Primavera do Leste / MT - Sexta-Feira, 23 de Outubro de 2026

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Abelhas – alternativa rentável para o pequeno produtor



A Secretaria de Agricultura recebeu nesta quinta-feira, 22, a pesquisadora Ana Lúcia Assad, estudiosa sobre a criação de abelhas que tem por objetivo incentivar a agricultura familiar a ter mais essa opção de renda. Pela sua experiência ela afirma que essa criação é rentável e os investimentos podem ser feitos em parceria com a Prefeitura que cederia todo o material, como as roupas apropriadas, caixas e as colméias ou buscaria uma linha de crédito com essa finalidade e, a contra partida do produtor seria entregar o produto para merenda escolar, “é uma alternativa exeqüível e que pode representar mais uma renda para o pequeno produtor”.

Outro dado interessante, segundo Ana Lúcia, é mostrar a possibilidade de ações e diálogos entre a agricultura e a apicultura, como também a alternativa de se criar corredores ecológicos urbanos com plantas que são amigáveis aos polinizadores, como a abelha jataí, sem ferrão, que tem em todo o Brasil e, torna a cidade mais agradável e com um visual diferente – “são projetos de curto, médio e longo prazo, mas realizáveis desde que haja planejamento”. A Associação Abelha em que tem função relevante produz, gera e divulga informações com base científica visando à conservação da biodiversidade e a convivência harmoniosa da agricultura com a apicultura.

Ana Lúcia é economista com doutorado em Política Científica e Tecnológica pela UNICAMP. Coordenou a área de Biotecnologia e Saúde do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) entre 1991 e 1996 e de 2000 a julho de 2004. Coordenadora Geral de Cooperação Nacional da Diretoria de Cooperação Institucional do CNPq (de 2009 a fevereiro de 2012), e chefe da Assessoria dos Fundos Setoriais do MCTI de agosto de 2012 a maio de 2014. É professora convidada do curso de Mestrado e Doutorado em Biotecnologia da Universidade Federal do Amazonas. Possui experiência no setor privado na área de gestão da inovação e de projetos de pesquisa e inovação em temas como biotecnologia, biodiversidade e gestão de projetos de P&D. Participa de Comissões e Comitês de avaliação institucional e de projetos relacionados a biotecnologia, uso da biodiversidade e gestão da inovação.

 Fonte: Da Assessoria/ Prefeitura de Primavera do Leste


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política

TSE estuda desativar canais políticos no WhatsApp 48h antes da eleição


Proposta foi escrita pelo vice-presidente da Corte, André Mendonça

TSE faz últimos preparativos para o primeiro turno nas Eleições 2018

Uma minuta de resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) prevê que canais de WhatsApp com teor político e mais de 200 mil seguidores sejam desativados nas 48 horas anteriores e 24 horas posteriores ao segundo turno da eleição, marcado para o próximo domingo (25). 

Caso aprovada pelo plenário do TSE, a medida entraria em vigor de imediato, conforme o texto da minuta obtida pela Agência Brasil.

A minuta com a proposta passou a circular entre os ministros do TSE após o tema ser debatido em reuniões informais realizadas na sexta-feira (16) e na terça-feira (20). O texto foi redigido pelo ministro André Mendonça, vice-presidente da Corte Eleitoral.

Em nota à imprensa, o gabinete de Mendonça informou não se tratar de uma iniciativa pessoal do ministro, mas que coube a ele a autoria da minuta por ser tradição que as normas eleitorais sejam redigidas pelo vice-presidente do TSE.

“O objetivo discutido é proteger a integridade do pleito nas horas que antecedem e sucedem a votação, quando não há tempo hábil para resposta ou correção de conteúdos ilícitos”, diz a nota do gabinete de Mendonça.

A nota acrescenta ainda que o texto foi redigido a partir de um consenso interno, e que “os critérios em análise são objetivos e impessoais e valem igualmente para todos os canais de natureza político-eleitoral de grande alcance, qualquer que seja o candidato, o partido ou a orientação política”.

Caso seja aprovada, a iniciativa deve atingir o canal “Exército do Lula”, que atingiu nesta quarta (21) a marca de 7 milhões de inscritos no aplicativo de mensagens WhatsApp. Também seria desativado o canal “Tropa do Flávio”, que possui 2 milhões de inscritos.

Proposta

O texto da minuta aplica aos canais de transmissão de natureza político-eleitoral com mais de 200 mil seguidores as mesmas restrições que já vigoram sobre o conteúdo impulsionado de campanha, aquele cujo alcance é potencializado mediante pagamento às plataformas.

O texto também considera haver “alcance desproporcional de canais com grande audiência na difusão de conteúdos ilícitos”.

Em outro trecho, a proposta diz ainda que “o período compreendido entre as 48 (quarenta e oito) horas antes e as 24 (vinte e quatro) horas depois da eleição concentra o maior risco de dano irreversível à formação livre da vontade do eleitorado, por não haver tempo hábil para resposta, esclarecimento ou tutela jurisdicional efetiva”.

Controvérsia

A proposta surge após uma disputa de liminares em torno do canal “Exército do Lula”. Na semana passada, o canal foi retirado do ar pelo ministro Kássio Nunes Marques, presidente do TSE, após pedido da campanha do presidenciável Flávio Bolsonaro, que alegou disseminação de desinformação.

Logo em seguida, porém, o corregedor-nacional da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, restabeleceu o canal. Ele afirmou não haver elementos que justificassem a medida e que Nunes Marques não poderia ter suspendido o canal por via administrativa, como fez, uma vez que o caso já tramitava pela via judicial em processo relatado pelo próprio corregedor.

Pouco depois, porém, Nunes Marques voltou a suspender o canal, alegando que mesmo sendo administrado por um apoiador, o deputado André Janones (Rede-MG), a ferramenta teria vínculo com a campanha oficial, e portanto deveria estar registrado no TSE como tal.

Por fim, o Exército do Lula acabou sendo liberado pelo presidente do TSE, após o registro ter sido feito pela campanha oficial.

Felipe Pontes – repórter da Agência Brasil


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