Primavera do Leste / MT - Sexta-Feira, 22 de Maio de 2026

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Comunidade São Pedro no Vale Verde realiza festa Junina neste sábado em prol da construção da Igreja



Da Redação

Atenção Pessoal!!! Amanhã tem festança na Comunidade São Pedro.

O Arraiá será realizado neste sábado (16) a partir das 19h (sendo 7 horas da noite), e será no assentamento Vale Verde. Convide a família e os amigos e se junte a comunidade São Pedro. A festa terá pipoca, quentão, muitos doces, comida típica e muita animação. A entrada é de graça. E para chegar ao local da festança, todo o percurso será sinalizado.

E para quem ainda não conhece a história da comunidade São Pedro, o padre Alexandre Batista do Nascimento, que é pároco da Paróquia São Cristovão e hoje responsável pela comunidade São Pedro, explica.

“A região do Vale Verde fica mais próxima da Igreja São Francisco de Assis, e por causa desta proximidade, o local pertencia a esta igreja. Mas por um pedido do Frei Anselmo, fui até a comunidade rezar uma missa e lá vivenciei a realidade daquelas pessoas e fiquei muito sensibilizado. E com a proposta de impulsionar e animar a comunidade mudamos a responsabilidade do local para a paróquia São Cristovão, e desde então, intensificamos o trabalho da igreja no local”.

Segundo o padre Alexandre, a festa é um coroamento desse processo de animação da comunidade. O povo está animado em ser protagonista na formação da comunidade. “A igreja Somos todos nós Batizados, a Capela é o templo de oração e a comunidade é a Igreja Reunida”. Afirma o padre Alexandre

O objetivo da festa junina da comunidade São Pedro é arrecadar fundos para a construção da Capela no Assentamento Vale verde. Até o momento a comunidade já ganhou o terreno do senhor Valdir, morador do assentamento e também os pré-moldados, da família Radin, pioneiros em nossa cidade.

Mas para a construção da capela ainda precisa de muito, e por isso a comunidade reunida, na fé e na caridade, estão organizando a Festança Junina. “Todos eles, pertencentes a esta comunidade, são responsáveis por esta união, e o nosso papel é animá-los. Durante nossa caminhada, percebemos que este povo estava com a auto-estima eclesial baixa, então vejo que a festa é a expressão da comunidade motivada a mostrar de fato a presença do Reino de Deus entre nós, e assim eles afirmam que querem ter o espaço e irão conquistar a construção do templo que significa a comunidade visível”. Conclui o padre Alexandre.

O convite se estende a todos os moradores dos assentamentos aos redores, a todos que fazem parte de outras comunidades religiosas também, e aqueles que moraram na cidade, que possam participar deste Arraiá abençoado e cheio de animação.

E para quem desejar ajudar, é só entrar em contato pelo telefone da secretaria paroquial: (66) 3498-1177

Venha participar com a gente!!!!!

 



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Brasil - Polícia

Bilhetes com ordens do PCC mostram ligação de Deolane com facção


Investigação aponta relação com outras vertentes do crime organizado

Bilhetes que continham ordens internas dos integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) apreendidos em 2019 em um presídio em Presidente Venceslau, no interior de São Paulo, levaram a polícia a abrir a investigação que culminou na Operação Vérnix, deflagrada nesta quinta-feira (21) pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e pela Polícia Civil.

Segundo as informações da Secretaria de Segurança Pública do estado de São Paulo (SSP-SP), os bilhetes não mencionavam o nome da influenciadora e advogada Deolane Bezerra, presa hoje na operação, mas foram o pontapé inicial para as investigações mostrarem que ela recebia valores provenientes de uma transportadora criada pelo PCC, com sede em Presidente Venceslau.

O dinheiro era repassado para outras contas para dificultar o rastreio. Duas dessas contas estão em nome de Deolane, que, segundo as investigações, fazia a lavagem do dinheiro.

Também foram alvo da operação Marco Herbas Camacho, o Marcola, chefe do PCC, que está preso na Penitenciária Federal de Brasília; Alejandro Camacho, irmão de Marcola, também preso em Brasília e notificado sobre a nova ordem de prisão; Paloma Sanches Herbas Camacho, sobrinha de Marcola e apontada como intermediária nos negócios da família, foragida na Espanha; e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, sobrinho de Marcola e apontado como o destinatário do dinheiro lavado da família, que estaria na Bolívia.

Interpol

A Polícia Federal e o Ministério Público auxiliam nas buscas internacionais e os investigados entraram na Lista Vermelha da Interpol. Foram expedidos seis mandados de prisões preventivas, além do bloqueio de valores superiores a R$ 327 milhões e apreensão de 17 veículos de luxo e quatro imóveis.

De acordo com o Promotor de Justiça do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e membro do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), Lincoln Gakiya, as investigações terem chegado até Marcola e seu irmão Alejandro é importante porque mostram que, apesar de presos, ambos deixaram ordens pendentes e comunicações fora da cadeia.

Gokiya ressalta que as cartas encontradas na penitenciária em 2019 levaram as investigações até a transportadora.

“A empresa pertencia de fato à família Camacho, onde foi lavado esse dinheiro. O Marcola tem mais de 300 anos de pena para cumprir e ele certamente responderá a um novo processo, provavelmente sofrendo condenação nesse caso”, disse.

O promotor ressaltou que certamente haverá desdobramentos da Operação Vérnix, com o envolvimento de Deolane com outras pessoas e também com empresas ligadas a apostas – as bets.

“Nesse período de sete anos, mas principalmente de 2022 em diante, ela teve um aumento muito grande em seu faturamento. Inclusive sem correlação com o trabalho prestado. Então, isso vai gerar sonegação fiscal, vai gerar outras lavagens”, explicou.

Segundo o procurador-geral de Justiça de São Paulo, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, com a abertura dos sigilos bancário e fiscal, a investigação descobriu que Deolane mantém relacionamento com outras vertentes do crime organizado. As investigações revelaram que a influenciadora funciona como uma espécie de caixa do crime organizado.

Costa explica que, pelo poder econômico que a advogada adquiriu ao longo do tempo e influência, o crime organizado deposita esses valores nessa figura pública, e esse dinheiro acaba se misturando com o dinheiro de outras atividades.

“Quando é necessário, esses recursos retornam para o crime organizado. A prisão de uma influencer como essa, com mais de 20 milhões de seguidores, tem caráter pedagógico. Esperamos que cause um efeito de inibição”, afirmou o procurador.

Flávia Albuquerque – Repórter da Agência Brasil


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