Primavera do Leste / MT - Sexta-Feira, 22 de Maio de 2026

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1º Festival de Comida de Rua movimenta cerca de R$ 85 mil para o comércio local



O 1º Festival de Comida de Rua de Primavera do Leste teve um resultado que superou as expectativas da Prefeitura e da Câmara de Dirigentes Lojistas – CDL- organizadores da ação. Nos três dias de vendas (4, 5 e 6 de maio), o valor comercializado pelos 20 Food Trucks e Food Bikes que participaram da competição se aproximou a R$ 85 mil. Conforme levantamento da Secretaria Municipal de Desenvolvimento da Indústria, Comércio, cerca de 13 mil produtos foram comercializados. Além de satisfazerem os gostos do público que estiveram presente, os empreendedores também tiveram que convencer os jurados.

Os profissionais da área de alimentação que avaliaram os pratos durante o período do evento foram: André Luiz Shmidt, formado em gastronomia e Chef em restaurante de gastronomia contemporânea; Jakeliny Kriki, nutricionista, coach de emagrecimento, especialista em nutrição esportiva e emagrecimento; Tássia Campos Freitag, engenheira de alimentos, pós-graduada em vigilância e qualidade de alimentos e em gestão de qualidade e engenharia de produção; Allanna Ribeiro Barco arquiteta e empresária no ramo de gastronomia; e Carlos Augusto P. Munhoz, graduado em gestão de eventos, bar tender, gerente e consultor de atendimento em restaurantes.

As avaliações se dividiram em três categorias: Melhor Prato Doce; Melhor Prato Salgado; e Melhor Carro de Lanche. Foram quesitos de avaliação para Melhor Carro Lanche – higiene; estrutura; uniforme; decoração; atendimento e organização.  Para Melhor Prato Doce e Prato Salgado – sabor; agilidade na entrega do prato; higiene; atendimento e organização e visual do prato.

Na categoria Prato Doce o eleito foi o Geladinho Cremoso Food Bike, com 240 pontos. Em segundo lugar se classificou o Açaí Energia Natural, com 222,5 pontos. E na terceira posição os jurados decidiram pelas Delícias da Fer, Sem Glúten e Sem Leite, com 212 pontos. Na categoria Melhor Prato Salgado a primeira posição ficou para o Rei do Paulistinha com 226,5 pontos. O Bokka Lokka Lanches obteve 222,5 pontos e garantiu a segunda colocação. Já o Amigão Lanches ficou em terceiro lugar com 219 pontos.

O Geladinho Cremoso Food Bike se destacou mais uma vez e levou o primeiro lugar na categoriaMelhor Carro de Lanche, com 231,5 pontos. Em seguido apareceu a Hamburgueria Gourmet, com 225,5 pontos. E na terceira posição o Hollywood Lanches, com 224,5 pontos. Os vencedores foram premiados com troféus e os primeiros colocados receberam um prêmio em vale compras no valor de R$ 1 mil.

O Secretário de Desenvolvimento, Carlos Donin, destaca que o evento atendeu ao objetivo de promover, valorizar e divulgar a gastronomia de comida de rua da cidade, representando uma oportunidade de oferecer ao público a degustação de pratos que representem e evidenciem a especialidade dos estabelecimentos. “O Festival não pretendeu criar somente uma competição entre estabelecimentos. O que se busca é criar interatividade, sinergia e lucratividade para todos, não só do ponto de vista econômico, mas social, cultural e turístico, oportunizando mais uma forma de desenvolvimento sustentável para a cidade”.

A comercialização das bebidas ficou a cargo do Lions Club de Primavera do Leste, que reverterá a renda para ações sociais na cidade. A iniciativa projetou Primavera do Leste no cenário regional e estadual. O festival foi pauta de reportagens para sites de notícias e emissoras de televisão de renomes em Mato Grosso, um verdadeiro incentivo ao micro empreendedor e ao pequeno empresário.

Além da população em geral, estiveram presentes no evento os representantes do comércio local e vereadores.

  Fonte: Assessoria/ Prefeitura Municipal



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Brasil - Polícia

Bilhetes com ordens do PCC mostram ligação de Deolane com facção


Investigação aponta relação com outras vertentes do crime organizado

Bilhetes que continham ordens internas dos integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) apreendidos em 2019 em um presídio em Presidente Venceslau, no interior de São Paulo, levaram a polícia a abrir a investigação que culminou na Operação Vérnix, deflagrada nesta quinta-feira (21) pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e pela Polícia Civil.

Segundo as informações da Secretaria de Segurança Pública do estado de São Paulo (SSP-SP), os bilhetes não mencionavam o nome da influenciadora e advogada Deolane Bezerra, presa hoje na operação, mas foram o pontapé inicial para as investigações mostrarem que ela recebia valores provenientes de uma transportadora criada pelo PCC, com sede em Presidente Venceslau.

O dinheiro era repassado para outras contas para dificultar o rastreio. Duas dessas contas estão em nome de Deolane, que, segundo as investigações, fazia a lavagem do dinheiro.

Também foram alvo da operação Marco Herbas Camacho, o Marcola, chefe do PCC, que está preso na Penitenciária Federal de Brasília; Alejandro Camacho, irmão de Marcola, também preso em Brasília e notificado sobre a nova ordem de prisão; Paloma Sanches Herbas Camacho, sobrinha de Marcola e apontada como intermediária nos negócios da família, foragida na Espanha; e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, sobrinho de Marcola e apontado como o destinatário do dinheiro lavado da família, que estaria na Bolívia.

Interpol

A Polícia Federal e o Ministério Público auxiliam nas buscas internacionais e os investigados entraram na Lista Vermelha da Interpol. Foram expedidos seis mandados de prisões preventivas, além do bloqueio de valores superiores a R$ 327 milhões e apreensão de 17 veículos de luxo e quatro imóveis.

De acordo com o Promotor de Justiça do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e membro do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), Lincoln Gakiya, as investigações terem chegado até Marcola e seu irmão Alejandro é importante porque mostram que, apesar de presos, ambos deixaram ordens pendentes e comunicações fora da cadeia.

Gokiya ressalta que as cartas encontradas na penitenciária em 2019 levaram as investigações até a transportadora.

“A empresa pertencia de fato à família Camacho, onde foi lavado esse dinheiro. O Marcola tem mais de 300 anos de pena para cumprir e ele certamente responderá a um novo processo, provavelmente sofrendo condenação nesse caso”, disse.

O promotor ressaltou que certamente haverá desdobramentos da Operação Vérnix, com o envolvimento de Deolane com outras pessoas e também com empresas ligadas a apostas – as bets.

“Nesse período de sete anos, mas principalmente de 2022 em diante, ela teve um aumento muito grande em seu faturamento. Inclusive sem correlação com o trabalho prestado. Então, isso vai gerar sonegação fiscal, vai gerar outras lavagens”, explicou.

Segundo o procurador-geral de Justiça de São Paulo, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, com a abertura dos sigilos bancário e fiscal, a investigação descobriu que Deolane mantém relacionamento com outras vertentes do crime organizado. As investigações revelaram que a influenciadora funciona como uma espécie de caixa do crime organizado.

Costa explica que, pelo poder econômico que a advogada adquiriu ao longo do tempo e influência, o crime organizado deposita esses valores nessa figura pública, e esse dinheiro acaba se misturando com o dinheiro de outras atividades.

“Quando é necessário, esses recursos retornam para o crime organizado. A prisão de uma influencer como essa, com mais de 20 milhões de seguidores, tem caráter pedagógico. Esperamos que cause um efeito de inibição”, afirmou o procurador.

Flávia Albuquerque – Repórter da Agência Brasil


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