Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 30 de Abril de 2026

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ASTA disponibilizará linha aérea ligando Primavera à Cuiabá no início de 2018



O prefeito Léo Bortolin recebeu na manhã dessa quinta – feira, 21, os diretores da empresa ASTA – América do Sul Taxi Aéreo Ltda., empresários, agentes de viagens e imprensa para uma reunião que teve como pauta a implantação de uma linha aérea de Primavera a Cuiabá, inicialmente em dias alternados – segunda, quarta e sexta, viabilizada através da compra de, no mínimo, 38 contratos de 12 bilhetes pelas empresas, segundo o diretor comercial Magnus Alberto Block. Entretanto, ele assegura que esses contratos são flexíveis de acordo com a realidade de cada cliente.

Magnus fez um retrospecto da empresa que iniciou a operacionalização em Mato Grosso, há 15 anos apenas com carga; em 2008 passou a operar no norte do Estado mesclando carga e passageiros e, há cerca de sete meses opera no trecho Tangará da Serra – Cuiabá através da segurança dos contratos com empresas que nos permite a tranquilidade financeira necessária, “fizemos inicialmente para seis meses e agora renovamos o que nos assegura que esse formato tem dado certo”.

Léo Bortolin é defensor da ideia de que Primavera do Leste precisa oferecer a alternativa de locomoção rápida, devido todo o contexto de desenvolvimento que envolve a cidade, “essa lacuna que deve ser preenchida o mais rápido possível”. O prefeito entende que além de atender a demanda do município, essa linha vai ser mais um atrativo para quem pensa em investir em Mato Grosso. “Muitos empresários colocam em seus requisitos para instalação de suas empresas, exatamente a facilidade de locomoção e, a possibilidade de em poucas horas chegar a São Paulo, por exemplo, e, dentre outros atrativos que o município oferece, vamos buscar mais esse; a Prefeitura e Câmara comungam e defendem essa ideia”.

Magnus Block informou que a aeronave, um cessna, que irá opera no município comporta nove passageiros, devido à falta de estrutura de bombeiros para atuar de maneira permanente no aeroporto. O horário dos voos vai permitir que os passageiros consigam fazer uma conexão tanto para outros estados como para o interior do estado, para as regiões onde a Asta já opera. Os horários propostos – CBA –PVA -6.00h com chegada prevista as 6.50h / PVA – CBA -7.00h e a previsão de pouso às 7.50h. O valor do bilhete é de R$ 250,00 (cento e cinquenta reais).

Pela sua ótica, Léo vê que essa iniciativa abre precedentes interessantes para o município e, se no futuro precisar de ampliação, podemos deixar o atual aeroporto para voos agrícolas e pensarmos em outro dentro das normas para pouso e decolagem de grandes aeronaves e até de outras empresas operando em Primavera do Leste. O prefeito convidou os empresários para mais uma reunião na segunda quinzena de janeiro para alinhar os detalhes pendentes.

Foi questionado sobre a possibilidade de voos diários – de segunda a sexta. Para Magnus, nesse formato seria necessário fechar 48 contratos e, isso “depende exatamente da demanda, porque temos condições sim, de operar diariamente”. O secretário Carlos Donin, da Indústria e Comércio esteve em Brasília, na ANAC para a homologação do balizamento do aeroporto – o que significa que após a checagem in loco pelo órgão, de que nossas informações correspondem a realidade, o órgão pode autorizar pouso e decolagem a noite, inclusive, de jatos pequenos.

Representando a Câmara Municipal se fez presente o vereador Elton Baraldi, empresários, presidentes de entidades e agentes de viagens.

Da Assessoria



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Opinião - política

Diárias oficiais coincidem com evento político em Cuiabá e levantam questionamentos


Relatórios apontam viagens institucionais, mas datas coincidem com lançamento de campanha eleitoral; ausência em programa de saúde local também chama atenção

Viagens oficiais com destino a Cuiabá, justificadas como cumprimento de agenda institucional, têm levantado questionamentos após análise de documentos públicos. Relatórios assinados por assessores e servidores indicam participação em reuniões na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com retorno ao município no dia seguinte.

No entanto, as datas dessas viagens coincidem com o período do lançamento da campanha de Léo, realizado na capital. A sobreposição entre compromissos oficialmente descritos como institucionais e um evento político levanta dúvidas sobre a real natureza das agendas cumpridas.

Os documentos registram pagamentos de diárias, incluindo R$ 1.500,00 destinados a Gisely Fernanda Pereira da Silva e R$ 250,00 para Elnatan Oliveira Reis Medeiros, além de outros valores vinculados a deslocamentos com roteiro semelhante: ida à capital, participação em reunião e retorno no dia seguinte.

Relatórios assinados por Gustavo Saint Clair Ferreira Caldeira e Valmislei Alves dos Santos reforçam a justificativa de “cumprimento de agenda parlamentar”, enquanto registros adicionais indicam participação de Gisele Ferreira Ferraz em reuniões na AMM e no INCRA.

Do ponto de vista formal, a documentação apresenta todos os elementos exigidos: declarações de comparecimento, assinaturas e descrição das atividades realizadas.

Ainda assim, a coincidência com um evento político relevante levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos para deslocamentos que podem não ter caráter exclusivamente institucional.

Contraste com agenda local de saúde

Outro ponto que chama atenção é o contraste entre essas agendas na capital e a atuação local dos envolvidos.

Parte dos nomes associados às viagens aparece com frequência em críticas à situação da saúde pública em Primavera do Leste. No entanto, não há registro de presença de alguns desses críticos no lançamento do programa “Vira Saúde”, iniciativa voltada à melhoria do atendimento à população no próprio município.

A ausência em um evento diretamente ligado à saúde pública local reforça o debate sobre prioridades e coerência entre discurso e prática.

Transparência e resultado

Embora os documentos estejam formalmente corretos, especialistas em gestão pública destacam que a transparência não se limita à comprovação de deslocamentos e reuniões, mas também envolve a demonstração de resultados concretos dessas agendas.

Até o momento, não há detalhamento público sobre os impactos diretos dessas viagens para a população.

Diante disso, permanecem as perguntas:

Qual foi o retorno efetivo dessas agendas?
E qual o limite entre compromisso institucional e participação em atividades de natureza política?


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