Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 15 de Janeiro de 2026

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Dia “D” de vacinação antirrábica ocorrerá neste sábado (22) em Primavera do Leste



Todos os postos de saúde da cidade estarão abertos para receber a população com animais de estimação acima de quatro meses de vida, até mesmo as fêmeas prenhas ou em fase de amamentação. A imunização vai ocorrer das 7h30 as 16h30. A meta da campanha é vacinar, em Primavera, cerca de 8,6 mil animais, sendo 7,6 mil cachorros e 1 mil gatos.

Para garantir a imunização do seu amigo de estimação, não se esqueça de comparecer com a carteira de vacinação do animal. Não será possível retirar doses nas unidades para levar pra casa, portanto, todos os animais, independente do porte ou raça, devem ser levados até os postos, com as devidas proteções para evitar qualquer tipo de ataque a outros animais ou pessoas.

A VACINA

A raiva é uma doença considerada um tanto incomum, mas é tida como uma grande preocupação por parte dos donos de pets. Incurável nos animais e fatal em 100% dos casos, a doença é uma zoonose e, portanto, também pode afetar os seres humanos – sendo que a vacina antirrábica é, ainda hoje, a sua única forma de prevenção.

No entanto, como ainda há uma grande quantidade de animais abandonados por todo o País, a transmissão da doença não é algo descartado. Transmitida por meio da saliva dos animais contaminados, a raiva é passada, principalmente, pela mordida dos animais doentes – sejam eles gatos ou cães. Nos cachorros e no homem, o vírus da doença pode permanecer encubado por até dois meses antes que os seus sintomas comecem a aparecer. Nos gatos, a doença destaca sinais diferenciados, mas não menos agressivos.

Raiva em cães

A raiva se apresenta nos cães em três tipos distintos: Raiva Furiosa, Raiva Muda e Raiva Intestinal – sendo a última a sua forma mais rara e agressiva, que causa cólicas, vômitos e hemorragias gastrointestinais, levando o cachorro ao óbito em até 3 dias. Os primeiros sinais da Raiva Furiosa são o isolamento do animal (que passa a se esconder e busca lugares escuros para permanecer), a agitação e latidos e mordidas no ar sem motivo aparente.

Em muitos casos, o cão afetado passa a lamber o local onde foi mordido e infectado pela doença de maneira constante, recusando alimentos e tentando comer suas próprias fezes. Salivação excessiva é outro sinal comum e considerado um dos mais “clássicos” da raiva que, a partir desse período, provoca muita agressividade e a paralisia do animal, que morre em até 48 horas. Na Raiva Muda, os sinais de isolamento, cansaço e busca de locais escuros já progride para a paralisia, levando o animal à morte em pouco tempo.

Raiva em gatos

Muitos dos sintomas notados em cães também se manifestam nos gatos com raiva, sendo que os principais sinais da doença nos felinos começam com a alteração de comportamento. Falta de apetite, hidrofobia, febre, agitação extrema, salivação excessiva, muita agressividade e paralisia são comuns nos bichanos doentes, que morrem cerca de dez dias após sua contaminação.

A vacina antirrábica é única forma de prevenção segura da doença, e deve ser administrada nos cães com, pelo menos, quatro meses de vida. Incurável nos animais, a doença, quando transmitida para seres humanos, também pode ser extremamente agressiva e fatal.

Uma pessoa mordida por um animal contaminado deve procurar um local especializado em doenças infecciosas imediatamente, para que possa ser vacinado e curado.

Ascom – Prefeitura de Primavera do Leste



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A Palavra - política

POLÍTICA: Primavera do Leste: caso das 34 casas do TAC expõe omissão da gestão passada e desmonta ataque de vereador


Vereador que hoje posa de fiscal foi líder do governo Léo Bortolin na Câmara até 31 de dezembro de 2024, período em que a prefeitura era alvo apenas de elogios; agora, atua para defender o mesmo grupo político que deixou passivos urbanos e administrativos e tenta transferir a responsabilidade à gestão atual.

 

A discussão sobre as 34 casas populares voltou ao centro do debate político em Primavera do Leste, mas precisa ser tratada com honestidade histórica. O problema existe, é real e precisa ser enfrentado com seriedade: moradias sem a devida ligação de água e esgoto expõem famílias a riscos sanitários, comprometem a dignidade e evidenciam falhas graves de planejamento. O que não se pode admitir é a tentativa de atribuir esse cenário exclusivamente à atual gestão, ignorando deliberadamente como — e por quem — ele foi construído.

 

Essas 34 casas não surgiram como um projeto habitacional convencional. Elas foram edificadas a partir de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), firmado para corrigir uma situação anterior e garantir uma compensação social concreta. O acordo estabelecia obrigações claras: a construção das unidades habitacionais e, por parte do Município, a entrega do terreno em condições adequadas, com infraestrutura mínima que permitisse a ocupação digna das moradias.

 

Esse ponto é central — e costuma ser convenientemente omitido nos ataques recentes. A Prefeitura, sob a gestão do ex-prefeito Léo Bortolin, não entregou o terreno conforme previsto no TAC, nem no tempo nem nas condições pactuadas. A consequência foi direta: casas avançaram, mas o entorno urbano não acompanhou, criando o impasse que hoje afeta as famílias já sorteadas.

 

A cronologia desmonta qualquer tentativa de distorção. Somente em agosto de 2024, já no apagar das luzes da gestão passada, é que foram executadas as ruas da área onde estão localizadas as casas. Ou seja, a infraestrutura básica do terreno só começou a ser regularizada quando o mandato estava no fim e a responsabilidade já estava sendo empurrada para o governo seguinte. Não se trata de interpretação política, mas de sequência objetiva dos fatos.

 

É nesse contexto que ganha contorno a atuação do vereador conhecido como Crocodilo. Hoje, ele usa redes sociais para atacar a gestão do prefeito Sérgio Machnic como se fosse um agente externo, recém-chegado à política municipal. Não é. Crocodilo foi líder do governo Léo Bortolin na Câmara Municipal, cargo que não se ocupa por acaso. Líder de governo é articulador, defensor político e operador direto das decisões do Executivo dentro do Legislativo.

 

Mais do que isso, Crocodilo sempre foi o braço direito político do ex-prefeito. Registros públicos, agendas e a própria atuação parlamentar mostram que sua relação com Léo Bortolin vai além da formalidade institucional. Ele não apenas apoiava: participava das decisões, ajudava a sustentar a gestão e atuava como linha de frente na defesa do governo passado.

 

Durante todo o período em que exerceu essa função, até 31 de dezembro de 2024, não houve um único movimento público do vereador denunciando falhas na infraestrutura das casas do TAC. Não houve cobrança, não houve alerta, não houve indignação. Ao contrário: o tom era de elogios, alinhamento e defesa irrestrita da prefeitura. Os mesmos problemas que hoje viraram discurso inflamado simplesmente não existiam na narrativa do líder do governo.

 

Essa mudança de postura não é fruto de “descoberta tardia”, mas de conveniência política. O grupo que comandou a prefeitura deixou pendências estruturais, secretarias sucateadas e problemas empurrados para frente. Agora, fora do poder, tenta se reposicionar como fiscal severo, usando as famílias já sorteadas como instrumento de pressão política e emocional contra a gestão que herdou o passivo.

 

Esse contexto ajuda a explicar por que a entrega das 34 casas só está se viabilizando agora, em 2026, com previsão de ocorrer nos próximos dias. O avanço só foi possível após a gestão do prefeito Sérgio Machnic abrir diálogo direto com o empresário responsável pela obra, ainda em fevereiro de 2025. Na ocasião, mesmo diante da ausência de infraestrutura que deveria ter sido garantida pela Prefeitura na gestão do ex-prefeito Léo Bortolin — como ruas asfaltadas, rede de água e esgoto —, o empresário aceitou ir adiantando a conclusão das casas, evitando que o processo permanecesse completamente paralisado. Se hoje existe perspectiva real de entrega, isso se deve à articulação da atual gestão para destravar um impasse herdado.

 

Há ainda um dado decisivo que desmonta por completo a tentativa de transferência de culpa. Se dependesse exclusivamente da condução da gestão do ex-prefeito Léo Bortolin, a previsão real é que essas casas só seriam entregues em 2027. Isso porque, nos termos do próprio TAC, o empresário só seria formalmente notificado para as correções finais depois de concluídas etapas que cabiam ao Município. Em outras palavras: se a Prefeitura não entregou o terreno conforme acordado — com ruas, água e esgoto —, não havia como imputar ao empresário a responsabilidade por atrasos decorrentes dessa omissão. A lógica é simples e objetiva: quem não cumpre a própria obrigação não pode cobrar cumprimento alheio.

 

Há uma diferença clara entre fiscalizar e fingir que não se fez parte do problema. Cobrar água e esgoto é legítimo. Fazer isso omitindo que a origem das 34 casas está num TAC, que o terreno não foi entregue conforme o acordo e que as ruas só foram abertas às pressas no fim do mandato anterior é desonesto com o eleitor e cruel com os beneficiários.

 

Primavera do Leste não precisa de encenação nem de salvadores tardios. Precisa de solução concreta para as famílias, responsabilidade histórica e verdade. Quem ajudou a criar o problema — como líder de governo, aliado político e braço direito do ex-prefeito — não pode agora posar de herói. Principalmente quando o ataque tem endereço político claro: proteger o grupo de Léo Bortolin e tentar fragilizar quem assumiu a prefeitura enfrentando o estrago deixado.


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