Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 15 de Janeiro de 2026

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Dia Mundial da Limpeza reúne a comunidade Primaverense para limpar espaços públicos



Da Redação

Uma iniciativa cidadã, que reuniu a comunidade, com o intuito de fazer o bem, cuidando de nossa natureza, essa proposta reuniu um grupo de moradores de Primavera do Leste – MT, neste dia de sábado (15). A idéia surgiu com o Eric Maccarthy Castro da Conceição, que é administrador. Eric decidiu fazer alguma coisa pelo nosso meio ambiente e se cadastrou no site Limpa Brasil e hoje dia 15 de Setembro, Dia Mundial da Limpeza, resolveu reunir um grupo de amigos  e limpar uma parte de nossa cidade.

“Qualquer pessoa pode ajudar e fazer a diferença. Eu me inscrevi no site Limpa Brasil, articulei com alguns amigos, também conversei com o Corpo de Bombeiros que por meio do Projeto Bombeiros do Futuro, foram nossos parceiros e com o apoio da Prefeitura Municipal, nos fornecendo os sacos de lixo, as luvas e o caminhão de coleta, passamos nosso sábado cuidando do nosso meio ambiente”. Explica Eric.

Pela manhã o grupo de amigos, com o apoio da direção e alunos da Escola Cremilda, que desenvolve um projeto chamado “Praticando a Educação Ambiental”,  esteve nas margens da Lagoa de Coleta de Água recolhendo todos os tipos de lixo encontrados. No período da tarde, o grupo de amigos, com as crianças do projeto Bombeiros do Futuro, coletaram os lixos em volta da praça do Bairro Belvedere.

“Hoje a ação é realizada no Brasil inteiro, são mais de 340 cidades, este Dia Mundial da Limpeza, é a primeira vez que realizamos a ação em Primavera do Leste, mas vamos continuar o trabalho voluntário em outras datas também”. Pontua.

Foram encontrados nas margens da Lagoa de Coleta de Água e também na praça do bairro, garrafas de vidro, latas de bebidas, garrafas pets, papelão, papéis de bala, ferros velho, entre outros lixos. O soldado do Corpo de Bombeiros, Juliano da Silva Ferreira, disse que a ação tem como objetivo a conscientização de descartar o lixo na lixeira. “Além de mostrar para as pessoas que o lixo polui a natureza e nosso ambiente, também estamos trazendo as crianças e adolescentes do projeto Bombeiros do Futuro para despertar desde cedo à consciência ambiental. Eles são 50 alunos e mesmo sem atividades, alguns se dispuseram em participar com a gente. Esta ação para eles foi um aprendizado”.

O sargento do Corpo de Bombeiros, Rogério Costa disse que os militares sempre participaram de ações que ajudam a nossa sociedade, e abraçam os projetos sociais. “É triste ver um local como esta praça, com tantos lixos. O local é familiar, para as pessoas se divertirem, então na hora de descartar o lixo, traga uma sacola e não joga no chão e na natureza, ainda que, na própria praça tem lixeiras a disposição da comunidade. O lixo é prejudicial e mata aos poucos a nossa mata ciliar e pode causar danos não só para a natureza, mas para os animais e para nós”.

O vereador Luis Costa (PR), recebeu o convide do grupo de amigos para participar da ação e esteve presente junto com sua família. “Ações como essa que valorizam o meio ambiente é de extrema importância. Eu já venho a tempos nos finais de semana, plantando árvores, recolhendo lixo de algumas regiões da cidade, porque temos que ajudar, se cada um fizesse uma parte teríamos uma cidade bem melhor. Eu estou muito feliz em participar desta ação e ver que tem pessoas que estão conscientes, agora precisamos atingir outros para que também despertem essa consciência coletiva. Seria tão simples se o cidadão jogasse o lixo na lixeira, e não deixasse nos espaços públicos”. Finaliza Luis Costa.

Quem deseja participar do grupo de amigos em prol da limpeza de nossa cidade pode entrar em contato pelo telefone (66) 9 9716-2113.



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A Palavra - política

POLÍTICA: Primavera do Leste: caso das 34 casas do TAC expõe omissão da gestão passada e desmonta ataque de vereador


Vereador que hoje posa de fiscal foi líder do governo Léo Bortolin na Câmara até 31 de dezembro de 2024, período em que a prefeitura era alvo apenas de elogios; agora, atua para defender o mesmo grupo político que deixou passivos urbanos e administrativos e tenta transferir a responsabilidade à gestão atual.

 

A discussão sobre as 34 casas populares voltou ao centro do debate político em Primavera do Leste, mas precisa ser tratada com honestidade histórica. O problema existe, é real e precisa ser enfrentado com seriedade: moradias sem a devida ligação de água e esgoto expõem famílias a riscos sanitários, comprometem a dignidade e evidenciam falhas graves de planejamento. O que não se pode admitir é a tentativa de atribuir esse cenário exclusivamente à atual gestão, ignorando deliberadamente como — e por quem — ele foi construído.

 

Essas 34 casas não surgiram como um projeto habitacional convencional. Elas foram edificadas a partir de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), firmado para corrigir uma situação anterior e garantir uma compensação social concreta. O acordo estabelecia obrigações claras: a construção das unidades habitacionais e, por parte do Município, a entrega do terreno em condições adequadas, com infraestrutura mínima que permitisse a ocupação digna das moradias.

 

Esse ponto é central — e costuma ser convenientemente omitido nos ataques recentes. A Prefeitura, sob a gestão do ex-prefeito Léo Bortolin, não entregou o terreno conforme previsto no TAC, nem no tempo nem nas condições pactuadas. A consequência foi direta: casas avançaram, mas o entorno urbano não acompanhou, criando o impasse que hoje afeta as famílias já sorteadas.

 

A cronologia desmonta qualquer tentativa de distorção. Somente em agosto de 2024, já no apagar das luzes da gestão passada, é que foram executadas as ruas da área onde estão localizadas as casas. Ou seja, a infraestrutura básica do terreno só começou a ser regularizada quando o mandato estava no fim e a responsabilidade já estava sendo empurrada para o governo seguinte. Não se trata de interpretação política, mas de sequência objetiva dos fatos.

 

É nesse contexto que ganha contorno a atuação do vereador conhecido como Crocodilo. Hoje, ele usa redes sociais para atacar a gestão do prefeito Sérgio Machnic como se fosse um agente externo, recém-chegado à política municipal. Não é. Crocodilo foi líder do governo Léo Bortolin na Câmara Municipal, cargo que não se ocupa por acaso. Líder de governo é articulador, defensor político e operador direto das decisões do Executivo dentro do Legislativo.

 

Mais do que isso, Crocodilo sempre foi o braço direito político do ex-prefeito. Registros públicos, agendas e a própria atuação parlamentar mostram que sua relação com Léo Bortolin vai além da formalidade institucional. Ele não apenas apoiava: participava das decisões, ajudava a sustentar a gestão e atuava como linha de frente na defesa do governo passado.

 

Durante todo o período em que exerceu essa função, até 31 de dezembro de 2024, não houve um único movimento público do vereador denunciando falhas na infraestrutura das casas do TAC. Não houve cobrança, não houve alerta, não houve indignação. Ao contrário: o tom era de elogios, alinhamento e defesa irrestrita da prefeitura. Os mesmos problemas que hoje viraram discurso inflamado simplesmente não existiam na narrativa do líder do governo.

 

Essa mudança de postura não é fruto de “descoberta tardia”, mas de conveniência política. O grupo que comandou a prefeitura deixou pendências estruturais, secretarias sucateadas e problemas empurrados para frente. Agora, fora do poder, tenta se reposicionar como fiscal severo, usando as famílias já sorteadas como instrumento de pressão política e emocional contra a gestão que herdou o passivo.

 

Esse contexto ajuda a explicar por que a entrega das 34 casas só está se viabilizando agora, em 2026, com previsão de ocorrer nos próximos dias. O avanço só foi possível após a gestão do prefeito Sérgio Machnic abrir diálogo direto com o empresário responsável pela obra, ainda em fevereiro de 2025. Na ocasião, mesmo diante da ausência de infraestrutura que deveria ter sido garantida pela Prefeitura na gestão do ex-prefeito Léo Bortolin — como ruas asfaltadas, rede de água e esgoto —, o empresário aceitou ir adiantando a conclusão das casas, evitando que o processo permanecesse completamente paralisado. Se hoje existe perspectiva real de entrega, isso se deve à articulação da atual gestão para destravar um impasse herdado.

 

Há ainda um dado decisivo que desmonta por completo a tentativa de transferência de culpa. Se dependesse exclusivamente da condução da gestão do ex-prefeito Léo Bortolin, a previsão real é que essas casas só seriam entregues em 2027. Isso porque, nos termos do próprio TAC, o empresário só seria formalmente notificado para as correções finais depois de concluídas etapas que cabiam ao Município. Em outras palavras: se a Prefeitura não entregou o terreno conforme acordado — com ruas, água e esgoto —, não havia como imputar ao empresário a responsabilidade por atrasos decorrentes dessa omissão. A lógica é simples e objetiva: quem não cumpre a própria obrigação não pode cobrar cumprimento alheio.

 

Há uma diferença clara entre fiscalizar e fingir que não se fez parte do problema. Cobrar água e esgoto é legítimo. Fazer isso omitindo que a origem das 34 casas está num TAC, que o terreno não foi entregue conforme o acordo e que as ruas só foram abertas às pressas no fim do mandato anterior é desonesto com o eleitor e cruel com os beneficiários.

 

Primavera do Leste não precisa de encenação nem de salvadores tardios. Precisa de solução concreta para as famílias, responsabilidade histórica e verdade. Quem ajudou a criar o problema — como líder de governo, aliado político e braço direito do ex-prefeito — não pode agora posar de herói. Principalmente quando o ataque tem endereço político claro: proteger o grupo de Léo Bortolin e tentar fragilizar quem assumiu a prefeitura enfrentando o estrago deixado.


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