Primavera do Leste / MT - Quarta-Feira, 21 de Janeiro de 2026

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1ª reunião de políticas públicas voltada para a saúde dos indígenas é realizada em Primavera do Leste



Com o intuito de discutir Políticas Públicas, está sendo realizada a 1ª Reunião Extraordinária do Conselho Distrital de Saúde Indígena – Condisi Xavante, em Primavera do Leste, com foco na melhoria de atendimentos à saúde de 28 mil nativos de nove aldeias da região e debater sobre a implantação da Casa de Saúde Indígena (Casai) no município.

O evento iniciou-se nesta terça (26) e segue até sexta-feira (29),
no plenário da Câmara Municipal. Primavera do Leste não possui nenhuma aldeia indígena, porém, diariamente nos deparamos com índios nas ruas, já que a 35 km há aldeia Sangradouro e Volta Grande com aproximadamente 2.300 índios.

A reunião para discussão sobre as Políticas Públicas, junto aos índios conselheiros, tem como foco a melhoria do atendimento à
saúde porque, segundo o vice-presidente do Condisi, polo de Barra do Garças, Fábio Tsitobrowe, esta é a maior dificuldade enfrentada pela comunidade. Além disto, outros assuntos foram colocados em pauta, como: aprovação do regimento interno das Casais; aprovação do protocolo de acesso às Casais; leitura e discussão do contrato de funerária; e informes dos membros do conselho.

A Coordenação Regional Xavante, localizada no município de Barra do Garças é a unidade da Fundação Nacional do Índio (Funai), responsável por planejar e implementar ações de promoção e proteção dos direitos sociais, de etnodesenvolvimento e de proteção ambiental e territorial, em conjunto com os povos indígenas do povo Xavante.

Para tanto, atende a uma população de aproximadamente 28 mil indígenas distribuídos nas terras indígenas de Sangradouro e Volta Grande, Marechal Rondon, São Marcos, Parabubure, Maraiwatsede, Ubawawe, Chão Preto, Pimentel Barbosa e Areões, com o apoio das Coordenações Técnicas Locais, unidades descentralizadas localizadas nos municípios de Primavera do Leste, Barra do Garças, Nova Xavantina, Campinápolis e Água Boa.

“Nossa intenção é melhorar a qualidade no atendimento para a nossa comunidade. Já tivemos uma melhora durante os anos, mas é uma luta contínua. Além disto, esta reunião é para buscarmos o reconhecimento e respeito de todos”, diz o vice-presidente do Condisi.

A reunião também serviu para debater sobre a implantação da Casai em Primavera do Leste, que de acordo com Fábio, está é uma discussão que já possui 10 anos e com este local, os indígenas terão um local de apoio para os atendimentos voltados à saúde.

“Gostaríamos que o Poder Público tivesse uma atenção maior para a saúde indígena, pois nossa maior preocupação é isto. É um trabalho a longo prazo e a participação nãoindígena também é importante. Temos que lutar hoje para que seja garantido o amanhã”, explica.

CASAI – APOIO À SAÚDE
A Casai funciona como um centro de apoio aos índios que buscam atendimento médico de média ou alta complexidade na cidade e que são atendidos no Sistema Único de Saúde (SUS). O local é construído com recursos destinado pela Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), é um investimento de aproximadamente 4 milhões, com prazo de dois anos para construção, podendo gerar de 30 a 60 empregos diretos no município.

Representando o deputado federal Valtenir Pereira, o assessor Milton Simplício, ressaltou a importância da saúde indígena, o debate sobre as políticas públicas e os trabalhos realizados pelo legislador desde quando assumiu à frente Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai).

Entre as ações do deputado está a implantação da Casai no município de Primavera do Leste, que desde 2017, ano em que assumiu, já buscava recursos para viabilizar a unidade no município. Naquela época ele já havia assegurado quase R$ 1 milhão junto ao Ministério da Saúde e Secretaria Nacional de Saúde Indígena para aplicar, além de Primavera, em Água Boa e Paranatinga.

O morador de Primavera do Leste, Leonardo Sousa de Moraes, atuou na Funai – Primavera de 2000 a 2004, mas até hoje continua os trabalhos junto aos indígenas em busca de melhores condições na saúde, infraestrutura e qualidade de vida. “Primavera por ser polo, todos os indígenas procuram o município e investem na economia local. Mesmo não tendo nenhuma aldeia, é no comércio local que eles gastam o dinheiro e recebem atendimento”, diz.

Moraes salienta que a luta dos indígenas, desde quando estava à frente da Funai, é por um atendimento de qualidade na saúde e a “Casai iria proporcionar isto a eles, pois terão acompanhamento digno e constante. A reunião é um avanço para a comunidade e para a saúde indígena, que poderá fazer de 10 atendimentos aumentar para 100”, defende.

Fonte: Pérsio Souza/ Clique F5



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Janeiro Roxo: Hanseníase ainda é desafio para a saúde pública em Mato Grosso


Com mais de 4 mil casos notificados em Mato Grosso em 2024, a hanseníase continua sendo um grande desafio para a saúde pública no Brasil. Embora a doença tenha sido progressivamente controlada, ainda representa um problema relevante, especialmente em áreas endêmicas como o estado de Mato Grosso. O tratamento, disponibilizado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), varia de seis meses a um ano, dependendo da forma e gravidade da enfermidade.

 

A Unidade Básica de Saúde (UBS) é a principal porta de entrada para o diagnóstico e avaliação inicial da hanseníase nos municípios. Nessas unidades, os profissionais de saúde são treinados para identificar os primeiros sinais da doença, como manchas na pele e perda de sensibilidade, que, se não tratados a tempo, podem levar a complicações graves. Quando necessário, os pacientes são encaminhados para Centros de Referência em Hanseníase, que possuem uma estrutura mais especializada, oferecendo tratamento avançado e acompanhamento contínuo para aqueles com formas mais graves ou complicadas da doença.

 

A conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce da hanseníase tem ganhado força especialmente durante o Janeiro Roxo, uma campanha nacional idealizada pelo Ministério da Saúde. Essa ação busca sensibilizar a população sobre a importância da detecção precoce da doença, que, se diagnosticada a tempo, pode ser tratada com eficiência, evitando complicações e o estigma social.

 

A Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) apoia essa iniciativa e destaca o papel fundamental da campanha para despertar a sociedade sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce. A hanseníase é uma doença de notificação compulsória, o que significa que profissionais de saúde devem registrar e comunicar todos os casos diagnosticados, contribuindo para o controle e erradicação da enfermidade.

 

Atenção especializada – Em Mato Grosso, seis municípios mantêm Ambulatórios de Atenção Especializada Regionalizados (AAER), que oferecem tratamento da hanseníase em Alta Floresta, Barra do Garças, Juara, Juína, Tangará da Serra e Várzea Grande. O Hospital Regional de Colíder passou a ofertar atendimento especializado em 2025, ampliando a rede de assistência.

 

Ações nos municípios – Municípios de todo o estado estão desenvolvendo ações em alusão à campanha Janeiro Roxo e reforçando a importância do diagnóstico precoce. As atividades incluem campanhas de esclarecimento, orientações, eventos educativos, entre outras atividades direcionadas à população. Em Várzea Grande, Unidades de Saúde da Família (USF) estão realizando ações de conscientização, avaliação clínica, busca ativa e diagnóstico, facilitando o acesso da população.

 

Aripuanã organiza o Dia D de Combate à Hanseníase, que será realizado no dia 24 de janeiro, em que profissionais de saúde vão orientar a população, identificar sinais suspeitos e encaminhar os casos para acompanhamento e tratamento, quando necessário.

 

Em Sinop as ações incluem atendimentos específicos nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e no Centro de Referência em Combate à Hanseníase e Tuberculose. As iniciativas contemplam, ainda, a qualificação de novos profissionais da saúde que integram a Atenção Primária à Saúde.

Agência de Notícias da AMM


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