Primavera do Leste / MT - Sexta-Feira, 01 de Maio de 2026

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Disponibilidade de medicamentos nas farmácias da rede municipal atinge média de 95%



A disponibilidade de remédios nas farmácias municipais de Primavera do Leste atingiu média de 95%. Essa melhoria no abastecimento se deve ao empenho da atual gestão, que ao assumir o comando da Prefeitura Municipal, buscou meios para resolver o problema dos estoques que estavam com níveis bastantes críticos.

Dos 132 remédios básicos e de 23 medicamentos de controle especial, regularmente fornecidos pela Prefeitura, só está em falta o Omeprazol, Aminofilina CPD e Invermectina CPD w, no entanto, as compras desses itens já foram realizadas e a Secretaria de Saúde aguarda a entrega para realizar a distribuição às farmácias municipais. Outras medicações que também estava em falta, como é o caso da Nifedipina 20mg, Azitromicina Suspensão já foram entregues pelo fornecedor e os estoques estão sendo preenchidos.

Conforme a secretária municipal de saúde, Laura Leandra, assim que assumiu a pasta, o prefeito Léo Bortolin determinou que o problema da falta de remédio fosse solucionado, assim como prioridade nas ações que possibilidade a eficácia no serviço e no atendimento a população.

“Em setembro, encontrei os estoques próximos a zero, fizemos a homologação do pregão em outubro para aquisição de medicação, que já tem sido entregue pelos fornecedores, conforme a necessidade. 15% dos itens não tiveram cotações, no entanto, um novo procedimento será aberto para a aquisição desses medicamentos. Mas vejo grandes avanços, pois nos pregões anteriores o índice de itens sem cotações chegava a 75%”, afirmou. Laura ainda salientou que os materiais necessários para o bom funcionamento do setor de odontologia, que estava em falta, já está sendo regularizado.

Da Assessoria



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Opinião - política

Diárias oficiais coincidem com evento político em Cuiabá e levantam questionamentos


Relatórios apontam viagens institucionais, mas datas coincidem com lançamento de campanha eleitoral; ausência em programa de saúde local também chama atenção

Viagens oficiais com destino a Cuiabá, justificadas como cumprimento de agenda institucional, têm levantado questionamentos após análise de documentos públicos. Relatórios assinados por assessores e servidores indicam participação em reuniões na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com retorno ao município no dia seguinte.

No entanto, as datas dessas viagens coincidem com o período do lançamento da campanha de Léo, realizado na capital. A sobreposição entre compromissos oficialmente descritos como institucionais e um evento político levanta dúvidas sobre a real natureza das agendas cumpridas.

Os documentos registram pagamentos de diárias, incluindo R$ 1.500,00 destinados a Gisely Fernanda Pereira da Silva e R$ 250,00 para Elnatan Oliveira Reis Medeiros, além de outros valores vinculados a deslocamentos com roteiro semelhante: ida à capital, participação em reunião e retorno no dia seguinte.

Relatórios assinados por Gustavo Saint Clair Ferreira Caldeira e Valmislei Alves dos Santos reforçam a justificativa de “cumprimento de agenda parlamentar”, enquanto registros adicionais indicam participação de Gisele Ferreira Ferraz em reuniões na AMM e no INCRA.

Do ponto de vista formal, a documentação apresenta todos os elementos exigidos: declarações de comparecimento, assinaturas e descrição das atividades realizadas.

Ainda assim, a coincidência com um evento político relevante levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos para deslocamentos que podem não ter caráter exclusivamente institucional.

Contraste com agenda local de saúde

Outro ponto que chama atenção é o contraste entre essas agendas na capital e a atuação local dos envolvidos.

Parte dos nomes associados às viagens aparece com frequência em críticas à situação da saúde pública em Primavera do Leste. No entanto, não há registro de presença de alguns desses críticos no lançamento do programa “Vira Saúde”, iniciativa voltada à melhoria do atendimento à população no próprio município.

A ausência em um evento diretamente ligado à saúde pública local reforça o debate sobre prioridades e coerência entre discurso e prática.

Transparência e resultado

Embora os documentos estejam formalmente corretos, especialistas em gestão pública destacam que a transparência não se limita à comprovação de deslocamentos e reuniões, mas também envolve a demonstração de resultados concretos dessas agendas.

Até o momento, não há detalhamento público sobre os impactos diretos dessas viagens para a população.

Diante disso, permanecem as perguntas:

Qual foi o retorno efetivo dessas agendas?
E qual o limite entre compromisso institucional e participação em atividades de natureza política?


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