Primavera do Leste / MT - Quarta-Feira, 21 de Janeiro de 2026

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Abelhas – alternativa rentável para o pequeno produtor



A Secretaria de Agricultura recebeu nesta quinta-feira, 22, a pesquisadora Ana Lúcia Assad, estudiosa sobre a criação de abelhas que tem por objetivo incentivar a agricultura familiar a ter mais essa opção de renda. Pela sua experiência ela afirma que essa criação é rentável e os investimentos podem ser feitos em parceria com a Prefeitura que cederia todo o material, como as roupas apropriadas, caixas e as colméias ou buscaria uma linha de crédito com essa finalidade e, a contra partida do produtor seria entregar o produto para merenda escolar, “é uma alternativa exeqüível e que pode representar mais uma renda para o pequeno produtor”.

Outro dado interessante, segundo Ana Lúcia, é mostrar a possibilidade de ações e diálogos entre a agricultura e a apicultura, como também a alternativa de se criar corredores ecológicos urbanos com plantas que são amigáveis aos polinizadores, como a abelha jataí, sem ferrão, que tem em todo o Brasil e, torna a cidade mais agradável e com um visual diferente – “são projetos de curto, médio e longo prazo, mas realizáveis desde que haja planejamento”. A Associação Abelha em que tem função relevante produz, gera e divulga informações com base científica visando à conservação da biodiversidade e a convivência harmoniosa da agricultura com a apicultura.

Ana Lúcia é economista com doutorado em Política Científica e Tecnológica pela UNICAMP. Coordenou a área de Biotecnologia e Saúde do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) entre 1991 e 1996 e de 2000 a julho de 2004. Coordenadora Geral de Cooperação Nacional da Diretoria de Cooperação Institucional do CNPq (de 2009 a fevereiro de 2012), e chefe da Assessoria dos Fundos Setoriais do MCTI de agosto de 2012 a maio de 2014. É professora convidada do curso de Mestrado e Doutorado em Biotecnologia da Universidade Federal do Amazonas. Possui experiência no setor privado na área de gestão da inovação e de projetos de pesquisa e inovação em temas como biotecnologia, biodiversidade e gestão de projetos de P&D. Participa de Comissões e Comitês de avaliação institucional e de projetos relacionados a biotecnologia, uso da biodiversidade e gestão da inovação.

 Fonte: Da Assessoria/ Prefeitura de Primavera do Leste


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Janeiro Roxo: Hanseníase ainda é desafio para a saúde pública em Mato Grosso


Com mais de 4 mil casos notificados em Mato Grosso em 2024, a hanseníase continua sendo um grande desafio para a saúde pública no Brasil. Embora a doença tenha sido progressivamente controlada, ainda representa um problema relevante, especialmente em áreas endêmicas como o estado de Mato Grosso. O tratamento, disponibilizado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), varia de seis meses a um ano, dependendo da forma e gravidade da enfermidade.

 

A Unidade Básica de Saúde (UBS) é a principal porta de entrada para o diagnóstico e avaliação inicial da hanseníase nos municípios. Nessas unidades, os profissionais de saúde são treinados para identificar os primeiros sinais da doença, como manchas na pele e perda de sensibilidade, que, se não tratados a tempo, podem levar a complicações graves. Quando necessário, os pacientes são encaminhados para Centros de Referência em Hanseníase, que possuem uma estrutura mais especializada, oferecendo tratamento avançado e acompanhamento contínuo para aqueles com formas mais graves ou complicadas da doença.

 

A conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce da hanseníase tem ganhado força especialmente durante o Janeiro Roxo, uma campanha nacional idealizada pelo Ministério da Saúde. Essa ação busca sensibilizar a população sobre a importância da detecção precoce da doença, que, se diagnosticada a tempo, pode ser tratada com eficiência, evitando complicações e o estigma social.

 

A Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) apoia essa iniciativa e destaca o papel fundamental da campanha para despertar a sociedade sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce. A hanseníase é uma doença de notificação compulsória, o que significa que profissionais de saúde devem registrar e comunicar todos os casos diagnosticados, contribuindo para o controle e erradicação da enfermidade.

 

Atenção especializada – Em Mato Grosso, seis municípios mantêm Ambulatórios de Atenção Especializada Regionalizados (AAER), que oferecem tratamento da hanseníase em Alta Floresta, Barra do Garças, Juara, Juína, Tangará da Serra e Várzea Grande. O Hospital Regional de Colíder passou a ofertar atendimento especializado em 2025, ampliando a rede de assistência.

 

Ações nos municípios – Municípios de todo o estado estão desenvolvendo ações em alusão à campanha Janeiro Roxo e reforçando a importância do diagnóstico precoce. As atividades incluem campanhas de esclarecimento, orientações, eventos educativos, entre outras atividades direcionadas à população. Em Várzea Grande, Unidades de Saúde da Família (USF) estão realizando ações de conscientização, avaliação clínica, busca ativa e diagnóstico, facilitando o acesso da população.

 

Aripuanã organiza o Dia D de Combate à Hanseníase, que será realizado no dia 24 de janeiro, em que profissionais de saúde vão orientar a população, identificar sinais suspeitos e encaminhar os casos para acompanhamento e tratamento, quando necessário.

 

Em Sinop as ações incluem atendimentos específicos nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e no Centro de Referência em Combate à Hanseníase e Tuberculose. As iniciativas contemplam, ainda, a qualificação de novos profissionais da saúde que integram a Atenção Primária à Saúde.

Agência de Notícias da AMM


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