Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 23 de Julho de 2026

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Banda Salomanos circula por Mato Grosso e Primavera do Leste é a primeira parada!



Uma das bandas mais representativas do movimento hip hop mato-grossense, a banda Salomanos, inicia neste fim de semana a circulação da turnê “O caminho”. A primeira parada é Primavera do Leste, nos dias 25 e 26 de maio. No primeiro dia, realizam oficina e no sábado, fazem show gratuito a partir das 19 horas, na Concha Acústica da Praça Adão Donin.

Uma ótima oportunidade para o público de Primavera conhecer a produção do grupo dedicado a experimentações musicais marcadas pela fusão do rap, reggae e rock e que versa sobre o cotidiano e os contrastes sociais. Na sequência, é a vez do público cuiabano. No dia 01 de junho, também tem show gratuito, no Sesc Arsenal.

As letras da Salomanos retratam o cenário e os conflitos da periferia e incorporadas à sonoridade urbana, configuram-se como hinos de positividade e autoestima. A música é uma das artes mais populares e uma das ferramentas mais eficazes de transformação social. É nisto que apostam os músicos P. Brother (vocal), Fabrício Pimenta (guitarra), Igor Carvalho (contrabaixo elétrico) e Vinícius Barros (bateria) ao idealizarem as músicas da banda.

De acordo com o vocalista, P. Brother, a circulação por cidades mato-grossenses marca uma nova fase. “Depois do primeiro disco lançado, o Nossas Raízes, nos sentimos ainda mais envolvidos pelas potencialidades e inventividade da música e poder divulgar este trabalho a vários públicos nos deixa com o ânimo renovado e nos dá ainda mais entusiasmo para continuar criando”, declara.

A banda segue empenhada em pesquisar novas sonoridades e agregar ainda mais valores ao trabalho. “A referência sonora do grupo contém toda a diversidade cultural típica do nosso país, permeada por experimentalismos e letras que criticam de forma contundente o flagelo social que envolve as comunidades periféricas e que são sonoramente ignorados por todas as esferas do poder. Falamos sobre conflitos entre classes e o cotidiano da periferia”, diz com a propriedade de quem vivencia essa realidade.

Oficina

Como o som une poesia a uma pulsação veloz, um dos traços mais significativos não figura só na melodia e harmonia, mas especialmente no texto e linha vocal. Para tratar desta nuance da música inspirada pelo movimento hip hop, a circulação do projeto aprovado pelo edital Circula MT, da Secretaria de Estado de Cultura, inclui uma oficina gratuita de rimologia.

Com duração de três horas, os facilitadores da banda contextualizam a história do movimento baseado em quatro elementos, o break, grafite, DJ, e o MC e logo, convocam os presentes para a prática musical. É então a partir daí, que os participantes aprendem a fazer rimas nos formatos de escrita, rimas diretas, intercaladas e rimas casadas, além de tipos de levada (forma de cantar). Para arrematar o processo de composição compartilhado, ao final, uma base sampleada servirá de bit para os MCs.  Para esta atividade de formação, são disponibilizadas 30 vagas e a classificação indicativa é de 12 anos em diante.

Em Primavera, será na sexta-feira (25), no Núcleo Municipal de Música, localizado na avenida Minas Gerais, das 19 às 22h. As inscrições devem ser feitas na Secretaria de Cultura do município. A propósito, a Prefeitura de Primavera do Leste é apoiadora do projeto.

Confira o trabalho da banda:

Youtube: salomanosoficial

Instagram: @salomanosoficial
Facebook: @salomanosoficial
Palco MP3: salomanosoficial
Soundcloud: salomanosoficial

Fonte: Da Assessoria



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geral

Medeiros veta MDB e PL descarta aliança com Janaina Riva para o Senado em MT


O presidente estadual do PL em Mato Grosso, Ananias Filho, confirmou nesta quarta-feira (22), durante a abertura da convenção estadual da sigla, que uma eventual composição com o MDB para a disputa ao Senado está descartada. Segundo ele, o veto parte do deputado federal José Medeiros (PL), homologado pelo partido como candidato ao Senado ao lado de Wellington Fagundes (PL), que concorre ao governo do Estado.

 

Ao ser questionado sobre a possibilidade de uma aliança que incluísse a deputada estadual Janaina Riva (MDB) na chapa majoritária, Ananias afirmou que a resistência de Medeiros será levada em consideração nas negociações do partido. “O Medeiros tem restrição a um partido, ao MDB. Ele tem essa restrição. E eu não posso discordar dele, porque o sentimento de candidato eu tenho que levar em consideração”, pontuou.

 

A declaração praticamente encerra as especulações sobre uma composição entre PL e MDB para uma das duas vagas ao Senado, possibilidade discutida nos bastidores desde o início da pré-campanha em razão da relação familiar entre Janaina e o senador Wellington Fagundes.

 

Ananias afirmou ainda que o partido sequer definiu se indicará apoio formal a um segundo candidato ao Senado. Segundo ele, a tendência é que o PL concentre esforços apenas na eleição de seus dois candidatos. “Nós decidimos, até agora, nesse momento, que nós não teremos o segundo voto”, disse. “Se for melhor para vencer a eleição não termos o segundo, nós não vamos ter o segundo”, completou.

 

A posição oficializa um impasse que vinha sendo construído há meses dentro do PL. Desde março, José Medeiros passou a se posicionar publicamente contra qualquer entendimento com o MDB, afirmando que não aceitaria dividir a chapa com Janaina Riva por considerar que a aliança seria incompatível com o eleitorado conservador e poderia comprometer a identidade política defendida pelo partido.

 

Na ocasião, Medeiros afirmou que uma composição com a deputada significaria “enganar o campo conservador” e classificou a eventual aliança como uma construção destinada a atender “uma questão familiar”, em referência ao fato de Janaina ser nora de Wellington Fagundes.

 

A resistência de Medeiros provocou um dos principais focos de tensão da pré-campanha liberal. Enquanto setores do partido enxergavam na força eleitoral de Janaina uma possibilidade de ampliar o palanque de Wellington Fagundes, a ala mais ligada ao ex-presidente Jair Bolsonaro defendia que o PL preservasse uma chapa exclusivamente identificada com o bolsonarismo.

 

O próprio Wellington evitou alimentar o debate e afirmou reiteradas vezes que qualquer negociação dependeria da direção nacional da legenda. Nos últimos meses, dirigentes nacionais e estaduais também reconheceram que a popularidade de Janaina Riva alterava o cenário da disputa ao Senado.

 

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, chegou a classificar o desempenho da deputada como um “problemaço” para os planos da legenda de eleger seus candidatos ao Senado, embora mantivesse Wellington Fagundes como nome definido para disputar o Palácio Paiaguás.

 

Com a declaração de Ananias na convenção estadual, a direção do PL sinaliza que a posição de José Medeiros prevaleceu nas discussões internas. Assim, ao menos neste momento, o MDB fica fora das negociações para integrar a chapa majoritária encabeçada por Wellington Fagundes, reforçando a estratégia do partido de buscar uma composição alinhada exclusivamente ao seu campo político.

 


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política

Ananias critica restrições do STF a Bolsonaro e ataca Lula


Durante a convenção partidária do PL realizada nesta quarta-feira (22), em Cuiabá, o presidente estadual da sigla, Ananias Filho, afirmou que o partido vem sendo atacado pelo Judiciário ao proibirem a comunicação de Jair Bolsonaro por meio de cartas. Ele ainda direcionou críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmando que ele não tinha tal restrição porque “não sabe escrever”.

A fala acontece após ser questionado sobre a vinda da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) a Mato Grosso para apoiar a candidatura de Wellington Fagundes (PL). Na ocasião, Ananias declarou que as recentes decisões que proíbem o ex-presidente Jair Bolsonaro de escrever ao público em prisão domiciliar são uma forma de interferência nas eleições e configuram um cerceamento desproporcional. A medida de não usar rede social diretamente ou por meio de terceiros é uma das cláusulas de sua condenação por tentativa de golpe de Estado.

“Agora, nós sofremos um ataque direto. Interferência na eleição nacional, nas eleições estaduais. De pessoas do círculo do Judiciário. Isso é latente. Nada do PL pode. Quando enclausura o presidente da República, que não pode escrever nem carta. Carta que estava em desuso, ele começou a colocar em uso a carta, agora não deixa nem um correio, nem um interruptor [interceptor] ir lá pegar uma carta dele para ser divulgada”, declarou Ananias.

Ao traçar um paralelo com o período em que Lula esteve detido em Curitiba (PR), o presidente do PL questionou a disparidade no tratamento conferido pela Justiça aos dois líderes políticos. No entanto, a crítica escalou para um ataque pessoal sobre a escolaridade do presidente.

“Gente, o outro falava na cela. Então, em 2022, o PL foi com ação repetitiva da entrevista. Não teve entrevista. Não, mas escreveu carta, mas não pediu para ele não escrever. Ou porque ele não sabe escrever. Às vezes a diferença é essa. O outro não dava conta de escrever carta porque não tem condições de alfabetização, e o outro escreve carta e não pode escrever carta. Eu acho que é isso”, completou em provocação.

Apesar da alfinetada, a declaração de Ananias Filho contraria a realidade. Uma vez que o presidente é alfabetizado, tendo concluído o curso técnico de torneiro mecânico no Senai ainda na juventude, produziu diversos textos, bilhetes e cartas públicas ao longo de sua trajetória política e durante o período em que esteve preso.

Lula teve suas condenações anuladas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) devido à parcialidade do ex-juiz Sergio Moro (PL) e à incompetência do foro de Curitiba, reabilitando seus direitos políticos.

GD


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