Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 23 de Abril de 2026

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Abelhas – alternativa rentável para o pequeno produtor



A Secretaria de Agricultura recebeu nesta quinta-feira, 22, a pesquisadora Ana Lúcia Assad, estudiosa sobre a criação de abelhas que tem por objetivo incentivar a agricultura familiar a ter mais essa opção de renda. Pela sua experiência ela afirma que essa criação é rentável e os investimentos podem ser feitos em parceria com a Prefeitura que cederia todo o material, como as roupas apropriadas, caixas e as colméias ou buscaria uma linha de crédito com essa finalidade e, a contra partida do produtor seria entregar o produto para merenda escolar, “é uma alternativa exeqüível e que pode representar mais uma renda para o pequeno produtor”.

Outro dado interessante, segundo Ana Lúcia, é mostrar a possibilidade de ações e diálogos entre a agricultura e a apicultura, como também a alternativa de se criar corredores ecológicos urbanos com plantas que são amigáveis aos polinizadores, como a abelha jataí, sem ferrão, que tem em todo o Brasil e, torna a cidade mais agradável e com um visual diferente – “são projetos de curto, médio e longo prazo, mas realizáveis desde que haja planejamento”. A Associação Abelha em que tem função relevante produz, gera e divulga informações com base científica visando à conservação da biodiversidade e a convivência harmoniosa da agricultura com a apicultura.

Ana Lúcia é economista com doutorado em Política Científica e Tecnológica pela UNICAMP. Coordenou a área de Biotecnologia e Saúde do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) entre 1991 e 1996 e de 2000 a julho de 2004. Coordenadora Geral de Cooperação Nacional da Diretoria de Cooperação Institucional do CNPq (de 2009 a fevereiro de 2012), e chefe da Assessoria dos Fundos Setoriais do MCTI de agosto de 2012 a maio de 2014. É professora convidada do curso de Mestrado e Doutorado em Biotecnologia da Universidade Federal do Amazonas. Possui experiência no setor privado na área de gestão da inovação e de projetos de pesquisa e inovação em temas como biotecnologia, biodiversidade e gestão de projetos de P&D. Participa de Comissões e Comitês de avaliação institucional e de projetos relacionados a biotecnologia, uso da biodiversidade e gestão da inovação.

 Fonte: Da Assessoria/ Prefeitura de Primavera do Leste


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POLÍTICA TERRITORIAL: Deputado Nininho celebra sanção de lei que regulamenta desmembramento de municípios


Nova legislação cria critérios nacionais para desmembramento de áreas entre municípios e abre caminho para revisão de limites em Mato Grosso; plebiscito será nos dois municípios afetados

Entrou em vigor a Lei Complementar 230/2026, que estabelece regras nacionais para o desmembramento de parte de um município para incorporação a outro. Sancionada sem vetos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada no Diário Oficial da União, a norma foi acompanhada de perto pelo deputado estadual Ondanir Bortolini, Nininho (Republicanos), que articulou com a deputada federal Gisela Simona a agilização da tramitação da proposta no Congresso Nacional.

 

A nova legislação define que qualquer alteração territorial dependerá de iniciativa da Assembleia Legislativa, elaboração de estudo de viabilidade e aprovação por plebiscito envolvendo os eleitores dos municípios afetados. O texto também proíbe, de forma expressa, a criação de novos municípios a partir desses desmembramentos.

 

A lei estabelece um prazo de 15 anos para que os processos de desmembramento sejam realizados. Também determina a suspensão dessas iniciativas no período que antecede o Censo Demográfico de 2030, com retomada após a divulgação dos resultados oficiais.

 

Outro ponto central é a exigência de aprovação do pedido de plebiscito com antecedência mínima de 90 dias. Para 2026, excepcionalmente, o prazo foi reduzido para 60 dias, com o objetivo de viabilizar consultas ainda neste ano.

 

Além disso, a norma mantém a possibilidade de atualização de limites intermunicipais mesmo durante a tramitação dos processos de desmembramento, o que permite aos estados avançar em revisões administrativas sem interrupções.

IMPACTOS

A regulamentação era considerada necessária para dar segurança jurídica a disputas territoriais que, em muitos casos, se arrastam por anos. A indefinição de limites afeta diretamente a arrecadação municipal e a prestação de serviços públicos, especialmente em regiões produtivas.

 

Segundo Nininho, que é presidente da Comissão de Revisão Territorial de Municípios e Cidades da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), a nova lei corrige uma lacuna. “Esse projeto era indispensável para dar segurança jurídica a um trabalho que Mato Grosso já iniciou. Sem essa regulamentação, os processos ficavam travados ou sujeitos a disputas judiciais intermináveis”, afirma.

 

O deputado também destaca os reflexos práticos da medida. “Estamos tratando de áreas onde a população, muitas vezes, já tem vínculo com outro município, mas permanece em uma divisão administrativa que não reflete a realidade. Isso gera prejuízos concretos”, diz Nininho.

RESSALVAS

No entanto, apesar de reconhecer o avanço da legislação, Nininho faz ressalvas quanto ao modelo de consulta popular previsto no texto. A lei determina que o plebiscito envolva os eleitores dos dois municípios impactados, o que, na avaliação do parlamentar, pode distorcer o resultado.

 

Para o parlamentar, o ideal seria restringir a votação à população diretamente afetada. “O plebiscito deveria abranger apenas os moradores da área a ser desmembrada, que são os mais interessados no processo e que vivenciam essa realidade no dia a dia”, argumenta Nininho.

 

A lei também estabelece que mudanças nos repasses do Fundo de Participação dos Municípios e de outras transferências só ocorrerão após o encerramento do exercício financeiro seguinte à definição dos novos limites territoriais.

 

“A nossa expectativa é de que a regulamentação destrave processos paralisados e permita uma reorganização mais precisa das divisas municipais, especialmente em estados como Mato Grosso, onde há histórico de conflitos territoriais e áreas com vínculos administrativos indefinidos”, completa o deputado Nininho.

Redação: Sérgio Ober

 

 

 


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