Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 23 de Julho de 2026

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CPI das Águas de Primavera finaliza coleta de amostras de água para análise de qualidade e medição da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE)



Da Redação

Há mais de cinco meses foi aberta a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Águas de Primavera, pela Câmara Municipal. O objetivo da CPI é apontar a falha no atendimento ao consumidor como também operacional e por meio de provas, obterem resultados e apresentar possíveis soluções. Todo o processo será finalizado antes do período de recesso parlamentar e entregue ao Ministério Público (MP).

O percurso da CPI foi ouvir a população em relação aos problemas enfrentados como falta de água em residências e o aumento mensal do valor da conta sem justificativa. A comissão também se reuniu com o PROCON, em que analisou e utilizou como provas, algumas denúncias realizadas por moradores com problemas com a empresa Águas de Primavera. Alguns processos do PROCON em andamento foram anexados a CPI.

Além do estudo e levantamento de dados, foi realizada na última sexta (23), uma minuciosa leitura do contrato da empresa Águas de Primavera com a Prefeitura Municipal, e analisado se o que está sendo executado pela empresa está dentro do exigido. Para chegar a um resultado preciso, a CPI contratou uma empresa técnica ambiental especializada, para fazer a medição da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), levando em consideração, profundidade, tamanho, largura, cumprimento e quantidade das lagoas de tratamento para que assim possam saber se a quantidade depositada pelos consumidores (população) é maior ou igual ao tamanho compatível.

Dando seqüência aos trabalhos, na segunda (26), a equipe de técnicos ambientais da Prefeitura Municipal, coletou em cinco pontos da cidade, amostras de água, para análise da qualidade. A coleta iniciou na capitação de água e foi até o córrego Trairás. Toda as amostras coletas serão analisadas por um laboratório em Cuiabá e os resultados serão entregues em 15 dias.

“Eu quero agradecer a todos os vereadores membros da CPI que se empenharam em estudar, analisar e realizar todo este trabalho. Tivemos a parceria do Batalhão do Corpo de Bombeiros, com o comandante Alan, também o sargento Rogério, o soldado Juliano, entre outros soldados, que estiveram presentes na medição do ETE. Queremos dizer à sociedade que vamos obter respostas e vamos conseguir ter uma solução para que a população não continue a sofrer com a má gestão do serviço da empresa Águas de Primavera”. Ressalta o vereador e presidente da CPI, Luis Costa (PR).

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Águas de Primavera é composta pelo vereador Luis Costa que é presidente, do vereador Antonio Marcos Carvalho dos Santos (PP) que é relator, do vereador Paulo Marcio Castro e Silva (DEM) que é secretário, da vereadora Carmem Betti Borges de Oliveira (PSC) e do vereador Carlos Araújo (PP) que são membros.



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geral

Medeiros veta MDB e PL descarta aliança com Janaina Riva para o Senado em MT


O presidente estadual do PL em Mato Grosso, Ananias Filho, confirmou nesta quarta-feira (22), durante a abertura da convenção estadual da sigla, que uma eventual composição com o MDB para a disputa ao Senado está descartada. Segundo ele, o veto parte do deputado federal José Medeiros (PL), homologado pelo partido como candidato ao Senado ao lado de Wellington Fagundes (PL), que concorre ao governo do Estado.

 

Ao ser questionado sobre a possibilidade de uma aliança que incluísse a deputada estadual Janaina Riva (MDB) na chapa majoritária, Ananias afirmou que a resistência de Medeiros será levada em consideração nas negociações do partido. “O Medeiros tem restrição a um partido, ao MDB. Ele tem essa restrição. E eu não posso discordar dele, porque o sentimento de candidato eu tenho que levar em consideração”, pontuou.

 

A declaração praticamente encerra as especulações sobre uma composição entre PL e MDB para uma das duas vagas ao Senado, possibilidade discutida nos bastidores desde o início da pré-campanha em razão da relação familiar entre Janaina e o senador Wellington Fagundes.

 

Ananias afirmou ainda que o partido sequer definiu se indicará apoio formal a um segundo candidato ao Senado. Segundo ele, a tendência é que o PL concentre esforços apenas na eleição de seus dois candidatos. “Nós decidimos, até agora, nesse momento, que nós não teremos o segundo voto”, disse. “Se for melhor para vencer a eleição não termos o segundo, nós não vamos ter o segundo”, completou.

 

A posição oficializa um impasse que vinha sendo construído há meses dentro do PL. Desde março, José Medeiros passou a se posicionar publicamente contra qualquer entendimento com o MDB, afirmando que não aceitaria dividir a chapa com Janaina Riva por considerar que a aliança seria incompatível com o eleitorado conservador e poderia comprometer a identidade política defendida pelo partido.

 

Na ocasião, Medeiros afirmou que uma composição com a deputada significaria “enganar o campo conservador” e classificou a eventual aliança como uma construção destinada a atender “uma questão familiar”, em referência ao fato de Janaina ser nora de Wellington Fagundes.

 

A resistência de Medeiros provocou um dos principais focos de tensão da pré-campanha liberal. Enquanto setores do partido enxergavam na força eleitoral de Janaina uma possibilidade de ampliar o palanque de Wellington Fagundes, a ala mais ligada ao ex-presidente Jair Bolsonaro defendia que o PL preservasse uma chapa exclusivamente identificada com o bolsonarismo.

 

O próprio Wellington evitou alimentar o debate e afirmou reiteradas vezes que qualquer negociação dependeria da direção nacional da legenda. Nos últimos meses, dirigentes nacionais e estaduais também reconheceram que a popularidade de Janaina Riva alterava o cenário da disputa ao Senado.

 

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, chegou a classificar o desempenho da deputada como um “problemaço” para os planos da legenda de eleger seus candidatos ao Senado, embora mantivesse Wellington Fagundes como nome definido para disputar o Palácio Paiaguás.

 

Com a declaração de Ananias na convenção estadual, a direção do PL sinaliza que a posição de José Medeiros prevaleceu nas discussões internas. Assim, ao menos neste momento, o MDB fica fora das negociações para integrar a chapa majoritária encabeçada por Wellington Fagundes, reforçando a estratégia do partido de buscar uma composição alinhada exclusivamente ao seu campo político.

 


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política

Ananias critica restrições do STF a Bolsonaro e ataca Lula


Durante a convenção partidária do PL realizada nesta quarta-feira (22), em Cuiabá, o presidente estadual da sigla, Ananias Filho, afirmou que o partido vem sendo atacado pelo Judiciário ao proibirem a comunicação de Jair Bolsonaro por meio de cartas. Ele ainda direcionou críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmando que ele não tinha tal restrição porque “não sabe escrever”.

A fala acontece após ser questionado sobre a vinda da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) a Mato Grosso para apoiar a candidatura de Wellington Fagundes (PL). Na ocasião, Ananias declarou que as recentes decisões que proíbem o ex-presidente Jair Bolsonaro de escrever ao público em prisão domiciliar são uma forma de interferência nas eleições e configuram um cerceamento desproporcional. A medida de não usar rede social diretamente ou por meio de terceiros é uma das cláusulas de sua condenação por tentativa de golpe de Estado.

“Agora, nós sofremos um ataque direto. Interferência na eleição nacional, nas eleições estaduais. De pessoas do círculo do Judiciário. Isso é latente. Nada do PL pode. Quando enclausura o presidente da República, que não pode escrever nem carta. Carta que estava em desuso, ele começou a colocar em uso a carta, agora não deixa nem um correio, nem um interruptor [interceptor] ir lá pegar uma carta dele para ser divulgada”, declarou Ananias.

Ao traçar um paralelo com o período em que Lula esteve detido em Curitiba (PR), o presidente do PL questionou a disparidade no tratamento conferido pela Justiça aos dois líderes políticos. No entanto, a crítica escalou para um ataque pessoal sobre a escolaridade do presidente.

“Gente, o outro falava na cela. Então, em 2022, o PL foi com ação repetitiva da entrevista. Não teve entrevista. Não, mas escreveu carta, mas não pediu para ele não escrever. Ou porque ele não sabe escrever. Às vezes a diferença é essa. O outro não dava conta de escrever carta porque não tem condições de alfabetização, e o outro escreve carta e não pode escrever carta. Eu acho que é isso”, completou em provocação.

Apesar da alfinetada, a declaração de Ananias Filho contraria a realidade. Uma vez que o presidente é alfabetizado, tendo concluído o curso técnico de torneiro mecânico no Senai ainda na juventude, produziu diversos textos, bilhetes e cartas públicas ao longo de sua trajetória política e durante o período em que esteve preso.

Lula teve suas condenações anuladas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) devido à parcialidade do ex-juiz Sergio Moro (PL) e à incompetência do foro de Curitiba, reabilitando seus direitos políticos.

GD


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