporcionando alto grau de risco de incêndio a qualquer momento”.

Segundo o promotor de Justiça Marcelo Linhares Ferreira, o Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça do MPMT também realizou inspeção técnica na unidade prisional, constatando inconformidades em toda a edificação que interferem diretamente na segurança dos usuários.

“O quadro existente no estabelecimento prisional fere os mais básicos direitos fundamentais do homem, sendo que a medida de interdição visa a resguardar a dignidade da pessoa humana e a proteção de risco à vida e à integridade física das presas”, destacou o promotor de Justiça.

por CLÊNIA GORETH

 

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