Primavera do Leste / MT - Sábado, 13 de Junho de 2026

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Casa Lar dos idosos “Santo Antonio” é inaugurada em Primavera do Leste



Diego Eifler

1ª Casa para idosos é inaugurada em Primavera do Leste

Agora a cidade de Primavera do Leste conta com um lar próprio para o abrigo de idosos em situação de vulnerabilidade e abandono familiar. A “Casa Lar do Idoso Santo Antônio” foi inaugurada na última terça-feira (11), e conta com espaço suficiente para abrigar 15 pessoas. Três já habitam o local.

A residência, ampla e confortável, fica localizada no Parque Eldorado. O imóvel passou por diversas adaptações para receber os abrigados, que além de boa infraestrutura, contarão com o apoio de 15 profissionais das mais diversas áreas.

Conforme o Secretário de Assistência Social, além de atender ao anseio da população que clamava por um lar para idosos há anos, a Prefeitura também cumpre uma orientação do Ministério Público local, que identificou a necessidade deste abrigo e solicitou providências por parte do Poder Público, que prontamente foi atendida.

O vereador Luis Costa disse se sentir honrado em participar da votação que aprovou a instalação da Casa Lar do Idoso e elogiou o ambiente. “É um espaço bacana, uma casa bonita, com piscina aquecida e estrutura muito confortável. A gestão está investindo”, comentou o parlamentar.

Para manter tudo isso a Prefeitura prevê um investimento de R$ 60 mil por mês, com a manutenção do local e pagamento de salário dos 15 profissionais que atuarão na Casa. Isto vai proporcionar aos idosos, alimentação de qualidade, direito à saúde e atendimento médico, atividades recreativas e monitoramento 24 horas, tudo sob a coordenação de Iranildo Santos.

“Tenho certeza que será um local com muito carinho e muito amor dedicado a esses idosos que vivem na melhor idade. Agradeço toda a equipe da Assistência Social e da Prefeitura, que não mediram esforços para executar mais esse projeto”, relata o prefeito Léo Bortolin.

Ascom – Prefeitura de Primavera do Leste



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Brasil

Justiça dá prazo de 24 meses para União e Funai demarcarem terra indígena no Nortão


A Justiça Federal em Mato Grosso determinou que a União e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) concluam o processo de demarcação da terra indígena do povo Kajkwakratxi (Tapayuna), na região de Brasnorte e Juara (cerca de 300 quilômetros de Sinop), num prazo de 24 meses. O juiz federal Pablo Kipper Aguilar ordenou ainda o pagamento de R$ 10 milhões em danos morais coletivos e a realização de uma cerimônia pública de pedido de desculpas aos indígenas.

 

Na decisão, o magistrado reconheceu violações de direitos humanos cometidas contra o povo Kajkwakratxi. O juiz mandou a União reunir toda a documentação disponível no Arquivo Nacional sobre violências ocorridas durante o processo de colonização da região do Rio Arinos e a remoção forçada desse povo ao Parque Indígena do Xingu. No processo, os indígenas contaram com o apoio da Defensoria Pública da União (DPU) e do Ministério Público Federal (MPF).

 

O magistrado afastou o argumento da Funai e da União de que o Supremo Tribunal Federal (STF) já estabeleceu prazo de dez anos para a conclusão das demarcações em andamento. Para ele, tal prazo tem natureza administrativa e não impede a atuação da Justiça quando há demora excessiva. “Agradeço a luta coletiva, fico muito feliz, a comunidade fica muito feliz, é uma surpresa”, disse Wetaktxi Tapayuna, presidente da Associação Indígena Tapayuna (AIT), de acordo com mensagem divulgada pela DPU.

 

Ele acrescentou que a comunidade considera a decisão “emocionante”. “É muita alegria ver toda essa trajetória que passamos até chegar nesse ponto tão importante, com relação ao nosso povo, com as gerações que estão lutando pelo território tradicional, para demarcação do território tradicional, com expectativa de viver em cima dos seus parentes que deixaram naquele tempo. Para defender nossa ancestralidade, para viver com a alma dos parentes”, completou Wetaktxi Tapayuna.

 

De acordo com o MPF, os indígenas Kajkwakratxi foram alvo de uma série de violências ao longo do século 20, que resultaram na desestruturação social do grupo. Na década de 1970, eles foram removidos à força, pelo Estado, de seu território tradicional para o Parque Nacional do Xingu.

 

Em seguida, uma Reserva Indígena Tapayuna chegou a ser criada em 1968, mas foi extinta em 1976 sob o argumento de que não haveria indígenas na área. Há indícios, porém, de que até o presente momento existem indígenas da etnia isolada na região de ocupação tradicional.


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