Primavera do Leste / MT - Quarta-Feira, 14 de Janeiro de 2026

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Após 10 anos de espera, Praça da Juventude é inaugurada no Aniversário da cidade



Uma obra que teve emenda parlamentar destinada há mais de 10 anos – tempo em que esteve paralisada – foi inaugurada no último domingo (13), dia em o município completou 32 anos de emancipação político-administrativa. “É emocionante ver que um gestor tão jovem tem tanto compromisso com o dinheiro público. Em cinco meses deu conta de fazer o que nenhum gestor fez com essa obra tão importante para nossos jovens de Primavera”, destacou o deputado federal Carlos Bezerra, responsável pela destinação de emenda no valor de R$ 1,6 milhão para a realização da Praça da Juventude, no bairro São José.

Ele esteve presente na cidade para a cerimônia de inauguração, acompanhado da esposa Tetê Bezerra, que na última semana assumiu a presidência do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur). Na oportunidade Tetê recebeu o título de Cidadã Honorária das mãos do vereador Manoel Mazutti, autor da proposição. Ele reconhece Tetê Bezerra como uma importante personalidade de indiscutível importância para o desenvolvimento de Primavera do Leste.

Para a retomada das obras, o prefeito Léo Bortolin foi a Brasília em busca de recursos já pactuados, mas que ainda não tinham liberação. Ele entende que a demora estava causando prejuízo ao município e principalmente à população.

Durante esses anos muitos problemas impediram a liberação dos recursos para retomar a obra da Praça da Juventude, que é de suma importância para atender aquela região, entretanto com a peregrinação do prefeito e secretários em Brasília, em duas ocasiões – novembro do ano passado e em março de 2018 – foi possível, de fato, liberar o que já estava pactuado.

O prefeito entende que obra cara é obra parada, porque o prejuízo para as crianças, jovens e adolescentes é imensurável. “Sabemos que o esporte é uma ferramenta importante para formação do ser humano, em vários aspectos – físico, emocional, social e, por tudo isso, não poderíamos deixar essa obra abandonada. Se não buscássemos apoio em Brasília, não conseguiríamos terminá-la, porque o valor liberado é o mesmo de 2008 e, o material e a mão de obra foram majorados nessa década”.

A obra tem cerca de dez mil metros, sob a responsabilidade da construtora B&C, de Campo Grande, e o projeto conta com quadra poliesportiva, quadra sintética para futebol suíço, vôlei de quadra e de areia, basquete, skate, pista de caminhada, espaço para academia e recreação.

Da Assessoria/ Prefeitura Primavera do Leste



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PISCICULTURA: Deputado Nininho mobiliza Assembleia Legislativa, Governo do Estado e agricultores para fomentar produção de peixe em Mato Grosso


Com recursos do Banco Mundial, deputado trabalha para organizar cadeia produtiva, implantar cooperativas e fortalecer piscicultura em Mato Grosso; iniciativa prevê projeto piloto na Baixada Cuiabana

O deputado estadual Ondanir Bortolini – Nininho (Republicanos) está mobilizando a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), o governo estadual e o setor produtivo para reestruturar a piscicultura em Mato Grosso, com foco na Baixada Cuiabana. O parlamentar defende a integração de políticas públicas e a formação de cooperativas para absorver parte dos US$ 100 milhões garantidos junto ao Banco Mundial para a agricultura de pequena escala. A estratégia aponta para a verticalização da produção para retomar o protagonismo do Estado, que atualmente ocupa o sétimo lugar no ranking nacional.

 

Segundo Nininho, a Baixada Cuiabana possui características geográficas que favorecem o pequeno produtor em detrimento da agricultura de larga escala. “A aptidão das áreas aqui é mais voltada para a agricultura familiar e pequena propriedade. Não tem aptidão, muitas vezes, para a agricultura de grande escala. Precisamos achar uma maneira de fomentar essa atividade”, afirma Nininho.

 

A proposta do deputado envolve um consórcio entre a Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), a Empaer e universidades. O objetivo é criar uma estrutura que reduza custos operacionais, incluindo a produção regional de alevinos e a instalação de fábricas de ração próprias. “Nós vamos agregar mais valor no nosso produto e diminuir o custo dos insumos, o que faz com que a rentabilidade e a margem de lucro fiquem maiores para os nossos produtores”, explica Nininho.

CRÉDITO E COOPERATIVAS

Um dos pilares do projeto de Nininho visa o acesso a recursos internacionais. De acordo com a Seaf, os investimentos do Banco Mundial serão aplicados nos próximos cinco anos, priorizando ações sustentáveis. Para o deputado, a organização em cooperativas é a chave para que o pequeno piscicultor acesse esses fundos. “Nosso objetivo é estruturar toda essa cadeia. A ideia é criarmos cooperativas para incluir no programa do Banco Mundial, buscando recursos a fundo perdido para apoiar o pequeno produtor”, destaca.

 

A industrialização também está no radar do parlamentar. O parlamentar defende a criação de frigoríficos com certificação federal (Sisp/Sif) para que o peixe mato-grossense alcance novos mercados. “Essa cooperativa vai tirar o selo para poder ter a inspeção federal e vender esse pescado lá fora, não somente no mercado interno, mas no externo também”, projeta Nininho.

 

INTEGRAÇÃO TÉCNICA

 

A viabilidade do plano conta com o suporte da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), que propõe um diagnóstico de 800 propriedades para identificar gargalos tecnológicos. “O estudo vai permitir compreender as necessidades dos produtores, aprimorar a compra de insumos e desenvolver tecnologias adequadas à realidade local. O sucesso depende da integração entre pesquisa e produção”, explica o professor Márcio Hoshiba, da UFMT e integrante do Núcleo de Estudos em Pesca e Aquicultura (Nepes).

 

O presidente da Associação Mato-grossense dos Aquicultores (Aquamat), Darci Fornari, defende a integração e a verticalização da produção para aumentar a competitividade. “Temos potencial para sermos o maior produtor de peixe do Brasil. O desafio é fortalecer as cooperativas e reduzir a atuação isolada dos pequenos produtores, que representam 80% do setor. Queremos aplicar o modelo de sucesso das grandes operações também aos pequenos”, comenta.

 

 

 

PROTAGONISMO

 

Mato Grosso produziu 44,5 toneladas de peixe em 2024, com receita estimada em R$ 600 milhões, ocupando atualmente a sétima posição no ranking nacional. Para Nininho, o Estado reúne condições para recuperar o protagonismo no setor, desde que haja planejamento e políticas contínuas de apoio à produção.

 

“Mato Grosso tem os ativos necessários, água e tecnologia, mas carece de gestão integrada. Temos água em abundância e profissionais qualificados. Falta apenas organização e incentivo para retomarmos a liderança”, conclui o parlamentar.

Redação: Sérgio Ober


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