Primavera do Leste / MT - Domingo, 31 de Agosto de 2025

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Adversário dos Viana, Léo cita arrogância da oposição e propõe alinhamento político



Adversário dos Viana e eleito com maioria esmagadora de 69% dos votos válidos (17.608), nesse domingo (19), o agora prefeito eleito de Primavera do Leste Leonardo Bortolin, o Léo (PMDB), considera que a oposição  apresenta comportamento arrogante na forma de conduzir a política na cidade. Ao contrário disso, ele defende alinhamento político, até mesmo de adversários, a fim de viabilizar as necessidades mais urgentes do município.

“O partido deve ser o partido de Primavera. Ao contrário dos Viana, eu não tenho essa característica arrogante, característica de oposição ferrenha. Acho que a gente tem que trabalhar junto. Politicamente a gente só constrói junto e não dessa maneira desagregadora”, comenta em entrevista ao , nesta segunda (20).

Léo conta que durante a campanha eleitoral, recebeu o apoio de 11 vereadores primaverenses. Agora, pretende lutar para agregar todos os 15 que compõem o Legislativo. “Queremos fazer com que Primavera volte a ser uma potência tanto no Estado quanto no Brasil, levando qualidade de vida às pessoas. Tenho certeza que vamos fazer gestão aberta, que é uma característica minha, vamos ouvir a população, chamar a comunidade para a responsabilidade”.

Léo deixou a presidência da Câmara para comandar o município interinamente após a saída do ex-prefeito Getúlio Viana (PSB), que teve sua candidatura indeferida e se viu obrigado a deixar a gestão em setembro. A adversária Carmen Betti (PSC), que recebeu 30,75% dos votos válidos (7.817), contou com o apoio do deputado estadual Zeca Viana (PDT) e de Getúlio, mas não bastou.

Os Viana são considerados uma família de grande força política da região. Na corrida pela prefeitura, chegou a lançar o filho de Zeca, Mateus Viana, à disputa, mas ele desistiu logo no início da campanha, deixando a candidatura para Carmem. Léo, por sua vez, chegou a denunciar que estava sendo vítima de “campanha maldosa” dos adversários, mas afirmou que não iria revidar as provocações.

Agora eleito, avalia que a mudança de opção da população se deve ao anseio por pessoas novas na política, com ideias novas. “É bem interessante mencionar que do secretariado que tenho hoje, apenas um tem experiência política, os demais foram indicados pelas categorias. Eu abri o espaço para a sociedade mesmo”, comenta Léo.

Apesar disso, ele não descarta mudanças em seu staff, mesmo mantendo a representatividade dos setores. Pondera que ainda precisa sentar e conversar com sua base antes de tomar qualquer decisão.

Prioridades

Entre as prioridades, estão a Saúde e Desenvolvimento, que inclui concluir as reformas necessárias para desenvolver políticas públicas em cada área de maneira mais forte. Neste contexto, Léo conta que quando assumiu a gestão, havia cinco postos de saúde parados há quase um ano, já com notificação para devolução dos recursos a Brasília. “Destravamos essas obras, três já foram retomadas e a quarta retoma essa semana”, adianta.

Além disso, Léo garante que o centro de hemodiálise do município deve começar a funcionar até dezembro deste ano e promete fortalecer as obras estruturais de esgoto, bem como executar obras para embelezar a cidade.

Caixa

Apesar de não citar valores, Léo garante que o dinheiro para o 13º dos servidores já está em caixa e descarta qualquer possibilidade de atraso no pagamento dos salários. Ele revela, inclusive, que 2018 começará com saldo positivo.

Governo

O prefeito de Primavera aponta que independente de partido, o governo, sob Pedro Taques (PSDB), precisa dar atenção a todos os prefeitos dos 141 municípios do Estado. Nesta linha, comenta que a cidade tem demandas urgentes de Saúde e que tem buscado horário na agenda do governador, até o momento, sem sucesso. “Espero que agora eu consiga”.

Por fim, Léo defende que haja alinhamento político com o governador para potencializar as ações do município. “Meu palanque teve Marco Marrafon (secretário estadual de Educação), que é meu amigo, meu parceiro. Tivemos com Suelme Evangelista (secretário estadual de Agricultura), também é meu amigo. A deputada estadual Janaina Riva (PMDB), o deputado federal Valtenir Pereira (PSB), o ex-deputado Luizinho Magalhães. Recebemos apoio dos mais diversos, como do senador Wellington Fagundes (PR), o federal Carlos bezerra (PMDB). Essa campanha oxigenou pluripartidariamente. Para mim é motivo de muita honra”.

Fonte: Eduarda Fernandes/ RDNews



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Brasil

Megaoperação identificou crime organizado na ‘economia real e no mercado financeiro’


Investigações identificaram pelo menos 40 fundos de investimento controlados por organizações criminosas, com patrimônio de R$ 30 bi

megaoperação deflagrada pela Receita Federal nesta quinta-feira (28) no âmbito de investigações sobre um esquema criminoso no setor de combustíveis foi a maior já realizada contra o crime organizado no Brasil. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em cerca de 350 alvos em oito estados diferentes (São Paulo, Espírito Santo, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Rio de Janeiro e Santa Catarina).

Andrea Costa Chaves, subsecretária de fiscalização da Receita Federal, afirma que as investigações identificaram a invasão do crime organizado “na economia real e no mercado financeiro”. “A estrutura na operação nessa operação envolveu toda a cadeia na parte da economia real: importação, produção, distribuição, comercialização até o consumidor final”, explica.

Já na parte financeira, a atuação do crime organizado aconteceu na ocultação e na blindagem do patrimônio. As investigações identificaram pelo menos 40 fundos de investimento, sendo eles fundos imobiliários e de multimercado, que eram controlados por organizações criminosas. O patrimônio desses fundos era de R$ 30 bilhões.

Segundo o órgão, com esses recursos o grupo adquiriu um terminal portuário, quatro usinas produtoras de álcool (além de outras duas em parceria ou em processo de compra) e 1.600 caminhões para transporte de combustíveis.

A organização também comprou mais de 100 imóveis, entre eles seis fazendas no interior de São Paulo, avaliadas em R$ 31 milhões, e uma residência em Trancoso (BA), adquirida por R$ 13 milhões.

Fintechs e a ‘blindagem do esquema’

O dinheiro de origem ilícita era reinvestido em negócios, propriedades e outros investimentos por meio desses fundos de investimentos que recebiam recursos da fintech, dificultando sua rastreabilidade e dando a ele uma aparência de legalidade.

Perguntas e Respostas

Qual foi a operação realizada pela Receita Federal?

A Receita Federal deflagrou uma megaoperação no dia 28, que foi a maior já realizada contra o crime organizado no Brasil, focando em um esquema criminoso no setor de combustíveis. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em cerca de 350 alvos em oito estados: São Paulo, Espírito Santo, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Rio de Janeiro e Santa Catarina.

O que foi identificado nas investigações?

As investigações identificaram a invasão do crime organizado na economia real e no mercado financeiro. A subsecretária de fiscalização da Receita Federal, Andrea Costa Chaves, explicou que a operação envolveu toda a cadeia da economia real, incluindo importação, produção, distribuição e comercialização até o consumidor final.

Como o crime organizado atuou no mercado financeiro?

No mercado financeiro, o crime organizado atuou na ocultação e blindagem do patrimônio. Foram identificados pelo menos 40 fundos de investimento, incluindo fundos imobiliários e de multimercado, controlados por organizações criminosas, com um patrimônio total de R$ 30 bilhões.

Quais foram os investimentos feitos com os recursos ilícitos?

Com os recursos obtidos, o grupo adquiriu um terminal portuário, quatro usinas produtoras de álcool (além de outras duas em parceria ou em processo de compra) e 1.600 caminhões para transporte de combustíveis. Também foram comprados mais de 100 imóveis, incluindo seis fazendas no interior de São Paulo, avaliadas em R$ 31 milhões, e uma residência em Trancoso (BA), adquirida por R$ 13 milhões.

Como o dinheiro ilícito era reinvestido?

O dinheiro de origem ilícita era reinvestido em negócios, propriedades e outros investimentos por meio dos fundos de investimento, que recebiam recursos de uma fintech. Isso dificultava a rastreabilidade do dinheiro e conferia uma aparência de legalidade às operações.

R7


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Polícia - Região

PMs serão interrogados por suposto confronto forjado para ‘sumir’ com arma que matou advogado


Por determinação do juiz Moacir Rogério Tortato, os policiais militares Jorge Rodrigo Martins, Leandro Cardoso, Wailson Alesandro Medeiros Ramos e Wekcerlley Benevides de Oliveira serão interrogados, na próxima segunda-feira (1º), às 14h, na sala de audiência da Justiça Militar, no Fórum de Cuiabá. O grupo é acusado de forjar confronto para “plantar” no local arma usada para matar o advogado Renato Nery.

 

Conforme apurou o GD, além dos militares, também devem ser ouvidas testemunhas e servidores da Polícia Civil. Os 4 PMs respondem a processo por organização criminosa, abuso de autoridade e porte ilegal de arma de fogo de uso restrito em meio ao caso de um confronto após assalto em que um veículo gol de cor branca foi levado e houve troca de tiros com os suspeitos, resultando na morte de Walteir Lima Cabral e outros dois suspeitos ficaram feridos.

 

O confronto ocorreu em 12 de julho de 2024. A arma supostamente encontrada em posse de um dos criminosos, no local do crime, foi utilizada no assassinato do advogado Renato Gomes Nery, morto em 5 de julho do mesmo ano. Laudo pericial balístico demonstrou que a pistola Glock modelo G17, calibre 9mm foi a mesma utilizada para executar o jurista.

 

Conforme noticiou o GD, o caso ficou conhecido como “Grupo do Gol Branco”, em alusão a grupo de WhatsApp em que os 4 discutiam combinação de versões, preocupação com divergências de depoimentos e indícios de obstrução da justiça, algo revelado após perícia em celulares. Segundo o Ministério Público, os elementos reunidos demonstram que não houve confronto real, mas sim uma “execução deliberada seguida de inovação artificiosa da cena do crime”.

 

No dia 12 deste mês o Conselho Permanente de Justiça, da 11ª Vara Criminal Especializada de Justiça Militar de Cuiabá, por maioria, votou pela revogação parcial das cautelares impostas aos policiais, permitindo que os réus retornem ao serviço militar com porte de arma, além da retirada da tornozeleira eletrônica. Contudo, ainda permanecem as cautelas de proibição de manter contato com vítima e familiares, bem como testemunhas do processo.

 

Eles foram afastados das funções em julho pelo comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso (PMMT), Cláudio Fernando Carneiro Tinoco. Os 4 chegaram a ficar presos preventivamente durante um período, no entanto, foram colocados em liberdade após decisão do juiz Francisco Ney Gaíva, da 14ª Vara Criminal de Cuiabá.


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política

Deputado sugere economizar em parque para comprar Santa Casa


O deputado Júlio Campos (União) foi taxativo ao mostrar solução para que o governo do Estado compre a Santa Casa: reduza investimentos no Parque Novo Mato Grosso.

A solução foi publicada em sua rede social, na sexta-feira (29), um dia após o prazo de propostas para a compra do hospital terminar sem sequer uma oferta. Agora, um novo edital será publicado e o Estado avalia a compra, apesar de Mauro Mendes (União) alegar que não há dinheiro para oferta.

O parque promete ser o maior da América Latina e é objeto de grande apreço pelo governador.


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Polícia

Briga por dívida de cartão: Mulher é condenada a 16 anos por matar marido com facada no peito em Primavera


O Tribunal do Júri da 1ª Vara Criminal de Primavera do Leste (231 km ao sul de Cuiabá) condenou Patrícia Sarmanho Garcia a 16 anos, 6 meses e 15 dias de reclusão em regime fechado por assassinar Bruno Nazareno Fernandes do Nascimento com uma facada no peito. O julgamento foi realizado essa semana.

 

De acordo com a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Patrícia e Bruno eram conviventes e já apresentavam histórico de agressões. O crime ocorreu no dia 2 de junho de 2023, por volta das 22h, no conjunto de quitinetes do bairro Poncho Verde, em Primavera.

 

A ré discutiu com a vítima sobre a cobrança de um cartão bancário, o agrediu fisicamente e, em seguida, desferiu uma facada no peito da vítima no corredor que dá acesso à residência.

 

Ferido, o rapaz voltou para a parte da frente do conjunto de quitinetes e caiu na calçada da casa de uma vizinha. Apesar de ter sido socorrido, ele não resistiu aos ferimentos.

 

A promotora de Justiça Tessaline Higuchi, da 1ª Promotoria Criminal de Primavera do Leste, apontou que o crime foi cometido por motivo fútil e mediante dissimulação, dificultando a defesa da vítima. Durante o julgamento, o Conselho de Sentença confirmou a autoria e a materialidade do homicídio e rejeitou o pedido de absolvição.

Fonte Gazeta Digital 


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